{"id":132987,"date":"2024-01-26T14:43:24","date_gmt":"2024-01-26T17:43:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=132987"},"modified":"2024-01-26T14:43:24","modified_gmt":"2024-01-26T17:43:24","slug":"expectativa-de-vida-ao-nascer-no-rio-grande-do-sul-alcanca-7638-anos-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/expectativa-de-vida-ao-nascer-no-rio-grande-do-sul-alcanca-7638-anos-em-2021\/","title":{"rendered":"Expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul alcan\u00e7a 76,38 anos em 2021"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>N\u00fameros mostram impacto da covid-19 nos indicadores de mortalidade no Estado<\/em><\/h3>\n<p>Em 2021, a expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul chegou a 76,38 anos, uma redu\u00e7\u00e3o de 1,07 anos em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero registrado no Estado em 2020. Os resultados indicam a primeira redu\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros, entre um ano e outro, desde 2010, quando teve in\u00edcio a s\u00e9rie hist\u00f3rica, e mostram o impacto direto dos \u00f3bitos registrados por conta da covid-19.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es do estudo Indicadores de mortalidade para o RS e seus Conselhos Regionais de Desenvolvimento &#8211; 2010-21, produzido pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica, vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (DEE\/SPGG), mostram que as doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias, categoria da covid-19, foram a principal causa de \u00f3bito entre os moradores do Rio Grande do Sul em 2021, respons\u00e1veis por 26,4% do n\u00famero total de 117.722 \u00f3bitos. Em 2020, elas foram a terceira principal causa de mortes no Estado e, em 2019, ocupavam o nono lugar.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es para o estudo, elaborado no DEE\/SPGG pela pesquisadora Marilene Bandeira, foram obtidas a partir de dados do pr\u00f3prio DEE\/SPGG, do Departamento de Inform\u00e1tica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (DataSUS) \u2013 vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e da Secretaria de Sa\u00fade do Estado. Para as proje\u00e7\u00f5es populacionais, foram consideradas as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) para 2021. O n\u00famero total de mortes no ano foi 26,9% maior do que o registrado em 2020.<\/p>\n<p>&#8220;A mudan\u00e7a do perfil da mortalidade por causa da covid-19 foi mais intenso ainda em 2021, quando comparado com os anos anteriores. Em 2020, tivemos os primeiros impactos dos \u00f3bitos por covid-19 na expectativa de vida, mas em 2021 tivemos o \u00e1pice desses n\u00fameros&#8221;, ressalta a pesquisadora.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Principais causas de mortes<\/strong><\/h4>\n<p>Em uma proje\u00e7\u00e3o realizada no estudo, caso as mortes por doen\u00e7as infeccionas e parasit\u00e1rias fossem exclu\u00eddas do c\u00e1lculo, a expectativa de vida ao nascer no Estado seria de 78,33 anos, 1,95 anos mais do que o n\u00famero final. O material elaborado pelo DEE\/SPGG aponta ainda para a manuten\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a de 7 anos na expectativa de vida ao nascer entre homens e mulheres no Rio Grande do Sul. Para as mulheres, a estimativa chegou a 79,88 anos em 2021, enquanto para os homens foi de 72,86 anos.<\/p>\n<p>Seguindo as doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias, as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio ocuparam a segunda coloca\u00e7\u00e3o entre as causas de mortes no Estado em 2021, com 19,8% do total, seguidas das neoplasias (c\u00e2ncer), com 16,9%, das doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio (7,1%) e de causas externas (6,5%). Entre a popula\u00e7\u00e3o de um a 34 anos de idade, as causas externas, como homic\u00eddios, acidentes de transporte, suic\u00eddio e quedas, ocupam a primeira posi\u00e7\u00e3o como principais causas de morte. A partir dos 35 at\u00e9 79 anos, as doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias tornam-se as l\u00edderes.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Resultados por regi\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>A expectativa de vida m\u00e9dia ao nascer entre as 28 regi\u00f5es dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Coredes) tamb\u00e9m est\u00e1 contemplada no estudo do DEE\/SPGG.\u00a0A diferen\u00e7a entre a maior e a menor estimativa de expectativa de vida ao nascer nos Coredes \u00e9 de 5,01 anos.<\/p>\n<p>Os dados indicam que em 2021 uma pessoa da regi\u00e3o do Corede Norte, que engloba a regi\u00e3o de Erechim, tinha expectativa de viver 79,66 anos, a mais alta do Estado. Na sequ\u00eancia vinha o Corede Nordeste, que engloba munic\u00edpios como Lagoa Vermelha e Machadinho, com 79,34 anos, e Vale do Jaguari, que inclui Santiago e Cacequi, com 79,11 anos. Os Coredes das regi\u00f5es da Campanha (74,65 anos), Vale do Rio dos Sinos (74,66) e Fronteira Oeste (74,69) registraram os menores n\u00fameros.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Coredes<\/strong><\/h4>\n<p>Os Coredes foram criados oficialmente pela Lei 10.283\/1994 e s\u00e3o um f\u00f3rum de discuss\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es que visam ao desenvolvimento regional. Atualmente, o Estado conta com 28 Coredes, que s\u00e3o espa\u00e7os para promo\u00e7\u00e3o do debate e elabora\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos sobre a realidade local e formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de desenvolvimento integrado das regi\u00f5es.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/admin.estado.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/nota-tecnica-expectativa-de-vida-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Link para o estudo completo\n<p><\/strong><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/youtu.be\/wl3-1zOiEYY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Link para o v\u00eddeo com explica\u00e7\u00f5es da pesquisadora<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00fameros mostram impacto da covid-19 nos indicadores de mortalidade no Estado Em 2021, a expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul chegou a 76,38 anos, uma redu\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":99986,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,857],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132987"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132987"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132987\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":132988,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132987\/revisions\/132988"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99986"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}