{"id":135152,"date":"2024-05-17T09:02:32","date_gmt":"2024-05-17T12:02:32","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=135152"},"modified":"2024-05-17T09:02:32","modified_gmt":"2024-05-17T12:02:32","slug":"casais-homoafetivos-ainda-enfrentam-preconceitos-para-adotar-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/casais-homoafetivos-ainda-enfrentam-preconceitos-para-adotar-criancas\/","title":{"rendered":"Casais homoafetivos ainda enfrentam preconceitos para adotar crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>No Dia Internacional de Combate \u00e0 LGBTfobia, comemorado hoje, casais homoafetivos relatam como lidam com discrimina\u00e7\u00e3o\u00a0ao tentar adotar. Direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTQI+ s\u00e3o garantidos por decis\u00f5es do STF<\/em><\/h3>\n<p>A terapeuta Carolina Rua e a empres\u00e1ria La\u00eds Guerra, que v\u00e3o adotar uma crian\u00e7a juntas, dizem que a maternidade come\u00e7a no processo de prepara\u00e7\u00e3o afetiva para receber o novo integrante da fam\u00edlia\u00a0&#8211; gestar um filho no cora\u00e7\u00e3o. A frase pode soar estranha, quando existe uma ideia fixa e limitada ao processo biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u201cDesde que a decis\u00e3o de ter um filho por ado\u00e7\u00e3o foi tomada, tudo que fazemos j\u00e1 considera a exist\u00eancia dessa pessoinha. Por exemplo, nos mudamos recentemente e a escolha do apartamento dependia de ter um quarto para nosso filho\u201d, conta Carolina, que tem 39 anos. \u201cCom o tempo e muita terapia, fomos identificando que gestar biologicamente n\u00e3o era um desejo nosso. N\u00f3s quer\u00edamos ser m\u00e3es, mas n\u00e3o nos v\u00edamos gr\u00e1vidas e foi a\u00ed que decidimos gestar pela ado\u00e7\u00e3o, gestar no cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O caminho at\u00e9 a decis\u00e3o n\u00e3o foi f\u00e1cil, muito por causa\u00a0de press\u00f5es familiares e sociais, que colocavam a alternativa biol\u00f3gica como a \u00fanica leg\u00edtima, o\u00a0que as duas entendem ser um tipo de resist\u00eancia mais comum para casais homoafetivos. No Dia Internacional de Combate \u00e0 LGBTfobia, a\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0conversou com pessoas que ainda enfrentam preconceitos ao tentar adotar filhos por conta da orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Na consulta feita esta semana pela reportagem ao Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o e Acolhimento (SNA), administrado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), 4.772 crian\u00e7as e adolescentes esperavam por pais adotivos. O n\u00famero de adultos pretendentes era de 36.318.<\/p>\n<p>De acordo com o sistema, 21.292 crian\u00e7as e adolescentes foram adotados desde 2019. Destas ado\u00e7\u00f5es, 1.353 foram feitas por casais homoafetivos, ou seja, 6,35% do total. O n\u00famero vem crescendo a cada ano, e passou de 143 ado\u00e7\u00f5es em 2019 para 401 em 2023.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem entraves legais para que casais homoafetivos adotem crian\u00e7as. O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu uni\u00f5es est\u00e1veis do tipo em 2011 e\u00a0nova decis\u00e3o em 2015\u00a0refor\u00e7ou esse direito \u00e0 ado\u00e7\u00e3o. O processo \u00e9 o mesmo para todos: reunir documentos, entrevistas com psic\u00f3logos e assistentes sociais\u00a0e visitas\u00a0a abrigos, at\u00e9 que um juiz d\u00ea a aprova\u00e7\u00e3o. Ou, seja, hoje o problema \u00e9 essencialmente social, de mentalidade de algumas pessoas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 lament\u00e1vel que ainda haja quem defenda um modelo restrito de fam\u00edlia, ignorando a diversidade e a riqueza das rela\u00e7\u00f5es afetivas. Temos em mente que, como m\u00e3es adotivas, desafiaremos esses estere\u00f3tipos, mostrando que amor, cuidado e capacidade de criar um ambiente acolhedor n\u00e3o t\u00eam nada a ver com orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00eanero. Para n\u00f3s, o que importa \u00e9 a capacidade de construir v\u00ednculos, dar amor e cuidar dos nossos filhos\u201d, defende La\u00eds, que tem 36 anos.<\/p>\n<p>O casal est\u00e1 junto h\u00e1 12 anos e vai apresentar em breve a documenta\u00e7\u00e3o exigida para se habilitar \u00e0 ado\u00e7\u00e3o. Elas escolheram uma crian\u00e7a de 0 a 5 anos, sem prefer\u00eancia de g\u00eanero e etnia, e n\u00e3o colocam restri\u00e7\u00f5es caso tenha\u00a0doen\u00e7as infectocontagiosas. O processo todo pode durar at\u00e9 cinco anos, mas elas j\u00e1 est\u00e3o ansiosas e n\u00e3o descartam uma segunda ado\u00e7\u00e3o depois, de uma crian\u00e7a acima dos 7 anos.<\/p>\n<p>Nesse processo de prepara\u00e7\u00e3o, Carolina criou at\u00e9 um jogo para ajudar pais aspirantes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o a enfrentar tabus comuns, relacionados ao g\u00eanero, etnia e idade das crian\u00e7as. O tema \u00e9 baseado no Harry Potter, personagem da fic\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m foi adotado tardiamente.<\/p>\n<p>\u201cDigo que nosso filho, filha ou filhe j\u00e1 transformou de mil formas nossas vidas, nos abriu mundos novos e t\u00eam nos tornado pessoas melhores mesmo antes de chegar\u201d, diz Carolina. \u201cSe voc\u00ea entrar no\u00a0<em>site<\/em>\u00a0do sistema nacional de ado\u00e7\u00e3o vai perceber que a maioria das crian\u00e7as \u00e9\u00a0da etnia negra (pretas e pardas) e isso foi crucial para o nosso movimento de racializa\u00e7\u00e3o (somos brancas) e pela busca de uma educa\u00e7\u00e3o antirracista. Estamos envolvidas em rodas de conversa com esse conte\u00fado, j\u00e1 como prepara\u00e7\u00e3o para uma fam\u00edlia interracial\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Cores da Ado\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Para que a Carolina e a La\u00eds ganhassem mais confian\u00e7a, foi essencial o trabalho do Cores da Ado\u00e7\u00e3o, um coletivo de volunt\u00e1rios que compartilha experi\u00eancias e informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre o processo de ado\u00e7\u00e3o e as burocracias envolvidas. O grupo foi fundado em 4 de agosto de 2017. \u00c9 formado por pais e m\u00e3es de filhos adotivos, que fazem um trabalho volunt\u00e1rio para ajudar outras fam\u00edlias a seguir o mesmo caminho. O nome e o s\u00edmbolo do grupo (com cores do arco-\u00edris) representam a diversidade das fam\u00edlias atendidas, de todas as orienta\u00e7\u00f5es sexuais e g\u00eaneros, inclusive heterossexuais.<\/p>\n<p>Eles afirmam que uma das miss\u00f5es \u00e9 permitir que as fam\u00edlias \u201ccompartilhem da melhor forma poss\u00edvel suas experi\u00eancias, ang\u00fastias e preocupa\u00e7\u00f5es\u201d, al\u00e9m de estimular na sociedade uma \u201catitude adotiva que celebre toda a forma de amor e valorize todas as fam\u00edlias e tipos de la\u00e7os de afeto\u201d.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam uma sede para os encontros mensais em Vargem Pequena e v\u00e3o inaugurar uma novo local no Sesc\u00a0de Copacabana na pr\u00f3xima semana, dia 21 de maio. As reuni\u00f5es s\u00e3o gratuitas e abertas a todos os que pretendem adotar uma crian\u00e7a. O Cores da Ado\u00e7\u00e3o tem o apoio das quatro Varas da Inf\u00e2ncia, da Juventude e do Idoso da Comarca da capital fluminense.<\/p>\n<p>\u201cO que leva uma crian\u00e7a para ado\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria bonita. Elas geralmente s\u00e3o arrancadas de lares disfuncionais, por terem sofrido abuso, abandono, neglig\u00eancia ou viol\u00eancia. E como fazer com que essa aproxima\u00e7\u00e3o com a nova fam\u00edlia seja exitosa? Que n\u00e3o gere na crian\u00e7a um segundo trauma? O Cores ajuda pessoas que querem adotar a refletir sobre temas que as tiram do senso comum. A qualifica\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o adotiva s\u00f3 vem realmente pelo esfor\u00e7o da sociedade civil engajada\u201d, diz o advogado Saulo Amorim, um dos fundadores e coordenadores do Cores da Ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser voltado exclusivamente para a popula\u00e7\u00e3o LGBT+, o coletivo tem cumprido papel importante de ajudar esses grupos, historicamente marginalizados no processo de ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO fato de n\u00e3o terem direito no passado, n\u00e3o quer dizer que pessoas LGBTQI+ n\u00e3o tenham sido pais e m\u00e3es. Quantas mulheres viveram juntas como se fossem primas ou amigas\u00a0e criaram filhos? Eram casais l\u00e9sbicos. Quantos homens criaram filhos de suas irm\u00e3s e eram homossexuais, mas escondidos porque a sociedade n\u00e3o os permitiam viver isso publicamente? As fam\u00edlias LGBTQI+ n\u00e3o s\u00e3o contempor\u00e2neas. Sempre existiram. Mas antes viviam em sil\u00eancio, nos guetos, apartadas dos direitos que eram exclusivos de heterossexuais\u201d, diz Saulo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Henrique e Ryan<\/h4>\n<p>O engenheiro Henrique dos Santos Poley, de 27 anos, e o assistente de contabilidade Ryan Poley dos Santos, de 22 anos, est\u00e3o\u00a0junto desde 2021. No ano seguinte se casaram e tentaram dar in\u00edcio \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o para adotar uma crian\u00e7a. Mas, acabaram esbarrando na falta de conhecimento e o processo n\u00e3o foi para a frente. Em dezembro de 2023, com a ajuda do Grupo Cores da Ado\u00e7\u00e3o, conseguiram dar entrada oficialmente no processo. Esta semana, tiveram a aprova\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e est\u00e3o na expectativa para avan\u00e7ar mais um est\u00e1gio, quando o juiz libera o acesso do casal ao SNA.<\/p>\n<p>Eles sempre sonharam em ser pais, antes mesmo de se conhecerem. Chegaram a considerar insemina\u00e7\u00e3o artificial, mas decidiram pela ado\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o definiram prefer\u00eancia de sexo das crian\u00e7as, mas consideram adotar at\u00e9 dois irm\u00e3os de uma vez.<\/p>\n<p>\u201cO cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o cabe dentro do peito. Temos esse desejo muito grande de sermos pais. No \u00faltimo Natal, preparamos o terreno na fam\u00edlia. Informamos que est\u00e1vamos nesse processo de ado\u00e7\u00e3o. Foi uma festa geral nas duas fam\u00edlias. Somos muito unidos, todos aceitaram, entenderam o nosso sonho e embarcaram juntos\u201d, conta Henrique.<\/p>\n<p>Eles ainda n\u00e3o tiveram nenhuma experi\u00eancia hostil por ser\u00a0um casal homoafetivo em busca da ado\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 tiveram de ouvir quest\u00f5es preconceituosas de alguns colegas com quem convivem.<\/p>\n<p>\u201cAcabamos de passar pelo Dia das M\u00e3es. E nos perguntaram quem representaria a m\u00e3e em uma data como essa, porque deveria ter uma figura feminina na fam\u00edlia. Sendo que o meu marido cresceu sem uma figura masculina na vida dele, porque n\u00e3o teve contato com o pai dele. E eu n\u00e3o cresci com a minha m\u00e3e, s\u00f3 com o meu pai. Ent\u00e3o, as pessoas acabam trazendo algumas situa\u00e7\u00f5es preconceituosas para algo que nem \u00e9 concreto ainda. Os filhos nem chegaram ainda, mas j\u00e1 antecipam esses cen\u00e1rios\u201d, diz Henrique.<\/p>\n<p>O futuro pai refor\u00e7a que, quando se tratam de crian\u00e7as e adolescentes \u00e0 espera de um novo lar, o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a possibilidade de oferecer o acolhimento necess\u00e1rio para o desenvolvimento delas.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas precisam entender que religi\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero n\u00e3o s\u00e3o par\u00e2metros para dizer quem pode prover afeto para uma crian\u00e7a. Um ambiente saud\u00e1vel para crian\u00e7as e adolescente independe dessas quest\u00f5es\u201d, afirma\u00a0Henrique. \u201cO mais importante \u00e9 garantir um ambiente que seja lugar de amor e de afeto, aprendizado, de crescimento saud\u00e1vel. Uma fam\u00edlia que tenha di\u00e1logo, troca, compreens\u00e3o, escuta. Para a crian\u00e7a, independentemente da composi\u00e7\u00e3o familiar em que ela esteja. Acima de tudo um lugar onde possa receber afeto\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador do Cores da Ado\u00e7\u00e3o endossa o discurso e rebate os argumentos de grupos conservadores contr\u00e1rios \u00e0 ado\u00e7\u00e3o por pessoas LGBTQI+.<\/p>\n<p>\u201cQual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual ou da conforma\u00e7\u00e3o dos corpos dos pais no desenvolvimento do car\u00e1ter ou da moral das crian\u00e7as? De nada me influenciou a orienta\u00e7\u00e3o sexual do meu pai ou o corpo dele para me definir como pessoa. As pessoas de matriz conservadora que se assustam com a perspectiva de uma crian\u00e7a ser criada por dois pais ou por duas m\u00e3es est\u00e3o muito mais preocupados com aspectos sexuais do que propriamente com os interesses da inf\u00e2ncia. Se essa rela\u00e7\u00e3o fosse determinante para construir a sexualidade da crian\u00e7a, n\u00e3o haveria pessoas LGBTQI+, porque a maioria de n\u00f3s nasceu em fam\u00edlias heteronormativas\u201d, diz Saulo Amorim, coordenador do Cores da Ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cExiste tamb\u00e9m um discurso muito desonesto, que frentes religiosas costumam falar muito, que \u00e9 \u2018Deus criou o homem e a mulher, ent\u00e3o esse deve ser o padr\u00e3o\u2019. Isso \u00e9 preocupante na perspectiva da democracia (e n\u00e3o somos uma teocracia), quando vozes se levantam para dizer que determinada interpreta\u00e7\u00e3o dentro do universo crist\u00e3o \u00e9 o modelo que deve ser aplicado para toda uma na\u00e7\u00e3o. Que pode at\u00e9 ter uma maioria crist\u00e3, mas n\u00e3o exclusivamente. Existem v\u00e1rias outras pr\u00e1ticas de f\u00e9. E muitas delas divergem de conceitos defendidos por quem acredita que existe Deus, que criou alguma coisa e que determinou isso em dois g\u00eaneros\u201d, complementa Saulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Por Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Internacional de Combate \u00e0 LGBTfobia, comemorado hoje, casais homoafetivos relatam como lidam com discrimina\u00e7\u00e3o\u00a0ao tentar adotar. Direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTQI+ s\u00e3o garantidos por decis\u00f5es do STF A terapeuta<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":135153,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135152"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135152"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135152\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":135154,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135152\/revisions\/135154"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}