{"id":135448,"date":"2024-05-29T14:45:35","date_gmt":"2024-05-29T17:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=135448"},"modified":"2024-05-29T14:45:35","modified_gmt":"2024-05-29T17:45:35","slug":"arroz-importado-chegara-em-ate-40-dias-estima-ministro-da-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/arroz-importado-chegara-em-ate-40-dias-estima-ministro-da-agricultura\/","title":{"rendered":"Arroz importado chegar\u00e1 em at\u00e9 40 dias, estima ministro da Agricultura"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Produto vir\u00e1 da Tail\u00e2ndia. Aquisi\u00e7\u00e3o no mercado externo garantir\u00e1 pre\u00e7os melhores, segundo F\u00e1varo<\/em><\/h3>\n<p>A primeira leva de arroz importado com o objetivo de evitar alta de pre\u00e7os no mercado interno deve chegar \u00e0s g\u00f4ndolas dos supermercados nos pr\u00f3ximos 30 ou 40 dias, vinda\u00a0da Tail\u00e2ndia. Segundo o ministro da Agricultura e Pecu\u00e1ria, Carlos F\u00e1varo, o produto foi adquirido antes da redu\u00e7\u00e3o de tributos anunciada pelo governo, mas ajudar\u00e1\u00a0na estrat\u00e9gia de retomada dos pre\u00e7os anteriores \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-05\/brasil-vai-importar-arroz-para-evitar-especulacao-de-precos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>especula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0que, em decorr\u00eancia das chuvas no Rio Grande do Sul, chegou a\u00a0aumentar em at\u00e9 40% o pre\u00e7o do\u00a0alimento.<\/p>\n<p>Durante o programa<em>\u00a0Bom Dia, Ministro<\/em>, produzido pela\u00a0Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o\u00a0(EBC), F\u00e1varo disse que est\u00e1 prevista, ainda para esta quarta-feira (29), a publica\u00e7\u00e3o do edital que estipula um prazo de 90 dias para a primeira compra de arroz sem os tributos de importa\u00e7\u00e3o que chegam, segundo ele, a 12% \u2013 o que garantir\u00e1 melhores pre\u00e7os, bem como o abastecimento do produto.<\/p>\n<p>Esse arroz sem tributos de importa\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma embalagem diferenciada, por ser subsidiado pelo governo federal. \u201cEle estar\u00e1 identificado com o pre\u00e7o m\u00e1ximo de R$ 20 para o pacote de 5 quilos de arroz agulhinha tipo 1. \u00c9 o arroz do paladar do brasileiro, do gosto do brasileiro. \u00c9 o que a imensa da maioria da popula\u00e7\u00e3o consome\u201d, disse o ministro ao ressaltar que o governo vai gradativamente controlando compras a fim de manter o pre\u00e7o \u201ca n\u00edveis razo\u00e1veis para a popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de arroz, precisamos olhar o problema de uma forma hol\u00edstica, levando em conta as consequ\u00eancias que a trag\u00e9dia no Rio Grande do Sul ter\u00e1 para a popula\u00e7\u00e3o brasileira. O estado concentra 70% do arroz produzido no Brasil. Outros 15% s\u00e3o produzidos em Santa Catarina; e os outros 15% pelo restante do Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Especula\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 trag\u00e9dia<\/h4>\n<p>A trag\u00e9dia, segundo o ministro, acabou estimulando a gan\u00e2ncia de alguns especuladores que tinham o produto estocado. \u201cVivo repetindo essa frase: o inferno vai ser pequeno porque n\u00e3o vai caber tanta gente maldosa que criou um movimento especulativo em cima da trag\u00e9dia. Nos \u00faltimos 30 dias, o arroz subiu de 30% a 40%\u201d, disse.<\/p>\n<p>A alta preocupou o governo, que acabou por editar uma medida provis\u00f3ria autorizando a compra de arroz no mercado externo. \u201cEstamos combatendo essa especula\u00e7\u00e3o. Sabemos que o Rio Grande do Sul tem um estoque suficiente para abastecer o Brasil, independentemente da trag\u00e9dia que aconteceu\u201d, acrescentou ao garantir que, com o aumento de oferta, n\u00e3o haver\u00e1 qualquer necessidade de racionamento ou controle da venda nos supermercados.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos riscos de nenhum tipo de desabastecimento, nem do arroz. O estoque \u00e9 suficiente. O problema \u00e9 a conjuntura moment\u00e2nea, mas em hip\u00f3tese alguma [teremos desabastecimento]. O Brasil \u00e9 um grande\u00a0<em>player<\/em>\u00a0produtor de soja, milho, arroz, feij\u00e3o, trigo, carnes, algod\u00e3o. Somos primeiro do mundo, e estamos, apesar das dificuldades, com uma safra muito boa\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Durante a entrevista, F\u00e1varo disse que<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-05\/conab-suspende-leilao-para-compra-de-104-mil-toneladas-de-arroz-polido\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>\u00a0o governo tentou, em um primeiro momento, comprar 100 mil toneladas de arroz<\/strong><\/a>, \u201cmas o mercado foi mais agressivo e subiu ainda mais o pre\u00e7o&#8221;. &#8220;Agora vamos mostrar que estamos dispostos a comprar 1 milh\u00e3o de toneladas. Talvez nem seja preciso comprar tudo isso\u201d, completou.<\/p>\n<p>O ministro explicou que a chegada desse arroz ao mercado nacional pode ser mais ou menos demorada, dependendo de quem seja o vendedor. \u201cSe comprarmos da \u00c1sia, demora um pouquinho mais para chegar\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele lembrou que foi feita uma tentativa inicial de compra a partir dos pa\u00edses do Mercosul \u201cFicamos muito chateados nessa primeira tentativa de compra com o Mercosul, que \u00e9 muito mais competitivo porque n\u00e3o tem tributos para vendas ao Brasil. Lan\u00e7amos um edital de 100 mil toneladas, mas a\u00ed a especula\u00e7\u00e3o veio e, com quatro dias de leil\u00e3o, o volume de recurso dispon\u00edvel para comprar 100 mil toneladas dava para comprar apenas 70 mil.\u201d<\/p>\n<p>\u201cFicou 30% mais caro. A\u00ed o governo parou e suspendeu aquele leil\u00e3o. Agora, o leil\u00e3o estar\u00e1 aberto para todo mundo. Para quem quiser vender para o Brasil\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Produ\u00e7\u00e3o descentralizada<\/h4>\n<p>Uma outra estrat\u00e9gia a ser adotada pelo governo \u00e9 a de descentralizar a produ\u00e7\u00e3o de alguns alimentos considerados essenciais para o consumidor brasileiro, de forma a evitar que quebras de safra ou trag\u00e9dias em decorr\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas coloquem em risco o abastecimento no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um passo\u00a0nesse sentido\u00a0ser\u00e1 dado em breve, com o an\u00fancio do novo Plano Safra, a ser lan\u00e7ado at\u00e9 o final de junho, e que, segundo\u00a0F\u00e1varo, ser\u00e1 o maior da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos levam a evitar essa concentra\u00e7\u00e3o [de determinados produtos em algumas regi\u00f5es]. Por isso, queremos estimular a produ\u00e7\u00e3o de, pelo menos, cinco produtos essenciais do consumo brasileiro: o milho, que, al\u00e9m de servir de alimento, se transforma tamb\u00e9m em ra\u00e7\u00f5es e carnes; o trigo; o arroz; o feij\u00e3o e a mandioca\u201d, explicou o ministro.<\/p>\n<p>Para tanto, segundo ele, haver\u00e1 \u201cest\u00edmulos e contratos de op\u00e7\u00f5es\u201d voltados a produtores de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. A ideia \u00e9, por meio dessa descentraliza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es, evitar produ\u00e7\u00f5es limitadas a algumas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Caso isso resulte em excesso de produ\u00e7\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 sua destina\u00e7\u00e3o ao mercado externo. \u201cO Brasil j\u00e1 \u00e9 um grande<em>\u00a0player\u00a0<\/em>de todos os esses produtos. Poderemos, portanto, exportar e ganhar dinheiro com o excesso, trazendo mais divisas para o Brasil.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por Ag\u00eancia Brasil \u2013 Foto Marcelo Camargo\/ABr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produto vir\u00e1 da Tail\u00e2ndia. 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