{"id":137812,"date":"2024-08-04T14:47:27","date_gmt":"2024-08-04T17:47:27","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=137812"},"modified":"2024-08-04T14:47:27","modified_gmt":"2024-08-04T17:47:27","slug":"artigo-jesua-e-o-abba-no-evangelho-dominical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/artigo-jesua-e-o-abba-no-evangelho-dominical\/","title":{"rendered":"Artigo: JESUA e o ABB\u00c1 &#8211; no Evangelho dominical"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Por: Dom Jacinto Bergmann<\/em><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-126182 alignright\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dom-jacinto-bergmann.jpg\" alt=\"\" width=\"359\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dom-jacinto-bergmann.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dom-jacinto-bergmann-300x191.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dom-jacinto-bergmann-150x95.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dom-jacinto-bergmann-768x488.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 359px) 100vw, 359px\" \/>Eu estava com os disc\u00edpulos no outro lado do mar da Galileia, Abb\u00e1. Uma grande multid\u00e3o me seguia, porque viam os sinais que eu fazia, em teu nome, em benef\u00edcio, especialmente, dos enfermos. Eu precisava de um tempo para mim, para os disc\u00edpulos e tamb\u00e9m para Ti. Ent\u00e3o subi ao monte e sentei-me ali com os disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Ao entardecer, os disc\u00edpulos desceram \u00e0 beira-mar. Eles entraram no barco e atravessaram o mar em dire\u00e7\u00e3o a Cafarnaum. Foram sem mim. J\u00e1 estava escuro e come\u00e7ou um vento forte. Ent\u00e3o fui ao encontro deles andando sobre as \u00e1guas e chegamos a Cafarnaum pela manh\u00e3.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, Abb\u00e1, a multid\u00e3o, que tinha ficado do outro lado do mar, percebeu que nem eu e nem os meus disc\u00edpulos estavam a\u00ed. Entraram nos barcos e foram a Cafarnaum \u00e0 minha procura. Abb\u00e1, eu te louvo, pois a multid\u00e3o come\u00e7ou a procurar-me. Os galileus sentiam que o Reino de Deus estava irrompendo na minha pessoa. Os galileus eram considerados um tanto impuros, eram marginalizados pelos habitantes do sul. Mas eram eles, os \u201csimples e pequeninos\u201d, que estavam entendendo as \u201ccoisas reveladas\u201d.<\/p>\n<p>Abb\u00e1, o entendimento dos galileus, estava ficando claro. Pois, quando chegaram a Cafarnaum eles demonstraram curiosidade e me perguntaram: \u201cRabi, quando chegaste aqui?\u201d Chamaram-me de \u201cRabi\u201d, que significa Mestre. Para eles eu estava sendo o Mestre das \u201ccoisas reveladas\u201d.<\/p>\n<p>Mas eu, Abb\u00e1, n\u00e3o estava certo se eles realmente estavam entendendo que o Reino dos C\u00e9us irrompia em mim. Como eu tinha, no dia anterior, no outro lado do Mar da Galileia, multiplicado para a multid\u00e3o cinco p\u00e3es de cevada e dois peixes e todos ficaram saciados, eu provoquei-os: \u201cEm verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando n\u00e3o porque vistes sinais <em>(sinais do Reino dos C\u00e9us),<\/em> mas porque comestes p\u00e3o e ficastes satisfeitos. Esfor\u00e7ai-vos n\u00e3o pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece at\u00e9 a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dar\u00e1. Pois este \u00e9 quem o Pai marcou com seu selo\u201d.<\/p>\n<p>Na resposta que me deram, Abb\u00e1, percebi que estavam abertos para entenderem que o Reino dos C\u00e9us estava se irrompendo em mim. Eles at\u00e9 perguntaram: \u201cQue devemos fazer para realizar as obras de Deus?\u201d Ent\u00e3o fui claro para com eles, dizendo-lhes: \u201cA obra de Deus, Sua obra, \u00e9 que creiam em Mim que me enviaste\u201d. Sim me enviaste para que o Reino do C\u00e9us se irrompesse em mim. \u00c9 preciso crer em mim!<\/p>\n<p>A conversa continuou nessa linha, \u00f3 Abb\u00e1! Fiquei feliz! Eles perguntaram: \u201cQue sinal realizas para que o vejamos, e creiamos em ti? Que obra fazes? Nossos pais comeram o Man\u00e1 no deserto e est\u00e1 escrito: \u2018Deus lhes deu de comer p\u00e3o do c\u00e9u\u2019\u201d. Pude ent\u00e3o responder a eles: \u201cEm verdade, em verdade vos digo: n\u00e3o foi Mois\u00e9s quem vos deu o p\u00e3o do c\u00e9u. Meu Pai, Abb\u00e1, \u00e9 quem nos d\u00e1 o verdadeiro p\u00e3o do c\u00e9u, pois o p\u00e3o de Deus \u00e9 aquele que desce do c\u00e9u e d\u00e1 vida ao mundo\u201d.<\/p>\n<p>Interessante, Abb\u00e1, a minha resposta provocou imediatamente um pedido da parte deles. Eis o pedido: \u201cSenhor, d\u00e1-nos sempre desse p\u00e3o\u201c. Assim tive a oportuna gra\u00e7a de afirmar-lhes: \u201cEu sou o p\u00e3o da vida. Quem vem a mim nunca mais ter\u00e1 fome, e quem cr\u00ea em mim nunca mais ter\u00e1 sede\u201d.<\/p>\n<p>Abb\u00e1, como n\u00e3o agradecer a abertura dos galileus, povo marginalizado: eles est\u00e3o famintos do P\u00e3o da vida, do Reino dos C\u00e9us. Por isso, quero, do fundo do meu cora\u00e7\u00e3o, saci\u00e1-los, quando eles v\u00eam a mim. Quero, do fundo do meu cora\u00e7\u00e3o, dessedent\u00e1-los quando eles creem em mim!<\/p>\n<p>Esse meu desejo de saciar e dessedentar, Abb\u00e1, vale para todas as pessoas humanas de todos os tempos. E \u00e9 verdade: para os \u201csimples e pequeninos\u201d as Tuas coisas s\u00e3o reveladas e eles se tornam felizes; ao contr\u00e1rio, aos \u201cintelect\u00f3ides e entendidos\u201d as Tuas coisas reveladas s\u00e3o escondidas e eles n\u00e3o se tornam felizes!<\/p>\n<p><em><strong>Arcebispo metropolitano da Igreja Cat\u00f3lica de Pelotas<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Dom Jacinto Bergmann Eu estava com os disc\u00edpulos no outro lado do mar da Galileia, Abb\u00e1. 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