{"id":138621,"date":"2024-09-02T14:57:29","date_gmt":"2024-09-02T17:57:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=138621"},"modified":"2024-09-02T14:57:29","modified_gmt":"2024-09-02T17:57:29","slug":"em-carta-aberta-comite-cientifico-de-adaptacao-e-resiliencia-climatica-aponta-caminhos-para-o-agronegocio-gaucho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/em-carta-aberta-comite-cientifico-de-adaptacao-e-resiliencia-climatica-aponta-caminhos-para-o-agronegocio-gaucho\/","title":{"rendered":"Em carta aberta, Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica aponta caminhos para o agroneg\u00f3cio ga\u00facho"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>A roda de conversa sobre constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia foi realizada em 27 de agosto na arena do Estande do Governo na Expointer<\/em><\/h3>\n<p>O Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica produziu uma carta aberta com reflex\u00f5es e alternativas para que o agroneg\u00f3cio ga\u00facho se torne mais resiliente, com capacidade para se adaptar e se recuperar ap\u00f3s eventos meteorol\u00f3gicos extremos. O documento recebeu contribui\u00e7\u00f5es de membros do comit\u00ea e do p\u00fablico presente em uma reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria realizada durante a 47\u00aa Expointer, edi\u00e7\u00e3o que marcou a retomada do setor no Estado.<\/p>\n<p>A carta\u00a0<strong>\u201c<a href=\"https:\/\/estado.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/202409\/carta-aberta-resiliencia-agro-versao-final.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Construindo resili\u00eancia no agro<\/a>\u201d<\/strong>, assinada por 49 pessoas, apresenta um panorama do agroneg\u00f3cio no Rio Grande do Sul, enfatizando os desafios enfrentados pelo segmento em fun\u00e7\u00e3o da variabilidade do clima. \u201cEssas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o caracterizadas por eventos cada vez mais intensos e frequentes de secas e cheias extremas, ambos afetando de maneira cr\u00edtica a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a pecu\u00e1ria\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>Para se buscar melhores condi\u00e7\u00f5es de sustentabilidade e competitividade no setor, a carta aponta a resili\u00eancia como caminho necess\u00e1rio. Entre os aspectos a serem considerados, destacam-se a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas vocacionais regionais para redu\u00e7\u00e3o dos riscos ao agroneg\u00f3cio, a gest\u00e3o integrada de recursos h\u00eddricos, o uso sustent\u00e1vel da costa marinha e o fortalecimento institucional.<\/p>\n<p>Um dos pontos colocados na carta se refere \u00e0 gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos, envolvendo a cria\u00e7\u00e3o de uma Ag\u00eancia de \u00c1guas do Estado do Rio Grande do Sul. Esse \u00f3rg\u00e3o seria respons\u00e1vel por \u201cimplementar planos de bacias que considerem as necessidades espec\u00edficas de cada regi\u00e3o, equilibrando a demanda de \u00e1gua para agricultura, ind\u00fastria e consumo humano.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o documento ressalta a import\u00e2ncia da economia azul e da explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos marinhos, que poderiam contribuir para a diversifica\u00e7\u00e3o e a resili\u00eancia do setor agropecu\u00e1rio. A \u00e1rea de biotecnologia tamb\u00e9m \u00e9 mencionada como um polo de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o no Estado, com potencial para aumentar a produtividade e a sustentabilidade das culturas.<\/p>\n<p>Outro destaque da carta \u00e9 a necessidade de se adotar o chamado design de paisagem com uma vis\u00e3o de bacia hidrogr\u00e1fica: \u201cEssa perspectiva integradora reconhece a interdepend\u00eancia entre os componentes naturais e as atividades humanas dentro de uma bacia hidrogr\u00e1fica, propondo um planejamento que n\u00e3o s\u00f3 otimiza o uso dos recursos h\u00eddricos e do solo, mas tamb\u00e9m preserva a biodiversidade e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO agro \u00e9 uma cadeia fundamental para que a gente possa pensar a retomada econ\u00f4mica e social do Estado. Por isso, o Comit\u00ea Cient\u00edfico se dedicou a refletir e elaborar esta carta com recomenda\u00e7\u00f5es e proposi\u00e7\u00f5es para o agro ga\u00facho. E fizemos esta reuni\u00e3o aberta a todos que quisessem contribuir, para aproximar o trabalho do comit\u00ea e a sociedade\u201d, afirmou a secret\u00e1ria de Inova\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e tecnologia e coordenadora do Comit\u00ea Cient\u00edfico, Simone St\u00fclp.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria ocorreu em 27 de agosto, na Casa da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o do Estado (Secom), na Expointer. O Comit\u00ea Cient\u00edfico integra a estrutura de governan\u00e7a do\u00a0<a href=\"https:\/\/planoriogrande.rs.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Plano Rio Grande<\/strong><\/a>, com papel consultivo e propositivo relacionado \u00e0s a\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidas nos eixos emergencial, reconstru\u00e7\u00e3o e Rio Grande do Sul do futuro.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Roda de conversa<\/strong><\/h4>\n<p>Ainda no dia 27, o Comit\u00ea Cient\u00edfico realizou uma roda de conversa sobre constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia no agroneg\u00f3cio ga\u00facho na arena do Estande do Governo, localizado no Pavilh\u00e3o Internacional da Expointer.<\/p>\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos a desenhar a\u00e7\u00f5es de inova\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia na Expointer, decidimos que n\u00e3o pod\u00edamos deixar de lado o Comit\u00ea Cient\u00edfico, para enfatizar o papel deste dentro da estrutura\u00e7\u00e3o do Plano Rio Grande. \u00c9 um momento de troca com a sociedade ga\u00facha, aqui mais voltada ao agroneg\u00f3cio, mas queremos expandir para outros setores e para outras regi\u00f5es do Estado&#8221;, pontuou Simone St\u00fclp.<\/p>\n<p>A assessora t\u00e9cnica do Comit\u00ea Cient\u00edfico, Alexandra Passuello, explicou o significado das palavras \u201cresili\u00eancia\u201d e \u201cadapta\u00e7\u00e3o\u201d neste contexto. \u201cNa gest\u00e3o de riscos e desastres, resili\u00eancia \u00e9 a capacidade que uma cidade, comunidade ou sistema tem para suportar, se adaptar ou se recuperar ap\u00f3s um desastre\u201d, disse. \u201cAdapta\u00e7\u00e3o \u00e9 um elemento da resili\u00eancia, referente ao processo de ajuste \u00e0s altera\u00e7\u00f5es dos sistemas naturais e humanos existentes. Busca reduzir ou evitar danos potenciais a partir de a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos\u201d, complementou.<\/p>\n<p>A coordenadora da Assessoria de Clima da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Daniela Lara, enfatizou a recorr\u00eancia dos eventos meteorol\u00f3gicos extremos no Rio Grande do Sul \u2013 10 registros no \u00faltimo ano \u2013 e a necessidade de projetos na \u00e1rea. O professor e head do Celeiro Agfoid Hub do Tecnopuc, Lu\u00eds de Melo Villwock, abordou o trabalho que vem realizando junto \u00e0 Sict para contribuir para a retomada do agro ga\u00facho.<\/p>\n<p>Foto do alto: J\u00e9ssica Moraes\/Ascom Sict<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A roda de conversa sobre constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia foi realizada em 27 de agosto na arena do Estande do Governo na Expointer O Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":138622,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,31],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138621"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138621"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":138623,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138621\/revisions\/138623"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}