{"id":140562,"date":"2024-11-19T08:47:19","date_gmt":"2024-11-19T11:47:19","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=140562"},"modified":"2024-11-19T08:47:19","modified_gmt":"2024-11-19T11:47:19","slug":"consciencia-negra-data-reforca-combate-ao-racismo-e-intolerancia-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/consciencia-negra-data-reforca-combate-ao-racismo-e-intolerancia-religiosa\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia Negra: data refor\u00e7a combate ao racismo e intoler\u00e2ncia religiosa"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Historiador afirma que esta \u00e9 uma luta de todos os brasileiros, sobretudo pela heran\u00e7a miscigenada da popula\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>Ao sancionar o Dia Nacional de Zumbi e da Consci\u00eancia Negra como feriado nacional, por meio Lei n\u00ba 3.268\/2021, o Brasil avan\u00e7a no reconhecimento das lutas e conquistas da popula\u00e7\u00e3o negra. Edson Violim, professor de Hist\u00f3ria do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB), explica o significado da celebra\u00e7\u00e3o, marcada para 20 de novembro. Para al\u00e9m da conquista de feriado oficial, \u00e9 um convite para refletir sobre a forma\u00e7\u00e3o multicultural do brasileiro e sobre a urg\u00eancia em construir uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>A escolha do dia 20 de novembro se deu em alus\u00e3o \u00e0 morte de Zumbi dos Palmares, l\u00edder do Quilombo dos Palmares, como resist\u00eancia contra a escravid\u00e3o: \u201cA data \u00e9 um s\u00edmbolo de luta, resist\u00eancia e orgulho. Esse \u00e9 um momento para refor\u00e7ar a luta contra o racismo e a necessidade de honrar as contribui\u00e7\u00f5es africanas na forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira\u201d, defende o docente, citando que a influ\u00eancia da cultura africana no cotidiano brasileiro.<\/p>\n<p>Ele lembra, por exemplo, o impacto de figuras como Pel\u00e9, o maior \u00eddolo esportivo do pa\u00eds, que al\u00e9m de s\u00edmbolo nacional, representa o legado africano. Segundo o docente do CEUB, as ra\u00edzes africanas s\u00e3o uma parte essencial da identidade e da hist\u00f3ria do Brasil: \u201cO nosso jeito de ser, enquanto brasileiros, n\u00e3o veio da Europa, mas sim da \u00c1frica. A cultura negra est\u00e1 presente na nossa culin\u00e1ria, m\u00fasica e esporte\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Por outro lado, mesmo em tempos atuais, combater o racismo e o preconceito deve ser uma luta de todos os brasileiros, sobretudo pela heran\u00e7a mista da popula\u00e7\u00e3o. \u201cNegar o racismo no Brasil \u00e9 \u2018tapar o sol com a peneira\u2019. Ele existe sim e precisamos combat\u00ea-lo. Estudos apontam que, de cada cinco brasileiros que se consideram brancos, tr\u00eas possuem sangue africano ou ind\u00edgena\u201d, detalha Edson Violim.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Combate \u00e0 intoler\u00e2ncia e orgulho das ra\u00edzes<\/strong><\/h4>\n<p>Ao relembrar que o Brasil recebeu o maior n\u00famero de africanos escravizados das Am\u00e9ricas, enriquecendo uma elite que explorou a for\u00e7a de trabalho dessa popula\u00e7\u00e3o, o historiador refor\u00e7a que o racismo \u00e9 um problema estrutural e hist\u00f3rico. &#8220;Precisamos enfrentar essa quest\u00e3o com seriedade e manter a luta contra o racismo. Esse flagelo ainda marca nossa sociedade.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com o docente do CEUB, outro aspecto que preocupa \u00e9 a intoler\u00e2ncia religiosa, sobretudo contra religi\u00f5es de matriz africana. \u201cOs ataques a centros de umbanda e candombl\u00e9 por grupos fundamentalistas s\u00e3o inaceit\u00e1veis e devem ser combatidos. A diversidade religiosa sempre ser\u00e1 caracter\u00edstica do Brasil\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Historiador afirma que esta \u00e9 uma luta de todos os brasileiros, sobretudo pela heran\u00e7a miscigenada da popula\u00e7\u00e3o Ao sancionar o Dia Nacional de Zumbi e da Consci\u00eancia Negra como feriado<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":140563,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140562"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140562"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140564,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140562\/revisions\/140564"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}