{"id":141160,"date":"2024-12-17T14:04:05","date_gmt":"2024-12-17T17:04:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=141160"},"modified":"2024-12-17T14:04:05","modified_gmt":"2024-12-17T17:04:05","slug":"rio-grande-do-sul-deve-crescer-31-superando-crescimento-brasileiro-em-2025-aponta-fecomercio-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/rio-grande-do-sul-deve-crescer-31-superando-crescimento-brasileiro-em-2025-aponta-fecomercio-rs\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul deve crescer 3,1%, superando crescimento brasileiro em 2025, aponta Fecom\u00e9rcio-RS"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>N\u00fameros foram divulgados durante coletiva de imprensa nesta ter\u00e7a-feira (17\/12)<\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Nesta ter\u00e7a-feira, dia 17 de dezembro, a Fecom\u00e9rcio-RS realizou sua tradicional coletiva de final do ano. A estimativa da entidade \u00e9 que, depois de crescer 3,5% em 2024, o pa\u00eds desacelere para uma expans\u00e3o de 2,5% em 2025. Ainda que, em termos de atividade e de mercado de trabalho a performance da economia seja bastante positiva, o ano de 2025 ser\u00e1 marcado por grandes desafios, especialmente ligados \u00e0 condu\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas e ao controle da infla\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">A Fecom\u00e9rcio-RS acredita que o IPCA encerre o pr\u00f3ximo ano registrando alta de 5%, mantendo-se elevado em 2026 e 2027, devido \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com a credibilidade fiscal.\u00a0Est\u00e1 sendo estimado um forte repasse da eleva\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, observada no final deste ano, para a infla\u00e7\u00e3o em 2025, bem como a continuidade da press\u00e3o sobre os pre\u00e7os derivada de um excesso de demanda provocado pela expans\u00e3o de gastos p\u00fablicos. Na tentativa de conter a deteriora\u00e7\u00e3o das expectativas e reduzir a infla\u00e7\u00e3o no horizonte relevante, o Banco Central j\u00e1 contratou mais duas eleva\u00e7\u00f5es de 1 ponto percentual para o primeiro trimestre do pr\u00f3ximo ano, o que levaria a Selic a 14,25% ao ano at\u00e9 o final de mar\u00e7o. \u201cO choque de juros deve conter esse processo, mas talvez n\u00e3o consiga revert\u00ea-lo. A d\u00edvida p\u00fablica est\u00e1 em uma trajet\u00f3ria perigosa e \u00e9 poss\u00edvel concluir que os riscos para a solv\u00eancia fiscal ser\u00e3o grandes caso o governo n\u00e3o consiga conter os gastos\u201d, complementa o presidente do Sistema Fecom\u00e9rcio-RS\/Sesc\/Senac, Luiz Carlos Bohn (\u00e0 esq. Na foto acima). As expectativas de infla\u00e7\u00e3o reagiram fortemente no final de 2024 em fun\u00e7\u00e3o da frustra\u00e7\u00e3o com a insufici\u00eancia do pacote fiscal apresentado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Bohn finalizou sua fala reivindicando a urg\u00eancia de uma reforma administrativa, e alertando que as medidas defendidas pela Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) referente ao fim da escala 6&#215;1 s\u00e3o insustent\u00e1veis dentro do mercado brasileiro. &#8220;\u00c9 urgente trabalharmos uma ampla reforma administrativa. Es<\/span><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">sa, assim como a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, s\u00e3o temas de discuss\u00e3o important\u00edssimos para esse momento da economia do Pa\u00eds\u201d, afirmou o presidente da entidade.\u00a0\u201cAcreditamos que a redu\u00e7\u00e3o da escala, enquanto PEC, n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade do mercado. Estamos em uma situa\u00e7\u00e3o de pleno emprego, onde observamos dificuldade de encontrar m\u00e3o de obra qualificada. Ao mesmo tempo, in\u00fameras atividades precisam de flexibilidade de trabalho, em um ambiente onde a produtividade brasileira n\u00e3o conseguiria absorver a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem diminuir sal\u00e1rios. Essa manuten\u00e7\u00e3o geraria uma carga inflacion\u00e1ria ainda maior do que as j\u00e1 previstas&#8221;, defendeu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Conforme o consultor econ\u00f4mico da Fecom\u00e9rcio-RS, Marcelo Portugal (ao centro na foto acima), a expectativa \u00e9 de que o primeiro trimestre de 2025 ainda seja positivo em termos de atividade econ\u00f4mica, majoritariamente puxado pela agropecu\u00e1ria, com o PIB crescendo pr\u00f3ximo de 0,8%. Entretanto, \u00e9 esperada uma desacelera\u00e7\u00e3o significativa ao longo do ano, especialmente no segundo semestre. \u201cO ano come\u00e7a bem e termina mal. H\u00e1 grande d\u00favida quanto \u00e0 condu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas monet\u00e1ria e fiscal em 2025. O Banco Central saiu na frente, dizendo claramente que vai combater a infla\u00e7\u00e3o com a Selic bem alta. O que precisamos saber \u00e9 se o Governo vai ajustar os gastos p\u00fablicos para evitar uma crise de confian\u00e7a na sustentabilidade da d\u00edvida p\u00fablica ou se as pol\u00edticas monet\u00e1ria e fiscal seguir\u00e3o descoordenadas\u201d, pontuou Portugal.<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Rio Grande do Sul: R\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o da atividade, mas muito a reconstruir<\/span><\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Mesmo afetado pelas enchentes deste ano, o Rio Grande do Sul mostrou resili\u00eancia e deve crescer cerca de 4% em 2024, superando proje\u00e7\u00f5es anteriores. Fatores como a r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o, as ajudas financeiras p\u00fablica e privada, um c\u00e2mbio desvalorizado e a estabilidade na al\u00edquota do Imposto de Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) contribu\u00edram para esse resultado. Seguindo o exemplo do Brasil, \u00e9 esperada uma desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento do PIB do Estado no pr\u00f3ximo ano em rela\u00e7\u00e3o a 2024. Ainda assim, o RS ainda deve apresentar uma performance melhor que o PIB nacional em fun\u00e7\u00e3o do impacto mais forte da agropecu\u00e1ria nos c\u00e1lculos ga\u00fachos e de um c\u00e2mbio pr\u00f3ximo dos 6 R$\/US$. A Fecom\u00e9rcio-RS estima expans\u00e3o de 3,1% para o PIB ga\u00facho em 2025.\u00a0 Embora o fluxo de produ\u00e7\u00e3o tenha se recuperado rapidamente, \u00e9 importante relembrar que ainda permanecem perdas de capital p\u00fablico &#8211; como pontes, escolas e hospitais &#8211; e privado &#8211; como casas e empresas, com impactos sobre a din\u00e2mica de m\u00e9dio e longo prazos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Para o com\u00e9rcio, os n\u00fameros indicam que 2024 tenha sido um bom ano, mas que o ritmo n\u00e3o deve se manter no pr\u00f3ximo ano. Os bons n\u00fameros atuais se devem ao impulso gerado pelos aux\u00edlios p\u00f3s-enchentes dados \u00e0s fam\u00edlias, \u00e0 necessidade imediata de consumo e ao reduzido n\u00edvel de desemprego. Os servi\u00e7os, fortemente impactados pelas enchentes em 2024, devem acelerar em 2025, pela retomada da atividade e pela base de compara\u00e7\u00e3o bastante deprimida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Ainda sobre a situa\u00e7\u00e3o ga\u00facha, as institui\u00e7\u00f5es do Sistema Fecom\u00e9rcio-RS\/Sesc\/Senac desempenharam papel essencial na recupera\u00e7\u00e3o do Estado com diversas a\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias causadas pelas enchentes de maio.\u00a0Apenas neste ano, foram distribu\u00eddos 2,3 milh\u00f5es de quilos de alimentos, que beneficiaram mais de 157 mil pessoas e apoiaram 553 institui\u00e7\u00f5es em todo o Rio Grande do Sul. Entre itens doados, valores repassados ao pix do Mesa Brasil, provenientes de tantos outros regionais, e ainda valores pr\u00f3prios do Sistema Fecom\u00e9rcio-RS destinados a constru\u00e7\u00f5es, obras de amparo e abrigos criados para acomodar centenas de fam\u00edlias, somaram mais de R$ 160 milh\u00f5es de reais em ajuda ao povo ga\u00facho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Concomitantemente, a Fecom\u00e9rcio-RS trabalhou em prol da libera\u00e7\u00e3o de medidas econ\u00f4micas para apoiar os empres\u00e1rios e o povo ga\u00facho, como a redu\u00e7\u00e3o de tributos, a renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas e maior flexibilidade para os investimentos em infraestrutura. \u201cLutamos persistentemente por medidas no \u00e2mbito tribut\u00e1rio e trabalhista para atender \u00e0s necessidades dos empres\u00e1rios, assim como na busca de recursos financeiros. Tamb\u00e9m cobramos do Poder P\u00fablico agilidade na recupera\u00e7\u00e3o da infraestrutura. Em \u00e2mbito federal, solicitamos medidas como redu\u00e7\u00e3o de tributos, renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, amplia\u00e7\u00e3o das parcelas do aux\u00edlio-emprego, suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida ga\u00facha, entre outros. J\u00e1 em \u00e2mbito estadual, solicitamos isen\u00e7\u00e3o de ICMS, prorroga\u00e7\u00e3o dos prazos de parcelamentos, al\u00e9m de agilidade na conclus\u00e3o das obras de infraestrutura\u201d, lembrou Bohn.<\/span><\/p>\n<p>Foto: Giancarlo Rubynick<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00fameros foram divulgados durante coletiva de imprensa nesta ter\u00e7a-feira (17\/12) Nesta ter\u00e7a-feira, dia 17 de dezembro, a Fecom\u00e9rcio-RS realizou sua tradicional coletiva de final do ano. 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