{"id":144313,"date":"2025-05-08T10:31:38","date_gmt":"2025-05-08T13:31:38","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=144313"},"modified":"2025-05-08T10:31:38","modified_gmt":"2025-05-08T13:31:38","slug":"rendimento-medio-dos-brasileiros-e-recorde-e-chega-a-r-3-057","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/rendimento-medio-dos-brasileiros-e-recorde-e-chega-a-r-3-057\/","title":{"rendered":"Rendimento m\u00e9dio dos brasileiros \u00e9 recorde e chega a R$ 3.057"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Dados de 2024 constam da Pnad Cont\u00ednua, divulgada pelo IBGE<\/em><\/h3>\n<p>O\u00a0rendimento m\u00e9dio real dos brasileiros chegou a R$ 3.057 em 2024, o maior valor registrado desde 2012. Esses rendimentos v\u00eam do trabalho, de programas sociais, aposentadoria, pens\u00f5es ou outras fontes, como alugueis, aplica\u00e7\u00f5es financeiras e bolsas de estudo.<\/p>\n<p>O valor superou o recorde registrado at\u00e9 ent\u00e3o, quando a m\u00e9dia dos rendimentos dos brasileiros era R$ 2.974.\u00a0Al\u00e9m disso, representa um aumento de 2,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando o rendimento m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o foi R$ 2.971 e um aumento de 3,3% em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 2.948 registrados em 2019, antes da pandemia.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), divulgada nesta quinta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A pesquisa investiga, regularmente, informa\u00e7\u00f5es sobre os rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes das pessoas residentes no Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de aumentar o rendimento m\u00e9dio real, ou seja, descontada a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo, o\u00a0Brasil tamb\u00e9m aumentou a parcela da popula\u00e7\u00e3o que possui algum rendimento.<\/p>\n<p>De acordo com a Pnad, do total de pessoas residentes no Brasil em 2024, 66,1% (equivalente a 143,4 milh\u00f5es) tinham alguma renda. Em 2023, esse percentual era 64,9%.<\/p>\n<p>De acordo com o analista do IBGE, Gustavo Fontes, o aumento do rendimento m\u00e9dio no Brasil foi puxado principalmente pelo trabalho.<\/p>\n<p>\u201cApesar de programas sociais do governo importantes terem tamb\u00e9m contribu\u00eddo para esse crescimento, o rendimento do trabalho em 2024 foi bastante importante no crescimento do rendimento de todas as fontes.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa traz tamb\u00e9m o rendimento mensal real domiciliar per capita, ou seja, o rendimento dividido por todas as pessoas da resid\u00eancia, incluindo os que n\u00e3o possuem nenhum rendimento.<\/p>\n<p>Esse valor tamb\u00e9m foi, em 2024, o maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica (R$ 2.020), e significa aumento de 4,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2012, ano inicial da s\u00e9rie hist\u00f3rica, quando esse rendimento era R$ 1.696, a eleva\u00e7\u00e3o foi de 19,1%.<\/p>\n<p>Os rendimentos provenientes do trabalho representam 74,9% do total do rendimento domiciliar e, as demais fontes de renda, 25,1%.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Fontes de rendimento<\/strong><\/h4>\n<p>Em 2024, aumentou tanto o valor do rendimento recebido pelo trabalho, quanto o n\u00famero de pessoas trabalhando.\u00a0Segundo a Pnad, 47% da popula\u00e7\u00e3o de 14 anos ou mais tinham algum rendimento frequente por trabalho.<\/p>\n<p>Essa porcentagem equivale a 101,9 milh\u00f5es de pessoas e \u00e9 a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Em 2024, cresceu 1 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando 46% possu\u00edam rendimentos por trabalho.<\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio recebido pelo trabalho tamb\u00e9m bateu o recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica, chegando a uma m\u00e9dia de R$ 3.225.\u00a0O recorde anterior foi registrado em 2020, com uma m\u00e9dia de R$ 3.160.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do rendimento por trabalho a pesquisa mostra que:<\/p>\n<ul>\n<li>13,5% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam rendimento de aposentadoria e pens\u00e3o, com uma m\u00e9dia de R$ 2.520;<\/li>\n<li>9,2%, de programas sociais do governo; recebendo, em m\u00e9dia, R$ 771;<\/li>\n<li>2,2%, de pens\u00e3o aliment\u00edcia, doa\u00e7\u00e3o e mesada; com uma m\u00e9dia de R$ 836;<\/li>\n<li>1,8%, de aluguel e arrendamento, com m\u00e9dia de R$ 2.159; e,<\/li>\n<li>1,6%, possuem outros rendimentos, de R$ 2.135, em m\u00e9dia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Embora corresponda a menor fatia dos rendimentos, em 2024, a categoria outros rendimentos foi a que apresentou o maior aumento em rela\u00e7\u00e3o a 2023, de 12%.<\/p>\n<p>A categoria engloba, por exemplo, seguro desemprego e seguro defeso, rentabilidade de aplica\u00e7\u00f5es financeiras, bolsas de estudos, direitos autorais e explora\u00e7\u00e3o de patentes.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Recorde<\/strong><\/h4>\n<p>Todos esses rendimentos, juntos, somaram uma massa de rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita de R$ 438,3 bilh\u00f5es em 2024,\u00a0em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o maior valor desde 2012. O aumento foi de 5,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2023 (R$ 415,7 bilh\u00f5es). Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, \u00faltimo ano antes da pandemia, a alta foi de 15% (R$ 381,1 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Fontes refor\u00e7a que grande parte desse aumento se deve ao trabalho. Para se ter ideia, da massa total de R$ 438,3 bilh\u00f5es mensais, R$ 328,6 bilh\u00f5es s\u00e3o referentes aos rendimentos de todos os trabalhos.<\/p>\n<p>\u201cNo primeiro ano da pandemia, a gente tinha tido uma queda da massa de rendimento importante, porque houve uma queda importante da popula\u00e7\u00e3o ocupada. Em 2021, a popula\u00e7\u00e3o ocupada come\u00e7a a se recuperar, mas h\u00e1 uma queda importante do rendimento m\u00e9dio do trabalho\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cEm 2024, esses dois fatores, tanto o aumento do rendimento m\u00e9dio do trabalho, quanto da popula\u00e7\u00e3o ocupada com rendimento levaram ao crescimento da massa de rendimento, atingindo o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Rendimentos nas regi\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>De acordo com a Pnad, a\u00a0Regi\u00e3o Sudeste apresentou a maior massa de rendimento do Brasil, com R$ 217,4 bilh\u00f5es, o que corresponde a quase metade (49,6%) da massa total.<\/p>\n<p>J\u00e1 as regi\u00f5es Sul, com R$ 77,3 bilh\u00f5es, e Nordeste, com R$ 76,9 bilh\u00f5es, respondem juntas por um pouco mais de um ter\u00e7o da massa do pa\u00eds.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Centro-Oeste, com R$ 40 bilh\u00f5es, e Norte, com R$ 26,7 bilh\u00f5es, as menos populosas, s\u00e3o respons\u00e1veis pelo equivalente a 9,1% e 6,1% do total do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre 2023 e 2024, todas as regi\u00f5es apresentaram aumento na massa de rendimento domiciliar per capita. De acordo com a pesquisa, as regi\u00f5es Nordeste e Sul, se destacaram, com aumentos respectivos de 11,1% e 11,9%.<\/p>\n<p>Nas outras regi\u00f5es, o crescimento no ano variou de 2,3%, no Sudeste, e 3,1%, no Norte.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados de 2024 constam da Pnad Cont\u00ednua, divulgada pelo IBGE O\u00a0rendimento m\u00e9dio real dos brasileiros chegou a R$ 3.057 em 2024, o maior valor registrado desde 2012. 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