{"id":144511,"date":"2025-05-16T10:49:52","date_gmt":"2025-05-16T13:49:52","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=144511"},"modified":"2025-05-16T10:49:52","modified_gmt":"2025-05-16T13:49:52","slug":"brasil-tem-em-2023-o-menor-numero-de-nascimentos-em-quase-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/brasil-tem-em-2023-o-menor-numero-de-nascimentos-em-quase-50-anos\/","title":{"rendered":"Brasil tem em 2023 o menor n\u00famero de nascimentos em quase 50 anos"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Quantidade de registros cai pelo quinto ano seguido<\/em><\/h3>\n<p>Ano a ano as brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos. Em 2023, o pa\u00eds viu o n\u00famero de nascimentos cair pelo quinto ano seguido.\u00a0Foram 2,52 milh\u00f5es de nascidos, uma redu\u00e7\u00e3o de 0,7% na compara\u00e7\u00e3o com 2022.<\/p>\n<p>Essa quantidade \u00e9 12% menor que a m\u00e9dia de nascimentos\u00a0nos cinco anos anteriores \u00e0 pandemia de covid-19, ou seja, 2015 a 2019 (2,87 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es\u00a0fazem parte da pesquisa\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/ibge\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Estat\u00edsticas do Registro Civil<\/strong><\/a>, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O instituto buscou as informa\u00e7\u00f5es em cart\u00f3rios espalhados pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>O n\u00famero total de registros de nascimentos chega a 2,6 milh\u00f5es em 2023, mas o IBGE esclarece que 2,9% deles (75 mil) s\u00e3o de pessoas que nasceram em anos anteriores, mas registradas somente em 2023.<\/p>\n<table width=\"500\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><strong>NASCIMENTOS ANO A ANO<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2018<\/td>\n<td>2,9 milh\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2019<\/td>\n<td>2,81 milh\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2020<\/td>\n<td>2,68 milh\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2021<\/td>\n<td>2,64 milh\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2022<\/td>\n<td>2,54 milh\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2023<\/td>\n<td>2,52 milh\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O IBGE apresentou tamb\u00e9m uma s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1974 com n\u00fameros de nascimentos ocorridos e registrados no ano, por\u00e9m exclu\u00eddos os dados em que a resid\u00eancia da m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 conhecida ou \u00e9 no exterior. Nessa s\u00e9rie, o n\u00famero de registros de 2023 (2,518 milh\u00f5es) \u00e9 o menor desde 1976 (2,467 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Apesar da tend\u00eancia de diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de nascimentos, a gerente da Pesquisa de Registro Civil, Klivia Brayner de Oliveira, pondera que a constata\u00e7\u00e3o de ser o menor quantitativo da s\u00e9rie em quase 50 anos tem que levar em considera\u00e7\u00e3o o sub-registro, que era maior no passado.<\/p>\n<p>\u201cEm v\u00e1rios lugares, existem nascimentos e \u00f3bitos que n\u00e3o eram registrados&#8221;, afirma, enfatizando que, atualmente, os dados est\u00e3o muito pr\u00f3ximos da realidade.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora,\u00a0a diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de nascimentos no pa\u00eds tem a ver com fatores como custos para criar crian\u00e7as, dissemina\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos contraceptivos, inclusive entre pessoas de baixa renda, e outras prioridade das mulheres, como trabalho e forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres adiando a vontade de querer ter filhos, dando prioridade para estudos\u201d, cita.<\/p>\n<p>\u201cConforme a idade vai passando, voc\u00ea vai adiando essa decis\u00e3o de ter filhos, e a chance de ter mais filhos tamb\u00e9m \u00e9 menor&#8221;, completa a analista do IBGE.<\/p>\n<p>A tamb\u00e9m pesquisadora do IBGE Cintia Sim\u00f5es Agostinho acrescenta que a queda de nascimentos n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno apenas do Brasil. \u201cEm pa\u00edses desenvolvidos, pa\u00edses em desenvolvimento, \u00e9 um fen\u00f4meno bastante conhecido\u201d, pontua.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Idade das m\u00e3es<\/h4>\n<p>O levantamento mostra que as m\u00e3es brasileiras est\u00e3o decidindo ter filhos com idade mais avan\u00e7ada.\u00a0Em 2003, 20,9% dos nascidos foram gerados por mulheres de at\u00e9 19 anos, percentual que caiu para 11,8% em 2023.<\/p>\n<p>J\u00e1 quando a mulher tem a partir de 30 anos, as propor\u00e7\u00f5es passaram de 23,9% para 39% no per\u00edodo.\u00a0Especificamente entre m\u00e3es com 40 anos ou mais, a marca dobrou, indo de 2,1% para 4,3%. Em 2023 foram 109 mil nascimentos de m\u00e3es nessa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>Quando se analisa por regi\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel perceber que o Norte e o Nordeste apresentam maior participa\u00e7\u00e3o de mulheres de at\u00e9 19 anos que tiveram filhos em 2023, 18,7% e 14,3%, respectivamente. No Sul, a marca foi de 8,8%.<\/p>\n<p>Por outro lado, enquanto o Norte teve 29,3% dos nascidos de 2023 gerados por m\u00e3es com 30 anos ou mais, esse patamar chegou a 42,9% no Sudeste.<\/p>\n<p>&#8211; Unidades da federa\u00e7\u00e3o com maior propor\u00e7\u00e3o de nascimentos gerados por m\u00e3es at\u00e9 19 anos em 2023:<\/p>\n<ul>\n<li>Acre: 21,4%<\/li>\n<li>Amazonas: 20,5%<\/li>\n<li>Par\u00e1: 19,2%<\/li>\n<li>Maranh\u00e3o: 18,9%<\/li>\n<li>Roraima: 17,9%<\/li>\n<li>Amap\u00e1: 17,8%<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; Unidades da federa\u00e7\u00e3o com maior propor\u00e7\u00e3o de nascimentos gerados por m\u00e3es com 30 anos ou mais em 2023:<\/p>\n<ul>\n<li>Distrito Federal: 49,4%<\/li>\n<li>Rio Grande do Sul: 44,3%<\/li>\n<li>S\u00e3o Paulo: 44,3%<\/li>\n<li>Santa Catarina: 42,9%<\/li>\n<li>Minas Gerais: 42,8%<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para a pesquisadora Klivia de Oliveira, a explica\u00e7\u00e3o para mulheres terem filhos mais jovens no Norte e no Nordeste tem a ver com quest\u00f5es culturais e situa\u00e7\u00f5es de precariedade, como dificuldade a servi\u00e7os de sa\u00fade para orienta\u00e7\u00e3o de uso de m\u00e9todos contraceptivos, al\u00e9m de falta de perspectiva.<\/p>\n<p>\u201cMulheres menos favorecidas economicamente, com mais dificuldade, tendem a ter mais filhos\u201d, observa.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">\u00d3bitos<\/h4>\n<p>A pesquisa Estat\u00edsticas do Registro Civil aponta que o Brasil teve 1,43 milh\u00e3o de mortes em 2023. \u00c9 o segundo ano seguido com diminui\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos. Em 2022, houve redu\u00e7\u00e3o de 15,8% ante o ano anterior, marcado pela pandemia. De 2022 para 2023, a nova queda foi de 5% (75,2 mil).<\/p>\n<table width=\"500\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><strong>MORTES ANO A ANO<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2018<\/td>\n<td>1,28 milh\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2019<\/td>\n<td>1,32 milh\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2020<\/td>\n<td>1,51 milh\u00e3o (eclos\u00e3o da pandemia)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2021<\/td>\n<td>1,79 milh\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2022<\/td>\n<td>1,5 milh\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2023<\/td>\n<td>1,43 milh\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Al\u00e9m de dados de cart\u00f3rios, o IBGE lan\u00e7a m\u00e3o tamb\u00e9m do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, para chegar ao total de mortes. Esse sistema traz informa\u00e7\u00f5es de pessoas que passaram por estabelecimentos de sa\u00fade. Fora dessa informa\u00e7\u00e3o, \u201ca gente n\u00e3o pega a causa do \u00f3bito\u201d, explica Klivia de Oliveira.<\/p>\n<p>Segundo o instituto,\u00a0\u201cos dados indicam que grande parte da queda dos \u00f3bitos, em 2023, est\u00e1 relacionada ao fim da pandemia do coronav\u00edrus\u201d. Foi poss\u00edvel notar redu\u00e7\u00e3o de 55,7 mil no n\u00famero de mortes por \u201cdoen\u00e7as por v\u00edrus de localiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o especificada\u201d, categoria que inclui a covid-19.<\/p>\n<p>Em 2023, a raz\u00e3o de sexo foi de 121,2 \u00f3bitos de homens para cada 100 de mulheres. Outro dado apontado \u00e9 que 71% das mortes foram de pessoas com 60 anos ou mais.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Causas<\/h4>\n<p>Pouco mais de nove em cada dez mortes\u00a0em 2023 foram por causas naturais, afirma o IBGE. As mortes por causas n\u00e3o naturais, como queda, homic\u00eddio, acidente, suic\u00eddio e afogamento, por exemplo, foram 7% do total de \u00f3bitos. Os\u00a0restantes 2,3% t\u00eam causa ignorada.<\/p>\n<p>Dentro do universo de causas n\u00e3o naturais, aconteceram, em m\u00e9dia, 499 mortes de homens para cada 100 de mulheres. Na faixa et\u00e1ria de 20 a 24 anos, essa rela\u00e7\u00e3o atinge o ponto mais distante entre os sexos, 872 \u00f3bitos masculinos para cada 100 femininos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quantidade de registros cai pelo quinto ano seguido Ano a ano as brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos. 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