{"id":145070,"date":"2025-06-12T10:58:49","date_gmt":"2025-06-12T13:58:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=145070"},"modified":"2025-06-12T10:58:49","modified_gmt":"2025-06-12T13:58:49","slug":"potencial-de-mineracao-e-desperdicado-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/potencial-de-mineracao-e-desperdicado-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Potencial de minera\u00e7\u00e3o \u00e9 desperdi\u00e7ado no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em><strong>Apesar de todo potencial, e devido a entraves que dificultam a produ\u00e7\u00e3o, o Rio Grande do Sul aproveita muito pouco dos benef\u00edcios que uma atividade de minera\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel pode proporcionar<\/strong><\/em><\/h3>\n<p>Uma das maiores economias do pa\u00eds ainda desperdi\u00e7a um potencial gigantesco de crescimento, desenvolvimento econ\u00f4mico e impactos sociais positivos. Falo do Rio Grande do Sul, um estado que, apesar de ocupar o 5\u00ba lugar no\u00a0<em>ranking\u00a0<\/em>dos que mais contribuem com o PIB (produto interno bruto) brasileiro, perde a oportunidade de ir muito al\u00e9m dos 6,1% de participa\u00e7\u00e3o nas riquezas produzidas pelo Brasil. Isso, muito em raz\u00e3o de n\u00e3o explorar e aproveitar os benef\u00edcios que seriam gerados por suas reservas minerais.<\/p>\n<p>Estudos desenvolvidos em diferentes \u00e1reas do Rio Grande do Sul apontam a ocorr\u00eancia de dep\u00f3sitos de metais nobres, como ouro, prata, cobre e zinco; minerais n\u00e3o met\u00e1licos, como calc\u00e1rio, fosfato e rochas ornamentais; e agregados para a constru\u00e7\u00e3o civil. Uma riqueza inexplorada que, se bem aproveitada, poderia resultar em gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda, aumento no recolhimento de impostos, desenvolvimento da atividade industrial, al\u00e9m da perspectiva de um futuro melhor para as popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>Apesar de todo esse potencial, e devido a entraves que dificultam a produ\u00e7\u00e3o, o Rio Grande do Sul aproveita muito pouco dos benef\u00edcios que uma atividade de minera\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel pode proporcionar.<\/p>\n<p>Para termos uma ideia do cen\u00e1rio, a participa\u00e7\u00e3o do setor mineral no PIB estadual do Rio Grande do Sul \u00e9 de apenas 0,8%. Em compara\u00e7\u00e3o, na Bahia, esse percentual \u00e9 de 1,98% e, em Goi\u00e1s, 3,16%. Ainda no RS, a arrecada\u00e7\u00e3o com a CFEM (Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais) rende, por ano, aos cofres p\u00fablicos R$ 33,4 milh\u00f5es, segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM), em 2024. Na Bahia s\u00e3o R$ 166,6 milh\u00f5es, e outros R$ 203,6 mi em Goi\u00e1s. Um montante que, se ampliado, poderia significar mais investimentos p\u00fablicos em benef\u00edcio das comunidades locais, com projetos de infraestrutura, seguran\u00e7a, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Importante registrar que \u00e9 poss\u00edvel, sim, desenvolver um projeto de minera\u00e7\u00e3o que una desenvolvimento econ\u00f4mico \u00e0 responsabilidade social e ambiental. H\u00e1 in\u00fameros exemplos positivos no Brasil e no mundo. S\u00e3o iniciativas ligadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o de renda, treinamento e capacita\u00e7\u00e3o profissional da popula\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico e cultural, campanhas de sa\u00fade, entre muitos outros.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o, o IBRAM, mais de 90% das mineradoras no pa\u00eds j\u00e1 tinham mapeado, em 2023, as necessidades e\/ou prioridades das comunidades onde est\u00e3o inseridas, mapeamentos esses que servem como base para o desenvolvimento de projetos com foco nessas popula\u00e7\u00f5es. Ainda de acordo com o IBRAM, os investimentos em projetos de minera\u00e7\u00e3o devem aumentar 6,6% nos pr\u00f3ximos anos, somando US$ 68,4 bilh\u00f5es at\u00e9 2029, sendo que cerca de 17 % desse total ser\u00e3o destinados a a\u00e7\u00f5es socioambientais.<\/p>\n<p>Isso sem contar no impacto direto da gera\u00e7\u00e3o de empregos. Ainda segundo o IBRAM, s\u00e3o 2,7 milh\u00f5es os trabalhadores brasileiros envolvidos, de alguma forma, com a atividade da minera\u00e7\u00e3o. E, para cada emprego direto no setor, outros 13 s\u00e3o gerados na cadeia que envolve fornecedores e parceiros.<\/p>\n<p>Precisamos lembrar que a minera\u00e7\u00e3o \u00e9, tamb\u00e9m, essencial para o futuro do planeta. As mat\u00e9rias-primas necess\u00e1rias para o processo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, que tanto discutimos, s\u00e3o fruto da atividade mineral. Baterias, ve\u00edculos el\u00e9tricos e at\u00e9 tecnologias como a intelig\u00eancia artificial dependem desses materiais.<\/p>\n<p>Minera\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel significa desenvolvimento econ\u00f4mico e qualidade de vida. Essa \u00e9 a realidade que queremos para o Rio Grande do Sul. Um estado que, como sabemos, est\u00e1 em um processo de reconstru\u00e7\u00e3o importante e que deve durar muitos anos, ap\u00f3s as enchentes de 2024. E, por isso, precisa contar com todo o apoio dispon\u00edvel, seja no poder p\u00fablico ou na iniciativa privada. (<strong><em>Por Paulo Serpa &#8211; membro da Frente pelo Desenvolvimento da Regi\u00e3o da Campanha do Rio Grande do Sul e presidente da Lavras do Sul Minera\u00e7\u00e3o).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/potencial-desperdicado-no-rio-grande-do-sul-mine250907\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Brasil 61<\/a><\/p>\n<p>Fotos: Daniela Barcellos e Karine Viana\/Pal\u00e1cio Piratini<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de todo potencial, e devido a entraves que dificultam a produ\u00e7\u00e3o, o Rio Grande do Sul aproveita muito pouco dos benef\u00edcios que uma atividade de minera\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":145072,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,31],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145070"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145070"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145073,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145070\/revisions\/145073"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}