{"id":146349,"date":"2025-08-07T15:41:11","date_gmt":"2025-08-07T18:41:11","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=146349"},"modified":"2025-08-07T15:41:11","modified_gmt":"2025-08-07T18:41:11","slug":"margarida-da-praia-e-classificada-como-criticamente-ameacada-de-extincao-em-estudo-com-participacao-da-ufpel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/margarida-da-praia-e-classificada-como-criticamente-ameacada-de-extincao-em-estudo-com-participacao-da-ufpel\/","title":{"rendered":"Margarida-da-praia \u00e9 classificada como criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o em estudo com participa\u00e7\u00e3o da UFPel"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>A principal concentra\u00e7\u00e3o da planta est\u00e1 na Praia do Laranjal<\/em><\/h3>\n<p>A Margarida-da-praia (<em>Grindelia atlantica<\/em>), planta nativa e exclusiva do litoral sul do Rio Grande do Sul, foi oficialmente classificada como \u201ccriticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o\u201d, segundo estudo publicado na revista cient\u00edfica Conservation. A pesquisa \u00e9 resultado da colabora\u00e7\u00e3o entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Embrapa Clima Temperado.<\/p>\n<p>O estudo avaliou a situa\u00e7\u00e3o da planta com base nos crit\u00e9rios da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN), apontando que restam apenas duas popula\u00e7\u00f5es conhecidas, com pouco mais de 600 indiv\u00edduos, localizadas nos munic\u00edpios de Pelotas, Rio Grande e Jaguar\u00e3o. A principal popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada na Praia do Laranjal.<\/p>\n<p>O professor Jo\u00e3o Iganci, do Instituto de Biologia da UFPel e coordenador do projeto de extens\u00e3o Pampa Singular, destaca a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o institucional no tema: \u201cHoje restam poucos indiv\u00edduos da\u00a0<em>Grindelia atlantica<\/em>, e praticamente todos est\u00e3o ao longo das praias de Pelotas, entre a [Col\u00f4nia] Z-3 e o Pontal da Barra. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que a UFPel desenvolve estudos importantes e colabora para estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. Ele tamb\u00e9m refor\u00e7a que a Universidade est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para contribuir com a\u00e7\u00f5es do munic\u00edpio que visem conter o avan\u00e7o de esp\u00e9cies invasoras e preservar a vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>Um dos autores do artigo, Fernando Fernandes, ex-estudante da UFPel e atualmente doutorando na UFRGS, explica que os dados atuais s\u00e3o resultados de um esfor\u00e7o detalhado para levantar informa\u00e7\u00f5es atualizadas sobre a esp\u00e9cie. \u201cA gente tinha uma avalia\u00e7\u00e3o antiga feita muito por cima, sem considerar o n\u00famero populacional ou os impactos da atividade humana. Quando fizemos esse levantamento com dados mais acurados, veio o alerta: \u00e9 uma esp\u00e9cie \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o\u201d, relata.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de confirmar o risco, o estudo tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da qualidade dos dados e da taxonomia precisa. Segundo Fernando, registros mal identificados em bases internacionais indicavam, de forma equivocada, que a planta ocorria na Argentina e no Chile, o que mascarava sua verdadeira distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. \u201cSe a gente avaliasse a esp\u00e9cie com base nesses registros errados, ela pareceria amplamente distribu\u00edda e, portanto, n\u00e3o amea\u00e7ada. Mas quando revisitamos as popula\u00e7\u00f5es e conferimos a identifica\u00e7\u00e3o correta, vimos que ela praticamente s\u00f3 existe aqui\u201d, afirma. Popula\u00e7\u00f5es antigas de munic\u00edpios como Tapes e Tramanda\u00ed, por exemplo, j\u00e1 est\u00e3o extintas, embora ainda apare\u00e7am nos bancos de dados.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Estrat\u00e9gias para a preserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Entre as principais propostas do estudo, est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o no Pontal da Barra do Laranjal e o uso paisag\u00edstico da esp\u00e9cie em \u00e1reas urbanas, como pra\u00e7as e jardins, aproveitando o seu potencial ornamental e o apelo para a educa\u00e7\u00e3o ambiental. Outras a\u00e7\u00f5es sugeridas incluem o fortalecimento de bancos de germoplasma, programas de monitoramento populacional e a forma\u00e7\u00e3o de novos taxonomistas, profissionais essenciais para a identifica\u00e7\u00e3o correta das esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Para Fernando, preservar a\u00a0<em>Grindelia atlantica<\/em>\u00a0\u00e9 uma miss\u00e3o que vai al\u00e9m da bot\u00e2nica: \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma margarida. \u00c9 uma esp\u00e9cie que evoluiu por milh\u00f5es de anos e que s\u00f3 existe aqui. Ou ela vai virar um exemplo de conserva\u00e7\u00e3o bem-sucedida, uma planta linda que pode enfeitar o Laranjal inteiro, ou vai ser mais uma esp\u00e9cie perdida para sempre\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principal concentra\u00e7\u00e3o da planta est\u00e1 na Praia do Laranjal A Margarida-da-praia (Grindelia atlantica), planta nativa e exclusiva do litoral sul do Rio Grande do Sul, foi oficialmente classificada como<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":146350,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,149],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146349"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146349"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":146351,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146349\/revisions\/146351"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/146350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}