{"id":147077,"date":"2025-09-02T00:36:35","date_gmt":"2025-09-02T03:36:35","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=147077"},"modified":"2025-09-02T00:36:35","modified_gmt":"2025-09-02T03:36:35","slug":"producao-de-azeite-de-oliva-recua-em-2025-mas-espera-retomada-no-proximo-ciclo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/producao-de-azeite-de-oliva-recua-em-2025-mas-espera-retomada-no-proximo-ciclo\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de azeite de oliva recua em 2025 mas espera retomada no pr\u00f3ximo ciclo"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Segundo o Ibraoliva, safra ga\u00facha teve queda devido aos problemas clim\u00e1ticos, mas pesquisa e abertura de novos polos de produ\u00e7\u00e3o no Brasil fomentam crescimento do setor<\/em><\/h3>\n<p>O Rio Grande do Sul, principal polo da olivicultura brasileira, com cerca de 80% da produ\u00e7\u00e3o nacional, produziu 190,3 mil litros de azeite de oliva em 2025. O n\u00famero \u00e9 pr\u00f3ximo dos 193,15 mil litros de 2024 e bem distante dos 580,2 mil litros em 2023. Apesar da queda devido a fatores clim\u00e1ticos, a expectativa \u00e9 de retomada j\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 1\u00ba de setembro, na 48\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Expointer, em Esteio (RS), o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Fl\u00e1vio Obino Filho, apresentou as \u00faltimas atualiza\u00e7\u00f5es do setor. Hoje, o Brasil cultiva 10 mil hectares de oliveiras, sendo que metade j\u00e1 est\u00e3o maduros, ou seja, com capacidade plena para produzir. Uma planta leva, em m\u00e9dia, tr\u00eas anos para entrar em produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A expectativa para a safra 2026 era de atingir 1 milh\u00e3o de litros, por\u00e9m o excesso de umidade, principalmente no Sul do pa\u00eds, provocou uma quebra de produtividade e em 2024 a safra chegou a 343 mil litros em todo o pa\u00eds, puxada pela boa produtividade em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais. \u201cAt\u00e9 aqui o clima tem colaborado, o frio mais intenso dos \u00faltimos 20 anos favoreceu o desenvolvimento dos pomares, agora \u00e9 torcer para que n\u00e3o venha a chuva, pois a oliveira n\u00e3o gosta de umidade\u201d, apontou Obino Filho. Santa Catarina e Paran\u00e1 se mostraram novas fronteiras agr\u00edcolas para os olivais e tamb\u00e9m devem contribuir para a expans\u00e3o da olivicultura.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Ibraoliva, existe mercado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da porteira para dentro, mas o maior gargalo que impede o setor de desenvolver e at\u00e9 mesmo exportar est\u00e1 no baixo investimento em pesquisa. \u201cNo in\u00edcio a Embrapa nos ajudou, hoje temos produtores desenvolvendo suas pr\u00f3prias pesquisas, queremos buscar parcerias p\u00fablico- privadas, as universidades e reunir os dados que j\u00e1 existem. Tem variedades gregas que com a baixa umidade de l\u00e1, s\u00e3o arbustos, e aqui choveu tr\u00eas vezes mais e as oliveiras crescem, d\u00e3o folhas e tronco, mas nada do fruto\u201d, explicou Fl\u00e1vio.<\/p>\n<p>Hoje a variedade que melhor se adaptou no Brasil \u00e9 a Arbequina. De origem espanhola, \u00e9 facilmente introduzida no sul e no sudeste. Serve tanto para blends como a produ\u00e7\u00e3o de azeite a partir dessa variedade. \u201cEla tem o frutado como caracter\u00edstica e n\u00e3o \u00e9 uma azeitona intensa, ent\u00e3o os puros varietais da Arbequina, duram menos, mas ao agregar com outras variedades \u00e9 excelente e isso ajuda a fazer os nossos blends\u201d, ponderou o dirigente.<\/p>\n<p>E voltando a falar de azeites mundo afora, onde tem olivais, h\u00e1 turismo. Alguns munic\u00edpios ga\u00fachos j\u00e1 se despertaram para essa realidade, como Sant\u2019Ana do Livramento que tem a Rota das Oliveiras. Encruzilhada do Sul, que possui a maior \u00e1rea do estado com oliveiras, cerca de mil hectares, tamb\u00e9m j\u00e1 busca viabilizar esse setor. Desta vez o entrave s\u00e3o os investimentos p\u00fablicos em rodovias, citou Paulo Lipp Jo\u00e3o, coordenador do programa pr\u00f3 oliva da Secretaria Estadual de Agricultura. \u201c\u00c9 um potencial ainda adormecido, o olivoturismo. J\u00e1 temos algumas experi\u00eancias com vinho na metade sul, mas a experi\u00eancia de conhecer um olival ainda est\u00e1 adormecida. Potencial existe e que a gente imagina que daqui mais algum tempo, pode levar dois, quatro anos, v\u00e1 se criar rotas muito interessantes dentro de munic\u00edpios como Encruzilhada do Sul, <strong>Pelotas<\/strong>, Bag\u00e9 e at\u00e9 outros munic\u00edpios menores, com roteiros de um dia, dois, porque onde \u00e9 que voc\u00ea vai conhecer um olival? S\u00f3 aqui no sul do pa\u00eds ou na Serra da Mantiqueira, ent\u00e3o \u00e9 um potencial aberto para todo pa\u00eds\u201d, observou.<\/p>\n<p>Para fomentar o setor produtivo do azeite, o Ibraoliva promove no m\u00eas de dezembro, em Bag\u00e9, o Semin\u00e1rio Binacional e o 6\u00ba Encontro Estadual de Olivicultura. \u201cOs uruguaios t\u00eam pesquisas que podem servir de refer\u00eancia para n\u00f3s aqui na Campanha e Fronteira Oeste, por isso, contamos com a presen\u00e7a de t\u00e9cnicos, produtores e especialistas neste evento\u201d, destacou Obino Filho.<\/p>\n<p>Foto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Ibraoliva, safra ga\u00facha teve queda devido aos problemas clim\u00e1ticos, mas pesquisa e abertura de novos polos de produ\u00e7\u00e3o no Brasil fomentam crescimento do setor O Rio Grande do<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":147078,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,857],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147077"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147077"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":147079,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147077\/revisions\/147079"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}