{"id":147396,"date":"2025-09-15T08:24:49","date_gmt":"2025-09-15T11:24:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=147396"},"modified":"2025-09-15T08:24:49","modified_gmt":"2025-09-15T11:24:49","slug":"comemorando-planeta-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/comemorando-planeta-fome\/","title":{"rendered":"Comemorando Planeta Fome"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Planeta Fome \u00e9 muito mais que um \u00e1lbum: \u00e9 uma obra que atravessa tempo, emo\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria<\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Marcelo Gonzales*<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>@celogonzales @vidadevinil<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em 13 de setembro, celebramos o lan\u00e7amento de Planeta Fome, um \u00e1lbum que marcou n\u00e3o apenas a carreira de Elza Soares, mas a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da m\u00fasica popular brasileira. Lan\u00e7ado em 2019, este disco chegou como um sopro de resist\u00eancia, beleza e reflex\u00e3o, lembrando-nos da pot\u00eancia de uma artista que transformou adversidades em arte. Hoje, ao olharmos para essas faixas, sentimos a for\u00e7a e a coragem de Elza, que aos 89 anos seguia firme, mostrando que a fome que ela canta \u00e9 simb\u00f3lica &#8211; fome de justi\u00e7a, de liberdade e de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Revisitar Planeta Fome neste dia \u00e9 mais do que lembrar de um lan\u00e7amento; \u00e9 celebrar uma trajet\u00f3ria de vida e m\u00fasica, \u00e9 reconhecer a import\u00e2ncia de uma voz que nunca se calou. Cada acorde, cada verso, cada participa\u00e7\u00e3o especial no \u00e1lbum nos convida a mergulhar em sua hist\u00f3ria, nas lutas e vit\u00f3rias que moldaram Elza Soares como uma das maiores int\u00e9rpretes que o Brasil j\u00e1 produziu.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Inf\u00e2ncia e In\u00edcio da Carreira<\/strong><\/h4>\n<p>Elza Soares nasceu em 23 de junho de 1930, no sub\u00farbio do Rio de Janeiro, e desde cedo sua vida foi marcada por dificuldades. For\u00e7ada a um casamento aos 12 anos e j\u00e1 aos 21 vi\u00fava, ela aprendeu a transformar dor em for\u00e7a. Foi no programa <em>Calouros em Desfile<\/em>, apresentado por Ary Barroso em 1953, que ela lan\u00e7ou sua carreira &#8211; e ao ser questionada sobre sua origem, respondeu com a frase que viraria marca registrada: \u201cDo planeta fome\u201d. E assim, desde o in\u00edcio, Elza carregava a pot\u00eancia de quem veio para resistir e brilhar.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Casamento com Garrincha<\/strong><\/h4>\n<p>O encontro com o famoso jogador de futebol Garrincha em 1962 mudou sua vida pessoal e p\u00fablica. Moraram juntos a partir de 1966, enfrentando pol\u00eamicas, persegui\u00e7\u00f5es da imprensa e dificuldades dom\u00e9sticas. Juntos tiveram um filho, Manuel Francisco dos Santos J\u00fanior, apelidado de Garrinchinha. O casamento terminou em 1982, mas o legado dessa uni\u00e3o, entre amor e desafios, permanece vivo na narrativa de sua vida e m\u00fasica.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Carreira Musical<\/strong><\/h4>\n<p>A voz de Elza Soares \u00e9 uma das mais singulares da m\u00fasica popular brasileira. Ela transitou por samba, jazz, MPB e at\u00e9 m\u00fasica eletr\u00f4nica, sempre com ousadia. \u00c1lbuns como <em>A Mulher do Fim do Mundo<\/em> (2015) e <em>Deus \u00e9 Mulher<\/em> (2018) j\u00e1 haviam consolidado sua posi\u00e7\u00e3o como uma int\u00e9rprete de refer\u00eancia, mas <em>Planeta Fome<\/em> \u00e9 um mergulho profundo em sua maturidade art\u00edstica, onde cada faixa carrega hist\u00f3ria, mem\u00f3ria e resist\u00eancia.<\/p>\n<p>O \u00e1lbum Planeta Fome abre com <strong>\u201cLiberta\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>, vibrante, com a participa\u00e7\u00e3o de BaianaSystem e Virg\u00ednia Rodrigues. Ritmo e mensagem se encontram, convidando a gente a refletir sobre liberdade e resist\u00eancia &#8211; \u00e9 como se Elza nos lembrasse que a m\u00fasica pode ser uma arma e um abra\u00e7o ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Em <strong>\u201cMenino\u201d<\/strong>, vemos Elza como compositora. A faixa toca no tema da esperan\u00e7a e da prote\u00e7\u00e3o, trazendo uma intimidade delicada que nos faz sentir que ela est\u00e1 nos contando suas pr\u00f3prias mem\u00f3rias afetivas, nos envolvendo com sua humanidade e sensibilidade.<\/p>\n<p><strong>\u201cBrasis\u201d<\/strong>, por sua vez, \u00e9 quase uma viagem sonora pelo pa\u00eds, com a participa\u00e7\u00e3o de Seu Jorge. Cada verso reflete a pluralidade e complexidade do Brasil, alternando cr\u00edticas e celebra\u00e7\u00f5es, pintando com palavras e m\u00fasica a diversidade cultural, social e emocional do nosso pa\u00eds. \u00c9 um retrato sonoro que nos conecta diretamente \u00e0 experi\u00eancia de viver e sentir o Brasil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-147397 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/elza-soares.jpg\" alt=\"\" width=\"674\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/elza-soares.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/elza-soares-300x210.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/elza-soares-150x105.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/elza-soares-768x537.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Planeta Fome<\/em> \u00e9 muito mais que um \u00e1lbum: \u00e9 uma obra que atravessa tempo, emo\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria. Cada faixa, cada participa\u00e7\u00e3o, cada letra, nos aproxima da voz de Elza Soares \u2014 potente, resistente e profundamente humana.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0Ficha T\u00e9cnica de <em>Planeta Fome<\/em><\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li><strong>Artista<\/strong>: Elza Soares<\/li>\n<li><strong>T\u00edtulo<\/strong>: <em>Planeta Fome<\/em><\/li>\n<li><strong>Data de Lan\u00e7amento<\/strong>: 13 de setembro de 2019<\/li>\n<li><strong>Gravadora<\/strong>: Deckdisc<\/li>\n<li><strong>Produtores<\/strong>: Rafael Ramos e Elza Soares<\/li>\n<li><strong>Grava\u00e7\u00e3o<\/strong>: Est\u00fadio Tambor, Rio de Janeiro<\/li>\n<li><strong>Participa\u00e7\u00f5es Especiais<\/strong>: BaianaSystem, Orkestra Rumpilezz, Virg\u00ednia Rodrigues, BNeg\u00e3o, Pedro Loureiro e Rafael Mike<\/li>\n<li><strong>G\u00eaneros<\/strong>: MPB, samba, rock alternativo<\/li>\n<li><strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 42 minutos e 10 segundos<\/li>\n<li><strong>Capa<\/strong>: Laerte Coutinho<\/li>\n<\/ul>\n<p>E se voc\u00ea se deixou tocar por essas hist\u00f3rias e ritmos, fique atento: no pr\u00f3ximo mergulho, vamos explorar outra obra marcante da m\u00fasica brasileira, cheia de nuances, surpresas e lembran\u00e7as que prometem emocionar e encantar ainda mais, ou quem sabe falar de um show, de algu\u00e9m que partiu, nasceu&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>*Marcelo Gonzales vive entre discos de vinil e muita m\u00eddia f\u00edsica, sempre atento \u00e0 m\u00fasica, \u00e0 cultura e ao jornalismo, compartilhando hist\u00f3rias que conectam gera\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Planeta Fome \u00e9 muito mais que um \u00e1lbum: \u00e9 uma obra que atravessa tempo, emo\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria Marcelo Gonzales* @celogonzales @vidadevinil Em 13 de setembro, celebramos o lan\u00e7amento de Planeta<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":147398,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147396"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147396"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":147399,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147396\/revisions\/147399"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}