{"id":147789,"date":"2025-09-29T08:15:54","date_gmt":"2025-09-29T11:15:54","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=147789"},"modified":"2025-09-29T08:15:54","modified_gmt":"2025-09-29T11:15:54","slug":"em-algum-lugar-do-passado-o-rock-sempre-parece-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/em-algum-lugar-do-passado-o-rock-sempre-parece-presente\/","title":{"rendered":"Em Algum Lugar do Passado, o Rock Sempre Parece Presente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Marcelo Gonzales*<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>@celogonzales @vidadevinil<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em algum lugar do passado, que ainda parece presente, o dia 29 de setembro se inscreveu como uma data m\u00e1gica no calend\u00e1rio do rock. Eu sempre penso nisso como se fosse uma esp\u00e9cie de linha do tempo, onde \u00e1lbuns que nasceram em d\u00e9cadas diferentes continuam reverberando como se tivessem acabado de ser lan\u00e7ados. E \u00e9 nessa m\u00e1quina do tempo que eu te convido a viajar comigo hoje.<\/p>\n<p>Come\u00e7o, claro, com Somewhere in Time, lan\u00e7ado em 29 de setembro de 1986. O Iron Maiden estava no auge, trazendo guitarras g\u00eameas afiadas, a voz poderosa de Bruce Dickinson e a presen\u00e7a de Steve Harris guiando a nave. Foi o primeiro disco da banda a usar sintetizadores de guitarra, o que dividiu opini\u00f5es na \u00e9poca, mas abriu portas sonoras para o heavy metal. <em>Wasted Years<\/em> e <em>Stranger in a Strange Land<\/em> viraram hinos instant\u00e2neos. E pensar que esse disco j\u00e1 passou dos 35 anos e ainda soa fresco como uma paulada nos ouvidos \u00e9 quase inacredit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pulando no tempo, em 29 de setembro de 1992, o Manowar lan\u00e7ou <em>The Triumph of Steel<\/em>. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o lembrar da faixa de abertura, <em>Achilles, Agony and Ecstasy in Eight Parts<\/em>, com mais de 28 minutos de dura\u00e7\u00e3o, um \u00e9pico metal que s\u00f3 o Manowar teria coragem de registrar. Joey DeMaio no baixo e Eric Adams no vocal entregaram um disco grandioso, do jeito que os f\u00e3s da banda sempre esperaram, sendo exagerado, teatral e gloriosamente pesado.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando para os Rolling Stones, que em 29 de setembro de 1997 nos deram <em>Bridges to Babylon<\/em>. Um disco que trouxe <em>Anybody Seen My Baby?<\/em>, misturando o DNA cl\u00e1ssico da banda com pitadas de modernidade dos anos 90. Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, que infelizmente nos deixou em 2021 e Ronnie Wood provaram, mais uma vez, que envelhecer no rock n\u00e3o significa perder a relev\u00e2ncia. Pelo contr\u00e1rio, eles mostraram que a ponte para a Babil\u00f4nia ainda levava multid\u00f5es.<\/p>\n<p>E n\u00e3o d\u00e1 pra deixar de citar o Alice in Chains, que em 29 de setembro de 2009 lan\u00e7ou <em>Black Gives Way to Blue<\/em>. Esse disco foi especial porque marcou o retorno da banda ap\u00f3s a morte de Layne Staley, vocalista ic\u00f4nico. William DuVall assumiu o microfone ao lado de Jerry Cantrell, e o resultado foi um \u00e1lbum sombrio, pesado, mas tamb\u00e9m emocionante. A faixa-t\u00edtulo \u00e9 uma homenagem direta a Staley, com Elton John ao piano, um detalhe que pouca gente lembra, mas que d\u00e1 ainda mais for\u00e7a \u00e0 despedida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-147790 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/alice-rolling-iron.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"165\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/alice-rolling-iron.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/alice-rolling-iron-300x75.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/alice-rolling-iron-150x38.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/alice-rolling-iron-768x192.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/p>\n<p>Quatro discos, quatro d\u00e9cadas, todos lan\u00e7ados no mesmo dia: 29 de setembro. Cada um deles representa um cap\u00edtulo diferente da hist\u00f3ria do rock, mas juntos contam uma narrativa \u00fanica, de que o tempo passa, os formatos mudam, mas o esp\u00edrito do rock segue firme.<\/p>\n<p>Eu sempre gosto de pensar que n\u00f3s, roqueiros, raiz ou de heran\u00e7a, aqueles que viveram os vinis da \u00e9poca ou que herdaram os CDs e as playlists dos pais e das m\u00e3es, estamos todos conectados por essas datas. Porque, em algum lugar do passado, o rock nasceu de novo, e at\u00e9 hoje ele soa presente em nossos ouvidos e cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>*Marcelo Gonzales \u00e9 autor do blog Que Dia \u00e9 Hoje?, vive entre discos de vinil e muita m\u00eddia f\u00edsica, sempre atento \u00e0 m\u00fasica, \u00e0 cultura e ao jornalismo, compartilhando hist\u00f3rias que conectam gera\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Gonzales* @celogonzales @vidadevinil Em algum lugar do passado, que ainda parece presente, o dia 29 de setembro se inscreveu como uma data m\u00e1gica no calend\u00e1rio do rock. 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