{"id":147909,"date":"2025-10-02T09:22:25","date_gmt":"2025-10-02T12:22:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=147909"},"modified":"2025-10-02T09:22:25","modified_gmt":"2025-10-02T12:22:25","slug":"que-dia-e-hoje-2-de-outubro-na-historia-da-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/que-dia-e-hoje-2-de-outubro-na-historia-da-musica\/","title":{"rendered":"Que dia \u00e9 hoje? 2 de outubro na hist\u00f3ria da m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>O psicodelismo do Pink Floyd, a sofistica\u00e7\u00e3o do Police, a insol\u00eancia do Oasis<\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Marcelo Gonzales*<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>@celogonzales @vidadevinil<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Hoje, 2 de outubro, a m\u00fasica parece ter escolhido brincar com o tempo, alinhando diferentes gera\u00e7\u00f5es, estilos e geografias em um mesmo calend\u00e1rio. S\u00e3o datas que n\u00e3o passam despercebidas, lan\u00e7amentos de \u00e1lbuns ic\u00f4nicos, nascimentos de artistas que mudaram paradigmas e at\u00e9 a despedida de uma lenda.<\/p>\n<p>No 2 de outubro de 1970, o Pink Floyd lan\u00e7ava Atom Heart Mother, seu quinto \u00e1lbum de est\u00fadio. Diferente de tudo o que vinha antes, este trabalho marcou a fase mais experimental da banda. A faixa-t\u00edtulo, com seus 23 minutos, trazia metais, coro e arranjos orquestrais conduzidos por Ron Geesin, uma ousadia para a \u00e9poca e at\u00e9 mesmo para o pr\u00f3prio grupo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-147911\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pink-floyd-atom-heart-mother.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pink-floyd-atom-heart-mother.jpg 603w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pink-floyd-atom-heart-mother-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pink-floyd-atom-heart-mother-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Foi um disco que dividiu opini\u00f5es, os cr\u00edticos n\u00e3o sabiam se o classificavam como obra-prima ou del\u00edrio pretensioso. Mas para os ouvintes que mergulhavam de fones de ouvido, ele era quase uma sess\u00e3o de cinema sonoro. Era o tempo em que se ouvia um \u00e1lbum inteiro como se fosse um ritual, e Atom Heart Mother permanece como um retrato desse momento em que o rock ousava ser arte total.<\/p>\n<p>Exatos 11 anos depois, no 2 de outubro de 1981, o mundo ganhava um presente duplo. Primeiro, era anivers\u00e1rio de Sting, nascido em 1951, um dos nomes mais carism\u00e1ticos e inquietos do rock brit\u00e2nico. Segundo, naquela mesma data, sua banda The Police lan\u00e7ava Ghost in the Machine, quarto \u00e1lbum do trio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-147912\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/the-police.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"508\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/the-police.jpg 590w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/the-police-295x300.jpg 295w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/the-police-148x150.jpg 148w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>O disco trouxe can\u00e7\u00f5es emblem\u00e1ticas como Every Little Thing She Does Is Magic e Spirits in the Material World, refor\u00e7ando a mistura de reggae, rock e pop que fez do Police um fen\u00f4meno mundial. Sting ainda estava em seu auge com o grupo, antes de se aventurar em uma carreira solo igualmente brilhante, explorando jazz, m\u00fasica cl\u00e1ssica e influ\u00eancias do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Curioso pensar que, no mesmo calend\u00e1rio, temos o nascimento de Sting em 1951 e, trinta anos depois, uma obra que consolidava seu nome na hist\u00f3ria. Como se o tempo tivesse reservado a data para carimbar o destino.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando mais uma d\u00e9cada, chegamos a 2 de outubro de 1995, quando o Oasis lan\u00e7ava (What\u2019s the Story) Morning Glory?. O \u00e1lbum transformou os irm\u00e3os Gallagher em porta-vozes do britpop e consolidou a batalha \u00e9pica contra o Blur na disputa pelas paradas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-147910\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whats-the-story-morning-glory-20-anos.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whats-the-story-morning-glory-20-anos.jpg 600w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whats-the-story-morning-glory-20-anos-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whats-the-story-morning-glory-20-anos-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Ali estavam Wonderwall, Don\u2019t Look Back in Anger e Champagne Supernova, can\u00e7\u00f5es que ecoaram em est\u00e1dios, r\u00e1dios, festas e at\u00e9 hoje continuam sendo entoadas como hinos. Mais que um disco, Morning Glory \u00e9 uma fotografia da juventude brit\u00e2nica dos anos 90 com guitarras altas, refr\u00f5es mel\u00f3dicos, insol\u00eancia e um certo romantismo torto que s\u00f3 o Oasis soube traduzir.<\/p>\n<p>Se o Pink Floyd experimentava os limites da forma e o Police mesclava g\u00eaneros, o Oasis devolveu ao rock o poder da simplicidade, tr\u00eas acordes e uma can\u00e7\u00e3o que parecia falar direto ao cora\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas o 2 de outubro tamb\u00e9m guarda mem\u00f3rias dos Estados Unidos. Em 1945, nascia Don McLean, o trovador que d\u00e9cadas depois escreveria American Pie, em 1971, uma das can\u00e7\u00f5es mais longas e simb\u00f3licas da hist\u00f3ria do rock. Oito minutos que narravam n\u00e3o apenas \u201co dia em que a m\u00fasica morreu\u201d, mas toda a transi\u00e7\u00e3o cultural de uma gera\u00e7\u00e3o marcada pela perda da inoc\u00eancia.<\/p>\n<p>Curiosamente, no mesmo 2 de outubro de 1998, o mundo se despedia de Gene Autry, o \u201cCowboy Cantor\u201d de Hollywood. Autry n\u00e3o era do rock, mas sua m\u00fasica ajudou a moldar o imagin\u00e1rio americano no r\u00e1dio e no cinema, cantando valores de um pa\u00eds que ainda acreditava em cowboys, cavalos e mitos do Oeste.<\/p>\n<p>Colocar McLean e Autry lado a lado \u00e9 perceber como a m\u00fasica narra a hist\u00f3ria de uma na\u00e7\u00e3o: um, com a nostalgia melanc\u00f3lica de um rock que cresceu r\u00e1pido demais e o outro, com a inoc\u00eancia quase infantil de um pa\u00eds que se via refletido na tela de cinema. Ambos, de certa forma, cantaram despedidas&#8230;<\/p>\n<p>O dia 2 de outubro \u00e9 um caleidosc\u00f3pio de sons, com o psicodelismo do Pink Floyd, a sofistica\u00e7\u00e3o do Police, a insol\u00eancia do Oasis, a poesia de McLean e a mem\u00f3ria de Autry. Datas assim nos lembram de que a m\u00fasica \u00e9 mais que um calend\u00e1rio, \u00e9 uma linha do tempo que costura \u00e9pocas, estilos e sentimentos.<\/p>\n<p>E n\u00f3s, ouvintes e colecionadores, seguimos voltando a esses discos e can\u00e7\u00f5es como quem revisita cap\u00edtulos de uma biografia pessoal. Porque, no fim das contas, cada lan\u00e7amento, cada nascimento e at\u00e9 cada despedida se tornam tamb\u00e9m nossas mem\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>*Marcelo Gonzales \u00e9 autor do blog Que Dia \u00e9 Hoje?, vive entre discos de vinil e muita m\u00eddia f\u00edsica, sempre atento \u00e0 m\u00fasica, \u00e0 cultura e ao jornalismo, compartilhando hist\u00f3rias que conectam gera\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O psicodelismo do Pink Floyd, a sofistica\u00e7\u00e3o do Police, a insol\u00eancia do Oasis Marcelo Gonzales* @celogonzales @vidadevinil Hoje, 2 de outubro, a m\u00fasica parece ter escolhido brincar com o tempo,<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":147913,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147909"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147909"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147909\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":147914,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147909\/revisions\/147914"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}