{"id":149782,"date":"2025-12-16T13:42:24","date_gmt":"2025-12-16T16:42:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=149782"},"modified":"2025-12-16T13:42:24","modified_gmt":"2025-12-16T16:42:24","slug":"ufpel-trabalha-em-diagnostico-transfronteirico-na-regiao-da-bacia-da-lagoa-mirim-e-lagoas-costeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/ufpel-trabalha-em-diagnostico-transfronteirico-na-regiao-da-bacia-da-lagoa-mirim-e-lagoas-costeiras\/","title":{"rendered":"UFPel trabalha em diagn\u00f3stico transfronteiri\u00e7o na regi\u00e3o da Bacia da Lagoa Mirim e Lagoas Costeiras"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Equipes brasileira e uruguaia trabalham na primeira parte do diagn\u00f3stico, que ir\u00e1 descrever o estado atual da Bacia Hidrogr\u00e1fica<\/em><\/h3>\n<p>Uma equipe composta por integrantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) \u00e9 respons\u00e1vel pelo trabalho brasileiro na An\u00e1lise Diagn\u00f3stica Transfronteiri\u00e7a (ADT), um estudo considerado fundamental para embasar a constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e integradas para a Bacia da Lagoa Mirim e Lagoas Costeiras.<\/p>\n<p>Um dos componentes do Projeto Gest\u00e3o Binacional e Integrada dos Recursos H\u00eddricos na Bacia da Lagoa Mirim e Lagoas Costeiras, a ADT no Brasil \u00e9 coordenada pelo professor Gilberto Loguercio Collares, com coordena\u00e7\u00e3o adjunta do professor Rafael Corteletti, ambos da UFPel. O objetivo central do projeto \u00e9 fortalecer a capacidade dos setores p\u00fablico e privado de Brasil e Uruguai para promover uma gest\u00e3o estrat\u00e9gica e sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos nesta regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e implementado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO\/ONU). Os governos do Brasil, atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e do Desenvolvimento Regional (MIDR), e do Uruguai, via Minist\u00e9rio de Ambiente, atuam como \u00f3rg\u00e3os executores.<\/p>\n<p>No momento, as equipes brasileira e uruguaia trabalham na primeira parte do diagn\u00f3stico, que ir\u00e1 descrever o estado atual de diversos aspectos da Bacia Hidrogr\u00e1fica. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o instrumento sirva de base para que gestores p\u00fablicos e privados do Brasil e do Uruguai consigam, com essa base de informa\u00e7\u00f5es, construir pol\u00edticas que melhorem a qualidade de vida e do ambiente da Lagoa Mirim e Lagoas Costeiras, usando a \u00e1gua como elemento de integra\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o existe fronteira na Lagoa Mirim. Existem limites pol\u00edticos, mas os usos da \u00e1gua devem ser compartilhados, ainda que a gente tenha regula\u00e7\u00f5es distintas, brasileiras e uruguaias\u201d, aponta o coordenador. De acordo com ele, essa regula\u00e7\u00e3o binacional poder\u00e1 oportunizar um car\u00e1ter mais territorial e menos dividido entre Brasil e Uruguai, para compreender as particularidades do territ\u00f3rio. Collares destaca que n\u00e3o se trata de um projeto estruturante: ele estruturar\u00e1 pol\u00edticas p\u00fablicas, tanto uruguaias quanto brasileiras, apontando caminhos para que avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos, sociais e de rela\u00e7\u00f5es bilaterais se estabele\u00e7am.<\/p>\n<p>Conforme Corteletti, o diagn\u00f3stico desvenda problemas que s\u00e3o transfronteiri\u00e7os e que devem ser respondidos de forma conjunta. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio entender as cadeias causais e o que se pode estabelecer como respostas a isso.<\/p>\n<p>O levantamento dever\u00e1 encerrar em abril, quando tamb\u00e9m ser\u00e1 feita a elabora\u00e7\u00e3o de um atlas. Al\u00e9m desses dois produtos, o projeto tamb\u00e9m ir\u00e1 implementar a\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio, que dar\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o para que essa base de informa\u00e7\u00f5es fique fortalecida.<\/p>\n<p>Uma das quest\u00f5es j\u00e1 identificadas pelo grupo \u00e9 a exist\u00eancia, tanto no Brasil quanto no Uruguai, de um tensionamento entre o turismo de pesca esportiva e a pesca artesanal. Uma das a\u00e7\u00f5es ser\u00e1 a capacita\u00e7\u00e3o de pescadores para lidar com esses desafios.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-149783 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bacia-lagoa-mirim-pesquisa2.jpg\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bacia-lagoa-mirim-pesquisa2.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bacia-lagoa-mirim-pesquisa2-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bacia-lagoa-mirim-pesquisa2-150x100.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bacia-lagoa-mirim-pesquisa2-768x513.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Oficina nacional integrou comunidade<\/strong><\/h4>\n<p>Uma das atividades da etapa de diagn\u00f3stico foi uma oficina, realizada em novembro, que buscou mobilizar a participa\u00e7\u00e3o de todas as partes interessadas nas \u00e1guas da Bacia. Atores como representantes da agricultura familiar, agricultura extensiva, ONGs, ind\u00edgenas, quilombolas e \u00f3rg\u00e3os ambientais estiveram nas discuss\u00f5es promovidas pela Funda\u00e7\u00e3o Delfim Mendes Silveira (FDMS), a executora brasileira da ADT. Na ocasi\u00e3o, foram apresentados os resultados dos aprofundamentos em temas ambientais, sociais e econ\u00f4micos, al\u00e9m de relat\u00f3rio de caracteriza\u00e7\u00e3o do uso dos recursos h\u00eddricos e dos problemas que cruzam a fronteira na Bacia. Os assuntos foram tamb\u00e9m debatidos sob a perspectiva de g\u00eanero e equidade. Mais de cem pessoas participaram dos debates.<\/p>\n<p>Conforme os coordenadores da ADT e organizadores do evento, \u00e9 fundamental que o resultado da An\u00e1lise Diagn\u00f3stica Transfronteiri\u00e7a v\u00e1 al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, incluindo tamb\u00e9m as diferentes vis\u00f5es e percep\u00e7\u00f5es das comunidades que interagem com a Bacia. \u201cA proposta foi levar para a comunidade o trabalho t\u00e9cnico, com levantamento de dados cient\u00edficos, e a comunidade debater esses dados e trazer mais informa\u00e7\u00f5es para que possamos encontrar novos caminhos de investiga\u00e7\u00e3o a partir dessa participa\u00e7\u00e3o\u201d, salientou Corteletti.<\/p>\n<p>Dentre os pontos mencionados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea, estavam polui\u00e7\u00e3o difusa e urbana, press\u00f5es hidrossedimentol\u00f3gicas, falta de integra\u00e7\u00e3o Brasil\u2013Uruguai, monitoramento insuficiente e conflitos de uso da \u00e1gua.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o tem uma \u00e1rea total \u00e9 de 61.038,550 km2 (32.660 km2 no Uruguai e 28.378 km2 no Brasil). A Lagoa Mirim (aproximadamente 3.900 km2) \u00e9 o corpo h\u00eddrico central, sendo predominantemente rasa (de zero a seis metros).<\/p>\n<p>S\u00e3o 894.840 pessoas vivendo na \u00e1rea da Bacia \u2013 90,92% na \u00e1rea urbana. A ADT identificou a coexist\u00eancia de \u00e1reas naturais e produtivas e uso intensivo dos recursos h\u00eddricos (orizicultura irrigada), lado a lado aos mananciais naturais.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o da Bacia configura um territ\u00f3rio tur\u00edstico de car\u00e1ter polic\u00eantrico, onde coexistem sistemas espaciais com din\u00e2micas diferenciadas, mas interdependentes e complementares.<\/p>\n<p>A Bacia abriga cinco unidades principais de aqu\u00edferos (porosos altamente produtivos at\u00e9 aqu\u00edferos fraturados e de baixa produtividade). O grupo tamb\u00e9m alerta para a presen\u00e7a de ars\u00eanio de origem natural em alguns setores (abaixo dos limites normativos), o que constitui um indicador de vulnerabilidade ambiental e refor\u00e7a a necessidade de monitoramento e gest\u00e3o integrada.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, a import\u00e2ncia ecol\u00f3gica e h\u00eddrica da Bacia est\u00e1 sob risco devido \u00e0 intensa press\u00e3o humana, marcada pela redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas \u00famidas e pela poss\u00edvel contamina\u00e7\u00e3o associada \u00e0 agropecu\u00e1ria intensiva.<\/p>\n<p>A ADT identificou tamb\u00e9m uma lacuna de informa\u00e7\u00f5es sistematizadas com recorte de g\u00eanero, dificultando a compreens\u00e3o das diferen\u00e7as no acesso e viv\u00eancia com os recursos h\u00eddricos. O grupo aponta a necessidade de fundamentar pol\u00edticas mais precisas, efetivas e sens\u00edveis \u00e0s especificidades das mulheres que vivem na fronteira, al\u00e9m de amplia\u00e7\u00e3o do mapeamento de atores e lideran\u00e7as de mulheres para fortalecer a representatividade de g\u00eanero.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Oficina binacional ser\u00e1 realizada em fevereiro<\/strong><\/h4>\n<p>O processo participativo continua e no final de fevereiro haver\u00e1 uma oficina binacional, que ser\u00e1 em Pelotas, j\u00e1 com elementos incorporados a partir da oficina nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Equipes brasileira e uruguaia trabalham na primeira parte do diagn\u00f3stico, que ir\u00e1 descrever o estado atual da Bacia Hidrogr\u00e1fica Uma equipe composta por integrantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":149784,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,857],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149782"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149782"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149782\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":149785,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149782\/revisions\/149785"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/149784"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}