{"id":152880,"date":"2026-05-13T08:39:47","date_gmt":"2026-05-13T11:39:47","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=152880"},"modified":"2026-05-13T08:39:47","modified_gmt":"2026-05-13T11:39:47","slug":"estudo-aponta-possibilidade-de-el-nino-forte-mas-especialistas-descartam-cenario-extremo-no-momento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/estudo-aponta-possibilidade-de-el-nino-forte-mas-especialistas-descartam-cenario-extremo-no-momento\/","title":{"rendered":"Estudo aponta possibilidade de El Ni\u00f1o forte, mas especialistas descartam cen\u00e1rio extremo no momento"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Documento t\u00e9cnico busca frear interpreta\u00e7\u00f5es alarmistas que surgiram ap\u00f3s as primeiras proje\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas relacionadas ao comportamento clim\u00e1tico global. Minist\u00e9rio P\u00fablico acompanha<\/em><\/h3>\n<p>A possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de um novo epis\u00f3dio de El Ni\u00f1o entre o segundo semestre de 2026 e o ver\u00e3o de 2027 ainda est\u00e1 cercada de incertezas, segundo avalia\u00e7\u00e3o divulgada pelo Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica do Plano Rio Grande. A nota t\u00e9cnica publicada pelo governo do Estado destaca que, embora exista monitoramento sobre altera\u00e7\u00f5es nas temperaturas do Oceano Pac\u00edfico, ainda n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00e3o oficial de que o fen\u00f4meno efetivamente se consolidar\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses \u2014 e tampouco indicativos de que possa atingir intensidade extrema neste momento.<\/p>\n<p>O documento busca justamente frear interpreta\u00e7\u00f5es alarmistas que surgiram ap\u00f3s as primeiras proje\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas relacionadas ao comportamento clim\u00e1tico global. De acordo com os especialistas, os modelos atualmente dispon\u00edveis trabalham com probabilidades e tend\u00eancias, n\u00e3o com certezas absolutas. A pr\u00f3pria nota ressalta que as previs\u00f5es ainda est\u00e3o em est\u00e1gio inicial e podem sofrer mudan\u00e7as consider\u00e1veis ao longo dos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/admin.planoriogrande.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/202605\/08094346-nota-tecnica-el-nino.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CONFIRA A \u00cdNTEGRA DA NOTA T\u00c9CNICA AQUI<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Caso o fen\u00f4meno venha a se confirmar, a tend\u00eancia \u00e9 de influ\u00eancia mais percept\u00edvel apenas durante a primavera de 2026 e o ver\u00e3o seguinte. Ainda assim, os pesquisadores enfatizam que n\u00e3o h\u00e1 qualquer elemento t\u00e9cnico que permita afirmar, neste momento, que o Rio Grande do Sul enfrentar\u00e1 um cen\u00e1rio semelhante ao registrado durante as enchentes hist\u00f3ricas de 2024.<\/p>\n<p>O El Ni\u00f1o \u00e9 caracterizado pelo aquecimento anormal das \u00e1guas superficiais do Oceano Pac\u00edfico Equatorial, alterando padr\u00f5es atmosf\u00e9ricos em diferentes regi\u00f5es do planeta. Historicamente, o fen\u00f4meno costuma provocar aumento das chuvas no Sul do Brasil, mas a intensidade dos impactos varia significativamente de um evento para outro. Em alguns anos, os reflexos s\u00e3o moderados; em outros, mais intensos.<\/p>\n<p>Segundo a nota t\u00e9cnica, os dados atuais indicam apenas uma tend\u00eancia inicial de aquecimento oce\u00e2nico, ainda insuficiente para confirmar a instala\u00e7\u00e3o plena do fen\u00f4meno clim\u00e1tico. Al\u00e9m disso, os especialistas lembram que fatores atmosf\u00e9ricos regionais e globais tamb\u00e9m interferem no comportamento das chuvas, tornando imposs\u00edvel prever com precis\u00e3o como ser\u00e1 o regime clim\u00e1tico no Rio Grande do Sul daqui a v\u00e1rios meses.<\/p>\n<p>O documento destaca ainda que o aprendizado obtido ap\u00f3s os eventos extremos recentes refor\u00e7ou a necessidade de vigil\u00e2ncia permanente, independentemente da confirma\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o. Por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o dos protocolos de monitoramento clim\u00e1tico, fortalecimento dos sistemas de alerta e atualiza\u00e7\u00e3o dos planos de conting\u00eancia municipais.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, a ado\u00e7\u00e3o de medidas preventivas n\u00e3o significa que um desastre esteja previsto, mas sim que o Estado deve estar mais preparado diante de qualquer eventualidade clim\u00e1tica. A estrat\u00e9gia busca evitar improvisos e ampliar a capacidade de resposta em caso de chuvas intensas, temporais ou inunda\u00e7\u00f5es localizadas.<\/p>\n<p>A nota t\u00e9cnica tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para o risco de dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es distorcidas ou interpreta\u00e7\u00f5es precipitadas sobre o tema. Os especialistas refor\u00e7am que previs\u00f5es clim\u00e1ticas sazonais possuem margens importantes de incerteza e precisam ser analisadas com cautela. Em outras palavras, ainda \u00e9 cedo para qualquer conclus\u00e3o definitiva sobre o comportamento clim\u00e1tico do pr\u00f3ximo ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo sem confirma\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno, o monitoramento dever\u00e1 continuar sendo atualizado regularmente por \u00f3rg\u00e3os meteorol\u00f3gicos nacionais e internacionais. Novos relat\u00f3rios ser\u00e3o divulgados nos pr\u00f3ximos meses conforme houver maior consolida\u00e7\u00e3o dos modelos clim\u00e1ticos e evolu\u00e7\u00e3o das temperaturas do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>No setor agropecu\u00e1rio, a orienta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 de prud\u00eancia. T\u00e9cnicos avaliam que ainda n\u00e3o existem elementos suficientes para altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas no planejamento das safras, embora o acompanhamento das tend\u00eancias meteorol\u00f3gicas seja considerado fundamental. O mesmo vale para \u00e1reas urbanas e regi\u00f5es historicamente mais vulner\u00e1veis a alagamentos.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Cient\u00edfico \u00e9 de que o Rio Grande do Sul hoje possui maior capacidade t\u00e9cnica de acompanhamento clim\u00e1tico do que em anos anteriores, especialmente ap\u00f3s os investimentos realizados em monitoramento hidrol\u00f3gico e gest\u00e3o de riscos. Ainda assim, os especialistas defendem que adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica deve ser tratada como pol\u00edtica permanente de Estado, independentemente da ocorr\u00eancia espec\u00edfica de El Ni\u00f1o ou La Ni\u00f1a.<\/p>\n<p>A nota t\u00e9cnica integra as a\u00e7\u00f5es do Plano Rio Grande, programa criado pelo governo estadual ap\u00f3s os desastres clim\u00e1ticos de 2024. O objetivo \u00e9 estabelecer bases cient\u00edficas para orientar decis\u00f5es p\u00fablicas, evitar alarmismo e garantir que medidas preventivas sejam adotadas com anteced\u00eancia e responsabilidade.<\/p>\n<p>Por enquanto, portanto, o cen\u00e1rio predominante \u00e9 de aten\u00e7\u00e3o moderada \u2014 e n\u00e3o de emerg\u00eancia clim\u00e1tica iminente. Os especialistas insistem que o acompanhamento deve continuar, mas ressaltam que qualquer previs\u00e3o mais contundente sobre intensidade, dura\u00e7\u00e3o e impactos de um eventual El Ni\u00f1o ainda seria prematura.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO ACOMPANHA<\/h4>\n<p>Em nota, o MP comentou a informa\u00e7\u00e3o do Governo do RS:<\/p>\n<p>\u201cO Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Gabinete de Estudos Clim\u00e1ticos (GabClima), divulgou nesta segunda-feira, 11 de maio, a publica\u00e7\u00e3o da Nota T\u00e9cnica n\u00ba3, do Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica do Plano Rio Grande, intitulada \u201cEl Ni\u00f1o 2026-27: Evolu\u00e7\u00e3o e poss\u00edveis impactos no Estado do Rio Grande do Sul\u201d. O material re\u00fane informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, retrospectiva hist\u00f3rica de eventos anteriores e recomenda\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o institucional e \u00e0 gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos no Estado.<\/p>\n<p>O documento apresenta an\u00e1lises atualizadas sobre a poss\u00edvel forma\u00e7\u00e3o de um novo epis\u00f3dio de El Ni\u00f1o ao longo de 2026, com maior probabilidade de atua\u00e7\u00e3o na primavera deste ano e no ver\u00e3o de 2027. Segundo os especialistas, ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que o fen\u00f4meno atinja intensidade forte ou muito forte, mas os cen\u00e1rios atuais indicam tend\u00eancia de chuvas acima da m\u00e9dia e aumento das temperaturas em determinados per\u00edodos.<\/p>\n<p>A nota t\u00e9cnica destaca que o El Ni\u00f1o, isoladamente, n\u00e3o determina a ocorr\u00eancia de desastres, mas pode ampliar o risco de eventos extremos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. O documento refor\u00e7a a import\u00e2ncia do planejamento preventivo, da atualiza\u00e7\u00e3o dos planos de conting\u00eancia e do monitoramento permanente das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento t\u00e9cnico busca frear interpreta\u00e7\u00f5es alarmistas que surgiram ap\u00f3s as primeiras proje\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas relacionadas ao comportamento clim\u00e1tico global. 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