{"id":154297,"date":"2026-07-03T08:44:39","date_gmt":"2026-07-03T11:44:39","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=154297"},"modified":"2026-07-03T08:44:39","modified_gmt":"2026-07-03T11:44:39","slug":"coluna-de-cinema-edicao-84","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/coluna-de-cinema-edicao-84\/","title":{"rendered":"Coluna de Cinema \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 84"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Minions &amp; Monstros: estrelas amarelas do cinema<\/em><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-154301 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions2.jpg\" alt=\"\" width=\"666\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions2.jpg 666w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions2-300x164.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions2-150x82.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 666px) 100vw, 666px\" \/><\/p>\n<p>Antes de mergulhar na mais nova aventura cinematogr\u00e1fica de 2026, vale a pena recapitular a trajet\u00f3ria dessas pequenas criaturas. Os Minions surgiram discretamente em 2010 como os ajudantes atrapalhados do vil\u00e3o Gru em \u201c<em>Meu Malvado Favorito\u201d<\/em>. O carisma daqueles seres cil\u00edndricos e amarelos foi t\u00e3o avassalador que eles rapidamente roubaram a cena, tornando-se o rosto da Illumination Entertainment.<\/p>\n<p>Essa popularidade se desdobrou em uma expans\u00e3o massiva. Al\u00e9m das sequ\u00eancias diretas da franquia original (\u201c<em>Meu Malvado Favorito 2, 3 e 4\u201d<\/em>), eles ganharam sua pr\u00f3pria linha do tempo com os prel\u00fadios \u201c<em>Minions\u201d<\/em> (2015) e \u201c<em>Minions 2: A Origem de Gru\u201d<\/em> (2022). Em todas essas anima\u00e7\u00f5es, a receita do sucesso sempre se apoiou na com\u00e9dia f\u00edsica e na universalidade de sua comunica\u00e7\u00e3o. O famoso &#8220;minion\u00eas&#8221;, afinal, \u00e9 aquele dialeto peculiar que mistura balbucios infantis a vers\u00f5es simplificadas de idiomas europeus, com um efeito frequentemente incompreens\u00edvel, mas estranhamente comunicativo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-154300 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions1.png\" alt=\"\" width=\"664\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions1.png 686w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions1-300x169.png 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions1-150x84.png 150w\" sizes=\"(max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 com essa bagagem que chegamos a <strong>\u201c<em>Minions &amp; Monstros\u201d<\/em><\/strong>, que se consolida facilmente como o filme mais inteligente e engra\u00e7ado em que eles j\u00e1 apareceram. Desta vez, a anima\u00e7\u00e3o faz uma verdadeira carta de amor a Hollywood. Mas n\u00e3o \u00e0 Hollywood de hoje, e sim \u00e0quela dos prim\u00f3rdios, dos pioneiros do cinema mudo. As fren\u00e9ticas perip\u00e9cias do ex\u00e9rcito de mascotes amarelos, que sempre foram influenciadas pela com\u00e9dia pastel\u00e3o cl\u00e1ssica, encontram aqui o seu \u00e1pice e sua justificativa hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A narrativa se desenrola de forma inteligente em torno de uma visita guiada a um museu de Hollywood. Conduzida por uma guia entusiasmada, a trama avan\u00e7a quando ela fica horrorizada ao descobrir que os jovens turistas n\u00e3o fazem a menor ideia do importante papel que os Minions desempenharam na hist\u00f3ria do cinema. Essa sequ\u00eancia, inclusive, proporciona uma participa\u00e7\u00e3o hil\u00e1ria de ningu\u00e9m menos que George Lucas, estabelecendo desde o in\u00edcio o tom metalingu\u00edstico da obra.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-154299 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions4.jpg\" alt=\"\" width=\"665\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions4.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions4-300x169.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions4-150x85.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions4-768x433.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 665px) 100vw, 665px\" \/><\/p>\n<p>A partir da\u00ed, um <em>flashback<\/em> mostra os Minions em sua busca desesperada por um novo chefe malvado, enfrentando obst\u00e1culos a cada passo. Eventualmente, eles chegam \u00e0 Hollywood dos primeiros anos e, sem querer, interrompem a produ\u00e7\u00e3o de um filme cujo diretor encarna um misto dos imigrantes europeus que encontraram uma nova carreira por l\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-154298 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions3.jpg\" alt=\"\" width=\"663\" height=\"373\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions3.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions3-300x169.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions3-150x84.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/minions3-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><\/p>\n<p>A primeira metade do longa, focada basicamente nessas aventuras cinematogr\u00e1ficas, entrega uma s\u00e9rie de piadas que faz a del\u00edcia dos cin\u00e9filos (embora corra o risco de n\u00e3o fazer tanto sentido para os espectadores mais jovens). O roteiro desfila homenagens afetuosas a cenas cl\u00e1ssicas de mestres do cinema mudo como Charlie Chaplin, Harold Lloyd e Buster Keaton. Contudo, as refer\u00eancias n\u00e3o param por a\u00ed. O filme expande seu repert\u00f3rio com alus\u00f5es sofisticadas a cl\u00e1ssicos como <em>Casablanca<\/em> e <em>Cidad\u00e3o Kane<\/em>, al\u00e9m de ic\u00f4nicos filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos anos 1950 e muitos outros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-139295 alignright\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/jorge-ghiorzi.jpg\" alt=\"\" width=\"151\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/jorge-ghiorzi.jpg 298w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/jorge-ghiorzi-230x300.jpg 230w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/jorge-ghiorzi-115x150.jpg 115w\" sizes=\"(max-width: 151px) 100vw, 151px\" \/>Apesar da bagagem cultural refinada nas entrelinhas, a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o perde sua ess\u00eancia. O tom geral permanece estritamente infantil, fazendo jus ao hist\u00f3rico dos personagens. \u00c9 bobo como sempre, cheio de risadinhas como nunca e assumidamente apegado \u00e0 estupidez que sempre esperamos dessas criaturas. No fim das contas, \u201c<em>Minions &amp; Monstros\u201d<\/em> pode at\u00e9 ser interpretado por alguns como &#8220;mais do mesmo&#8221;. Mas a verdade \u00e9: quem vai reclamar quando o prazer de assistir \u00e0queles insanos e irresist\u00edveis &#8220;tic-tacs&#8221; amarelos \u00e9 tudo o que queremos? O filme triunfa ao equilibrar com maestria a nostalgia cin\u00e9fila e a pura e simples bobagem que os consagrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Jorge Ghiorzi<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>jghiorzi@gmail.com<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minions &amp; Monstros: estrelas amarelas do cinema Antes de mergulhar na mais nova aventura cinematogr\u00e1fica de 2026, vale a pena recapitular a trajet\u00f3ria dessas pequenas criaturas. 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