{"id":154434,"date":"2026-07-09T14:55:05","date_gmt":"2026-07-09T17:55:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=154434"},"modified":"2026-07-09T14:55:05","modified_gmt":"2026-07-09T17:55:05","slug":"museu-do-doce-inicia-projeto-financiado-pelo-iphan-para-fortalecer-e-preservar-a-tradicao-doceira-da-regiao-de-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/museu-do-doce-inicia-projeto-financiado-pelo-iphan-para-fortalecer-e-preservar-a-tradicao-doceira-da-regiao-de-pelotas\/","title":{"rendered":"Museu do Doce inicia projeto financiado pelo IPHAN para fortalecer e preservar a tradi\u00e7\u00e3o doceira da regi\u00e3o de Pelotas"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>O levantamento prev\u00ea a produ\u00e7\u00e3o de registros bibliogr\u00e1ficos, fotogr\u00e1ficos, audiovisuais e sonoros, garantindo documenta\u00e7\u00e3o acess\u00edvel sobre esse importante patrim\u00f4nio cultural<\/em><\/h3>\n<p>O Museu do Doce da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) iniciou, em junho de 2026, a execu\u00e7\u00e3o do projeto &#8220;Produ\u00e7\u00e3o, Reprodu\u00e7\u00e3o Cultural, Valoriza\u00e7\u00e3o, Difus\u00e3o e Fomento da Tradi\u00e7\u00e3o Doceira de Pelotas e Antiga Pelotas&#8221;, contemplado no Edital PNPI 2023 do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN). A iniciativa abrange os munic\u00edpios de Pelotas, Arroio do Padre, Cap\u00e3o do Le\u00e3o, Morro Redondo e Turu\u00e7u e ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de 18 meses.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-154435 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/noris-museu-do-doce.jpg\" alt=\"\" width=\"663\" height=\"474\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/noris-museu-do-doce.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/noris-museu-do-doce-300x215.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/noris-museu-do-doce-150x107.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/noris-museu-do-doce-768x549.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><\/p>\n<p>A proposta busca ampliar as a\u00e7\u00f5es de valoriza\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o doceira da regi\u00e3o, reconhecida como um dos mais importantes patrim\u00f4nios culturais imateriais do Rio Grande do Sul. O projeto tamb\u00e9m pretende atualizar o conhecimento sobre as doceiras e os doceiros que mant\u00eam vivo esse saber-fazer, tanto na produ\u00e7\u00e3o dos tradicionais doces finos quanto dos doces de frutas.<\/p>\n<p>Passados 17 anos da elabora\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio que originou o Dossi\u00ea de Registro da Regi\u00e3o Doceira, a iniciativa pretende revisitar esse patrim\u00f4nio cultural, identificando novos protagonistas e fortalecendo as a\u00e7\u00f5es de salvaguarda voltadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dessa tradi\u00e7\u00e3o, considerada parte fundamental da identidade cultural da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a coordena\u00e7\u00e3o do projeto, o Museu do Doce reafirma seu papel como espa\u00e7o de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da cultura doceira, mas amplia sua atua\u00e7\u00e3o ao desenvolver atividades diretamente junto \u00e0s comunidades onde esse conhecimento \u00e9 produzido e transmitido entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es previstas est\u00e3o a realiza\u00e7\u00e3o de oficinas, atividades educativas em escolas e comunidades urbanas e rurais, incluindo quilombos, produ\u00e7\u00e3o de materiais impressos e audiovisuais, al\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o baseada nos resultados obtidos durante o projeto. O objetivo \u00e9 aproximar a comunidade doceira do p\u00fablico, fortalecer a transmiss\u00e3o dos conhecimentos tradicionais e ampliar o reconhecimento dos detentores desse patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Mapeamento dos detentores do saber-fazer<\/strong><\/h4>\n<p>A primeira etapa do projeto consiste na identifica\u00e7\u00e3o, documenta\u00e7\u00e3o e mapeamento georreferenciado dos detentores do saber-fazer doceiro nos cinco munic\u00edpios abrangidos pela iniciativa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de atualizar o invent\u00e1rio das tradi\u00e7\u00f5es doceiras, o trabalho busca reconhecer grupos que historicamente permaneceram pouco representados, como produtores de doces de frutas, doceiras e doceiros da periferia, respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de doces de bandeja, e tamb\u00e9m aqueles cuja produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 vinculada aos rituais das religi\u00f5es de matriz africana.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m prev\u00ea a produ\u00e7\u00e3o de registros bibliogr\u00e1ficos, fotogr\u00e1ficos, audiovisuais e sonoros, garantindo documenta\u00e7\u00e3o acess\u00edvel sobre a riqueza e a diversidade da tradi\u00e7\u00e3o doceira regional.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Morro Redondo \u00e9 o projeto-piloto<\/strong><\/h4>\n<p>A primeira fase das atividades est\u00e1 sendo desenvolvida em Morro Redondo, com apoio da Prefeitura Municipal e da comunidade local. O munic\u00edpio foi escolhido para consolidar a metodologia que ser\u00e1 aplicada posteriormente nas demais cidades participantes.<\/p>\n<p>O trabalho est\u00e1 estruturado em cinco eixos:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Identifica\u00e7\u00e3o dos detentores<\/strong>, para localizar e reconhecer quem preserva o saber-fazer doceiro;<\/li>\n<li><strong>Documenta\u00e7\u00e3o dos processos produtivos<\/strong>, por meio de entrevistas, registros fotogr\u00e1ficos e audiovisuais;<\/li>\n<li><strong>Transmiss\u00e3o dos saberes<\/strong>, analisando como os conhecimentos s\u00e3o repassados entre gera\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li><strong>Territ\u00f3rio e refer\u00eancias culturais<\/strong>, identificando os espa\u00e7os e elementos vinculados \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li><strong>Articula\u00e7\u00e3o institucional<\/strong>, mapeando entidades e agentes envolvidos na preserva\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A partir de julho, com a metodologia consolidada, o projeto ser\u00e1 expandido para Pelotas, Cap\u00e3o do Le\u00e3o, Turu\u00e7u e Arroio do Padre. Essa etapa dever\u00e1 ser desenvolvida at\u00e9 o m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>A equipe respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o \u00e9 formada por professores, t\u00e9cnicos, estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), reunindo diferentes \u00e1reas do conhecimento em torno da preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o doceira da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O levantamento prev\u00ea a produ\u00e7\u00e3o de registros bibliogr\u00e1ficos, fotogr\u00e1ficos, audiovisuais e sonoros, garantindo documenta\u00e7\u00e3o acess\u00edvel sobre esse importante patrim\u00f4nio cultural O Museu do Doce da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":154436,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154434"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=154434"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":154437,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154434\/revisions\/154437"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/154436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=154434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=154434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=154434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}