{"id":154533,"date":"2026-07-14T16:42:50","date_gmt":"2026-07-14T19:42:50","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=154533"},"modified":"2026-07-14T16:42:50","modified_gmt":"2026-07-14T19:42:50","slug":"valder-valeirao-cria-trajeto-poetico-que-atravessa-a-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/valder-valeirao-cria-trajeto-poetico-que-atravessa-a-cidade\/","title":{"rendered":"Valder Valeir\u00e3o cria trajeto po\u00e9tico que atravessa a cidade"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica une literatura, fotografia e paisagem urbana para transformar o cotidiano em uma experi\u00eancia de contempla\u00e7\u00e3o e descoberta<\/em><\/h3>\n<p>Imagine caminhar atrav\u00e9s de um trajeto conduzido por poemas afixados em postes nas ruas da cidade. \u00c9 dessa forma que o projeto art\u00edstico <em>Outonos na Rua<\/em>, criado por Valder Valeir\u00e3o, transp\u00f5e a narrativa po\u00e9tica do seu livro de estreia, para o espa\u00e7o urbano. O percurso de tr\u00eas quil\u00f4metros come\u00e7a na esquina das ruas Dona Mariana com Benjamin Constant e prossegue at\u00e9 a XV de Novembro, na regi\u00e3o portu\u00e1ria e atravessa o centro da cidade, alcan\u00e7ando a Avenida Bento Gon\u00e7alves. Os mesmos postes que cumprem o papel de ilumina\u00e7\u00e3o servem de suporte para 93 poemas. \u201cA leitura deixa de acontecer entre as p\u00e1ginas para acontecer entre esquinas, cal\u00e7adas e cruzamentos, estabelecendo um di\u00e1logo direto entre literatura e espa\u00e7o urbano\u201d, destaca o autor do livro \u201cOutonos no ch\u00e3o\u201d, publicado em 2018.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-154534 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/valder-valeirao.jpeg\" alt=\"\" width=\"673\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/valder-valeirao.jpeg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/valder-valeirao-300x200.jpeg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/valder-valeirao-150x100.jpeg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/valder-valeirao-768x513.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 673px) 100vw, 673px\" \/><\/p>\n<p>O poeta, designer e artista visual explora os existencialismos, afetos e inquietudes humanas na literatura. O convite para que os textos encontrem seus leitores de uma forma acess\u00edvel e gratuita \u00e9 um desejo antigo. Segundo ele, ao deslocar um livro para as ruas, a interven\u00e7\u00e3o converte o ato da leitura onde cada um pode criar seus caminhos. Para Valder, um dos fundadores do Grupo Mandinga Arte-Cultura, a cidade n\u00e3o funciona como pano de fundo, mas como parte ativa da experi\u00eancia po\u00e9tica, atribuindo novos significados tanto aos poemas quanto \u00e0 paisagem cotidiana. \u201cUm poema lido por algu\u00e9m que n\u00e3o saiu de casa procurando poesia, por si s\u00f3, j\u00e1 me faz realizado\u201d, resume.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Reposit\u00f3rio digital<\/strong><\/h4>\n<p>Para al\u00e9m das ruas, a interven\u00e7\u00e3o \u00e9 registrada em mais de 400 fotografias onde o autor documenta o encontro entre a poesia e a cidade. As imagens constituem uma nova camada do projeto, dispon\u00edvel no perfil @outonosnarua, do Instagram. Ali os poemas ganham imagens capturadas no entorno do local onde os poemas est\u00e3o fixados.<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie de simbiose entre o mundo real e o virtual, surgiu da ideia de ter um reposit\u00f3rio digital. Uma forma de preservar o conte\u00fado do livro a longo prazo e expandir sua abrang\u00eancia. \u201cDessa maneira as ruas, casas, janelas, portas, grades, ladrilhos hidr\u00e1ulicos, paralelep\u00edpedos deixam de ser apenas cen\u00e1rio e se tornam protagonistas\u201d, destaca Valder. O espa\u00e7o virtual permite um maior alcance dos textos, transformando o que antes era uma experi\u00eancia localizada em cartografia po\u00e9tica. \u201cLivro, cidade e imagem passam a existir como uma \u00fanica obra\u201d, finaliza.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Sobre o autor<\/strong><\/h4>\n<p>A trajet\u00f3ria de Valder Valeir\u00e3o tem reconhecimento pela sua atua\u00e7\u00e3o como designer e fundador do escrit\u00f3rio Nativu Design (2006\u20132022). Entre os reconhecimentos est\u00e3o o Pr\u00eamio A\u00e7orianos de Projeto Gr\u00e1fico pela capa do CD <em>Doze cantos ib\u00e9ricos e uma can\u00e7\u00e3o brasileira<\/em>, de Martim C\u00e9sar e Marco Aur\u00e9lio Vasconcellos (2018). Sua produ\u00e7\u00e3o investiga o encontro entre imagem e palavra, articulando design, literatura, fotografia, m\u00fasica e audiovisual em projetos que transitam entre a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, a mem\u00f3ria e a cultura. \u00c9 autor do livro <em>Outonos no Ch\u00e3o<\/em> (2018), cofundador do coletivo Mandinga Arte-Cultura e cocriador junto com Geovani Correa da s\u00e9rie de document\u00e1rios po\u00e9ticos Poesia das Coisas &#8211; premiada pela Secult de Pelotas e Funarte &#8211; e da webs\u00e9rie Lugares do Porto. Desde 2023, atua como coordenador de comunica\u00e7\u00e3o e diretor de arte na OTROPORTO Ind\u00fastria Criativa e na S\u00e9timo Plano Produtora.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong><u>Servi\u00e7o:<\/u><\/strong><\/h4>\n<p><strong>Projeto Outonos na Rua<\/strong><\/p>\n<p>O que?<\/p>\n<p>93 poemas em 30 quarteir\u00f5es<\/p>\n<p>Onde?<\/p>\n<p>Trajeto da Benjamin Constant at\u00e9 a XV de Novembro, de l\u00e1, at\u00e9 a Avenida Bento Gon\u00e7alves.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica une literatura, fotografia e paisagem urbana para transformar o cotidiano em uma experi\u00eancia de contempla\u00e7\u00e3o e descoberta Imagine caminhar atrav\u00e9s de um trajeto conduzido por poemas afixados em<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":154535,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154533"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=154533"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154533\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":154536,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154533\/revisions\/154536"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/154535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=154533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=154533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=154533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}