{"id":154841,"date":"2026-07-27T13:42:23","date_gmt":"2026-07-27T16:42:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=154841"},"modified":"2026-07-27T13:46:49","modified_gmt":"2026-07-27T16:46:49","slug":"rio-grande-do-sul-teve-o-menor-crescimento-economico-do-brasil-nas-ultimas-duas-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/rio-grande-do-sul-teve-o-menor-crescimento-economico-do-brasil-nas-ultimas-duas-decadas\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul teve o menor crescimento econ\u00f4mico do Brasil nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Estudo <strong>da Fecom\u00e9rcio-RS<\/strong> analisa desempenho ga\u00facho frente aos demais estados e identifica perda de dinamismo econ\u00f4mico e de produtividade<\/em><\/h3>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento econ\u00f4mico entre todos os estados brasileiros entre 2002 e 2023. O dado integra os \u201cEstudos em Crescimento Econ\u00f4mico e Produtividade\u201d, s\u00e9rie produzida pelo Instituto Fecom\u00e9rcio-RS de Pesquisa (IFEP-RS), que busca identificar os fatores que explicam a trajet\u00f3ria da economia ga\u00facha nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas e apontar caminhos para a retomada do crescimento da renda e da produtividade no Estado. A primeira nota da s\u00e9rie apresenta um diagn\u00f3stico comparativo do desempenho do Rio Grande do Sul em rela\u00e7\u00e3o aos estados brasileiros, com destaque para os vizinhos da Regi\u00e3o Sul, e em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil como um todo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O levantamento mostra que, no per\u00edodo analisado, o Produto Interno Bruto (PIB) ga\u00facho cresceu 34%, resultado inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional (58%), ao Paran\u00e1 (55%) e a Santa Catarina (65%). Segundo o estudo, o baixo desempenho n\u00e3o se limita ao crescimento agregado da economia. Quando a an\u00e1lise considera o PIB per capita, indicador que mede a renda m\u00e9dia por habitante, o Rio Grande do Sul tamb\u00e9m aparece entre os piores resultados do pa\u00eds, com crescimento de apenas 24% no per\u00edodo, \u00e0 frente apenas de Santa Catarina, que registrou alta de 19%. O Paran\u00e1 apresentou o melhor desempenho da Regi\u00e3o Sul, com crescimento de 31%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O crescimento econ\u00f4mico e da renda por habitante refletem din\u00e2micas distintas. Enquanto Santa Catarina ampliou significativamente o tamanho de sua economia impulsionada pelo crescimento populacional, o Paran\u00e1 conseguiu converter melhor o crescimento econ\u00f4mico em ganhos de renda por habitante por meio de avan\u00e7os de produtividade. J\u00e1 o Rio Grande do Sul n\u00e3o se destacou em nenhum desses dois canais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Outro aspecto analisado pelo IFEP-RS foi a composi\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico. No Paran\u00e1, cerca de 73% da expans\u00e3o do PIB per capita decorreu de ganhos de produtividade do trabalho. Em Santa Catarina, o crescimento foi dividido entre produtividade e expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada. No Rio Grande do Sul, embora a produtividade tenha respondido pela maior parte do crescimento da renda, o estado apresentou depend\u00eancia relativamente maior da expans\u00e3o do emprego, um mecanismo que tende a perder for\u00e7a diante do envelhecimento populacional. O estudo aponta ainda que a vantagem relativa de produtividade que o Rio Grande do Sul possu\u00eda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia nacional no in\u00edcio dos anos 2000 praticamente desapareceu ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas. Entre 2002 e 2023, a produtividade do trabalho ga\u00facha cresceu, em m\u00e9dia, 0,65% ao ano, abaixo da m\u00e9dia brasileira de 0,94%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Para o diretor executivo do IFEP-RS, Lucas Schifino, o principal resultado deste estudo \u00e9 mostrar que o desafio do Rio Grande do Sul n\u00e3o est\u00e1 apenas na velocidade do crescimento, mas na aus\u00eancia de um diferencial claro que sustente esse crescimento ao longo do tempo. \u201cNas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o Estado n\u00e3o contou com o impulso demogr\u00e1fico observado em Santa Catarina nem com os ganhos de produtividade que marcaram a trajet\u00f3ria do Paran\u00e1. Isso explica por que fomos perdendo posi\u00e7\u00e3o relativa no cen\u00e1rio nacional. Com uma popula\u00e7\u00e3o envelhecendo e um crescimento demogr\u00e1fico cada vez mais limitado, a produtividade deixa de ser apenas um indicador econ\u00f4mico e passa a ser a principal condi\u00e7\u00e3o para ampliar renda, competitividade e bem-estar\u201d, comenta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Compreender os fatores que limitaram o crescimento econ\u00f4mico do Estado \u00e9 fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda de desenvolvimento sustent\u00e1vel, afirma Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecom\u00e9rcio-RS\/Sesc\/Senac e IFEP-RS. &#8220;O estudo evidencia que o desafio do Rio Grande do Sul vai al\u00e9m de crescer mais. Precisamos entender por que o Estado perdeu competitividade relativa e quais fatores impediram avan\u00e7os mais robustos em produtividade e gera\u00e7\u00e3o de renda. Um diagn\u00f3stico qualificado \u00e9 condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas, investimentos e estrat\u00e9gias capazes de fortalecer o ambiente de neg\u00f3cios e ampliar as oportunidades para a popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O tema ser\u00e1 aprofundado em uma s\u00e9rie de an\u00e1lises intituladas \u201cEstudos em Crescimento Econ\u00f4mico e Produtividade\u201d, que ser\u00e3o realizadas no decorrer dos pr\u00f3ximos meses. Os pr\u00f3ximos estudos abordar\u00e3o os limites do crescimento via mercado de trabalho e demografia, os determinantes da produtividade ga\u00facha e a influ\u00eancia da estrutura setorial da economia no desempenho do Estado. Essa primeira nota inaugura uma agenda de investiga\u00e7\u00e3o que busca responder onde est\u00e3o os obst\u00e1culos e, sobretudo, quais s\u00e3o as oportunidades para que o Rio Grande do Sul volte a construir uma trajet\u00f3ria consistente de desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">&#8220;O que esta primeira nota mostra \u00e9 que o Rio Grande do Sul n\u00e3o apresentou um diferencial claro em nenhuma das principais fontes de expans\u00e3o econ\u00f4mica. Com as limita\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas que j\u00e1 se desenham para os pr\u00f3ximos anos, a produtividade passa a ocupar papel central na capacidade do Estado de sustentar ganhos de renda e bem-estar&#8221;, destaca Schifino. O diretor alega que o intuito da pesquisa \u00e9 aprofundar um debate que frequentemente se restringe aos n\u00fameros agregados da economia: \u201cO objetivo \u00e9 responder a uma quest\u00e3o central para o desenvolvimento regional: por que o Rio Grande do Sul ficou para tr\u00e1s e quais motores de crescimento ainda podem ser acionados para recolocar o Estado em uma trajet\u00f3ria sustent\u00e1vel de aumento da renda por habitante\u201d, finaliza. <\/span><a href=\"https:\/\/api.senacrs.com.br\/bff\/site-fecomercio\/v1\/file\/c98f14d07b4521a1cef2e2a622ace90c55a60a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"0\"><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Confira o estudo na \u00edntegra.<\/span><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Fecom\u00e9rcio-RS analisa desempenho ga\u00facho frente aos demais estados e identifica perda de dinamismo econ\u00f4mico e de produtividade O Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento econ\u00f4mico entre<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":131474,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,31],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154841"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=154841"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":154842,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154841\/revisions\/154842"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131474"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=154841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=154841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=154841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}