{"id":155857,"date":"2026-08-28T10:30:28","date_gmt":"2026-08-28T13:30:28","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=155857"},"modified":"2026-08-28T10:30:28","modified_gmt":"2026-08-28T13:30:28","slug":"numero-de-azeites-gauchos-com-selo-premium-de-qualidade-quase-dobra-e-chega-a-26","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/numero-de-azeites-gauchos-com-selo-premium-de-qualidade-quase-dobra-e-chega-a-26\/","title":{"rendered":"N\u00famero de azeites ga\u00fachos com Selo Premium de qualidade quase dobra e chega a 26"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Certifica\u00e7\u00e3o do Governo do Estado e do Ibraoliva exige rastreabilidade e avalia\u00e7\u00f5es f\u00edsico-qu\u00edmicas e sensoriais dos produtos<\/em><\/h3>\n<p>O n\u00famero de marcas de azeite de oliva do Rio Grande do Sul qualificadas com o selo Produtos Premium, Origem e Qualidade RS quase dobrou neste ano, passando de 14 para 26. A certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 concedida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inova\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia (Sict), em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a produtos de origem ga\u00facha submetidos a crit\u00e9rios espec\u00edficos de qualidade.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o da lista ocorre em um momento de maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 proced\u00eancia e \u00e0s caracter\u00edsticas dos azeites comercializados no Brasil. Para receber o selo, os produtos precisam ter a origem comprovada e passar por an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas e avalia\u00e7\u00e3o sensorial, que verifica a presen\u00e7a de atributos positivos e a aus\u00eancia de defeitos. O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Fl\u00e1vio Obino Filho, destaca que a certifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita \u00e0 an\u00e1lise de um \u00fanico par\u00e2metro. \u201cEsses azeites foram testados qu\u00edmica e fisicamente e tamb\u00e9m sensorialmente. S\u00e3o azeites sem defeitos e, mais do que isso, t\u00eam um padr\u00e3o de qualidade superior ao extravirgem normal\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Um dos crit\u00e9rios adotados pelo programa \u00e9 a acidez m\u00e1xima de 0,3%, \u00edndice mais restritivo que o limite de 0,8% estabelecido para a classifica\u00e7\u00e3o de azeite extravirgem convencional. O par\u00e2metro n\u00e3o representa, por si s\u00f3, uma diferen\u00e7a percept\u00edvel no sabor, mas est\u00e1 relacionado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da fruta e aos cuidados adotados durante a colheita, transporte e produ\u00e7\u00e3o, resultando em um azeite mais est\u00e1vel e rico em polifen\u00f3is e anti-oxidantes. Na avalia\u00e7\u00e3o de Obino, o \u00edndice estabelecido pelo programa evidencia o trabalho realizado desde a colheita das azeitonas. \u201cO \u00edndice mais baixo de acidez mostra todo o cuidado que se teve por um produtor, desde o momento da colheita at\u00e9 a sua r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o em azeite\u201d, explica.<\/p>\n<p>A certifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m exige a rastreabilidade dos lotes, desde o cultivo das oliveiras at\u00e9 a extra\u00e7\u00e3o do azeite no lagar. As amostras passam por an\u00e1lises laboratoriais e por avalia\u00e7\u00e3o sensorial realizada por provadores treinados, sem identifica\u00e7\u00e3o da marca ou do produtor (\u00e0s cegas). Durante o painel sensorial, os avaliadores verificam caracter\u00edsticas como frutado, amargo e picante e procuram identificar eventuais defeitos. A avalia\u00e7\u00e3o segue procedimentos padronizados, com as amostras codificadas para evitar que informa\u00e7\u00f5es sobre sua origem interfiram no resultado.<\/p>\n<p>O crescimento no n\u00famero de marcas certificadas tamb\u00e9m ganha relev\u00e2ncia diante das discuss\u00f5es sobre a qualidade dos azeites importados comercializados no pa\u00eds. Para o presidente do Ibraoliva, a identifica\u00e7\u00e3o dos produtos aprovados pelo programa permite ao consumidor diferenciar os lotes submetidos ao processo de avalia\u00e7\u00e3o. Obino afirma que a certifica\u00e7\u00e3o oferece uma refer\u00eancia adicional no momento da compra. \u201cSe n\u00f3s j\u00e1 temos aqui no Brasil essa preocupa\u00e7\u00e3o de azeites virgens vendidos como extravirgem importados da Europa, esses azeites comercializados com selo t\u00eam a garantia de que o lote foi testado. O azeite que est\u00e1 no balc\u00e3o \u00e9 o azeite que foi testado sensorialmente e, mais do que isso, tem padr\u00f5es muito mais elevados\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Receberam o selo neste ciclo as marcas Alto Bonito, Altos da Bolena, Batalha, Biome Pampa, Cadenza, Candeia, Capela de Santana, Casa Gabriel Rodrigues, Cerro Partido, Don Jos\u00e9, Est\u00e2ncia das Oliveiras, Fazenda Quintana, Heran\u00e7a do Cerro, Milonga, Nina, N\u00f4, Olivae, Olivas D&#8217;Altas, Olivas do Campo, Olivas do Sul, Olivos Serra do Caver\u00e1, Quatro Luas, Sol das Olivas, Tenuta do Bosque, Terru\u00e1 e Torrinhas.<\/p>\n<p>Criado em 2022 pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inova\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia (Sict), em parceria com o Ibraoliva, o programa Produtos Premium, Origem e Qualidade RS estabelece crit\u00e9rios de proced\u00eancia e qualidade para os produtos certificados. Com a nova rela\u00e7\u00e3o, 26 marcas de azeite de oliva passam a integrar a sele\u00e7\u00e3o deste ano. A entrega do Selo ser\u00e1 durante a Expointer no dia 1\u00ba de setembro, \u00e0s 18h, na Casa do Ibraoliva no Parque Assis Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certifica\u00e7\u00e3o do Governo do Estado e do Ibraoliva exige rastreabilidade e avalia\u00e7\u00f5es f\u00edsico-qu\u00edmicas e sensoriais dos produtos O n\u00famero de marcas de azeite de oliva do Rio Grande do Sul<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":155858,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,857],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155857"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=155857"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155857\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":155859,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155857\/revisions\/155859"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/155858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=155857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=155857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=155857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}