{"id":3166,"date":"2013-10-10T18:53:30","date_gmt":"2013-10-10T21:53:30","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=3166"},"modified":"2013-10-10T18:53:30","modified_gmt":"2013-10-10T21:53:30","slug":"valesca-athaides-e-a-nova-diretora-do-theatro-sete-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/valesca-athaides-e-a-nova-diretora-do-theatro-sete-de-abril\/","title":{"rendered":"Valesca Athaides \u00e9 a nova diretora do Theatro Sete de Abril"},"content":{"rendered":"<h3 align=\"center\"><i>Experi\u00eancia e conhecimento t\u00e9cnico na implanta\u00e7\u00e3o e log\u00edstica de casas de espet\u00e1culos apontam a produtora cultural como a pessoa ideal para ocupar o cargo.<\/i><\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/obras-sete-de-abril-alisson.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Valesca Athaides \u00e9 a nova diretora do Theatro Sete de Abril\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3169\" alt=\"obras sete de abril - alisson\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/obras-sete-de-abril-alisson-300x198.jpg\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/obras-sete-de-abril-alisson-300x198.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/obras-sete-de-abril-alisson.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Desde o dia 16 de setembro de 2013 a produtora cultural Valesca Pereira Athaides assumiu a dire\u00e7\u00e3o do Theatro Sete de Abril, cujo pr\u00e9dio hist\u00f3rico tombado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) est\u00e1 em reforma, com recursos federais, mas continua a promover atividades, como o projeto Sete ao Entardecer. \u201cFico muito feliz de retornar \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do Sete de Abril, ele simboliza a ess\u00eancia cultural desta cidade, configura o amor que os pelotenses t\u00eam pela arte\u201d, diz Valesca, que j\u00e1 esteve na dire\u00e7\u00e3o do theatro em 2005, no primeiro ano do segundo mandato do prefeito Bernardo de Souza.<\/p>\n<p>No mesmo ano, ela ajudou a constituir a orquestra da Sociedade Pelotense M\u00fasica pela M\u00fasica (SPMM) e nos oito anos seguintes, a convite da Opus Promo\u00e7\u00f5es, organizou a opera\u00e7\u00e3o do Teatro do Bourbon Country, primeiro no Brasil de alta lota\u00e7\u00e3o situado em um shopping center, e assumiu a ger\u00eancia da casa \u2013 foram 728 eventos em cinco anos, entre eles palestras, conven\u00e7\u00f5es, jantares, eventos corporativos e centenas de shows, tanto internacionais, com cantores e bandas consagradas como Whitesnake, Cyndi Lauper, Companhia Antonio Gades; nacionais, como Marisa Monte, Lulu Santos, Rita Lee, Ney Matogrosso, Maria Rita, Tit\u00e3s, Gal Costa; e espet\u00e1culos protagonizados por artistas renomados nacionalmente, como Bibi Ferreira e Mar\u00edlia P\u00eara.<\/p>\n<p>Assim que assumiu a dire\u00e7\u00e3o do Theatro, Valesca estudou o projeto da restaura\u00e7\u00e3o completa do Sete de Abril, feito pelo arquiteto Fabio Caetano, da Secult. \u201cO projeto est\u00e1 mesmo muito bacana, admiro muito o trabalho do F\u00e1bio, s\u00f3 que existem detalhes que s\u00f3 quem vivencia o dia a dia de uma casa de espet\u00e1culos est\u00e1 atento, coisas que somente um produtor cultural ou um artista v\u00e3o pensar\u201d, argumenta. Por isso, confidencia, est\u00e1 confiante de que trar\u00e1 importantes contribui\u00e7\u00f5es para quest\u00f5es pr\u00e1ticas da obra.Al\u00e9m disso, Valesca atuou na implanta\u00e7\u00e3o ou reforma de seis teatros em diversos estados brasileiros &#8211; Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Norte; o \u00faltimo foi o Audit\u00f3rio Ara\u00fajo Vianna, em Porto Alegre &#8211; trabalhando na sua operacionaliza\u00e7\u00e3o, escolha de equipamentos, constru\u00e7\u00e3o das normativas e, sobretudo, definindo quest\u00f5es da log\u00edstica c\u00eanica. Por anos Valesca acompanhou as instala\u00e7\u00f5es c\u00eanicas e tamb\u00e9m integrou um grupo de consultoria t\u00e9cnica, voltado \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e \u00e0 log\u00edstica operacional de teatros e casas de shows.<\/p>\n<p>A longa experi\u00eancia no <i>backstage<\/i>, como produtora, e encima do palco, como bailarina e atriz, prepararam Valesca a buscar solu\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias e adequa\u00e7\u00f5es que facilitam o trabalho nos espa\u00e7os c\u00eanicos, desde a carga e descarga do material utilizado nos shows\/pe\u00e7as at\u00e9 o conforto e tranquilidade dos artistas, detalhes que interferem diretamente na qualidade das performances. \u201cO tempero est\u00e1 a\u00ed\u201d, aposta, \u201centre a organiza\u00e7\u00e3o c\u00eanica e o conhecimento t\u00e9cnico e administrativo, mas \u00e9 preciso atender os dois lados, o da empresa e o do artista. N\u00e3o \u00e9 frescura. \u00c9 importante conhecer e respeitar os artistas e proporcionar o que eles precisam. Se a atriz precisa de meia hora de sil\u00eancio para se concentrar antes de uma apresenta\u00e7\u00e3o, ela deve ter isso. N\u00e3o \u00e9 um luxo, \u00e9 um direito que deve ser respeitado\u201d.<\/p>\n<p>A nova diretora do Sete de Abril destaca que a explos\u00e3o da internet teve por consequ\u00eancia uma completa mudan\u00e7a de comportamento, em todas as \u00e1reas, inclusive na cultural. A facilidade de acesso a informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos levou, na opini\u00e3o dela, a um reposicionamento mundial no que tange ao entretenimento e \u00e0 cultura, obrigando os profissionais das mais diversas \u00e1reas &#8211; m\u00fasica, literatura, teatro, dan\u00e7a, artes visuais, etc. &#8211; a se adaptarem e reciclarem. \u201cEntretenimento e cultura s\u00e3o duas coisas bem diferentes. Em geral as pessoas v\u00e3o a shows para ver e serem vistas, enquanto que a cultura nos abastece, nos traz conte\u00fado, mexe com nossas refer\u00eancias est\u00e9ticas\u201d, considera.<\/p>\n<p>Valesca conta que muitos dos artistas que iam fazer shows ou apresentar pe\u00e7as no Teatro do Bourbon Country tinham acabado de passar por Pelotas. Assim que sabia que haviam estado no Munic\u00edpio ela disparava: &#8211; Estiveste na minha cidade! Como foi? Ela conta que quase todos n\u00e3o poupavam elogios. \u201cTalvez a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00ea conta, mas a nossa plateia \u00e9 especial. Os artistas adoram se apresentar em Pelotas porque a receptividade do p\u00fablico \u00e9 sempre muito calorosa\u201d, revela.<\/p>\n<div id=\"attachment_3168\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3168\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-3168 \" alt=\"\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Valesca-Athaides-02-300x198.jpg\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Valesca-Athaides-02-300x198.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Valesca-Athaides-02.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-3168\" class=\"wp-caption-text\">Valesca Athaides observa andamento das obras &#8211; Foto: Eduardo Beleske<\/p><\/div>\n<p><b>Sete ao Entardecer em novo formato<\/b><\/p>\n<p>Uma das primeiras a\u00e7\u00f5es da nova diretora do Sete de Abril foi modificar o formato dos shows do projeto Sete ao Entardecer, que ocorrem todas as segundas-feiras, com entrada franca para a popula\u00e7\u00e3o. Valesca diz que, como a maioria das apresenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas na Bibliotheca P\u00fablica Pelotense (BPP) &#8211; algumas s\u00e3o em bairros -, sentiu a necessidade de que os shows fossem mais intimistas, da\u00ed a proposta de faz\u00ea-los em vers\u00e3o ac\u00fastica, sem instrumentos el\u00e9tricos. A primeira experi\u00eancia neste formato ser\u00e1 nesta segunda-feira (14\/10\/2013), \u00e0s 18h30, com o Duo Antique.<\/p>\n<p><b>Boletins peri\u00f3dicos da obra do Theatro<\/b><\/p>\n<p>Acompanhando regularmente a reforma do Theatro Sete de Abril, Valesca pretende divulgar, com a colabora\u00e7\u00e3o do arquiteto F\u00e1bio Caetano, boletins peri\u00f3dicos informando as \u00faltimas a\u00e7\u00f5es no andamento da obra. \u201c\u00c9 muito importante que a popula\u00e7\u00e3o tenha acesso a essas informa\u00e7\u00f5es, que saiba o que j\u00e1 foi feito e o que vem a seguir. \u00c9 um direito que as pessoas t\u00eam e contribui para aproxim\u00e1-las do Theatro, que \u00e9 de todos n\u00f3s\u201d, observa.<\/p>\n<p><b>Sobre a Amasete<\/b><\/p>\n<p>\u201cOs integrantes da Associa\u00e7\u00e3o Cultural Amigos do Teatro Sete de Abril s\u00e3o nossos anjos da guarda. \u00c9 muito bom poder contar com eles!\u201d, diz Valesca.<\/p>\n<p><b>O primeiro nome pensado <\/b><\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Cultura Beatriz Araujo diz que, assim que Ana Elisa Kratz pediu exonera\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do Theatro, Valesca Athaides foi o primeiro nome que veio \u00e0 sua mente, em raz\u00e3o da experi\u00eancia e do <i>know-how<\/i> que ela tem na \u00e1rea. \u201cA Valesca \u00e9 muito qualificada para o cargo, competente, dedicada e muito exigente&#8230; \u00c9 uma t\u00e9cnica que n\u00e3o tem preocupa\u00e7\u00e3o em ser simp\u00e1tica, mas eficiente. Eu j\u00e1 conhecia a Valesca, trabalhamos juntas da d\u00e9cada de 1980, quando ela estava come\u00e7ando, e em 2005. Ela se sensibilizou com a situa\u00e7\u00e3o e sabia que era a pessoa adequada sobretudo para o momento atual do Sete. Quando aceitou o convite para assumir a dire\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, ela se apropriou do projeto de restaura\u00e7\u00e3o, passou a acompanhar sua execu\u00e7\u00e3o e j\u00e1 fez v\u00e1rias sugest\u00f5es relevantes, que s\u00f3 v\u00e3o agregar \u00e0 funcionalidade do Theatro. Para mim \u00e9 uma tranquilidade saber que ela est\u00e1 a frente do Sete de Abril, tenho plena confian\u00e7a na Valesca. \u00c9 um ganho excepcional para o Theatro\u201d, avalia Beatriz.<\/p>\n<p><b>Ana Elisa: sentimento de miss\u00e3o cumprida<\/b><\/p>\n<p>Ana Elisa Kratz, que esteve na dire\u00e7\u00e3o do Sete de Abril do come\u00e7o da atual administra\u00e7\u00e3o at\u00e9 o in\u00edcio de setembro, conta que pediu para sair por motivos pessoais, \u201cn\u00e3o tinha a disponibilidade que o cargo exigia\u201d, mas assegura que deixou o posto com a consci\u00eancia tranq\u00fcila. \u201cO mais importante, que era garantir a capta\u00e7\u00e3o dos recursos necess\u00e1rios para a restaura\u00e7\u00e3o completa, foi alcan\u00e7ado e a obra est\u00e1 em andamento. Posso ir descansada, com o sentimento de dever cumprido\u201d, argumenta. Ana Elisa se diz muito contente em ter Valesca como sua substituta. Elas j\u00e1 tinham trabalho juntas em 2005, justamente na dire\u00e7\u00e3o do Theatro. \u201cO amor que temos pelo Sete de Abril \u00e9 o mesmo. Foi um excelente achado da Secult\u201d, garante. Atualmente, Ana Elisa trabalha para que a Sociedade Pelotense M\u00fasica pela M\u00fasica (SPMM), que ela coordenou por anos, retome as atividades o mais depressa poss\u00edvel. \u201cA orquestra ia parar por dois meses, para a recupera\u00e7\u00e3o do telhado do espa\u00e7o em que ocorrem os ensaios e j\u00e1 tinham se passado sete meses. Agora estou dando expediente l\u00e1 o dia inteiro para recuperar o tempo perdido. H\u00e1 muito o que fazer\u201d, informa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Experi\u00eancia e conhecimento t\u00e9cnico na implanta\u00e7\u00e3o e log\u00edstica de casas de espet\u00e1culos apontam a produtora cultural como a pessoa ideal para ocupar o cargo. 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