{"id":33794,"date":"2015-01-02T15:02:33","date_gmt":"2015-01-02T17:02:33","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=33794"},"modified":"2015-01-05T14:06:26","modified_gmt":"2015-01-05T16:06:26","slug":"energia-conta-de-luz-teve-aumento-medio-de-166-em-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/energia-conta-de-luz-teve-aumento-medio-de-166-em-2014\/","title":{"rendered":"ENERGIA : Conta de luz teve aumento m\u00e9dio de 16,6% em 2014"},"content":{"rendered":"<h2>O ano de 2014 n\u00e3o ser\u00e1 lembrado com alegria pelos consumidores de energia el\u00e9trica. Com o setor em dificuldades financeiras e a falta de chuvas, que encareceu o pre\u00e7o da energia, os reajustes aplicados nas contas de luz foram altos, chegando a uma m\u00e9dia de 16,6% de aumento para os consumidores residenciais.<\/h2>\n<p>A empresa que teve o maior reajuste na tarifa de energia em 2014, entre as 64 distribuidoras do pa\u00eds, foi a Companhia Energ\u00e9tica de Roraima (CERR). O aumento chegou a 54,06%. Tamb\u00e9m est\u00e3o no topo da lista a Elektro, de S\u00e3o Paulo, com 35,77%, a Centrais El\u00e9tricas do Par\u00e1 (Celpa), com 34,41%, e a Companhia Luz e For\u00e7a Santa Cruz (CPFL Santa Cruz), tamb\u00e9m de S\u00e3o Paulo, com 30,64%. Em 2013, o reajuste dessas distribuidoras n\u00e3o passou de 11%.<\/p>\n<p>Todos os anos as companhias passam pelo processo de reajuste das tarifas, para que seja contemplado no pre\u00e7o que \u00e9 cobrado dos consumidores os custos com a compra de energia e os \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o. Ao analisar o reajuste de cada empresa, a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) leva em conta as despesas que a distribuidora teve para comprar energia das geradoras, ou seja, se a energia naquele ano foi mais cara, isso incidir\u00e1 na conta de luz dos consumidores.<\/p>\n<p>Os altos reajustes deste ano podem ser explicados em parte por causa da falta de chuva que vem sendo registrada no pa\u00eds desde 2012. Com a seca, considerada a mais grave dos \u00faltimos 80 anos, as usinas hidrel\u00e9tricas ficaram sem \u00e1gua suficiente para movimentar suas turbinas e gerar energia, por isso o pa\u00eds teve de recorrer \u00e0s usinas termel\u00e9tricas, movidas a g\u00e1s natural, carv\u00e3o e \u00f3leo diesel, que produzem energia mais cara.<\/p>\n<p>Outro fator que agravou a crise no setor el\u00e9trico foi o cancelamento do leil\u00e3o de energia previsto para o final de 2012. Segundo uma auditoria do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o fez com que muitas distribuidoras ficassem sem energia contratada \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, tendo que ir comprar no mercado de curto prazo, que j\u00e1 estava com os pre\u00e7os mais altos por fatores clim\u00e1ticos, como falta de chuva. Ainda de\u00a0acordo com o TCU, falhas de regula\u00e7\u00e3o e a falta de planejamento comprometeram a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de luz prometida pelo governo.<\/p>\n<div id=\"attachment_33797\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Linhas-Energia.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"ENERGIA : Conta de luz teve aumento m\u00e9dio de 16,6% em 2014\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-33797\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-33797  \" alt=\"PERSPECTIVA para 2015 \u00e9 de reajuste significativo na distribui\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Linhas-Energia.jpg\" width=\"384\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Linhas-Energia.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Linhas-Energia-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-33797\" class=\"wp-caption-text\">PERSPECTIVA para 2015 \u00e9 de reajuste significativo na distribui\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><b>DISTRIBUI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>As distribuidoras t\u00eam duas formas de comprar energia das geradoras para repassar aos consumidores: nos leil\u00f5es promovidos pelo governo ou no mercado de curto prazo, onde os pre\u00e7os s\u00e3o negociados livremente. Com a crise hidrol\u00f3gica deste ano, o Pre\u00e7o de Liquida\u00e7\u00e3o de Diferen\u00e7as (PLD), que \u00e9 o valor da energia negociada no mercado de curto prazo, subiu muito.<\/p>\n<p>No ano que vem, a tarifa de energia tamb\u00e9m dever\u00e1 sofrer aumentos significativos, na avalia\u00e7\u00e3o de Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor El\u00e9trico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, os aumentos futuros est\u00e3o ainda vinculados aos impactos da crise hidrol\u00f3gica e da f\u00f3rmula equivocada de c\u00e1lculo do PLD.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m dever\u00e1 influenciar na tarifa, em 2015, o\u00a0pagamento do empr\u00e9stimo que foi feito \u00e0s distribuidoras\u00a0por causa dos gastos a mais com a compra de energia no mercado \u00e0 vista. Esses empr\u00e9stimos, que somaram R$ 17,8 bilh\u00f5es, ser\u00e3o repassados para as contas de luz dos consumidores entre 2015 e 2017.<\/p>\n<p>Castro comemora a revis\u00e3o da\u00a0f\u00f3rmula do PLD feita pela Aneel, que diminuiu o pre\u00e7o m\u00e1ximo<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2014-11\/aneel-aprova-reducao-de-preco-da-energia-negociada-no-mercado-vista\">\u00a0<\/a>de R$ 822,83 para R$ 388,48 o megawatt-hora, mas lembra que a medida s\u00f3 valer\u00e1 para os pr\u00f3ximos anos. \u201cTodo o custo extra de 2014 ter\u00e1 que ser pago em 2015 e 2106. Assim, o cen\u00e1rio de pre\u00e7o para os consumidores n\u00e3o \u00e9 muito promissor, indicando assim que ser\u00e1 muito importante um esfor\u00e7o para reduzir o consumo de energia el\u00e9trica\u201d, destaca Castro.<\/p>\n<p>Ele ressaltou tamb\u00e9m que, a partir do ano que vem, entrar\u00e1 em vigor o sistema de bandeiras tarif\u00e1rias, que\u00a0permite o repasse mensal \u00e0 conta de luz dos custos das distribuidoras\u00a0com a compra de energia de termel\u00e9tricas. \u201cOu seja, se n\u00e3o chover vamos pagar uma taxa extra relativa ao custo maior de colocar em funcionamento as usinas termel\u00e9tricas. Se chover, o custo ser\u00e1 menor. Em suma, temos que rezar a S\u00e3o Pedro para chover e n\u00e3o deixar luzes acesas desnecessariamente para reduzir o consumo e a conta de luz\u201d, avalia.<\/p>\n<p>O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, n\u00e3o quis fazer uma previs\u00e3o sobre o comportamento das tarifas no pr\u00f3ximo ano, por causa da poss\u00edvel volatilidade dos pre\u00e7os. Mas admite a exist\u00eancia de elementos que devem \u201cimpactar de maneira relevante\u201d na conta de luz. \u201cEmpilhando esses impactos, j\u00e1 d\u00e1 para saber que n\u00e3o vai ser nenhum c\u00e9u de brigadeiro\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2014 n\u00e3o ser\u00e1 lembrado com alegria pelos consumidores de energia el\u00e9trica. 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