{"id":35144,"date":"2015-02-13T10:35:31","date_gmt":"2015-02-13T12:35:31","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=35144"},"modified":"2015-02-13T10:35:31","modified_gmt":"2015-02-13T12:35:31","slug":"um-novo-lar-para-quem-precisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/um-novo-lar-para-quem-precisa\/","title":{"rendered":"Um novo lar para quem precisa"},"content":{"rendered":"<h2>Um total de sete casas que abrigam meninos e meninas de zero a 17 anos que, em sua maioria, sofreram maus tratos ou abuso sexual por parte de familiares. Estes s\u00e3o os Abrigos Institucionais da Prefeitura de Pelotas.<\/h2>\n<p>Sete lares onde a aten\u00e7\u00e3o, o carinho e o envolvimento s\u00e3o dispensados a estes que deste pequenos j\u00e1 passam por tanto sofrimento.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos eram 150 crian\u00e7as e adolescentes, hoje s\u00e3o no m\u00e1ximo 70. Isto se deve ao trabalho desenvolvido pela equipe t\u00e9cnica e dos Centros de Refer\u00eancia em Assist\u00eancia Social (Cras) que, conjuntamente, desenvolvem a\u00e7\u00f5es inclusivas visando \u00e0 reinser\u00e7\u00e3o de cada um deles em seus lares de origem. Outro grande aux\u00edlio s\u00e3o as audi\u00eancias concentradas que acontecem de seis em seis meses em cada uma das casas. \u201cAs audi\u00eancias agilizaram os processos jur\u00eddicos, pois contam com a presen\u00e7a de todas as entidades como conselho tutelar, ju\u00edza e promotor de justi\u00e7a para trabalhar e decidir cada situa\u00e7\u00e3o\u201d, explicou a gerente de complexidade e coordenadora dos abrigos, Josete Ferreira.<\/p>\n<p>Assim como todas as casas, estas sete tamb\u00e9m passam por dificuldades, est\u00e3o com fechaduras estragadas, janelas com problemas e vidros quebrados. \u201cAssim como a nossa casa, elas tamb\u00e9m precisam de reformas, de reparos e nem sempre se consegue fazer tudo ao mesmo tempo e em se tratando de servi\u00e7o p\u00fablico, muitas vezes \u00e9 mais dif\u00edcil ainda por toda a burocracia envolvida\u201d, explicou a superintendente de assist\u00eancia social, Daiane Dias.<\/p>\n<p>Mas Sandra Alves, que trabalha na Casa dos Meninos 2 h\u00e1 14 anos garante que d\u00e1 pra se viver, e bem, no local. \u201cEu aqui limpo a casa \u00e0s vezes vou pra cozinha e pra lavanderia, como educadora social ensino eles a serem organizados. N\u00e3o ganhamos rios de dinheiro, mas n\u00e3o estamos aqui por acaso, \u00e9 uma miss\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Sandra salienta a import\u00e2ncia dos v\u00ednculos criados, tanto com as crian\u00e7as quanto com os colegas. \u201cMeu filho vem aqui e diz que \u00e9 a nossa segunda casa, criamos v\u00ednculos de respeito, acostumamos com as manias dos outros, mas o mais gratificante \u00e9 a gente v\u00ea eles l\u00e1 fora, bem, trabalhando ou em uma fam\u00edlia que escolheu eles pra dar o que faltou em algum momento da vida\u201d, enfatiza Sandra.<\/p>\n<p><strong>COMO FUNCIONA UM ACOLHIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>Em casos extremos de viol\u00eancia, maus tratos ou outros, o Conselho Tutelar recolhe o menor e o leva at\u00e9 a triagem. L\u00e1 ele passa por an\u00e1lises psicol\u00f3gicas e as assistentes sociais e psic\u00f3logas dizem se ele pode voltar para o n\u00facleo familiar ou se vai para uma casa de acolhida.<\/p>\n<p>Antes as crian\u00e7as e adolescentes eram separados por idade, mas agora atrav\u00e9s das avalia\u00e7\u00f5es \u00e9 poss\u00edvel separ\u00e1-las pela capacidade psicol\u00f3gica, como personalidade e viv\u00eancia de rua. Irm\u00e3os do mesmo sexo, geralmente, n\u00e3o s\u00e3o separados.<\/p>\n<p>Estando nas casas, ap\u00f3s as tentativas de reinser\u00e7\u00e3o nos lares de origem, as crian\u00e7as ficam dispon\u00edveis para ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um total de sete casas que abrigam meninos e meninas de zero a 17 anos que, em sua maioria, sofreram maus tratos ou abuso sexual por parte de familiares. 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