{"id":35864,"date":"2015-03-10T09:55:32","date_gmt":"2015-03-10T12:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=35864"},"modified":"2015-03-11T09:55:04","modified_gmt":"2015-03-11T12:55:04","slug":"maioria-dos-brasileiros-recorre-ao-comercio-informal-com-alguma-frequencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/maioria-dos-brasileiros-recorre-ao-comercio-informal-com-alguma-frequencia\/","title":{"rendered":"Maioria dos brasileiros recorre ao com\u00e9rcio informal com alguma frequ\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h2>A maior parte dos brasileiros compra no com\u00e9rcio informal ou adquire produtos falsificados com alguma frequ\u00eancia. \u00c9 o que mostram os dados de uma pesquisa do Ibope encomendada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/h2>\n<p>De acordo com o levantamento, 75% dos participantes admitiram que compram de ambulantes ou lojas informais e 71% informaram que adquirem produtos piratas ou imita\u00e7\u00f5es de marcas famosas, seja sempre, \u00e0s vezes ou raramente. Os que nunca compram de com\u00e9rcios informais s\u00e3o 24% e os que nunca adquirem falsifica\u00e7\u00f5es, 28%.<\/p>\n<p>Entre os que adquirem produtos de ambulantes ou estabelecimentos informais, 13% compram sempre, 37% \u00e0s vezes e 25% raramente. J\u00e1 entre os consumidores que compram produtos piratas ou imita\u00e7\u00f5es de marcas famosas, seja no com\u00e9rcio formal ou informal, 13% compram sempre, 34% \u00e0s vezes e 24% raramente. A pesquisa entrevistou 15.414 pessoas em 727 munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p>O ECONOMISTA Renato da Fonseca, gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, admite que o percentual de brasileiros que recorre ao mercado informal \u00e9 elevado. \u201cParte [do motivo] certamente \u00e9 pela quest\u00e3o de pre\u00e7os. E tamb\u00e9m, principalmente no caso dos produtos piratas, porque a maioria dos consumidores n\u00e3o percebe as consequ\u00eancias negativas\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_35865\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/bancas-pop-center-alisson-2.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Maioria dos brasileiros recorre ao com\u00e9rcio informal com alguma frequ\u00eancia\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-35865\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-35865  \" alt=\"POP Center\/Pelotas tamb\u00e9m \u00e9 muito frequentado por consumidores\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/bancas-pop-center-alisson-2.jpg\" width=\"384\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/bancas-pop-center-alisson-2.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/bancas-pop-center-alisson-2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-35865\" class=\"wp-caption-text\">POP Center\/Pelotas tamb\u00e9m \u00e9 muito frequentado por consumidores<\/p><\/div>\n<p>De acordo com Fonseca, ao copiar os produtos originais, o mercado pirata diminui a capacidade de a economia ser criativa, crescer e gerar empregos. Al\u00e9m disso, na avalia\u00e7\u00e3o do economista, esse tipo de mercado, n\u00e3o paga impostos, praticando uma \u00e9 uma concorr\u00eancia desleal. \u201c[O consumidor desse mercado] ainda desestimula o trabalho formal, reduzindo os ganhos tamb\u00e9m dos trabalhadores\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Romildo Ara\u00fajo da Silva, professor do curso de ci\u00eancias cont\u00e1beis do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (Uniceub), tamb\u00e9m avalia que a op\u00e7\u00e3o pelo mercado informal ou por adquirir um produto falsificado ocorre em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os reduzidos. Mas ele lembra que a sensa\u00e7\u00e3o de que a transa\u00e7\u00e3o foi vantajosa por\u00a0ter\u00a0custado menos \u00e9 ilus\u00f3ria, pois, a compra informal n\u00e3o tem garantias. \u201cO consumidor assume os riscos da aquisi\u00e7\u00e3o, e s\u00e3o muitos. Aus\u00eancia de nota fiscal, de controle de qualidade. N\u00e3o tem como trocar, fazer um conserto. O mercado informal n\u00e3o \u00e9 regulado pelo CDC [C\u00f3digo de Defesa do Consumidor]. Quem compra um produto pirata n\u00e3o faz den\u00fancia ao Procon\u201d.<\/p>\n<p>O PROFESSOR lembra que h\u00e1 possibilidade n\u00e3o apenas de o produto ser de qualidade inferior, mas de trazer riscos. \u201cO brinquedo, por exemplo, pode soltar tintas,\u00a0ter\u00a0pe\u00e7as pequenas. Outra coisa relevante \u00e9 a quest\u00e3o de sustentabilidade, consumo de energia. Os produtos que t\u00eam a quest\u00e3o de efici\u00eancia energ\u00e9tica s\u00e3o os produtos originais\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para ele, al\u00e9m da conscientiza\u00e7\u00e3o dos brasileiros, o aumento da competitividade dos itens originais ajudaria a combater a informalidade e a pirataria. \u201cVoc\u00ea s\u00f3 aumenta [a competitividade] com efici\u00eancia da ind\u00fastria, redu\u00e7\u00e3o do custo operacional das empresas. [Outra forma de combater \u00e9] tamb\u00e9m com a formaliza\u00e7\u00e3o do trabalho\u201d.<\/p>\n<p>O gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, tamb\u00e9m defende a redu\u00e7\u00e3o de custos para a ind\u00fastria, incluindo a carga tribut\u00e1ria. Segundo ele, algumas vezes o consumidor que adquire o produto pirata n\u00e3o tem outras op\u00e7\u00f5es acess\u00edveis. \u201cOu compra um produto de baixa qualidade, ou fica sem. O consumidor de baixa renda que vai comprar um brinquedo para o filho, por exemplo&#8221;. Fonseca ressalta ainda que \u00e9 preciso diferenciar o com\u00e9rcio popular regularizado do mercado de vendas informais e de produtos falsificados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maior parte dos brasileiros compra no com\u00e9rcio informal ou adquire produtos falsificados com alguma frequ\u00eancia. \u00c9 o que mostram os dados de uma pesquisa do Ibope encomendada pela Confedera\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":35865,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,31],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35864"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35864"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35864\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35866,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35864\/revisions\/35866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35865"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35864"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35864"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35864"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}