{"id":36079,"date":"2015-03-16T10:13:17","date_gmt":"2015-03-16T13:13:17","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=36079"},"modified":"2015-03-17T09:49:44","modified_gmt":"2015-03-17T12:49:44","slug":"transporte-por-hidrovias-reduziria-frete-da-safra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/transporte-por-hidrovias-reduziria-frete-da-safra\/","title":{"rendered":"Transporte por hidrovias reduziria frete da safra"},"content":{"rendered":"<h2>Produtores do Estado receberiam R$ 5,71 a mais por saco de soja se as condi\u00e7\u00f5es log\u00edsticas do Rio Grande do Sul unissem transporte eficiente, interligado e baseado em hidrovias, afirma estudo da Assessoria Econ\u00f4mica do Sistema Farsul, divulgado ter\u00e7a-feira. Considerando que o Estado deve exportar 129,4 milh\u00f5es de sacos de soja nessa safra, a perda dos agricultores por conta do frete foi de R$ 738,6 milh\u00f5es somente em 2014\/2015.<\/h2>\n<p>Hoje \u00e9 gasto US$ 61,58 por tonelada para levar a carga do noroeste do Estado at\u00e9 o porto de Rio Grande e envi\u00e1-la at\u00e9 o porto de Xangai, na China, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se as hidrovias fossem o principal meio de escoamento &#8211; como \u00e9 nos Estados Unidos, com participa\u00e7\u00e3o de 60% -, o valor cairia para R$ 23,53, uma redu\u00e7\u00e3o de 62%. Seria o equivalente a aumentar a produtividade em quatro sacos por hectare de soja, com os mesmos custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para chegar ao n\u00famero, a equipe do Sistema Farsul comparou as condi\u00e7\u00f5es log\u00edsticas brasileiras com as dos Estados Unidos. Enquanto os brasileiros utilizam rodovias para transporte de 53% da produ\u00e7\u00e3o de soja para exporta\u00e7\u00e3o, os americanos optam por esse modal para apenas 5%. Por l\u00e1, quase dois ter\u00e7os da carga chega ao porto por hidrovias (60%), que conta ainda com um sistema integrado de ferrovias, por onde passam 35% da soja. \u201cQueremos chamar a aten\u00e7\u00e3o para esse modelo que privilegia hidrovias\u201d, afirma o economista do Sistema Farsul, Antonio da Luz, citando que apenas 11% da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 escoada atrav\u00e9s delas no pa\u00eds.<\/p>\n<div id=\"attachment_36081\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Hidrovia-S\u00e3o-Gon\u00e7alo.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Transporte por hidrovias reduziria frete da safra\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-36081\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-36081 \" alt=\"TRANSPORTE pelo S\u00e3o Gon\u00e7alo\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Hidrovia-S\u00e3o-Gon\u00e7alo.jpg\" width=\"640\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Hidrovia-S\u00e3o-Gon\u00e7alo.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Hidrovia-S\u00e3o-Gon\u00e7alo-300x203.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-36081\" class=\"wp-caption-text\">TRANSPORTE pelo S\u00e3o Gon\u00e7alo<\/p><\/div>\n<p>Estima-se que o transporte hidrovi\u00e1rio seja 44% e 84% mais barato do que o ferrovi\u00e1rio e o rodovi\u00e1rio, respectivamente. No fim das contas, o escoamento \u00e9 mais r\u00e1pido por conta da maior capacidade de barca\u00e7as em compara\u00e7\u00e3o com caminh\u00f5es &#8211; al\u00e9m de contribuir para o tr\u00e2nsito nas estradas brasileiras, reduzindo engarrafamentos, acidentes e emiss\u00e3o de poluentes, defende o estudo.<\/p>\n<p>O POTENCIAL hidrovi\u00e1rio brasileiro \u00e9, inclusive, superior ao dos Estados Unidos, segundo dados do Banco Mundial. Seria poss\u00edvel utilizar 50 mil quil\u00f4metros de hidrovias no Brasil &#8211; n\u00famero menor apenas do que China, R\u00fassia e Uni\u00e3o Europeia &#8211; mas se aproveita 28%, ou seja, 14 mil quil\u00f4metros. Os Estados Unidos tem capacidade para 41 mil quil\u00f4metros, nove a menos, mas todos s\u00e3o usados regularmente, conforme a Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia (CIA).<\/p>\n<p>Ao comparar os gastos por tonelada para cada quil\u00f4metro percorrido, os problemas de log\u00edstica ficam evidentes. De acordo com o USDA, quando a soja parte de Minneapolis &#8211; cidade ao norte dos Estados Unidos localizada \u00e0s margens do Rio Mississipi &#8211; em dire\u00e7\u00e3o a Xangai, percorrendo 2,7 mil quil\u00f4metros, o gasto por tonelada para cada quil\u00f4metro percorrido \u00e9 de R$ 0,11. Partindo do noroeste do Rio Grande do Sul, percorrendo 461 quil\u00f4metros, o custo \u00e9 de R$ 0,31. Quase o triplo.<\/p>\n<p>Essa defasagem leva em conta ainda a press\u00e3o sobre o sistema log\u00edstico que os Estados Unidos criou a partir das 20 milh\u00f5es de toneladas produzidas a mais em 2014, que favoreceram aumento do custo do transporte de 25% no \u00faltimo ano. Ou seja, em condi\u00e7\u00f5es normais, o custo americano \u00e9 ainda menor.<\/p>\n<p>Analisando as perdas dos produtores de todo o Brasil, o pre\u00e7o da inefici\u00eancia chega a R$ 9,6 bilh\u00f5es. \u201cAl\u00e9m dessas perdas serem bastante significativas para a economia brasileira, elas t\u00eam crescido a uma taxa m\u00e9dia de 6% ao ano\u201d, aponta da Luz. Se as perdas continuarem crescendo a essa taxa, como ocorre nos \u00faltimos oito anos, o valor acumulado chegar\u00e1 a R$ 1,009 trilh\u00e3o em 35 anos. \u201cIsso quer dizer que, no mesmo prazo que o Brasil ganhar\u00e1 R$ 1 trilh\u00e3o com o pr\u00e9-sal, pelas estimativas da presidente, ele perder\u00e1 valor equivalente com inefici\u00eancia log\u00edstica\u201d, compara.<\/p>\n<p>O BRASIL est\u00e1 na 65\u00aa posi\u00e7\u00e3o no <i>Logistics Index Performance 2014<\/i>, ranking do Banco Mundial que avalia, a cada dois anos, a qualidade log\u00edstica de 160 pa\u00edses. Em 2012, o pa\u00eds ocupava a 45\u00aa coloca\u00e7\u00e3o. Os Estados Unidos, por sua vez, aparecem em 9\u00ba. Quem lidera \u00e9 a Alemanha, seguida por Holanda e B\u00e9lgica.<\/p>\n<p><b>SETOR SE MOBILIZA POR MELHORIAS NO SUPERPORTO DE RIO GRANDE<\/b><\/p>\n<p>A Farsul apresentou, em fevereiro, a\u00e7\u00f5es para melhorar a navegabilidade das hidrovias do Estado e otimizar a log\u00edstica do Superporto de Rio Grande. O trabalho, desenvolvido durante nove meses pela Federa\u00e7\u00e3o ao lado de Fiergs, Fecom\u00e9rcio e operadores e usu\u00e1rios do porto, busca ampliar o calado do local e implantar um sistema moderno de gerenciamento de tr\u00e1fego mar\u00edtimo, entre outras medidas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s hidrovias, o grupo sugere dragagem e melhoria nas instala\u00e7\u00f5es e sinaliza\u00e7\u00f5es ao longo das principais vias que ligam portos como o de Estrela ao Superporto de Rio Grande, atendendo n\u00e3o s\u00f3 as demandas do Estado, como tamb\u00e9m os pa\u00edses vizinhos Uruguai e Argentina. O investimento do governo federal, com recursos j\u00e1 provisionados, \u00e9 de R$ 180 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><b>BRASIL EST\u00c1 ATR\u00c1S DOS EUA AT\u00c9 EM RODOVIAS<\/b><\/p>\n<p>Apesar de o Brasil concentrar energias no transporte rodovi\u00e1rio, ele tamb\u00e9m est\u00e1 atr\u00e1s dos americanos nesse quesito, como mostra o estudo da Assessoria Econ\u00f4mica do Sistema Farsul. Enquanto os EUA tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o 6,6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros em rodovias, o Brasil apresenta 1,6 milh\u00f5es, de acordo com o Banco Mundial. A diferen\u00e7a em \u00e1rea territorial n\u00e3o explica o fato: EUA e Brasil t\u00eam, respectivamente, 9,4 milh\u00f5es e 8,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores do Estado receberiam R$ 5,71 a mais por saco de soja se as condi\u00e7\u00f5es log\u00edsticas do Rio Grande do Sul unissem transporte eficiente, interligado e baseado em hidrovias, afirma<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":36081,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36079"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36079"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36079\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36084,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36079\/revisions\/36084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}