{"id":37526,"date":"2015-04-28T09:54:27","date_gmt":"2015-04-28T12:54:27","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=37526"},"modified":"2015-04-28T09:54:27","modified_gmt":"2015-04-28T12:54:27","slug":"presidio-mulheres-atras-das-grades-mas-preocupadas-com-os-filhos-soltos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/presidio-mulheres-atras-das-grades-mas-preocupadas-com-os-filhos-soltos\/","title":{"rendered":"PRES\u00cdDIO : Mulheres atr\u00e1s das grades, mas preocupadas com os filhos soltos"},"content":{"rendered":"<h2>Elas s\u00e3o poucas diante da superlota\u00e7\u00e3o do Pres\u00eddio Regional de Pelotas (PRP). Dos cerca de mil detentos, apenas 50 s\u00e3o mulheres. E entre quase todas elas, mais do que a preocupa\u00e7\u00e3o com o dia em que ter\u00e3o de volta a liberdade, o pensamento \u00e9 ocupado diariamente com o que acontece do lado de fora dos muros, com seus filhos.<\/h2>\n<p>A incerteza sobre como andam os estudos de Rodrigo, 15 anos, tira o sono de Marisa (nome fict\u00edcio para preservar a identidade). Restando ainda dois anos para concluir sua pena, ela afirma que o adolescente tem dificuldades na escola devido ao preconceito que sofre por ter uma m\u00e3e presidi\u00e1ria. \u201cOs colegas comentam, as pessoas olham diferente. Isso atrapalha a vida dele, que n\u00e3o merece pagar pelos erros que eu cometi\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Sem ter como acompanhar o dia a dia do adolescente e de outro filho bem mais jovem, de apenas tr\u00eas anos, Marisa recorre ao apoio da filha mais velha, de 21 anos. Por\u00e9m, sabe que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a ideal. \u201cEla tem outras tr\u00eas crian\u00e7as e fica sobrecarregada. O ideal \u00e9 que houvesse pelo menos uma escola onde todos pudessem estudar e passar o dia inteiro.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_37528\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Apenadas-Presidio-Pelotas.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"PRES\u00cdDIO : Mulheres atr\u00e1s das grades, mas preocupadas com os filhos soltos\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-37528\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-37528 \" alt=\"DEPUTADA Miriam Marroni explicou detalhes do seu projeto\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Apenadas-Presidio-Pelotas.jpg\" width=\"640\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Apenadas-Presidio-Pelotas.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Apenadas-Presidio-Pelotas-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-37528\" class=\"wp-caption-text\">DEPUTADA Miriam Marroni explicou detalhes do seu projeto<\/p><\/div>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o se repete com quase todas as apenadas do PRP e em todo o Rio Grande do Sul, onde 1,7 mil mulheres cumprem pena (5,7% do total). Mudam as hist\u00f3rias, por\u00e9m a falta de uma assist\u00eancia do Estado que garanta a inclus\u00e3o dos filhos em programas sociais \u00e9 a principal demanda.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o crian\u00e7as e jovens em uma situa\u00e7\u00e3o especial, pois s\u00e3o afastadas das m\u00e3es bruscamente e acabam na maioria das vezes ficando \u2018soltas\u2019, sem a presen\u00e7a de algu\u00e9m que oriente e evite a entrada no mundo do crime\u201d, afirma a deputada estadual Miriam Marroni (PT). Autora de um projeto de lei que estabelece uma pol\u00edtica p\u00fablica de assist\u00eancia aos filhos das mulheres presas, a parlamentar esteve no PRP na manh\u00e3 de ontem para levar \u00e0s mulheres detalhes da proposta. Os dados e os depoimentos ser\u00e3o levados \u00e0 frente parlamentar que trata do tema na Assembleia Legislativa.<\/p>\n<p><b>ACOMPANHAMENTO E REFOR\u00c7O ESCOLAR S\u00c3O PRIORIDADES<\/b><\/p>\n<p>Distantes do principal la\u00e7o familiar e na maioria das vezes de fam\u00edlias pobres, os jovens filhos das detentas est\u00e3o muito mais vulner\u00e1veis a seguir o caminho da criminalidade. De acordo com dados do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, cerca de 68% das crian\u00e7as e jovens nessa situa\u00e7\u00e3o acabam cometendo infra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para a assistente social do PRP Cl\u00e1udia Adamoli, a falta de uma a\u00e7\u00e3o efetiva do Estado agrava a situa\u00e7\u00e3o. \u201cQuando elas nos trazem o problema n\u00f3s buscamos fazer o encaminhamento atrav\u00e9s da pastoral carcer\u00e1ria\u201d, explica. \u201cNo entanto, isso n\u00e3o \u00e9 o suficiente para dar conta de todos os riscos e preconceitos a que esta crian\u00e7a est\u00e1 sujeita\u201d, completa.<\/p>\n<p>Para Miriam, o projeto criar\u00e1 formas de assegurar acompanhamento aos filhos das presas desde o momento da entrada das m\u00e3es no sistema carcer\u00e1rio. \u201cO trip\u00e9 da proposta \u00e9 a escola de turno integral, atendimento de sa\u00fade e assist\u00eancia social. S\u00f3 assim poderemos criar um cen\u00e1rio positivo e evitar o caminho ruim tra\u00e7ado na maioria dos casos\u201d, destaca a deputada.<\/p>\n<p>O projeto de lei 400\/2011 est\u00e1 em an\u00e1lise na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a da Assembleia Legislativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas s\u00e3o poucas diante da superlota\u00e7\u00e3o do Pres\u00eddio Regional de Pelotas (PRP). Dos cerca de mil detentos, apenas 50 s\u00e3o mulheres. 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