{"id":37826,"date":"2015-05-06T09:54:52","date_gmt":"2015-05-06T12:54:52","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=37826"},"modified":"2015-05-06T09:54:52","modified_gmt":"2015-05-06T12:54:52","slug":"hip-hop-som-para-abrir-as-portas-da-percepcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/hip-hop-som-para-abrir-as-portas-da-percepcao\/","title":{"rendered":"HIP HOP : Som para abrir as portas da percep\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/em><\/p>\n<p><b>Q<\/b>uinta novamente em Pelotas. No evento com a produ\u00e7\u00e3o do Vaguinho \u201cNo Treta\u201d, riograndino Michael Costa do Amaral \u2013 DJ \u201cMicha\u201d como \u00e9 conhecido no Hip Hop -, estar\u00e1 ao lado de Nitro Di (Da Guedes\/PoA), e o rapper\u00a0 Zudizilla. Em visitas semanais, o v\u00ednculo com Pelotas remonta h\u00e1 dez anos. Na trajet\u00f3ria, \u201cMicha\u201d tem sido o DJ de grupos como a Banca CNR, trabalho solo do rapper Guido CNR e tamb\u00e9m Zudizilla.<b> <\/b>DJ<b> <\/b>talentoso,<b> <\/b>sua habilidade e criatividade tem proporcionado novas perspectivas. Assim, motivando-se pelo apelido \u201cMicha\u201d, salienta que tem aberto portas art\u00edsticas na regi\u00e3o e tamb\u00e9m fora do Estado.<\/p>\n<p>Do Loteamento Dunas a festas de formatura, de encontro internacional de grafite na capital ga\u00facha \u00e0 casa \u201cSintonia DJ Club\u201d em S\u00e3o Paulo. Profissional da sonoriza\u00e7\u00e3o, \u201cMicha\u201d salienta que o trabalho \u00e9 muito mais do que apertar o \u201cplay\u201d: \u201cSer DJ vai bem al\u00e9m de pressionar o play. Quando comecei a subir no palco, sentir a energia e ver que as pessoas estavam observando, ent\u00e3o passei a me cobrar aprendizado. A evolu\u00e7\u00e3o ocorreu naturalmente, por\u00e9m no in\u00edcio a internet n\u00e3o era f\u00e1cil. O acesso n\u00e3o era como hoje, ent\u00e3o eu buscava informa\u00e7\u00f5es com aqueles que j\u00e1 eram da cultura. Nas revistas, v\u00eddeos e discos, acompanhava e aprendia. Como residia em Rio Grande, as informa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m demoravam, ent\u00e3o o jeito era aprender com os amigos. Eu tinha apenas um aparelho, tr\u00eas em um, e a motiva\u00e7\u00e3o pelo Hip Hop\u201d. O ingresso antecipado para a festa na Follow, pode ser adquirido na Marola Core \u2013 rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria 828.<\/p>\n<p><b>EQUIPAMENTO<\/b> \u2013 Sobre os equipamentos, Micha menciona: \u201cO maior desafio aos DJs no Brasil, \u00e9 conseguir os equipamentos do sonhos. \u00c9 uma parada de alto valor. Como \u00e9 importado, muitas vezes n\u00e3o encontramos no interior. Ent\u00e3o \u00e9 preciso ir numa capital e buscar. Isso \u00e9 bem complicado \u00e0s vezes, tornando-se um teste de sobreviv\u00eancia. Tamb\u00e9m define se \u00e9 o que realmente se deseja. O meu primeiro equipamento foi \u2018tr\u00eas em um\u2019, depois o toca-disco Garrard. Era comum encontrar em qualquer sala, eu n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o e queria fazer os efeitos que via e ouvia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve fase que usei equipamento emprestado, e tamb\u00e9m alugado. Enfim, uma grande luta. Mas o fato de ir pra Pelotas e tocar com a Banca CNR, grupo de destaque, exigiu que trabalhasse bastante e corresse atr\u00e1s de equipamentos profissionais. E existem v\u00e1rias plataformas de trabalho. Eu sempre utilizo o toca-disco, vinil, e um simulador que permite trabalhar com LP as m\u00fasicas do computador. Ent\u00e3o, est\u00e1 cada vez mais viva a resist\u00eancia\u00a0 pelo trabalho com o vinil e toca-disco. Tenho muitos amigos DJs, inclusive que tocam outros estilos, alguns gostam de CDJ outros apenas de computador. Respeito cada um deles, assim como respeito a m\u00fasica em geral. Mas, quero evoluir, ent\u00e3o tenho que mixar, conhecer sobre m\u00fasica, estudar, pesquisar e sempre estar informado. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental o compromisso do DJ com o grupo, pois \u00e9 quem carrega o instrumental. Ent\u00e3o, o DJ \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da banda. Se falhar, a culpa \u00e9 dele\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_37829\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DJ-MIcha-2.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"HIP HOP : Som para abrir as portas da percep\u00e7\u00e3o \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-37829\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-37829  \" alt=\"Micha considera que a ess\u00eancia do Hip Hop \u00e9 \u201csalvar vidas\u201d \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DJ-MIcha-2.jpg\" width=\"384\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DJ-MIcha-2.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DJ-MIcha-2-300x206.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-37829\" class=\"wp-caption-text\">Micha considera que a ess\u00eancia do Hip Hop \u00e9 \u201csalvar vidas\u201d<\/p><\/div>\n<p><b>HIP HOP SALVA<\/b> \u2013 Sobre a cultura de rua: \u201cEm Rio Grande a m\u00fasica sempre teve presente nas casas que freq\u00fcentava. Mas quando comecei a acompanhar o skate e grafite, ent\u00e3o conheci o Hip Hop. Foi o in\u00edcio de uma grande paix\u00e3o. Tinha amigo que era rapper, mais experiente, da\u00ed eu perguntava sobre v\u00e1rias coisas. Sou da pol\u00edtica de manter a mente ocupada pois, com bons objetivos, n\u00e3o terei tempo pra pensar bobagem ou seguir caminhos errados. Vim da periferia e sei o quanto \u00e9 importante manter a molecada ocupada com coisa boas. Por isso, sempre que tenho tempo ministro oficinas. O objetivo \u00e9 manter viva a ess\u00eancia do Hip Hop. Trata-se de salvar vidas, assim como ele salvou a minha\u201d. E Micha tem levado sua arte a p\u00fablicos diferentes. Ele cita desde projetos sociais e escolas at\u00e9 universidades. Em atividades da \u201cCasa Fora do Eixo\u201d, participou de eventos em Pelotas e Santa Maria. Al\u00e9m dos palcos, Micha mant\u00e9m-se integrado a atividades do Hip Hop nas ruas dos bairros.<\/p>\n<p><b>DISCO<\/b> est\u00e1 entre os projetos de Micha neste ano. A ideia \u00e9 produzir colet\u00e2nea com um pouco da sua criatividade sonora. Sobre o fr\u00e1gil limite entre recriar e copiar, o DJ acrescenta: \u201cEstudar e pesquisar sobre m\u00fasica, proporciona a vis\u00e3o acerca de muita coisa que inicialmente soaria apenas como inspira\u00e7\u00e3o. Tenho planos para me dedicar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de instrumental e trabalhar com sampler. Acredito que cada DJ d\u00e1 seu toque m\u00e1gico no trabalho. Isso faz com ele se destaque pela sua personalidade. Ent\u00e3o, \u00e9 relativo quando se fala em c\u00f3pia. Considero que, assim como tudo na vida, \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o. Tem que ter inspira\u00e7\u00e3o para ser realizado\u201d.<\/p>\n<p><b>APELIDO<\/b> \u2013 Micha explica: \u201cComo \u00e9 comum na periferia, os caras adoram colocar apelido. E \u2018Micha\u2019 veio do nome Michael. A\u00ed come\u00e7ou Micha pra l\u00e1, Micha pra c\u00e1. E quando n\u00e3o se gosta, da\u00ed \u00e9 que pega mesmo. Ent\u00e3o j\u00e1 era, ficou. Eu brinco com os caras que micha abre todas as portas, e eu quero abrir mesmo. T\u00f4 correndo pra isso\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carlos Cogoy Quinta novamente em Pelotas. 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