{"id":40724,"date":"2015-07-23T09:12:38","date_gmt":"2015-07-23T12:12:38","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=40724"},"modified":"2015-07-23T09:12:38","modified_gmt":"2015-07-23T12:12:38","slug":"diversidade-desconstruindo-preconceitos-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/diversidade-desconstruindo-preconceitos-na-escola\/","title":{"rendered":"DIVERSIDADE  : Desconstruindo preconceitos na escola"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><b>Debate \u201cInclus\u00e3o e diversidade na forma\u00e7\u00e3o de professores\u201d, esteve entres os destaques da 21\u00aa Jornada Pedag\u00f3gica no Pelotense<\/b><\/h2>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>P<\/b>reconceito e discrimina\u00e7\u00e3o, pensamento e a\u00e7\u00e3o. Concep\u00e7\u00f5es e posturas expressando intoler\u00e2ncia com o diferente. A escola, um dos principais espa\u00e7os de conv\u00edvio em sociedade, reproduz valores conservadores. Cabe ao educador, provocar a desconstru\u00e7\u00e3o do senso comum, em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es \u00e9tnicas, sexualidade e aceita\u00e7\u00e3o dos deficientes. A tem\u00e1tica foi debatida na mesa \u201cInclus\u00e3o e diversidade na forma\u00e7\u00e3o de professores\u201d, que integrou a Jornada Pedag\u00f3gica do curso Normal \u2013 habilita\u00e7\u00e3o anos iniciais \u2013 no Col\u00e9gio Municipal Pelotense. A quest\u00e3o \u00e9tnica foi abordada pela professora Marielda Medeiros. J\u00e1 a sexualidade foi o enfoque do pesquisador Luciano Pereira dos Santos. E a inclus\u00e3o do deficiente foi explanada pela educadora Patr\u00edcia Pinheiro.<\/p>\n<p><b>ETNIA<\/b> \u2013 Marielda abordou sobre a sua trajet\u00f3ria, como professora e coordenadora no curso Normal do Pelotense nos anos noventa. Atualmente, a filha \u00e9 aluna do col\u00e9gio. A partir de epis\u00f3dio com a menina em sala de aula, ela desenvolveu abordagem sobre a quest\u00e3o \u00e9tnica. A filha fez tran\u00e7as e foi para a escola.<\/p>\n<div id=\"attachment_40725\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-diversidade-6.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"DIVERSIDADE  : Desconstruindo preconceitos na escola\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-40725\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-40725  \" alt=\"Patr\u00edcia Pinheiro,  L\u00fa, Luciano, Arthur Katrein, Marielda, J\u00falia e Patr\u00edcia\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-diversidade-6.jpg\" width=\"384\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-diversidade-6.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-diversidade-6-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-40725\" class=\"wp-caption-text\">Patr\u00edcia Pinheiro, L\u00fa, Luciano, Arthur Katrein, Marielda, J\u00falia e Patr\u00edcia<\/p><\/div>\n<p>Em aula, por\u00e9m, alunos riram do cabelo. Para a m\u00e3e e educadora, al\u00e9m do desapontamento, a situa\u00e7\u00e3o serve para desconstruir preconceitos. Educadora ativa na luta pela igualdade \u00e9tnica, Marielda exibiu v\u00eddeos que abordam a desigualdade social, e o respeito \u00e0 diversidade. Mencionando Charles Taylor, ela exp\u00f4s ao p\u00fablico: \u201cUm indiv\u00edduo ou grupo de pessoas podem sofrer um verdadeiro dano, uma aut\u00eantica deforma\u00e7\u00e3o, se a gente ou a sociedade que os rodeiam lhes mostram como reflexo, uma imagem limitada, degradante, depreciada sobre ele\u201d.\u00a0 E a educadora acrescentou: \u201cDiferen\u00e7as f\u00edsicas, \u00e9tnicas, culturais, de g\u00eanero e identidade sexual, s\u00e3o fatos. Mas o ponto crucial do debate sobre inclus\u00e3o e diversidade, \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o, a reflex\u00e3o e a atua\u00e7\u00e3o sobre mecanismos sociais, que transformam as diferen\u00e7as em igualdade\u201d.<\/p>\n<p><b>MUDAR<\/b> \u2013 No Maranh\u00e3o h\u00e1 poucas semanas houve linchamento p\u00fablico. Marielda comentou a viol\u00eancia, salientando que a a\u00e7\u00e3o coletiva exterioriza tens\u00e3o velada na sociedade. Como exemplo local, citou manifesta\u00e7\u00e3o num \u00f4nibus urbano. Mulher branca ao levantar do assento, deixou cair o celular. Menino negro que estava ao lado, tratou de avis\u00e1-la. Do fundo do \u00f4nibus, algu\u00e9m expressou: \u201cBah!, o negro devolveu o celular\u201d. De acordo com Marielda, trata-se da mesma concep\u00e7\u00e3o daqueles que protagonizaram o linchamento.<\/p>\n<p>O preconceito, afirmou a palestrante, \u00e9 \u201cnaturalizado\u201d pela m\u00eddia e refor\u00e7ado na escola. Para desencadear mudan\u00e7a em sala de aula, h\u00e1 mais de dez anos est\u00e1 em vig\u00eancia a lei federal que estabelece o ensino da hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira. \u201cA implementa\u00e7\u00e3o da lei, no entanto, depende do comprometimento do poder Executivo. Enquanto falta vontade pol\u00edtica, persiste a viol\u00eancia simb\u00f3lica de sociedade que n\u00e3o admite diferentes. E as crian\u00e7as evadem da escola pois, quando afeta a estima, ningu\u00e9m resiste. A escola p\u00fablica brasileira ignora a origem de seus alunos, transmitindo-lhes conte\u00fado que perpetua a hegemonia cultural do europeu. Ent\u00e3o cabe \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, desenvolver ampla abordagem. E, ao inv\u00e9s de unidades did\u00e1ticas, pauta para todo o ano letivo.<\/p>\n<p>Tenho pedido para que n\u00e3o me convidem mais para palestras em novembro. No m\u00eas da consci\u00eancia negra \u00e9 que somos lembrados. Ent\u00e3o, como alternativa, e tamb\u00e9m chamando os n\u00e3o-negros, precisamos construir conhecimento e fazer pedag\u00f3gico. \u00c9 preciso revisar e transformar o curr\u00edculo, com qualifica\u00e7\u00e3o dos professores e constante aperfei\u00e7oamento. N\u00e3o h\u00e1 receitas mas necessidade de di\u00e1logo\u201d, frisou.<\/p>\n<p><b>DEFICIENTES<\/b> \u2013 Patr\u00edcia Pinheiro abordou, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o especial, sobre aspectos legais e concep\u00e7\u00f5es conceituais. A perspectiva inclusiva, conforme disse,\u00a0 perpassa todos os n\u00edveis. No ensino regular, o deficiente deve ser inserido atrav\u00e9s do Atendimento Educacional Especializado (AEE).\u00a0 O aluno com defici\u00eancia, de acordo com Conven\u00e7\u00e3o da ONU \u00e9 aquele que apresenta \u201cimpedimento de longo prazo de natureza f\u00edsica, intelectual ou sensorial, os quais, em intera\u00e7\u00e3o com diversas barreiras, podem obstruir sua participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com as demais pessoas\u201d.<\/p>\n<p><b>SEXUALIDADE <\/b>\u2013 Luciano Santos identificou conceitos: \u201cO g\u00eanero \u00e9 como algu\u00e9m se v\u00ea. A orienta\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 a quem se deseja. O biol\u00f3gico implica as diferen\u00e7as fisiol\u00f3gicas. A identidade de g\u00eanero abrange l\u00e9sbicas e travestis. O papel de g\u00eanero pode ser menino ou menina. A orienta\u00e7\u00e3o pode ser hetero, homo ou bissexual. A rela\u00e7\u00e3o sexual pode ser para procriar, por prazer ou amor\u201d. Na sociedade, explanou Luciano, a sexualidade est\u00e1 presente desde a expectativa pelo feto que est\u00e1 no \u00fatero. Na inf\u00e2ncia, o treinamento \u00e9 heterossexual, com bola e azul para menino, boneca e rosa para menina. Em sala de aula, abordou o pesquisador, a constru\u00e7\u00e3o \u00e9 para n\u00e3o pensar. No entanto, o professor que n\u00e3o enfoca as situa\u00e7\u00f5es envolvendo a sexualidade, contribui para que o opressor ven\u00e7a duas vezes. Calando, al\u00e9m de n\u00e3o dialogar sobre direitos, esclarecendo e contribuindo com a toler\u00e2ncia, tamb\u00e9m refor\u00e7a o preconceito do senso comum.<\/p>\n<div id=\"attachment_40726\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-marielda-2.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"DIVERSIDADE  : Desconstruindo preconceitos na escola\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-40726\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-40726 \" alt=\"Educadora Marielda Medeiros abordou sobre a discrimina\u00e7\u00e3o racial\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-marielda-2.jpg\" width=\"640\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-marielda-2.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jornada-pedag\u00f3gica-jul-15-marielda-2-300x172.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-40726\" class=\"wp-caption-text\">Educadora Marielda Medeiros abordou sobre a discrimina\u00e7\u00e3o racial<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Debate \u201cInclus\u00e3o e diversidade na forma\u00e7\u00e3o de professores\u201d, esteve entres os destaques da 21\u00aa Jornada Pedag\u00f3gica no Pelotense Por Carlos Cogoy Preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o, pensamento e a\u00e7\u00e3o. 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