{"id":42373,"date":"2015-09-03T09:58:45","date_gmt":"2015-09-03T12:58:45","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=42373"},"modified":"2015-09-03T09:59:45","modified_gmt":"2015-09-03T12:59:45","slug":"programa-sabor-gaucho-mulheres-conquistam-autonomia-com-agroindustrias-familiares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/programa-sabor-gaucho-mulheres-conquistam-autonomia-com-agroindustrias-familiares\/","title":{"rendered":"PROGRAMA SABOR GA\u00daCHO :  Mulheres conquistam autonomia com Agroind\u00fastrias Familiares"},"content":{"rendered":"<h2>As agroind\u00fastrias familiares se destacam cada vez mais no cen\u00e1rio rural pela contribui\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica, ambiental\u00a0 e cultural nos locais que est\u00e3o presentes.\u00a0 No Rio Grande do Sul s\u00e3o 2445 cadastradas no Programa Sabor Ga\u00facho.<\/h2>\n<p>O protagonismo dos pequenos empreendimentos vai desde o est\u00edmulo \u00e0s economias locais, a gera\u00e7\u00e3o de renda das fam\u00edlias, contribui\u00e7\u00e3o na sucess\u00e3o rural,\u00a0 cuidado com o ambiente at\u00e9 o resgate das culturas locais. Mas al\u00e9m disso, um fato que se destaca nesse contexto \u00e9 o empoderamento feminino, proporcionado pelos empreendimentos familiares.\u00a0\u00a0 As mulheres desempenham papel fundamental nas agroind\u00fastrias e conquistam cada vez mais autonomia, autoestima e reconhecimento. Muitas delas, inclusive, mudaram o rumo de suas vidas em fun\u00e7\u00e3o dos empreendimentos familiares. Esse \u00e9 o caso das irm\u00e3s Alexandra e C\u00e1tia Longo da Agroind\u00fastria de doces e panificados \u201cCuore Dolce\u201d, de Viadutos.<\/p>\n<p>Depois de quase 10 anos trabalhando na cidade, em uma grande ind\u00fastria, as irm\u00e3s, largaram tudo e voltaram para a casa dos pais, impulsionadas pelo desejo de fazer a sucess\u00e3o na propriedade, que seria arrendada em fun\u00e7\u00e3o da falta de m\u00e3o-de-obra. Incentivadas pelo Poder P\u00fablico do Munic\u00edpio, as mo\u00e7as, que s\u00e3o T\u00e9cnicas em Alimentos, iniciaram com uma pequena produ\u00e7\u00e3o de bolachas e biscoitos para a merenda escolar local. O neg\u00f3cio deu t\u00e3o certo que a produ\u00e7\u00e3o inicial de 50 quilos por semana saltou para 600 nos dias atuais.\u00a0 As irm\u00e3s se envolvem em todo o processo de produ\u00e7\u00e3o al\u00e9m de realizarem a gest\u00e3o, o processo administrativo e as vendas da agroind\u00fastria.<\/p>\n<div id=\"attachment_42374\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Mulheres-Agricultura.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"PROGRAMA SABOR GA\u00daCHO :  Mulheres conquistam autonomia com Agroind\u00fastrias Familiares\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-42374\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-42374 \" alt=\"Mulheres Agricultura\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Mulheres-Agricultura.jpg\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Mulheres-Agricultura.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Mulheres-Agricultura-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-42374\" class=\"wp-caption-text\">PARTICIPA\u00c7\u00c3O das mulheres tamb\u00e9m proporciona bem estar<\/p><\/div>\n<p>Para C\u00e1tia e Alexandra, a agroind\u00fastria foi o ponto de partida para uma nova vida. \u201cHoje a gente faz o que gosta, conseguiu melhorar a propriedade dos pais e garantir autonomia financeira\u201d, conta feliz e com brilho nos olhos a jovem Alexandra, de 31 anos.\u00a0 C\u00e1tia revela um desejo: transformar a propriedade para o turismo rural e oferecer os produtos da agroind\u00fastria em caf\u00e9s coloniais para os visitantes.<\/p>\n<p>As irm\u00e3s Longo que participam pela primeira vez da Expointer afirmam que foi preciso quebrar muitos paradigmas, ainda t\u00edpicos do campo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o de g\u00eanero. \u201cTivemos dificuldades por sermos jovens, mulheres e solteiras. Ningu\u00e9m acreditava que a gente ia tocar a propriedade e a agroind\u00fastria sozinhas. As pessoas pensam que a mulher \u00e9 fr\u00e1gil. Os pr\u00f3prios bancos n\u00e3o queriam nos dar cr\u00e9dito pelo fato de sermos mulheres e solteiras. Mas hoje provamos que as mulheres conseguem o que querem\u201d falam entusiasmadas as irm\u00e3s.<\/p>\n<p>REALIDADE semelhante foi vivenciada pela empreendedora familiar Miriam Costa, da agroind\u00fastria Figueira do Prado, de S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul. Depois de muitos anos trabalhando na cidade, ela retornou ao campo, com o filho, para ajudar os pais. Uma pequena horta org\u00e2nica na propriedade da fam\u00edlia foi o in\u00edcio de tudo. Apoiada pelo Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) Miriam come\u00e7ou a participar de um grupo de produtores org\u00e2nicos.\u00a0 No ano de 2000, atrav\u00e9s de incentivos do governo estadual, eles come\u00e7aram a fornecer produtos para a merenda escolar local e logo a empreendedora fundou a agroind\u00fastria. Com o passar do tempo, os sucos org\u00e2nicos e depois as geleias foram incorporados ao leque de produtos. Em 2004 o empreendimento j\u00e1 estava legalizado e proporcionando independ\u00eancia financeira para a empreendedora que mudou de vida a partir de uma pequena horta.\u00a0 \u201cSe n\u00e3o fosse a agroind\u00fastria, hoje eu estaria trabalhando na cidade, atr\u00e1s de um balc\u00e3o. Hoje eu fa\u00e7o o que gosto e tenho retorno financeiro. Al\u00e9m disso, ofere\u00e7o um produto saud\u00e1vel e que faz bem para a sa\u00fade\u201d fala empolgada Miriam que faz a gest\u00e3o do neg\u00f3cio, as feiras, e tamb\u00e9m ajuda na produ\u00e7\u00e3o. Atualmente, al\u00e9m dela, o filho, de 23 anos, ajuda no empreendimento e garante a sucess\u00e3o da agroind\u00fastria que oferece sucos, geleias e doces org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>A CONQUISTA da independ\u00eancia financeira e possibilidade de ser gestora do pr\u00f3prio neg\u00f3cio s\u00e3o elencados pela artes\u00e3 Janice da Silva Souza, do Artesanato Minuano, de Ca\u00e7apava do Sul, como benef\u00edcios de estar \u00e0 frente do empreendimento familiar. O pequeno neg\u00f3cio surgiu em 2003 quando ela, que era dona de casa, e o marido, ent\u00e3o pedreiro, decidiram resgatar a cultura da fam\u00edlia no trabalho com l\u00e3. Janice que faz feiras e ajuda na gest\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o conta que hoje possui mais liberdade. \u201cAntes eu dependia da renda do meu marido, hoje dividimos tudo, e isso com certeza mudou e melhorou minha vida\u201d diz ela.\u00a0 A fam\u00edlia que participa pela segunda vez da Expointer, produz aproximadamente 2 mil pe\u00e7as de l\u00e3 por ano. A renda das mantas, casacos e palas garante a autonomia financeira dos Souza que ainda contam com a ajuda de um dos filhos no processo produtivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As agroind\u00fastrias familiares se destacam cada vez mais no cen\u00e1rio rural pela contribui\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica, ambiental\u00a0 e cultural nos locais que est\u00e3o presentes.\u00a0 No Rio Grande do Sul s\u00e3o 2445<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":42374,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42373"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42373"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42373\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42376,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42373\/revisions\/42376"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42374"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}