{"id":43085,"date":"2015-09-21T18:02:09","date_gmt":"2015-09-21T21:02:09","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=43085"},"modified":"2015-09-21T18:06:31","modified_gmt":"2015-09-21T21:06:31","slug":"espiritismo-o-preconceito-e-forma-de-dominacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/espiritismo-o-preconceito-e-forma-de-dominacao\/","title":{"rendered":"ESPIRITISMO: O preconceito \u00e9 forma de domina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_43089\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-espirita-2.jpg.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"ESPIRITISMO: O preconceito \u00e9 forma de domina\u00e7\u00e3o\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-43089\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-43089 \" alt=\"Jos\u00e9 Olavo Passos, Ant\u00f4nio Dutra e Ubirajara Potes. Foto: Paulo Peixoto\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-espirita-2.jpg.jpg\" width=\"640\" height=\"415\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-espirita-2.jpg.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-espirita-2.jpg-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-43089\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Olavo Passos, Ant\u00f4nio Dutra e Ubirajara Potes.<br \/>Foto: Paulo Peixoto<\/p><\/div>\n<h2 align=\"center\"><b><i>A legisla\u00e7\u00e3o contribui mas os preconceitos ser\u00e3o superados atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o. Observa\u00e7\u00e3o do promotor Jos\u00e9 Olavo Passos<\/i><\/b><\/h2>\n<p align=\"right\"><b><i>\u25baPor Carlos Cogoy<\/i><\/b><\/p>\n<p>Na sala de espera do consult\u00f3rio m\u00e9dico, quatro poltronas est\u00e3o colocadas. Numa delas, acomoda-se jovem indiano.\u00a0 Casal e a filha chegam para consulta, e ocupam as outras poltronas. A menina senta-se ao lado do desconhecido. A m\u00e3e observa o jovem e, num olhar de reprova\u00e7\u00e3o \u00e0 filha, chama a menina para o seu lado. Uma poltrona permanece vaga ao lado do indiano.\u00a0 Enquanto aguardam pelo atendimento, persiste o sil\u00eancio na sala. A fam\u00edlia ent\u00e3o \u00e9 chamada para entrar, e o trio \u00e9 recebido pelo m\u00e9dico. Eles demonstram satisfa\u00e7\u00e3o e cumprimentam. Logo ap\u00f3s, o m\u00e9dico convida ao indiano para que entre na sala. A fam\u00edlia n\u00e3o entende e se retrai. O jovem tamb\u00e9m, constrangido, mant\u00e9m-se inibido. O m\u00e9dico ent\u00e3o apresenta o jovem, como o doador de medula que salvou a menina. Teor do v\u00eddeo exibido na programa\u00e7\u00e3o de encerramento da s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do projeto &#8220;Luz para todos&#8221; no Centro Esp\u00edrita Jesus &#8211; Pra\u00e7a Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio 52. O v\u00eddeo foi apresentado pelo promotor Jos\u00e9 Olavo Passos, e integrou sua palestra &#8220;Preconceito e a exclus\u00e3o social&#8221;. Neste ano, a tem\u00e1tica do &#8220;Luz para Todos&#8221;, abordou sobre &#8220;Preconceitos&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_43086\" style=\"width: 458px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-esp\u00edrita.jpg.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"ESPIRITISMO: O preconceito \u00e9 forma de domina\u00e7\u00e3o\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-43086\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-43086  \" alt=\"Promotor Jos\u00e9 Olavo realizou apresenta\u00e7\u00e3o musical\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-esp\u00edrita.jpg.jpg\" width=\"448\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-esp\u00edrita.jpg.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Jos\u00e9-Olavo-centro-esp\u00edrita.jpg-300x196.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-43086\" class=\"wp-caption-text\">Promotor Jos\u00e9 Olavo realizou apresenta\u00e7\u00e3o musical<\/p><\/div>\n<p><b>PRECONCEITO <\/b>&#8211; Descontra\u00eddo, promotor Jos\u00e9 Olavo foi elencando epis\u00f3dios que denotam preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o. Ele discorreu sobre o preconceito de g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9tnico, status social e religioso. Conforme salientou, o &#8220;preconceito n\u00e3o tem idade, e est\u00e1 presente no adolescente, jovem, adulto e velho. Todos temos preconceitos, ou ent\u00e3o poder\u00edamos dizer para Deus: por que vim para c\u00e1? O bom esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 aquele que n\u00e3o tem preconceito, mas o que sempre est\u00e1 tentando melhorar&#8221;.<\/p>\n<p><b>EDUCA\u00c7\u00c3O <\/b>&#8211; O palestrante mencionou epis\u00f3dio da telenovela &#8220;Que rei sou eu?&#8221;. Conforme explanou, o rei \u00e9 comunicado sobre a fome que se intensifica entre os s\u00faditos. Consultando conselheiro, houve sugest\u00e3o para o combate \u00e0 fome. A ideia \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o de decreto. Com isso, \u00e9 divulgado decreto que estabelece: &#8220;N\u00e3o tem mais fome no reino&#8221;. A alegoria exemplifica o quanto a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 restrita, diante das urg\u00eancias e complexidades do cotidiano. &#8220;A legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai acabar com o preconceito, somente com educa\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel superar. Ao professor \u00e9 fundamental que dedique alguns minutos na sala de aula, e aborde sobre os preconceitos&#8221;, disse o promotor.<\/p>\n<p><b>ETNIA <\/b>&#8211; Trabalho acad\u00eamico na \u00e1rea da assist\u00eancia social no Rio de Janeiro, narrou sobre racismo. Conforme o palestrante, uma &#8220;madame que estava na praia, come\u00e7ou a gritar alegando que havia sido furtada. Jovem negro que descia do morro, de imediato foi apontado pela v\u00edtima como autor. Agredido, foi praticamente linchado. Numa entrevista sobre o caso, delegado expressou: &#8216;Pau que nasce torto, morre torto'&#8221;. O fato, de acordo com Jos\u00e9 Olavo, tanto exemplifica o &#8220;preconceito racial, mais odioso de todos&#8221;, quanto o despreparo no setor p\u00fablico, que reproduz as tolices do senso comum. Outra quest\u00e3o mencionada, ocorreu no Minist\u00e9rio P\u00fablico. Senhora que aguardava atendimento foi tratada como &#8220;afro-descendente&#8221; pelo servidor. Ela sentiu-se ofendida, alegou preconceito racial, e ingressou com a\u00e7\u00e3o civil. Para o promotor, o funcion\u00e1rio n\u00e3o agiu errado, mas as rela\u00e7\u00f5es dependem tamb\u00e9m de bom senso. E observou que, se o tratamento fosse &#8220;negra&#8221;, talvez pudesse soar como exacerbado. O palestrante refletiu que o preconceito acontece quando implica em restri\u00e7\u00e3o, repulsa e rejei\u00e7\u00e3o. &#8220;Sentimentos de desgosto e rep\u00fadio, n\u00e3o s\u00e3o aceit\u00e1veis, mas nem tudo \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o de preconceito&#8221;, salientou.<\/p>\n<p><b>LEGISLA\u00c7\u00c3O <\/b>&#8211; H\u00e1 menos de duzentos, a escravid\u00e3o era oficial no Brasil. O Rio Grande do Sul foi o Estado mais violento em rela\u00e7\u00e3o aos escravos. No Nordeste, o escravo que fugia e era capturado, vinha para atividade no local mais temido: charqueadas de Pelotas. Na dor das chibatadas, era adicionado sal para agravar o sofrimento. Em fase recente, num an\u00fancio, fam\u00edlia de elite pelotense colocou: &#8220;Precisa-se de empregado, branco&#8230;&#8221;. Houve processo e a alega\u00e7\u00e3o dos envolvidos, \u00e9 que ocorreu erro de portugu\u00eas. As situa\u00e7\u00f5es foram mencionadas pelo promotor, que ressaltou a necessidade de etapas jur\u00eddicas. E exemplificou com a realidade norte-americana. Nos Estados do sul, negros e brancos n\u00e3o dividiam a mesma cal\u00e7ada, nem frequentavam os mesmos restaurantes e universidades. Somente com o estabelecimento de cotas, \u00e9 que foi sendo estimulado o conv\u00edvio. No Brasil, a pol\u00edtica de cotas garante vagas e contribui para minorar a falta de acesso \u00e0 forma\u00e7\u00e3o superior. Uma quest\u00e3o, pontuou o palestrante, \u00e9 como determinar quem \u00e9 negro. Nos EUA, a quantidade de melanina \u00e9 o que define. Mas no Brasil, opinou, se for realizada \u00e1rvore geneal\u00f3gica, percentual elevado pode ser considerado como negro. No concurso da FAU, candidato branco alegou ser negro. Mas foi impugnada sua pretens\u00e3o de acesso \u00e0 cota &#8211; prevista em concurso. Conforme o promotor, o &#8220;caso est\u00e1 em ju\u00edzo&#8221;.<\/p>\n<p><b>MULHER <\/b>&#8211; Por que a mulher n\u00e3o tem frieira? Porque os p\u00e9s permanecem aquecidos sob o fog\u00e3o. A brincadeira foi mencionada na palestra, para ilustrar o preconceito de g\u00eanero. O sistema patriarcal demarcou privil\u00e9gios. A exemplo, mencionou o promotor, an\u00fancio dos anos cinquenta que indicava \u00e0 mulher, manter-se receptiva ao marido que chegasse tarde em casa. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, durante bom tempo prevaleceu a designa\u00e7\u00e3o &#8220;p\u00e1trio poder&#8221;. Assim, em caso de controv\u00e9rsia em rela\u00e7\u00e3o ao filho, a decis\u00e3o caberia ao pai.\u00a0 Atualmente a decis\u00e3o cabe ao juiz. De acordo com Jos\u00e9 Olavo, o sentimento de superioridade do homem, n\u00e3o se imp\u00f4s pelo verbo mas pela for\u00e7a f\u00edsica. Outro aspecto \u00e9 o econ\u00f4mico pois a mulher, em muitas atividades profissionais, embora exercendo a mesma fun\u00e7\u00e3o, ainda recebe sal\u00e1rio inferior ao homem. &#8220;A mulher \u00e9 mais sentimental e tamb\u00e9m mais inteligente, pois estabelece mais sinapses entre os hemisf\u00e9rios do c\u00e9rebro. Como \u00e9 cuidadosa quando vai reagir, a mulher \u00e9 mais lenta ao pensar sobre a melhor decis\u00e3o. Da\u00ed o homem \u00e9 mais r\u00e1pido, grita, e consegue se impor. Mas na vida primitiva, ao homem cabia o empenho na ca\u00e7a e o combate na guerra. \u00c0 mulher, o comando da tribo, com a organiza\u00e7\u00e3o e julgamento. Mesmo assim, homem determinou superioridade atrav\u00e9s do f\u00edsico&#8221; disse Jos\u00e9 Olavo.<\/p>\n<p><b>HOMOSSEXUALIDADE <\/b>&#8211; Jos\u00e9 Olavo ainda guarda carta de advogado, que o criticou sobre decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a por casal de homossexuais. Entre as men\u00e7\u00f5es, amea\u00e7a insinuando que o promotor seria &#8220;punido pela religi\u00e3o&#8221;. Ele acrescentou: &#8220;\u00c9 forte o preconceito com o homossexual. Est\u00e1 entranhado e \u00e9 violento. No Judici\u00e1rio, o conservadorismo \u00e9 gigantesco. Em determinadas inst\u00e2ncias, casos como ado\u00e7\u00e3o, s\u00e3o indeferidos por mero preconceito. Num Pa\u00eds que se diz laico, curiosamente acontece resist\u00eancia a qualquer alterna\u00e7\u00e3o que fira dogmas religiosos. Ora, se o homossexual fere princ\u00edpios crist\u00e3os, ent\u00e3o ir\u00e1 para o inferno?&#8221;, ironizou.<\/p>\n<p><b>SATAN\u00c1S <\/b>&#8211; O preconceito acontece em todas as classes sociais. Num caso, negro levou em casa a namorada branca. Dos familiares, ouviu que era absurdo chegar com a &#8220;loirosa na resid\u00eancia da fam\u00edlia&#8221;. Ap\u00f3stolos questionaram Jesus devido \u00e0 proximidade com Zaqueu, homem rico da \u00e9poca. No entanto, observou Jos\u00e9 Olavo, Zaqueu a muitos ajudava com o seu dinheiro. E essa, mencionou, \u00e9 a responsabilidade do rico, o que faz com a fortuna. O promotor tamb\u00e9m comentou sobre aluna no curso de direito que, descontente com a turma de colegas, afirmou que eles estariam &#8220;movidos por Satan\u00e1s&#8221;. Ora, Satan\u00e1s \u00e9 uma imagem de quadro da idade m\u00e9dia, cuja figura do mal era representada por &#8220;chifrudo&#8221;. E o promotor concluiu observando que, subjugando v\u00edtimas, o &#8220;preconceito \u00e9 forma de domina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A legisla\u00e7\u00e3o contribui mas os preconceitos ser\u00e3o superados atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o. 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