{"id":44127,"date":"2015-10-22T09:21:56","date_gmt":"2015-10-22T11:21:56","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=44127"},"modified":"2015-10-22T09:21:56","modified_gmt":"2015-10-22T11:21:56","slug":"novo-livro-vilson-farias-trata-do-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/novo-livro-vilson-farias-trata-do-racismo\/","title":{"rendered":"NOVO LIVRO : Vilson Farias trata do Racismo"},"content":{"rendered":"<h2>A Livraria Mundial lan\u00e7a hoje as 18h o 11\u00ba Livro do Promotor de Justi\u00e7a aposentado e Advogado VILSON FARIAS, o livro RACISMO \u00c0 LUZ DO DIREITO CRIMINAL: ASPECTOS MATERIAIS, PROCESSUAIS E SOCIOL\u00d3GICOS (COM INCURS\u00c3O NO DIREITO COMPARADO).<\/h2>\n<p>Nesta obra o autor Vilson Farias divide o livro em 10 cap\u00edtulos:<\/p>\n<ul>\n<li>Cap\u00edtulo I \u2013 Resenha Legislativa (Hist\u00f3rica);<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo II \u2013 Leis Antidiscriminat\u00f3rias Posteriores \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 (Atualidade da Legisla\u00e7\u00e3o);<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo III \u2013 O Racismo no Direito Comparado;<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo IV \u2013 A Realidade do Racismo no Brasil e no Exterior;<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo V \u2013 Hist\u00f3ria, Cultura e Movimento Negro;<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo VI \u2013 Racismo no Esporte;<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo VII \u2013 O Negro e o Mercado de Trabalho;<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo VIII \u2013 O Negro e a Educa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo IX \u2013 O Negro e a Sa\u00fade;<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo X \u2013 O Negro e os Direitos Humanos.<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_44130\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Vilson-Farias02.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"NOVO LIVRO : Vilson Farias trata do Racismo\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-44130\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-44130\" alt=\"Dr. Vilson Farias\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Vilson-Farias02-300x224.jpg\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Vilson-Farias02-300x224.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Vilson-Farias02.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-44130\" class=\"wp-caption-text\">Dr. Vilson Farias<\/p><\/div>\n<p>A obra contem mais de 400 p\u00e1ginas, na introdu\u00e7\u00e3o o autor frisa que:<\/p>\n<p>\u201cOs tempos de afirma\u00e7\u00e3o social e de fecundas transforma\u00e7\u00f5es por que passa a sociedade brasileira indicam que o pa\u00eds est\u00e1 finalmente engajado em um aspecto que diz respeito \u00e0s suas responsabilidades hist\u00f3ricas, \u00e0s quais sucessivas gera\u00e7\u00f5es da elite politica brasileira sempre demonstraram inconceb\u00edvel alheamento. Refiro-me \u00e0 quest\u00e3o \u00e9tnica.<\/p>\n<p>Oportuno lembrar a terr\u00edvel, mas verdadeira, senten\u00e7a prolatada por Joaquim Nabuco em sua prega\u00e7\u00e3o em favor do abolicionismo, quando afirmou que n\u00e3o bastava extinguir a escravid\u00e3o no Brasil. Importante era erradicar seus efeitos. As formas ostensivas e disfar\u00e7adas no racismo, que permeiam nossa sociedade h\u00e1 s\u00e9culos sob a complac\u00eancia geral e a indiferen\u00e7a de quase todos, s\u00e3o parte dessa obra inacabada, por cujos efeitos somos respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>A riqueza da diversidade cultural brasileira n\u00e3o serviu, em termos sociais, sen\u00e3o para deleite intelectual de alguns e demonstra\u00e7\u00e3o de ufanismo de muitos. Terminamos escravos do preconceito, da marginaliza\u00e7\u00e3o, da exclus\u00e3o social e da discrimina\u00e7\u00e3o que caracterizam o dualismo social e econ\u00f4mico no Brasil. \u00c9 chegada a hora de resgatarmos esse terr\u00edvel d\u00e9bito que n\u00e3o se inscreve apenas no passivo da discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9tnica, mas sobretudo no da quim\u00e9rica igualdade de oportunidades virtualmente asseguradas por nossas constitui\u00e7\u00f5es aos brasileiros e aos estrangeiros que vivem em nosso territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o seguirmos o conselho de Nabuco, pouco teremos feito para evitar essa p\u00e1gina mal escrita da nossa hist\u00f3ria. Basta percorrermos os \u00edndices do desempenho social brasileiro para constatarmos o peso da heran\u00e7a hist\u00f3rica e da realidade sociol\u00f3gica do pa\u00eds. O \u201cpapel da a\u00e7\u00e3o afirmativa\u201d deve indicar muito mais do que um simples di\u00e1logo ou a mera constata\u00e7\u00e3o de uma adversidade \u2013 mancha mais indel\u00e9vel em nossa trajet\u00f3ria pol\u00edtica desde que nos transformamos em na\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Em considera\u00e7\u00f5es finais o Doutor Vilson Farias escreve que:<\/p>\n<p>\u201cO caminho da ascens\u00e3o social, da igualdade jur\u00eddica, da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ter\u00e1 de ser cimentado pela igualdade econ\u00f4mica, que, em nosso caso, implica o fim da discrimina\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, maiores oportunidades de emprego e participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Nesse sentido, parece-me, o papel da educa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 essencial. Lembrava Nina Rodrigues que, no Brasil, at\u00e9 os tra\u00e7os predominantes da cultura negra em nosso multiculturalismo, se n\u00e3o desapareceram, pelo menos esmaeceram. J\u00e1 n\u00e3o distinguimos mais, tal como aconteceu com a cultura ind\u00edgena, o que e o quanto de nosso cotidiano devemos ao negro.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u00e9 feita pela jurista Josiane Petri Faria, professora da Faculdade de Direito de Passo Fundo. E os prefaciadores s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Aldyr Garcia Schlee, Escritor;<\/li>\n<li>Tha\u00edse Mendes Farias, Advogada, Cientista Pol\u00edtica, estudante de psicologia e Doutoranda em Direito;<\/li>\n<li>Renato Luiz Mello Varoto, Advogado, Doutor em Direito, Jornalista, Membro da Academia Pelotense de Letras e da Academia Sul-brasileira de letras;<\/li>\n<li>Caio Roberto Rodrigues Madruga, Desembargador do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul;<\/li>\n<li>Cl\u00e1udio Brito, Promotor de Justi\u00e7a Aposentado, Advogado, Professor e Jornalista;<\/li>\n<li>Benedita Gouveia Damasceno, Mestre em Literatura e Componente da Embaixada do Brasil na Nig\u00e9ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Finalmente Vilson Farias falou para a reportagem que este livro \u00e9 oriundo de uma Tese que defendeu na <i>Universidad Del Museo Social Argentino<\/i>, onde concluiu seu P\u00f3s-doutorado em Direito Penal em julho de 2013, o qual foi ampliado com uma pesquisa sobre o racismo alicer\u00e7ada em autores nacionais e estrangeiros, bem como, com sua experi\u00eancia adquirida no combate ao racismo por mais de 30 anos nas fun\u00e7\u00f5es de Delegado, Promotor de Justi\u00e7a, Professor e Advogado.<\/p>\n<p>Por fim, o autor disse que est\u00e1 recebendo convites de diversos Estados do Brasil e do Exterior para fazer palestras sobre os conte\u00fados introduzidos no livro. O qual aborda o racismo brasileiro mas tamb\u00e9m traz uma vis\u00e3o gen\u00e9rica do racismo em outros pa\u00edses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Livraria Mundial lan\u00e7a hoje as 18h o 11\u00ba Livro do Promotor de Justi\u00e7a aposentado e Advogado VILSON FARIAS, o livro RACISMO \u00c0 LUZ DO DIREITO CRIMINAL: ASPECTOS MATERIAIS, PROCESSUAIS<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44130,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44127"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44127"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44132,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44127\/revisions\/44132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}