{"id":44719,"date":"2015-11-10T13:50:07","date_gmt":"2015-11-10T15:50:07","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=44719"},"modified":"2015-11-10T13:52:05","modified_gmt":"2015-11-10T15:52:05","slug":"feira-do-livro-batuque-de-doces-no-tacho-do-fim-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/feira-do-livro-batuque-de-doces-no-tacho-do-fim-do-mundo\/","title":{"rendered":"FEIRA DO LIVRO: Batuque de doces no tacho do fim do mundo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em><b>Na Bibliotheca P\u00fablica, destaque ao lan\u00e7amento dos livros \u201cN\u00f3s cultuamos todas as do\u00e7uras\u201d e \u201cOs Baob\u00e1s do fim do mundo\u201d<\/b><\/em><\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_44720\" style=\"width: 712px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-Kosby-autora.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"FEIRA DO LIVRO: Batuque de doces no tacho do fim do mundo\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-44720\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-44720 \" alt=\"Mar\u00edlia Kosby lan\u00e7ou obras de antropologia e poesia\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-Kosby-autora.jpg\" width=\"702\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-Kosby-autora.jpg 780w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-Kosby-autora-300x230.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-44720\" class=\"wp-caption-text\">Mar\u00edlia Kosby lan\u00e7ou obras de antropologia e poesia<\/p><\/div>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><b>A <\/b>escritora e pesquisadora Mar\u00edlia Kosby, esteve lan\u00e7ando dois livros numaprograma\u00e7\u00e3o com debate, m\u00fasica e artes visuais. Na mesa redonda, al\u00e9m da autora, participa\u00e7\u00f5es de Sandrali de Campos Bueno \u2013 Y\u00e1 Sandrali de Osun (Conselho de Povos de Terreiro\/RS) -, Beatriz Freire (IPHAN\/RS), e Fl\u00e1via Rieth (UFPel). Na m\u00fasica, \u201cOs Baob\u00e1s do Fim do Mundo\u201d.\u00a0 O grupo conta os m\u00fasicos Ricardo Petrucci (voz), Marcela Mescalina (viol\u00e3o e voz), Lucas Barcellos (viol\u00e3o de seis cordas), e Marco Ant\u00f4nio \u201cPel\u00e9\u201d (viol\u00e3o de sete cordas). No repert\u00f3rio, poemas musicados de Mar\u00edlia Kosby. Alguns deles publicados no livro \u201cOs Baob\u00e1s do fim do mundo\u201d. Mar\u00edlia, doutoranda em antropologia na UFRGS, al\u00e9m da literatura, tamb\u00e9m tem liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica. Ela menciona: \u201c\u00c0s vezes participo de festivais de m\u00fasica. Fui premiada pela \u2018Melhor letra\u2019 nas edi\u00e7\u00f5es de 2013 e 2014 do Festival Cangu\u00e7u da Can\u00e7\u00e3o Popular. Em 2013, foi a can\u00e7\u00e3o \u2018Bestas\u2019, parceria minha com o Ricardo Petrucci, interpretada pela Marcela Mescalina, premiada como melhor int\u00e9rprete. Em 2014, foi a can\u00e7\u00e3o \u2018Torr\u00e3o\u2019, poema meu musicado pelo cangu\u00e7uense Zailor Mota, tamb\u00e9m interpretada pela Marcela, acompanhada do grupo musical \u2018Os baob\u00e1s do fim do mundo\u2019, que se formou a partir da constru\u00e7\u00e3o dessas composi\u00e7\u00f5es e que agrega musicistas e int\u00e9rpretes. Tenho parceiros compositores que me fazem a alegria de captar musicalidade nos meus poemas: o Marco Ant\u00f4nio \u201cPel\u00e9\u201d, a Marcela Mescalina, o Ricardo Petrucci, o Zailor Mota, o Cardo Peixoto\u201d. Outro parceiro \u00e9 o artista pl\u00e1stico Z\u00e9 Darci, que exp\u00f4s telas durante a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>INSIGHT<\/b> \u2013 Natural de Arroio Grande, Mar\u00edlia aos dezessete anos veio residir em Pelotas. Ela conta que o interesse pela \u201cnegritude\u201d come\u00e7ou na universidade. E houve etapas nos cursos de artes visuais, jornalismo e ci\u00eancias sociais. Mas, foi como bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do \u201cInvent\u00e1rio Nacional de Refer\u00eancias Culturais \u2013 regi\u00e3o doceira de Pelotas e Pelotas antiga\u201d, que se deparou com a quest\u00e3o \u00e9tnica. No levantamento bibliogr\u00e1fico, a tradi\u00e7\u00e3o doceira identificava a origem europeia. Por\u00e9m, essa vers\u00e3o \u201coficial\u201d contrastava com realidade, j\u00e1 que a cidade \u00e9 de maioria negra. Ao perguntar sobre a presen\u00e7a africana e afrodescendente na tradi\u00e7\u00e3o dos doces, a pesquisadora invariavelmente ouvia que \u201cos negros s\u00f3 mexiam os tachos. Ou seja, s\u00f3 atuaram enquanto escravos ou servi\u00e7ais e sua criatividade em nada influenciara na vida da regi\u00e3o\u201d. Insatisfeita com a resposta, ela teve \u201cinsight\u201d: \u201cFoi quando lembrei das oferendas de doces na beira da praia, que costumava ver na praia do Cassino e mesmo no Arroio Grande, principalmente na \u00e9poca do dia 2 de fevereiro, dia de Iemanj\u00e1\u201d.<\/p>\n<p><b>BATUQUE DE DOCES<\/b> \u2013 Mar\u00edlia menciona a busca para conhecer acerca dos doces de origem afro: \u201cEm Arroio Grande perguntei para a Ondina (M\u00e3e Ondina Do Xang\u00f4), o que significavam aquelas oferendas nas quais predominavam quindins, mereguinhos, bem-casados, cocadas. Ela me contou que os quindins eram ofertados a Oxum, orix\u00e1 que protege as gestantes, dona da fertilidade, da riqueza, da beleza, que na natureza s\u00e3o os rios, arroios, \u00e1guas doces, mas que tamb\u00e9m recebe oferendas na beira do mar. Naquele mesmo final de semana, por indica\u00e7\u00e3o de M\u00e3e Ondina, conversei com Delvir D\u2019Ians\u00e3 e a falecida M\u00e3e Ema Do Xang\u00f4. Eles proporcionaram mais refer\u00eancias sobre a culin\u00e1ria dos orix\u00e1s e seus filhos. Em Pelotas, no bairro Pestano, comecei a entrevistar Viviane D\u2019Iemanj\u00e1. A entrevista foi um teste de paci\u00eancia para ela, pois eu n\u00e3o conhecia absolutamente nada sobre religi\u00f5es de matriz africana, achava que Batuque, ou Na\u00e7\u00e3o &#8211; religi\u00e3o de culto aos orix\u00e1s &#8211; fosse o mesmo que Umbanda. Com Viviane, fui num \u2018batuque de doces\u2019.\u00a0 Era festa que encerrava calend\u00e1rio de rituais de inicia\u00e7\u00e3o no Batuque. E me deparei com infinidade de doces de Pelotas nas oferendas do quarto de santo. E cada orix\u00e1 recebendo doces espec\u00edficos, conforme a cor a que est\u00e3o associados. Fui a muitos outros batuques em Pelotas, em casas diferentes, e o culto \u00e0 do\u00e7ura estava sempre muito presente. Da\u00ed em 2007, defendi a monografia sobre os significados dos doces nos rituais e nos fundamentos do Batuque. A seguir, ingressei no mestrado em ci\u00eancias sociais, na linha de antropologia. Minha disserta\u00e7\u00e3o foi sobre a constru\u00e7\u00e3o da pessoa no Batuque em Pelotas. Nessa \u00e9poca, al\u00e9m das festas, acompanhava os rituais de inicia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><b>NOVO LIVRO<\/b> \u201cN\u00f3s cultuamos todas as do\u00e7uras: as religi\u00f5es de matriz africana e a tradi\u00e7\u00e3o doceira de Pelotas\u201d, come\u00e7ou a ser escrito em 2006. Devido aos afazeres acad\u00eamicos, a publica\u00e7\u00e3o levou algum tempo para ser conclu\u00edda, mas havia o compromisso com o \u201cpovo de ax\u00e9\u201d, como diz Mar\u00edlia. Outra motiva\u00e7\u00e3o foi a abordagem, distinta do discurso elitizado que caracteriza o enfoque da historiografia conservadora. Mar\u00edlia acrescenta: \u201cA presen\u00e7a de frutas, flores e doces variados, como quindins, ninhos, bem-casados, doces de figo, de ab\u00f3bora, de batata doce, balas e bolos,<i> <\/i>nos quartos de santo e oferendas distribu\u00eddas por locais sagrados, correspondem a um jeito de estar no mundo, pautado pela premissa de que o ax\u00e9 de do\u00e7ura deve ser compartilhado, cultivado, recriado, frente \u00e0s asperezas da vida. Pois tudo que se oferece aos orix\u00e1s \u00e9 o que se quer ter em retribui\u00e7\u00e3o: quem oferece doces quer ter tranquilidade, paz, amor, do\u00e7uras no corpo e no pensamento. A classifica\u00e7\u00e3o do pante\u00e3o dos orix\u00e1s em \u2018<i>orix\u00e1s de mel<\/i> e <i>orix\u00e1s de dend\u00ea\u2019<\/i> atualiza uma concep\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia e integridade em que as dosagens de do\u00e7ura e serenidade equacionam o equil\u00edbrio necess\u00e1rio para se viver em uma sociedade desigual, erigida em bases escravocratas. O \u2018<i>povo do mel<\/i>, ou <i>de praia\u2019<\/i>, composto dos orix\u00e1s mais velhos, os pais dos demais orix\u00e1s &#8211; Oxum, Iemanj\u00e1 e Oxal\u00e1 -, que est\u00e3o associados \u00e0s for\u00e7as de cria\u00e7\u00e3o, recebem mel em suas comidas e jamais azeite de dend\u00ea; aproxim\u00e1-los da amargura e do calor do azeite ativaria \u2018a fervura do mel\u2019, e com isso, pot\u00eancias de ira e de revolta. J\u00e1 o \u2018<i>povo do dend\u00ea<\/i>, ou os \u2018<i>orix\u00e1s de frente\u2019<\/i>, mais jovens e en\u00e9rgicos, comem azeite de dend\u00ea, mas geralmente tamb\u00e9m podem receber um pouco de mel nas suas comidas, o que n\u00e3o elimina sua bravura, mas confere-lhes um pouco de pondera\u00e7\u00e3o nos movimentos que as batalhas do cotidiano exigem, j\u00e1 que \u2018n\u00e3o se pode ter s\u00f3 bravura na vida\u2019\u201d.<\/p>\n<p><b>LITERATURA<\/b> para Mar\u00edlia come\u00e7ou com a leitura dos livros da av\u00f3, tamb\u00e9m os \u201cgibis\u201d do pai e o acervo da biblioteca p\u00fablica de Arroio Grande. Ela diz que n\u00e3o tinha interesse em escrever at\u00e9 que, j\u00e1 mestranda, prestou aten\u00e7\u00e3o no conte\u00fado que sonhava. A experi\u00eancia on\u00edrica \u00e9 que estimulou a cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. O primeiro livro de poemas \u201cOs baob\u00e1s do fim do mundo\u201d \u00e9 de 2011 e ter\u00e1 relan\u00e7amento hoje. Alguns dos versos, como afirma, foram sonhados. No volume, ilustra\u00e7\u00f5es de Z\u00e9 Darci. Na internet ela j\u00e1 teve espa\u00e7os como o blog \u201cSalamancas Supers\u00f4nicas\u201d, tamb\u00e9m \u201cA sanga das patavinas\u201d. E o peri\u00f3dico digital \u201cPandorgas no paralelo 32\u201d. E conclui: \u201cPosso dizer que prefiro falar poemas do que escrev\u00ea-los \u2013 tento escrever do jeito mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da fala. Se for bom para eu falar, \u00e9 bom para eu escrever. A poesia pra mim \u00e9 um estado alterado de consci\u00eancia, um barato&#8221;.<\/p>\n<p><b><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-livro.jpg.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"FEIRA DO LIVRO: Batuque de doces no tacho do fim do mundo\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-44721 alignleft\" alt=\"Mar\u00edlia livro.jpg\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-livro.jpg.jpg\" width=\"145\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-livro.jpg.jpg 402w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Mar\u00edlia-livro.jpg-201x300.jpg 201w\" sizes=\"(max-width: 145px) 100vw, 145px\" \/><\/a>LIVRO<\/b> \u201cN\u00f3s cultuamos todas as do\u00e7uras: as religi\u00f5es de matriz africana e a tradi\u00e7\u00e3o doceira de Pelotas\u201d (Foto), foi viabilizado atrav\u00e9s da aprova\u00e7\u00e3o em edital do Programa Municipal de Incentivo \u00e0 Cultura (PROCULTURA). No lan\u00e7amento em Pelotas, tamb\u00e9m houve a participa\u00e7\u00e3o do \u2018alab\u00ea\u2019 Eduardo D&#8217;Oxal\u00e1. Em novembro, a autora ainda autografou a obra na 61\u00aa Feira do Livro de Porto Alegre.\u00a0 A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 da editora Escola de Poesia.<a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/livro-Mar\u00edlia-2.jpg.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"FEIRA DO LIVRO: Batuque de doces no tacho do fim do mundo\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-44722 alignright\" alt=\"livro Mar\u00edlia 2.jpg\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/livro-Mar\u00edlia-2.jpg.jpg\" width=\"162\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/livro-Mar\u00edlia-2.jpg.jpg 338w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/livro-Mar\u00edlia-2.jpg-169x300.jpg 169w\" sizes=\"(max-width: 162px) 100vw, 162px\" \/><\/a><\/p>\n<p><b>OBRA<\/b> \u201cOs Baob\u00e1s do Fim do Mundo\u201d (Foto), chegou a segunda edi\u00e7\u00e3o. A primeira est\u00e1 esgotada. Mar\u00edlia lembra que, para viabilizar a publica\u00e7\u00e3o, comprometeu-se com a editora. Ela teve de agilizar a venda de 150 exemplares em quarenta dias. Para a empreitada contou com apoio do artista Z\u00e9 Darci. Os poemas inicialmente foram divulgados no ent\u00e3o blog \u201cSalamancas Supers\u00f4nicas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Bibliotheca P\u00fablica, destaque ao lan\u00e7amento dos livros \u201cN\u00f3s cultuamos todas as do\u00e7uras\u201d e \u201cOs Baob\u00e1s do fim do mundo\u201d Por Carlos Cogoy \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A escritora e pesquisadora Mar\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44719"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44719"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44719\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44724,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44719\/revisions\/44724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}