{"id":46472,"date":"2016-01-05T09:11:33","date_gmt":"2016-01-05T11:11:33","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=46472"},"modified":"2016-01-05T09:11:33","modified_gmt":"2016-01-05T11:11:33","slug":"cronicas-visuais-alegria-e-questionamento-com-a-pintura-naif","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/cronicas-visuais-alegria-e-questionamento-com-a-pintura-naif\/","title":{"rendered":"CR\u00d4NICAS VISUAIS : Alegria e questionamento com a pintura \u201cNa\u00eff\u201d"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>P<\/b>ersonagens e cenas da obra liter\u00e1ria do autor pelotense Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto (1865\/1916), em pinturas com a t\u00e9cnica \u201cna\u00eff\u201d. A ideia foi do tamb\u00e9m escritor Manoel Magalh\u00e3es que, desde 2008, tem se dedicado \u00e0 pintura. Em dez telas, o artista adaptou temas dos \u201cContos Gauchescos\u201d e \u201cLendas do Sul\u201d. Magalh\u00e3es menciona que o prop\u00f3sito n\u00e3o foi a reprodu\u00e7\u00e3o visual do texto de Sim\u00f5es. Nas pinturas houve licen\u00e7a \u201cpo\u00e9tico-visual\u201d. A proposta repercutiu e as telas foram comercializadas. De acordo com o artista, somente duas telas ficaram em Pelotas. As outras seguiram para diferentes Estados, sendo que uma foi para a It\u00e1lia e outra est\u00e1 na Fran\u00e7a. O artista tem outras s\u00e9ries, tamb\u00e9m aceita encomendas, e o trabalho pode ser conhecido no ateli\u00ea situado \u00e0 rua Uruguai 1.078. Informa\u00e7\u00f5es: 3222.9298; 9139.7303.<\/p>\n<div id=\"attachment_46477\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Opera\u00e7\u00e3o-Resgate.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CR\u00d4NICAS VISUAIS : Alegria e questionamento com a pintura \u201cNa\u00eff\u201d\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-46477\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-46477\" alt=\"Tela \u201cOpera\u00e7\u00e3o resgate\u201d narra a brutalidade com os refugiados \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Opera\u00e7\u00e3o-Resgate-300x226.jpg\" width=\"300\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Opera\u00e7\u00e3o-Resgate-300x226.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Opera\u00e7\u00e3o-Resgate.jpg 796w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-46477\" class=\"wp-caption-text\">Tela \u201cOpera\u00e7\u00e3o resgate\u201d narra a brutalidade com os refugiados<\/p><\/div>\n<p><b>SIM\u00d5ES <\/b>\u2013 Acerca da s\u00e9rie simoniana ele menciona: \u201cO trabalho sobre Sim\u00f5es nasceu de repente. Eu estava relendo alguns contos e parei, imaginando que aquilo daria boas telas. Trabalhos livres, enfatizo. Tem elementos dos contos, mas tamb\u00e9m figuras e situa\u00e7\u00f5es imaginadas por mim. Eu diria que \u00e9 um trabalho que sofre alguma influ\u00eancia, mas n\u00e3o se trata de uma ilustra\u00e7\u00e3o tradicional, a\u00a0 qual possui os elementos da narrativa. Bem, se isso me rotula, em diria que sou um simoniano, sim. Mas tenho minhas d\u00favidas, que se sustenta na minha falta de arroubo.\u00a0 N\u00e3o tenho ideia se existem artistas pl\u00e1sticos que tenham feito isso acerca de outros autores, locais ou de outros estados brasileiros. Certamente deve haver algu\u00e9m que tenha tido a mesma ideia. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fortuna cr\u00edtica do universo simoniano, considero-a ainda muito rala, sim. Eu diria que ainda est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o.\u00a0 Talvez meu trabalho venha agregar-se a ela. Ou n\u00e3o. Para mim \u00e9 indiferente. N\u00e3o pintei as telas com este prop\u00f3sito. N\u00e3o pinto ou escrevo, com a inten\u00e7\u00e3o de atingir um fim, exceto o prazer. Isto me basta\u201d.<\/p>\n<p><b>DESCOBERTA<\/b> da pintura como express\u00e3o, decorre da conviv\u00eancia com a artista Carmen Garrez. E Magalh\u00e3es ressalta que ela o ajudou no in\u00edcio, em especial quanto ao planejamento e composi\u00e7\u00e3o do trabalho. \u201cSou um artista intuitivo. N\u00e3o tenho forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, at\u00e9 porque este estilo de arte n\u00e3o se aprende num curso formal.\u00a0 Mas observar a Carmen pintar esses anos todos ajudou e muito na constru\u00e7\u00e3o, digamos assim, de minha paleta de cores, at\u00e9 porque, justi\u00e7a seja feita, Carmen foi a primeira \u2018na\u00eff\u2019 por essas bandas. Sua arte, como acontece com a express\u00e3o de qualquer artista inquieta, direcionou-se para outras dire\u00e7\u00f5es, deixando um v\u00e1cuo, que preenchi com minha cria\u00e7\u00e3o, porque sempre fui um apaixonado pela arte primitiva, ing\u00eanua, enfim, pela arte na\u00eff. Ali\u00e1s, antes de conhecer a Carmem eu j\u00e1 me arriscava em alguma coisa. \u2018Coisa\u2019 que n\u00e3o foi \u00e0 frente em fun\u00e7\u00e3o da literatura, que entrou e ocupou todos os espa\u00e7os, os recantos, vamos dizer de minha caixa de imagina\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n<div id=\"attachment_46476\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Leitora.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CR\u00d4NICAS VISUAIS : Alegria e questionamento com a pintura \u201cNa\u00eff\u201d\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-46476\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-46476\" alt=\"Fase \u201cLeitora\u201d homenageia mulheres que gostam de ler\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Leitora-300x248.jpg\" width=\"300\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Leitora-300x248.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Manoel-Leitora.jpg 723w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-46476\" class=\"wp-caption-text\">Fase \u201cLeitora\u201d homenageia mulheres que gostam de ler<\/p><\/div>\n<p><b>FASES<\/b> de Magalh\u00e3es na pintura, come\u00e7ou com a tem\u00e1tica \u201csaladeril\u201d. Nas telas \u2013 j\u00e1 comercializadas -, o trabalho for\u00e7ado dos negros nas charqueadas. \u201cEu diria que se trata de um resgate, posso dizer assim, da dignidade dos afro-descendentes, cujo suor e sangue ajudaram a erguer os palacetes de Pelotas\u201d, frisa. Nas cr\u00f4nicas visuais, o artista tamb\u00e9m teve fases como a \u201cLeitora\u201d, que homenageia mulheres, \u201cPintando o arco-\u00edris\u201d e \u201cRecantos de Pelotas\u201d. Em geral, suas obras s\u00e3o logo comercializadas, da\u00ed a dificuldade para organizar mostra. Mas recorda de exposi\u00e7\u00f5es no Corredor Arte do Hospital da FAU, e Espa\u00e7o Chico Madrid na Sigmund Freud. Sua criatividade pode ser conferida no Facebook. Ele conclui: \u201cCom rela\u00e7\u00e3o ao trabalho em si, eu diria que \u00e9 ganha-p\u00e3o, sim. N\u00e3o pinto por diletantismo, at\u00e9 porque o material, as tintas, pinc\u00e9is e telas, t\u00eam um custo alto. Mas existe, claro, o prazer de pintar. Ali\u00e1s, seguramente afirmo: tenho mais prazer pintando que escrevendo. Se me indagares se voltarei a escrever&#8230; Talvez sim, talvez n\u00e3o&#8230;\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carlos Cogoy Personagens e cenas da obra liter\u00e1ria do autor pelotense Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto (1865\/1916), em pinturas com a t\u00e9cnica \u201cna\u00eff\u201d. 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