{"id":46518,"date":"2016-01-06T09:26:25","date_gmt":"2016-01-06T11:26:25","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=46518"},"modified":"2016-01-06T09:26:25","modified_gmt":"2016-01-06T11:26:25","slug":"agropecuaria-pib-no-estado-cresceu-94","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/agropecuaria-pib-no-estado-cresceu-94\/","title":{"rendered":"AGROPECU\u00c1RIA : PIB no Estado cresceu 9,4%"},"content":{"rendered":"<h2>Dados divulgados, na coletiva de balan\u00e7o do ano da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), confirmam a agropecu\u00e1ria como o \u00fanico setor da economia do Estado a registrar desempenho positivo em 2015.<\/h2>\n<p>O PIB da atividade dever\u00e1 crescer 9,4%, reflexo da maior safra hist\u00f3rica colhida no Estado, de 32,5 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os, aumento de 13%, apesar das fortes perdas ocorridas em alguns munic\u00edpios do Sul do Estado. Este resultado \u00e9 fruto dos fortes investimentos em tecnologia realizados pelo setor nos \u00faltimos anos. O faturamento aumentou 8%, chegando a R$ 37,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/campo-vaca.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"AGROPECU\u00c1RIA : PIB no Estado cresceu 9,4%\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-46524\" alt=\"campo vaca\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/campo-vaca.jpg\" width=\"384\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/campo-vaca.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/campo-vaca-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a>O resultado equalizou uma queda mais expressiva do PIB ga\u00facho em 2015, projetada em &#8211; 2,75%. O crescimento da atividade agropecu\u00e1ria no Brasil dever\u00e1 ser de 2,9%. J\u00e1 para o PIB geral \u00e9 prevista uma queda de 3,49%. A agropecu\u00e1ria tamb\u00e9m ser\u00e1 o \u00fanico setor no Brasil que fechar\u00e1 em alta em 2015. A ind\u00fastria obteve queda acentuada de 6,5%, atenuada pelas agroind\u00fastrias, que tiveram melhor desempenho do que a m\u00e9dia. \u201cO produtor fez a sua parte. Os investimentos em tecnologia permitiram nos posicionarmos bem em um ano de crise\u201d, afirmou o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto.<\/p>\n<p>No entanto, fatores clim\u00e1ticos indicam que o setor agropecu\u00e1rio n\u00e3o conseguir\u00e1 contribuir de forma positiva com o resultado do PIB do RS em 2016 e, assim como outros setores da economia, registrar\u00e1 queda. Proje\u00e7\u00f5es da Farsul estimam para a safra de gr\u00e3os 2015\/2016 produ\u00e7\u00e3o no Estado de 30,6 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os, redu\u00e7\u00e3o de 6% em rela\u00e7\u00e3o a de 2014\/2015, o que representa diminui\u00e7\u00e3o de quase 1,9 milh\u00e3o de toneladas. O tamanho real da queda depender\u00e1 dos impactos do El Ni\u00f1o na produ\u00e7\u00e3o e da taxa de c\u00e2mbio nos pre\u00e7os. A agropecu\u00e1ria representa 10% do PIB geral do RS. J\u00e1 o agroneg\u00f3cio, englobando as agroind\u00fastrias, responde por cerca de 40%.<\/p>\n<p>A MAIOR QUEDA da safra 2015\/2016 ser\u00e1 na safra do arroz. Por consequ\u00eancia das fortes chuvas que atingiram o Estado na \u00e9poca do plantio, a \u00e1rea dedicada ao gr\u00e3o diminuir\u00e1 8%. A produtividade, que tamb\u00e9m ser\u00e1 afetada pelos impactos clim\u00e1ticos, cair\u00e1. O resultado ser\u00e1 uma colheita prevista em 7,4 milh\u00f5es de toneladas, 1,3 milh\u00e3o de toneladas a menos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior.<\/p>\n<p>Para a soja, a previs\u00e3o \u00e9 de aumento de 5% na \u00e1rea plantada, avan\u00e7o que assegurar\u00e1 o crescimento geral da \u00e1rea plantada no Estado em 1%, total de 8,5 milh\u00f5es de hectares. J\u00e1 a produtividade da oleaginosa, assim como dos demais gr\u00e3os, tamb\u00e9m dever\u00e1 cair por conta do El Ni\u00f1o. Somente o milho tem previs\u00e3o de queda de produ\u00e7\u00e3o de 16%. A da soja \u00e9 menor, de 2%.<\/p>\n<p>Se os atuais n\u00edveis de pre\u00e7o se mantiverem, a estimativa \u00e9 de eleva\u00e7\u00e3o do faturamento da safra 2015\/2016 de 13% para a agricultura e de 4% para a pecu\u00e1ria. No entanto, esse incremento n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para compensar o aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o de 25%. Por consequ\u00eancia, a queda nas margens prevista ao produtor \u00e9 de 40%, resultado que pode se modificar caso o comportamento do c\u00e2mbio oscile muito para cima ou para baixo dependendo da instabilidade pol\u00edtica do Brasil. Proje\u00e7\u00f5es apontam para redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os internacionais motivada por altos \u00edndices de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A SAFRA que est\u00e1 por vir tamb\u00e9m traz os reflexos da retra\u00e7\u00e3o da tomada de cr\u00e9dito rural especialmente por conta da inexist\u00eancia do pr\u00e9-custeio. No exerc\u00edcio anterior, houve redu\u00e7\u00e3o de 4% nos recursos tomados, somando R$ 19,7 bilh\u00f5es. Enquanto o custeio geral aumentou em 5%, os investimentos ca\u00edram 26%, e a comercializa\u00e7\u00e3o, 2%. Os dados indicam maior dificuldade para tomada de cr\u00e9dito neste ano de crise n\u00e3o somente para a agropecu\u00e1ria, mas para todos os setores da economia, tend\u00eancia que deve se manter em 2016.<\/p>\n<p>PARA 2016, a expectativa para o Pa\u00eds se mant\u00e9m negativa. O PIB do RS dever\u00e1 cair 2,8%, e o do Brasil, 2,6%. O setor de servi\u00e7os dever\u00e1 encolher em 2,67%, reflexo da queda da atividade econ\u00f4mica e do consumo das fam\u00edlias, que est\u00e3o sofrendo com uma infla\u00e7\u00e3o acima de 10%, fato que n\u00e3o ocorria desde 2002, impactando, ainda, na confian\u00e7a no Pa\u00eds. O mesmo sentimento \u00e9 compartilhado pelos empres\u00e1rios, que n\u00e3o sentem seguran\u00e7a para investir. \u201c\u00c9 importante observar que a crise de 2015 n\u00e3o come\u00e7ou em 2015. A economia est\u00e1 em trajet\u00f3ria decrescente desde 2011 e em 2014 j\u00e1 fechou pr\u00f3xima de zero\u201d, afirma o economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados divulgados, na coletiva de balan\u00e7o do ano da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), confirmam a agropecu\u00e1ria como o \u00fanico setor da economia do Estado a<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":46524,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[31],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46518"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46518"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46518\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46526,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46518\/revisions\/46526"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}