{"id":47039,"date":"2016-01-22T09:32:07","date_gmt":"2016-01-22T11:32:07","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=47039"},"modified":"2016-01-22T09:32:07","modified_gmt":"2016-01-22T11:32:07","slug":"patria-grande-versos-livres-na-estrada-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/patria-grande-versos-livres-na-estrada-do-tempo\/","title":{"rendered":"P\u00c1TRIA GRANDE : Versos livres na estrada do tempo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><b>Disco \u201cCanciones que nacen del camino\u201d ap\u00f3s lan\u00e7amento em Jaguar\u00e3o estar\u00e1 \u00e0 venda em Pelotas<\/b><\/h2>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>D<\/b>e mis ra\u00edces, \u00a0Pueblito de medio luto, A Carlitos, el noble, Yo nunca fui a la guerra, Pal&#8217; ciego Labandera, Va un gaucho por el pueblo, Um poema escrito em sangue, Bajo la mirada de Don Alfredo, Flor de Ceibo, El puente de los bascos, Foi num desses dias, Al acecho, Meu nome \u00e9 Martin Aquino, e Canciones que nacen del camino (poema sobre milonga). Repert\u00f3rio do disco \u201cCanciones que nacen del camino\u201d, que apresenta composi\u00e7\u00f5es do brasileiro Martim C\u00e9sar, com arranjos e interpreta\u00e7\u00e3o do uruguaio Oscar Massitta. No lan\u00e7amento que acontecer\u00e1 nesta sexta \u00e0s 21h no Teatro Esperan\u00e7a em Jaguar\u00e3o, abertura a cargo do argentino Kolla Yupanqui. Tr\u00eas p\u00e1trias num grande encontro art\u00edstico-cultural. Ingresso a R$10,00.<\/p>\n<p><b>PELOTAS <\/b>ter\u00e1 lan\u00e7amento em abril, e o local ser\u00e1 a Bibliotheca P\u00fablica Pelotense. Antes disso, informa Martim C\u00e9sar, o disco poder\u00e1 ser adquirido no St\u00fadio CDs, parrillada Mercado del Puerto e restaurante Rinc\u00e3o Nativo. Na internet, encomendas podem ser feitas na loja virtual: minuanodiscos.com.br<\/p>\n<div id=\"attachment_47040\" style=\"width: 264px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Massitta-e-Martim.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"P\u00c1TRIA GRANDE : Versos livres na estrada do tempo \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-47040\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-47040\" alt=\"PARCERIA re\u00fane o m\u00fasico uruguaio Oscar Massitta e o letrista e poeta jaguarense Martim C\u00e9sar. H\u00e1 dez anos, Massitta colocou melodia em letras de Martim, e as m\u00fasicas foram apresentadas em festivais no Uruguai. Posteriormente, o uruguaio residiu em Jaguar\u00e3o, e Martim tamb\u00e9m morou em Rio Branco. As viv\u00eancias geraram can\u00e7\u00f5es\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Massitta-e-Martim-254x300.jpg\" width=\"254\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Massitta-e-Martim-254x300.jpg 254w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Massitta-e-Martim.jpg 509w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-47040\" class=\"wp-caption-text\">PARCERIA re\u00fane o m\u00fasico uruguaio Oscar Massitta e o letrista e poeta jaguarense Martim C\u00e9sar. H\u00e1 dez anos, Massitta colocou melodia em letras de Martim, e as m\u00fasicas foram apresentadas em festivais no Uruguai. Posteriormente, o uruguaio residiu em Jaguar\u00e3o, e Martim tamb\u00e9m morou em Rio Branco. As viv\u00eancias geraram can\u00e7\u00f5es<\/p><\/div>\n<p><b>HIST\u00d3RIAS<\/b> \u2013 Martim acrescenta sobre o trabalho: \u201cO t\u00edtulo \u00e9 &#8216;Canciones que nacen del camino&#8217;, ou can\u00e7\u00f5es que nascem do caminho. \u00c9 um complemento do CD &#8216;Memorial de campo\u2019, que havia feito com o meu irm\u00e3o Alessandro Gon\u00e7alves e que contava a hist\u00f3ria de personagens fronteiri\u00e7os do lado de c\u00e1 da linha divis\u00f3ria. Gente de campo e lugares que marcaram a minha trajet\u00f3ria e a de muitos que vivem por estas bandas. Agora, neste CD, \u2018Canciones que nacen del camino&#8217;, eu procuro contar sobre personagens e lugares que est\u00e3o do outro lado da linha divis\u00f3ria, mas aqui muito perto. &#8216;Canta a tua aldeia e ser\u00e1s universal\u2019, nos diz Tolstoi. Ent\u00e3o procurei, com a ajuda inestim\u00e1vel do melodista e cantautor Oscar Massitta, fazer um pouco disso. Contamos a hist\u00f3ria, por exemplo, de Martin Aquino, o \u00faltimo matreiro a cavalo do Uruguai; contamos a hist\u00f3ria da Posta del Chuy, um casar\u00e3o levantado pelos bascos Etcheverry, que vieram da Ib\u00e9ria l\u00e1 por 1850, e que se fixaram a oitenta quil\u00f4metros de Jaguar\u00e3o, criando uma ponte para passagem de tropas e dilig\u00eancias. Foi o primeiro ped\u00e1gio do sul da Am\u00e9rica do Sul. Levantava-se uma corrente e as tropas e dilig\u00eancias passavam. Esses bascos trouxeram a cultura do trabalho em pedra, as alpargatas, as boinas e a cria\u00e7\u00e3o de ovelha para a regi\u00e3o. Contamos a hist\u00f3ria de um amigo Murguistas, Carlitos Noble. Contamos tamb\u00e9m a hist\u00f3ria do Pueblito de medio luto, ou povoado de Meio luto, perto do Passo do Centuri\u00e3o, no lado uruguaio do Rio Jaguar\u00e3o. Ali resistem negros e brancos desde mais de um s\u00e9culo, com suas casas \u00e0 beira da estrada, com uma particularidade: os negros ficam na canhada, os brancos na coxilha, por isso &#8216;meio luto&#8217;\u201d.<\/p>\n<p><b>DISCO<\/b> que est\u00e1 sendo divulgado, ser\u00e1 o nono de Martim. Na trajet\u00f3ria tamb\u00e9m tr\u00eas que considera \u201cartesanais\u201d, com m\u00fasicas que concorreram em festivais. Ele reconhece a internet como \u201cterrit\u00f3rio inevit\u00e1vel\u201d, por\u00e9m, salienta o valor da elabora\u00e7\u00e3o do disco: \u201cN\u00f3s fazemos por meio f\u00edsico, j\u00e1 que consideramos que a m\u00fasica \u00e9 parte de um todo maior, pois a parte visual, fotografias, letras, capa, influenciam na hora de escutarmos uma can\u00e7\u00e3o. Mas, \u00e9 claro, disponibilizaremos as can\u00e7\u00f5es\u201d. Algumas faixas podem ser ouvidas online: martimcesar.com.br<\/p>\n<p><b>YUPANQUI<\/b> \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do filho de Atahualpa, Martim destaca: \u201cEssa participa\u00e7\u00e3o vem do encontro que tivemos l\u00e1 no Cerro Colorado, em C\u00f3rdoba, na comemora\u00e7\u00e3o dos cem anos de Atahualpa Yupanqui. Depois nos encontramos novamente na Calif\u00f3rnia da Can\u00e7\u00e3o e, quando come\u00e7amos a criar o CD, resolvemos convid\u00e1-lo para a apresenta\u00e7\u00e3o. Para fazer o texto que justificava a obra. Ningu\u00e9m com mais identidade com a \u2018p\u00e1tria grande\u2019 cultural que tanto sonhamos. Finalmente, depois do CD pronto, convidamos para que viesse fazer a abertura e expor as suas obras e do seu pai, o maior compositor de folclore da Am\u00e9rica do Sul, em nossa cidade. Ele aceitou gratuitamente. Esse convite sendo aceito j\u00e1 valeu o nosso CD. Estaremos nessa noite unindo as &#8216;tr\u00eas p\u00e1trias gauchas&#8217; numa s\u00f3. Por poucos instantes e, \u00e9 claro, minimamente, uniremos no palco do Teatro Esperan\u00e7a, argentinos, uruguaios e brasileiros, em uma confraterniza\u00e7\u00e3o que recorda um pouco do sonho de Artigas, protetor dos povos livres, e do grande caminhador da nossa m\u00fasica: Don Atahualpa Yupanqui\u201d.<\/p>\n<h1><em><b>Canciones que nacen del camino*<\/b><\/em><\/h1>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Que desbravam fronteiras&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fronteiras pol\u00edticas e \u2013 \u00e0s vezes \u2013<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idiom\u00e1ticas. Mas nunca geogr\u00e1ficas.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A pampa de Atahualpa, de Os\u00edris,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De Seraf\u00edn J. Garc\u00eda, de Jayme Caetano Braun.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lugar de encontro e de miscigena\u00e7\u00e3o&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Miscigena\u00e7\u00e3o de lendas e de hist\u00f3rias.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Hist\u00f3rias que viraram lendas,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lendas que viraram hist\u00f3ria.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lugares onde Martin Fierro e Martin Aquino<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Certamente se cruzaram.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Can\u00e7\u00f5es que nascem do caminho<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caminhos que trilharam os hermanos Saravia<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os bascos Etcheverry, Perico el bailar\u00edn,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caminhos de Andresito, caminhos de Artigas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caminhos de tribos \u00edndias, dispersas pela cobi\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E pela intoler\u00e2ncia estrangeira.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caminhos de escravos fugidos<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Das est\u00e2ncias e charqueadas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caminhos perdidos pelas dist\u00e2ncias,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dist\u00e2ncias mais de tempo que de espa\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lugares vigiados pela solid\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De cada vez mais taperas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Moradas que abrigaram vidas&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Vidas que j\u00e1 se foram,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas ainda resistem em n\u00f3s&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em nossos costumes, em nosso canto,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em nossa voz.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E \u00e9 nesses caminhos,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em meio a pueblitos de sestas largas<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E de tempo passando lento,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Repletos de hist\u00f3rias e de mem\u00f3rias<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Que nascem nossas can\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa \u00e9 a nossa heran\u00e7a!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa \u00e9 a nossa identidade!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Somos frutos dessas mesmas ra\u00edzes!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nossas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o sementes<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Que brotaram nesses mesmos caminhos!<\/em><\/p>\n<p><b>*(Poema de Martim C\u00e9sar sobre milonga)<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disco \u201cCanciones que nacen del camino\u201d ap\u00f3s lan\u00e7amento em Jaguar\u00e3o estar\u00e1 \u00e0 venda em Pelotas Por Carlos Cogoy De mis ra\u00edces, \u00a0Pueblito de medio luto, A Carlitos, el noble, Yo<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":47040,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47039"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47039"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47039\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47041,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47039\/revisions\/47041"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}