{"id":47128,"date":"2016-01-26T09:32:14","date_gmt":"2016-01-26T11:32:14","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=47128"},"modified":"2016-01-26T09:32:14","modified_gmt":"2016-01-26T11:32:14","slug":"calouros-e-veteranos-ufpel-valoriza-a-vida-com-trotes-solidarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/calouros-e-veteranos-ufpel-valoriza-a-vida-com-trotes-solidarios\/","title":{"rendered":"CALOUROS E VETERANOS : UFPel valoriza a vida com Trotes Solid\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Universidade Federal de Pelotas est\u00e1 cada vez mais caminhando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da vida. Nesta s\u00e9rie de mat\u00e9rias de boas-vindas ao ano letivo, ser\u00e3o apresentadas pr\u00e1ticas, hist\u00f3rias de vida e maneiras de colaborar para que tenhamos cada vez mais uma institui\u00e7\u00e3o de ensino superior comprometida com a vida e mais humana.<\/em><\/h2>\n<p><em>Ser\u00e3o abordados temas como racismo, homofobia, xenofobia, viol\u00eancia contra a mulher, AIDS e Doen\u00e7as Sexualmente Transmiss\u00edveis, Alcoolismo e Drogas, Solidariedade, Cuidado com os Animais, Desperd\u00edcio, Trote Solid\u00e1rio e Sustentabilidade.<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e3o os estudantes, os professores e os servidores que fazem a UFPel ser o que ela \u00e9 \u2013 e tornar-se tudo o que pode ser. Ao acolher sua comunidade acad\u00eamica, a Universidade Federal de Pelotas deseja que cada um possa fazer de 2016 uma oportunidade para construir uma universidade mais humana.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_47129\" style=\"width: 317px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Trote-Solid\u00e1rio.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"CALOUROS E VETERANOS : UFPel valoriza a vida com Trotes Solid\u00e1rios\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-47129\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-47129  \" alt=\"COMUNIDADE acad\u00eamica recebe acolhida\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Trote-Solid\u00e1rio.jpg\" width=\"307\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Trote-Solid\u00e1rio.jpg 640w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Trote-Solid\u00e1rio-300x248.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-47129\" class=\"wp-caption-text\">COMUNIDADE acad\u00eamica recebe acolhida<\/p><\/div>\n<p><strong>TROTES SOLID\u00c1RIOS<\/strong><\/p>\n<p>Neste in\u00edcio de ano, a UFPel est\u00e1 recebendo mais de 3,5 mil novos alunos. Para a recep\u00e7\u00e3o dos ingressantes, s\u00e3o realizados v\u00e1rios eventos chamados de calouradas. Al\u00e9m disso, cada curso prepara atividades para entrosar calouros e veteranos.<\/p>\n<p>Um artigo publicado na Revista Semestral da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional explica que \u201co modo como os alunos se integram ao contexto do ensino superior faz com que eles possam aproveitar melhor (ou n\u00e3o) as oportunidades oferecidas pela universidade, tanto para sua forma\u00e7\u00e3o profissional quanto para seu desenvolvimento psicossocial\u201d. Portanto, \u00e9 importante cautela para que este \u2018ritual de passagem\u2019 n\u00e3o se torne algo violento, humilhante.<\/p>\n<p>Para Ediane Acunha, pr\u00f3-reitora de Assuntos Estudantis, \u201ca brincadeira e a festa s\u00e3o v\u00e1lidas. Pintar-se, dan\u00e7ar, brincar s\u00e3o importantes nesta fase da vida acad\u00eamica. O problema \u00e9 que a rela\u00e7\u00e3o dos veteranos com os calouros t\u00eam sido, em muitos casos, mais que humilhante, abusiva\u201d.<\/p>\n<p>A pr\u00f3-reitora observa que os atos abusivos no \u201ctrote acad\u00eamico\u201d v\u00e3o se perpetuando. \u201cO estudante sofre isto ao ingressar e depois repete no ano seguinte criando uma cultura da viol\u00eancia. E a comunidade acad\u00eamica encara isto como algo normal\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Com o pretexto de integrar os estudantes, o trote, por vezes, \u00e9 marcado pela viol\u00eancia f\u00edsica e moral, baseada na agress\u00e3o e na humilha\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, o consumo de \u00e1lcool \u00e9 estimulado.<\/p>\n<p>\u201cA gente v\u00ea o estudante consumindo bebida alco\u00f3lica dentro do ambiente acad\u00eamico e acha normal. O mesmo ocorre com as rela\u00e7\u00f5es abusivas de quem j\u00e1 est\u00e1 na universidade e quem est\u00e1 entrando\u201d, reitera Ediane, ao afirmar que o fim da viol\u00eancia e da intoler\u00e2ncia depende de toda a comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p>O trote violento, sujo, al\u00e9m de ser prejudicial para a integridade f\u00edsica e moral do estudante, ainda \u00e9 proibido pela lei municipal 5897\/12.<\/p>\n<p><strong>EXEMPLOS<\/strong><\/p>\n<p>Na UFPel, muitas a\u00e7\u00f5es positivas v\u00eam se levantando de todos os cantos contra o trote violento. V\u00e1rios cursos j\u00e1 trocaram as brincadeiras de mau gosto por uma festa sadia e beneficente. \u00c9 o chamado trote solid\u00e1rio, que j\u00e1 \u00e9 praticado por alunos da Arquitetura e Urbanismo, Terapia Ocupacional, Medicina, Zootecnia, entre outros tantos cursos.<\/p>\n<p>Os veteranos de 2015 do curso de Zootecnia, por exemplo, substitu\u00edram a brincadeira do \u2018elefantinho\u2019 (em que os bixos s\u00e3o obrigados a se colocarem em fila indiana, de m\u00e3os dadas passando por baixo das pernas um do outro) por cavalos de pau, constru\u00eddos com material recicl\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cBom, a gente resolveu fazer um trote diferente. Ao inv\u00e9s do tradicional elefantinho a gente confeccionou cavalos com caixa de papel\u00e3o e bambu, para que eles passassem pela Faem sem ter a tal \u201chumilha\u00e7\u00e3o\u201d do elefantinho\u201d, conta Nath\u00e1lia Telesca Camargo, estudante do 5\u00b0 semestre.<\/p>\n<p>Outra forma bastante positiva de marcar o momento foi promovendo doa\u00e7\u00e3o de sangue ao Hemocentro de Pelotas.<\/p>\n<p>A veterana da Zootecnia Diene Corr\u00eaa Ehlert explica que, depois de conversar com os colegas, a turma resolveu fazer o trote solid\u00e1rio, com doa\u00e7\u00e3o de sangue, que \u00e9 uma necessidade di\u00e1ria que o Hemocentro enfrenta. Quem n\u00e3o p\u00f4de doar sangue, entregou ra\u00e7\u00e3o para uma ONG que abriga animais doentes.<\/p>\n<p>\u201cBuscamos mobilizar o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel, para ter mais doa\u00e7\u00f5es. Foi uma forma de conscientizar que o dinheiro pedido no trote \u00e9 para ajudar o pr\u00f3ximo. Foi tamb\u00e9m uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o dos alunos para que sigam fazendo desse modo, um trote consciente, e para que os bixos se sintam bem recepcionados e importantes, j\u00e1 entrando na faculdade fazendo o bem\u201d, afirma Diene.<\/p>\n<p>No Hemocentro de Pelotas (HEMOPEL), a ideia \u00e9 recebida com alegria, principalmente nesta \u00e9poca do ano em que as doa\u00e7\u00f5es s\u00e3o reduzidas devido \u00e0s f\u00e9rias e, em contrapartida, a demanda por transfus\u00f5es aumenta com o n\u00famero de acidentes de tr\u00e2nsito, por exemplo.<\/p>\n<p>C\u00edntia Cunha, assistente social da HEMOPEL, respons\u00e1vel pela capta\u00e7\u00e3o de sangue, diz que v\u00e1rios cursos j\u00e1 promovem a doa\u00e7\u00e3o de sangue como trote solid\u00e1rio, e toda ajuda \u00e9 muito bem vinda. \u201cAs turmas que desejarem fazer doa\u00e7\u00e3o de sangue precisam ligar e agendar uma data para que o Hemocentro possa garantir profissionais suficientes para a coleta\u201d, alerta. O agendamento pode ser feito pelo fone 32223002.<\/p>\n<p>Para doar, a pessoa precisa ser maior de 18 anos (jovens com 16 e 17 anos podem doar desde que acompanhados do respons\u00e1vel legal), pesar mais que 50 quilos, estar alimentado, n\u00e3o ter ingerido bebida alco\u00f3lica nas \u00faltimas 12 horas que antecedem \u00e0 coleta e n\u00e3o estar utilizando medicamentos de uso controlado ou antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>O Hemocentro de Pelotas funciona de segundas a sextas-feiras, das 8h \u00e0s 18h, e necessita de todos os tipos sangu\u00edneos.<\/p>\n<p>O trote solid\u00e1rio estimula a criatividade dos estudantes que precisam encontrar outras formas de se divertir e tornar o ingresso dos calouros inesquec\u00edvel, sem as pr\u00e1ticas abusivas do antigo trote. A UFPel est\u00e1 desafiando os veteranos a criarem novas formas de receber os calouros em que a festa n\u00e3o perca o brilho, mas ganhe novas cores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Universidade Federal de Pelotas est\u00e1 cada vez mais caminhando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da vida. 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