{"id":47362,"date":"2016-02-03T09:39:43","date_gmt":"2016-02-03T11:39:43","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=47362"},"modified":"2016-02-03T09:39:43","modified_gmt":"2016-02-03T11:39:43","slug":"12-mil-anos-conheca-a-historia-do-pao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/12-mil-anos-conheca-a-historia-do-pao\/","title":{"rendered":"12 MIL ANOS : Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do p\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2>Quem n\u00e3o gosta de um p\u00e3o quentinho com manteiga no caf\u00e9 da manh\u00e3? Usado como sin\u00f4nimo de vida e trabalho, alimento do corpo e da alma, o p\u00e3o faz parte da cultura de muitos povos e tem um significado importante em v\u00e1rias religi\u00f5es.<\/h2>\n<p>Resultado do cozimento de uma massa feita com farinha de certos cereais, principalmente trigo, \u00e1gua e sal, ele pode ter sido uma das primeiras comidas preparadas pelo homem.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do p\u00e3o \u00e9 t\u00e3o antiga que \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil dizer, com precis\u00e3o, quando e como ele apareceu. Historiadores, no entanto, estimam que o p\u00e3o tenha surgido h\u00e1 cerca de 12 mil anos, juntamente com o cultivo do trigo, na regi\u00e3o da Mesopot\u00e2mia, onde atualmente est\u00e1 o Iraque. De in\u00edcio, provavelmente, o trigo era apenas mastigado. S\u00f3 depois, ele passou a ser triturado com pedras e transformado em farinha.<\/p>\n<p>Antes de servirem para fazer p\u00e3o, as farinhas de diversos cereais eram usadas em sopas e mingaus cozidos na \u00e1gua. Posteriormente, passou-se a misturar tamb\u00e9m mel, azeite doce, suco de uva, t\u00e2maras esmagadas, ovos e carne mo\u00edda, formando esp\u00e9cies de bolos que eram assados sobre pedras quentes ou sob cinzas. Esses bolos deram origem ao p\u00e3o propriamente dito.<\/p>\n<div id=\"attachment_47364\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/hist\u00f3ria-do-p\u00e3o-3.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"12 MIL ANOS : Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do p\u00e3o\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-47364\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-47364 \" alt=\"NO Brasil, o consumo do p\u00e3o se popularizou depois do s\u00e9culo 19\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/hist\u00f3ria-do-p\u00e3o-3.jpg\" width=\"384\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/hist\u00f3ria-do-p\u00e3o-3.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/hist\u00f3ria-do-p\u00e3o-3-300x196.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-47364\" class=\"wp-caption-text\">NO Brasil, o consumo do p\u00e3o se popularizou depois do s\u00e9culo 19<\/p><\/div>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><b>NEM SEMPRE FOFINHO<\/b><\/h2>\n<p>Os primeiros p\u00e3es eram feitos de farinha misturada ao fruto de uma \u00e1rvore chamada carvalho. Bem diferentes dos atuais, eram achatados, duros e secos. Tamb\u00e9m n\u00e3o podiam ser comidos logo depois de prontos porque eram muitos amargos. Era preciso lav\u00e1-los v\u00e1rias vezes em \u00e1gua fervente, antes de se fazer broas que eram expostas ao sol para secar. As broas eram assadas da mesma forma que os bolos, sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas.<\/p>\n<p>Os eg\u00edpcios foram os primeiros a usar fornos de barro para assar p\u00e3es por volta do ano 7.000 antes de Cristo. Atribui-se tamb\u00e9m a eles a descoberta do fermento, respons\u00e1vel por deixar a massa do p\u00e3o leve e macia como conhecemos hoje.<\/p>\n<p>As evid\u00eancias mais antigas de p\u00e3o fermentado foram encontradas no Egito Antigo e datam de 3.000 a.C. Mas nem todo mundo concorda que a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o fermentado s\u00f3 tenha come\u00e7ado a partir da\u00ed. Alguns historiadores acreditam ser poss\u00edvel que o fermento, assim como o p\u00e3o, tenha origem pr\u00e9-hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Isso mesmo! A desconfian\u00e7a vem do fato de que as leveduras, fungos respons\u00e1veis pela fermenta\u00e7\u00e3o, est\u00e3o em todos os lugares, incluindo a superf\u00edcie de gr\u00e3os de cereais. Bastaria, assim, algu\u00e9m esquecer de colocar a massa de p\u00e3o \u00famida para secar, alguns dias, para ela fermentar naturalmente.<\/p>\n<p>Pol\u00eamicas \u00e0 parte, o que se sabe \u00e9 que, com o passar do tempo, as pessoas perceberam que poderiam acelerar o processo de fermenta\u00e7\u00e3o guardando um peda\u00e7o da massa de p\u00e3o do dia anterior para mistur\u00e1-lo \u00e0 massa do dia seguinte. Na verdade, com isso, elas estavam acrescentando mais levedura \u00e0 massa.<\/p>\n<h2><b>O P\u00c3O NA EUROPA E NO BRASIL<\/b><\/h2>\n<p>Com as trocas comerciais entre eg\u00edpcios e gregos, o p\u00e3o acabou chegando na Europa em 250 a.C. N\u00e3o demorou muito para ele se tornar tamb\u00e9m o principal alimento da Roma Antiga, sendo preparado em padarias p\u00fablicas. Com a expans\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano, o h\u00e1bito de consumir p\u00e3o foi difundido por grande parte da Europa.<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio da Idade M\u00e9dia, por volta de 476 depois de Cristo, as padarias acabaram, e a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o voltou a ser caseira. O retrocesso nessa \u00e9poca foi tanto, que as pessoas voltaram a comer p\u00e3o sem fermento!<\/p>\n<p>Foi somente a partir do s\u00e9culo 12 que as coisas come\u00e7aram a melhorar na Fran\u00e7a. No s\u00e9culo 17, o pa\u00eds se destacou como centro mundial de fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e3es, desenvolvendo t\u00e9cnicas aprimoradas de panifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, o consumo de p\u00e3o s\u00f3 se popularizou depois do s\u00e9culo 19. At\u00e9 ent\u00e3o, o brasileiro consumia, em grandes quantidades, a farinha de mandioca e o biju, apesar de j\u00e1 conhecer o p\u00e3o de trigo desde a chegada dos colonizadores portugueses. Com a vinda dos italianos para o Brasil, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, a atividade de panifica\u00e7\u00e3o se expandiu, e o produto passou a ser essencial na mesa do brasileiro.<\/p>\n<p><b>CURIOSIDADES<\/b><\/p>\n<p>No Egito, o p\u00e3o tamb\u00e9m servia para pagar sal\u00e1rios: um dia de trabalho valia tr\u00eas p\u00e3es e dois vasos grandes de cerveja.<\/p>\n<p>Na Europa, passou a ser costume as m\u00e3es darem para as filhas que se casavam um pouco de sua massa de p\u00e3o, por achar que, assim, elas fariam um p\u00e3o t\u00e3o gostoso quanto o delas!<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a posi\u00e7\u00e3o social de uma pessoa podia ser discernida pela cor do p\u00e3o que ela consumia. P\u00e3o escuro representava baixa posi\u00e7\u00e3o social, enquanto p\u00e3o branco, alta posi\u00e7\u00e3o social. \u00c9 porque o processo de refino da farinha branca era muito mais caro. Atualmente, ocorre o contr\u00e1rio: os p\u00e3es escuros s\u00e3o mais caros e, por vezes, mais apreciados por causa de seu valor nutritivo.<\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, Maria Antonieta, rainha da Fran\u00e7a, foi informada de que o povo passava fome: \u201cEles n\u00e3o t\u00eam p\u00e3o, Alteza\u201d. Ao que ela respondeu: \u201cSe n\u00e3o tem p\u00e3o, que comam brioches\u201d. N\u00e3o se sabe se o di\u00e1logo realmente aconteceu, mas a frase, de fato, ficou famosa. J\u00e1 a rainha teve a cabe\u00e7a cortada na guilhotina!<\/p>\n<p>Para os crist\u00e3os, o p\u00e3o simboliza o corpo de Cristo. Na ora\u00e7\u00e3o do \u201cPai-nosso\u201d \u00e9 pedido a Deus \u201co p\u00e3o nosso de cada dia nos dai hoje\u201d.<\/p>\n<p>Para os judeus, o fermento simboliza a corrup\u00e7\u00e3o. Por isso, eles s\u00f3 ofereciam a Deus p\u00e3es \u00e1zimos, sem fermento. At\u00e9 hoje, esse \u00e9 o p\u00e3o que eles comem na P\u00e1scoa, \u00e9poca em que \u00e9 proibido consumir qualquer alimento fermentado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem n\u00e3o gosta de um p\u00e3o quentinho com manteiga no caf\u00e9 da manh\u00e3? 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