{"id":49343,"date":"2016-04-04T17:44:18","date_gmt":"2016-04-04T20:44:18","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=49343"},"modified":"2016-04-04T17:58:53","modified_gmt":"2016-04-04T20:58:53","slug":"livro-o-proibido-romance-pelotense-de-garibaldi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/livro-o-proibido-romance-pelotense-de-garibaldi\/","title":{"rendered":"LIVRO : O proibido romance pelotense de Garibaldi"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><b>\u201cO mundo de Manoela Am\u00e1lia\u201d, autoria do professor e pesquisador Pedro Fickel, \u00a0teve mais um lan\u00e7amento com aut\u00f3grafos<\/b><\/h2>\n<p>Por Carlos Cogoy<\/p>\n<p><b>S<\/b>omente no Arquivo P\u00fablico do Estado em Porto Alegre, ele esteve 33 vezes. Desde 2009, intensa e extensa pesquisa que, al\u00e9m da capital ga\u00facha, tamb\u00e9m teve etapas em Pelotas, Rio Grande Bag\u00e9. Para apreender o contexto e a biografia da pelotense Manoela Amalia Ferreira \u2013 falecida em 1903 -, o professor e tradutor Pedro Luiz Brum Fickel, verificou registros de nascimentos e \u00f3bitos em arquidioceses da regi\u00e3o, jornais do s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do s\u00e9culo 20, cart\u00f3rios e museus. O desafio era conhecer a vida da pelotense que, proibida pelos pais, abdicou do romance com o l\u00edder \u201cfarroupilha\u201d Giuseppe Garibaldi. O resultado da dedica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no livro \u201cO mundo de Manoela Am\u00e1lia, a noiva ga\u00facha de Garibaldi\u201d. E o autor salienta que s\u00e3o mais de quatrocentas notas de rodap\u00e9. Com isso, destaca o empenho pela amplitude de fontes e refer\u00eancias. Neste ano houve lan\u00e7amentos em Pelotas e Porto Alegre. Na Bibliotheca P\u00fablica Pelotense (BPP), programa\u00e7\u00e3o sob a coordena\u00e7\u00e3o do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Pelotas (IHGPel).\u00a0 Em Porto Alegre, organizado pela Chiado Editora, lan\u00e7amento ocorreu na Livraria Cultura do Shopping Bourbon. No come\u00e7o de abril, lan\u00e7amento no Rinc\u00e3o Nativo. O evento foi s\u00e1bado e, al\u00e9m da sess\u00e3o de aut\u00f3grafos, houve m\u00fasica com Frederico Viana e a poesia de Wlademir Walerko.<\/p>\n<div id=\"attachment_49346\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-autor.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"LIVRO : O proibido romance pelotense de Garibaldi\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-49346\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-49346\" alt=\"Professor Pedro Fickel pesquisa o tema desde 2009\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-autor-289x300.jpg\" width=\"289\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-autor-289x300.jpg 289w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-autor.jpg 578w\" sizes=\"(max-width: 289px) 100vw, 289px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-49346\" class=\"wp-caption-text\">Professor Pedro Fickel pesquisa o tema desde 2009<\/p><\/div>\n<p><b>IDEIA<\/b>\u00a0\u2013 Pedro Fickel afirma sobre a curiosidade pelo tema: \u201cManoela despertou meu interesse desde o primeiro momento que soube de sua exist\u00eancia. Em 2001 ou 2002, li que Let\u00edcia Wierzchowski estava escrevendo um romance hist\u00f3rico intitulado \u2018A Casa das Sete Mulheres\u2019. A resenha do livro mencionava Manoela, a pelotense que fora \u2018noiva de Garibaldi\u2019, e teria morrido solteira numa espera sem fim por seu amado. Lembro que me indaguei, na ocasi\u00e3o, como eu nunca tinha ouvido falar de sua hist\u00f3ria, mesmo sendo seu conterr\u00e2neo. Em 2003, logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o e leitura do livro, resolvi, movido pela curiosidade, descobrir mais sobre a Manoela real, e fui pesquisar na Bibliotheca\u00a0 P\u00fablica Pelotense sobre seu \u00f3bito, e se realmente os jornais da \u00e9poca teriam registrado, na ocasi\u00e3o, sua liga\u00e7\u00e3o com Garibaldi. Cheguei a seguir algumas pistas erradas. Por exemplo, a data da morte de Manoela estava equivocada no livro. Mas acabei encontrando o registro de seu \u00f3bito em jornais de Pelotas e Rio Grande. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m obtive c\u00f3pia de sua certid\u00e3o de \u00f3bito num cart\u00f3rio de registro civil local. Satisfeita minha curiosidade inicial, parei por a\u00ed\u201d.<\/p>\n<p><b>PESQUISA<\/b>\u00a0\u2013 O autor explica sobre a retomada do tema: \u201cEm setembro ou outubro de 2009, me deparei, finalmente, com uma foto da \u2018Manoela real\u2019 na Internet. A foto despertou um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es e uma grande vontade de saber mais sobre essa at\u00e9 ent\u00e3o misteriosa personagem. Levei, na ocasi\u00e3o, os poucos documentos que havia reunido e uma foto ampliada de Manoela ao IHGPel. L\u00e1, fui gentilmente convidado a fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o sobre Manoela e me tornei s\u00f3cio da Institui\u00e7\u00e3o. E foi l\u00e1 que, tamb\u00e9m j\u00e1 determinado e convencido de que deveria fazer uma pesquisa mais abrangente, recebi as primeiras orienta\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis para inici\u00e1-la. Sempre digo que foi no Instituto Hist\u00f3rico de Pelotas, do qual tenho grande orgulho de ser membro, que foi lan\u00e7ada a semente da extensa pesquisa com a qual estive envolvido de 2009 a 2015\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_49345\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-livro.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"LIVRO : O proibido romance pelotense de Garibaldi\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-49345\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-49345\" alt=\"Pedro Fickel livro\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-livro-200x300.jpg\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-livro-200x300.jpg 200w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Pedro-Fickel-livro.jpg 258w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-49345\" class=\"wp-caption-text\">OBRA tem pref\u00e1cio do prof. Jos\u00e9 Rubens Silveira Acevedo. No volume com 326 p\u00e1ginas, constam 45 ilustra\u00e7\u00f5es. Publica\u00e7\u00e3o da Chiado Editora<\/p><\/div>\n<p><b>MANOELA<\/b>\u00a0de acordo com Fickel: \u201cEm Pelotas, sua terra natal, ainda h\u00e1 pessoas que questionam sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Muitos automaticamente identificam Anita e sabem de sua heroica participa\u00e7\u00e3o na Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha ao lado de Garibaldi, mas n\u00e3o t\u00eam ideia de que Anita somente entraria para a hist\u00f3ria com a inviabiliza\u00e7\u00e3o do romance entre Manoela e Garibaldi, por interfer\u00eancia dos pais dela. Manoela \u00e9, e continuar\u00e1 sendo, uma personagem \u00fanica de nossa hist\u00f3ria, pela forma tamb\u00e9m \u00fanica em que sublimou seu grande amor. Mesmo sabendo que jamais se reencontraria com Garibaldi, ela permaneceria solteira sem jamais abrir m\u00e3o desse amor durante toda a sua longa exist\u00eancia. Seu amor foi incorrupt\u00edvel e \u00fanico. J\u00e1 avan\u00e7ada em anos, vertia l\u00e1grimas \u2018de afeto e saudades\u2019, nas palavras de um sobrinho seu, com a mera men\u00e7\u00e3o do nome de seu amado. Ela \u00e9 a nossa \u2018Julieta dos pampas\u2019, cuja hist\u00f3ria toca fundo na alma de todos aqueles que conseguem entender que o amor \u00e9 a \u00fanica resposta para o dilema de nossa exist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p><b>ESCRAVOS\u00a0<\/b>\u2013 O pesquisador acrescenta: \u201cComo biografia da \u2018hero\u00edna do amor\u2019, tento narrar a hist\u00f3ria real. E, na medida do poss\u00edvel, esclarecendo sobre a personagem principal, sua fam\u00edlia e\u00a0 conflitos. Obviamente tive de me assessorar e buscar mais informa\u00e7\u00f5es sobre o pr\u00f3prio Garibaldi. E foram v\u00e1rios os livros nos quais tamb\u00e9m estudei a Guerra dos Farrapos e alguns de seus principais personagens, considerando o contexto vivido mas concentrando-me em Manoela, sua fam\u00edlia e a Pelotas de ent\u00e3o. Quando opino, o que ocorre geralmente ao final do cap\u00edtulo, expresso nas \u2018Considera\u00e7\u00f5es Gerais\/Finais\u2019, deixando bem claro ao leitor que somente ali h\u00e1 um texto opinativo. Mas h\u00e1 um contexto hist\u00f3rico inescap\u00e1vel que cerca os in\u00fameros personagens reais, como os escravos que a fam\u00edlia de Manoela possuiu. J\u00e1 ao final do livro, fiz um cap\u00edtulo intitulado \u2018Aos Escravos\u2019, onde presto homenagem e reconhecimento \u00e0queles que inegavelmente tamb\u00e9m fizeram parte dessa hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p><b>UNIVERSAL &#8211;<\/b>\u00a0A pesquisa de Pedro Fickel tem despertado interesse em diferentes pa\u00edses. Ele conta sobre as mensagens que recebe, tanto de Tiago e Angelina em Lisboa, quanto de jovem do Kosovo. Na senda pela divulga\u00e7\u00e3o, observa que os pr\u00f3ximos lan\u00e7amentos ser\u00e3o em Pinheiro Machado e Bag\u00e9 \u2013 datas ainda est\u00e3o sendo definidas. E conclui: \u201cA meu ver, Manoela \u00e9 uma mulher que descobre no amor a raz\u00e3o de sua exist\u00eancia, apesar da dor da separa\u00e7\u00e3o. \u00c9 exatamente essa capacidade de amar que sobrevive a todas as adversidades, o que ainda nos fascina nos dias de hoje. Manoela \u00e9 a f\u00eanix do amor que renasce das cinzas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO mundo de Manoela Am\u00e1lia\u201d, autoria do professor e pesquisador Pedro Fickel, \u00a0teve mais um lan\u00e7amento com aut\u00f3grafos Por Carlos Cogoy Somente no Arquivo P\u00fablico do Estado em Porto Alegre,<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":49345,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49343"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49343"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49357,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49343\/revisions\/49357"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}