{"id":49784,"date":"2016-04-18T11:03:56","date_gmt":"2016-04-18T14:03:56","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=49784"},"modified":"2016-04-18T11:03:56","modified_gmt":"2016-04-18T14:03:56","slug":"dnit-monitora-o-atropelamento-da-fauna-na-br-116","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/dnit-monitora-o-atropelamento-da-fauna-na-br-116\/","title":{"rendered":"DNIT monitora o atropelamento da fauna na BR-116"},"content":{"rendered":"<h2>A influ\u00eancia de cada esta\u00e7\u00e3o do ano no comportamento dos animais \u00e9 percebida pela Gest\u00e3o Ambiental (STE S.A.) das obras de duplica\u00e7\u00e3o da BR-116\/RS, entre Gua\u00edba e Pelotas, durante as amostragens do Programa de Monitoramento de Atropelamento de Fauna.<\/h2>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da sazonalidade, os resultados variam em frequ\u00eancia e quantidade de esp\u00e9cies atropeladas na rodovia. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) utiliza os estudos para aperfei\u00e7oar as medidas que visam mitigar este impacto, como a implanta\u00e7\u00e3o de passagens de fauna que j\u00e1 est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o no empreendimento. Mas os motoristas tamb\u00e9m devem fazer a sua parte respeitando as placas e os limites de velocidade.<\/p>\n<p>A 21\u00aa campanha ocorreu no in\u00edcio de mar\u00e7o de 2016, mas a contabiliza\u00e7\u00e3o dos dados refere-se \u00e0 totalidade das amostragens realizadas de outubro de 2012 a dezembro de 2015. A equipe inventariou neste per\u00edodo 4977 indiv\u00edduos atropelados, sendo que 2068 eram de aves. As esp\u00e9cies nativas com maior incid\u00eancia foram a pomba-de-bando (<i>Zenaida auriculata<\/i>), o jo\u00e3o-de-barro (<i>Furnarius rufus<\/i>) e o garibaldi (<i>Chrysomus ruficapillus<\/i>). De acordo com o bi\u00f3logo Andrews Duarte, da STE S.A., estas esp\u00e9cies s\u00e3o gran\u00edvoras, ou seja, se alimentam de gr\u00e3os e sementes largamente oferecidas pelo derramamento da safra na rodovia. A tend\u00eancia, por\u00e9m, \u00e9 que durante o outono (que come\u00e7ou em 20 de mar\u00e7o) e o inverno ocorra um decl\u00ednio no registro de aves atropeladas.<\/p>\n<p>Os mam\u00edferos aparecem em segundo lugar, com 1884 animais atropelados. Com 601 registros, o gamb\u00e1-de-orelha-branca (<i>Didelphis albiventris<\/i>) \u00e9 a esp\u00e9cie nativa com maior n\u00famero de \u00f3bitos; seguido do zorrilho (<i>Conepatus chinga<\/i>), com 152; e do pre\u00e1 (<i>Cavia sp<\/i>), com 76. \u201cEstas esp\u00e9cies s\u00e3o consideradas de ampla distribui\u00e7\u00e3o pelo Rio Grande do Sul. Elas possuem caracter\u00edsticas de n\u00e3o se afugentarem com a rodovia, contribuindo para o n\u00famero elevado de registros\u201d, avalia Andrews. Al\u00e9m disso, esta classe n\u00e3o apresenta diferen\u00e7as significativas relacionadas \u00e0s esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"attachment_49785\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Animais-BR.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"DNIT monitora o atropelamento da fauna na BR-116\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-49785\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-49785  \" alt=\"MEDIDAS est\u00e3o sendo adotadas para diminuir este impacto\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Animais-BR.jpg\" width=\"384\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Animais-BR.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Animais-BR-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-49785\" class=\"wp-caption-text\">MEDIDAS est\u00e3o sendo adotadas para diminuir este impacto<\/p><\/div>\n<p>No grupo dos r\u00e9pteis, por sua vez, ocorrem picos de atropelamentos na primavera e diminui\u00e7\u00e3o nas demais esta\u00e7\u00f5es. At\u00e9 dezembro de 2015 foram arrolados 972 r\u00e9pteis. A maioria era de tigre-d\u2019\u00e1gua (<i>Trachemys dorbigni<\/i>)<i>, <\/i>com 329 casos; seguido do lagarto-tei\u00fa (<i>Salvator merianae<\/i>)<i>,<\/i> com 128; e da cobra-d\u2019\u00e1gua (<i>Helicops infrataeniatus<\/i>), com 103. Andrews destaca que ao longo do empreendimento existem diversos ambientes de banhados e charcos, zonas \u00famidas que favorecem a presen\u00e7a destes animais. \u201cAs estradas tamb\u00e9m funcionam como um atrativo para este grupo pela necessidade da termorregula\u00e7\u00e3o (capacidade de um organismo de promover a manuten\u00e7\u00e3o de sua temperatura normal)\u00a0 e tamb\u00e9m de nidifica\u00e7\u00e3o (constru\u00e7\u00e3o de ninhos), ficando assim suscet\u00edvel aos atropelamentos\u201d.<\/p>\n<p>Por serem animais de pequeno porte, os anf\u00edbios recebem aten\u00e7\u00e3o diferenciada nas amostragens. Enquanto as demais classes s\u00e3o monitoradas de carro, o m\u00e9todo utilizado para esse grupo \u00e9 o caminhamento, ou seja, a equipe percorre a p\u00e9 trechos pr\u00e9-determinados da rodovia para identificar as esp\u00e9cies que s\u00e3o atropeladas. J\u00e1 foram registrados, at\u00e9 o momento, 929 indiv\u00edduos. Entretanto, apenas 200 foram identificados em n\u00edvel de esp\u00e9cie, sendo 98 deles de r\u00e3-manteiga (<i>Leptodactylus latrans<\/i>). Esse fato pode estar associado ao maior tamanho corporal da esp\u00e9cie, prolongando a perman\u00eancia da carca\u00e7a na rodovia e, tamb\u00e9m, \u00e0 maior abund\u00e2ncia de indiv\u00edduos, j\u00e1 observada em outros monitoramentos ao longo da rodovia. A diferen\u00e7a entre o n\u00famero de registros e o n\u00famero de indiv\u00edduos identificados at\u00e9 esp\u00e9cie ocorre em fun\u00e7\u00e3o da rapidez na deteriora\u00e7\u00e3o da carca\u00e7a, dificultando a identifica\u00e7\u00e3o dos registros.<\/p>\n<p><b>MOTORISTAS TAMB\u00c9M DEVEM FAZER A SUA PARTE<\/b><\/p>\n<p>Inseridas muitas vezes em ambientes naturais, as rodovias e \u00e1reas do entorno s\u00e3o utilizadas pelos animais que procuram \u00e1reas para reprodu\u00e7\u00e3o, nidifica\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o, termorregula\u00e7\u00e3o ou ref\u00fagio. Os atropelamentos podem ocorrer por diversos fatores, os quais incluem a falta de estruturas adequadas\u00a0para a travessia da fauna, insufici\u00eancia ou desrespeito \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o, excesso de velocidade e pouca conscientiza\u00e7\u00e3o dos motoristas. O acidente com animais coloca em risco tamb\u00e9m o ser humano. De acordo com informa\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, entre 2010 e 2015 foram registrados no trecho da BR-116\/RS 184 acidentes envolvendo animais. Estes ocorreram principalmente nos munic\u00edpios de Gua\u00edba, Barra do Ribeiro e Camaqu\u00e3. \u201cPossivelmente a maioria destas colis\u00f5es est\u00e1 acontecendo com indiv\u00edduos dom\u00e9sticos, sem descartar a ocorr\u00eancia tamb\u00e9m com capivaras e cachorros silvestres. As ocorr\u00eancias s\u00e3o realizadas pelos pr\u00f3prios condutores via internet ou pela PRF quando acarretam les\u00f5es, n\u00e3o sendo identificado o tipo de animal envolvido\u201d, afirma Andrews.<\/p>\n<p><b>TECNOLOGIA AUXILIA NO MONITORAMENTO<\/b><\/p>\n<p>Na duplica\u00e7\u00e3o da BR-116\/RS, a equipe utiliza o Siriema 2.0 (Software Livre de Avalia\u00e7\u00e3o Espacial de Mortalidade Animal em Rodovias), criado pelo N\u00facleo de Ecologia de Rodovias e Ferrovias (NERF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com apoio da STE S.A., para a avalia\u00e7\u00e3o do atropelamento de fauna e suporte ao planejamento de medidas mitigadoras desse impacto. De acordo com Andrews Duarte, a segunda vers\u00e3o do sistema oferece melhorias que qualificam o monitoramento. \u201cUma das novas ferramentas \u00e9 o c\u00e1lculo da mortalidade j\u00e1 com as devidas corre\u00e7\u00f5es de remo\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o de carca\u00e7as, important\u00edssimas na quantifica\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos em uma rodovia\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A influ\u00eancia de cada esta\u00e7\u00e3o do ano no comportamento dos animais \u00e9 percebida pela Gest\u00e3o Ambiental (STE S.A.) das obras de duplica\u00e7\u00e3o da BR-116\/RS, entre Gua\u00edba e Pelotas, durante as<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":49785,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49784"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49784"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49784\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49786,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49784\/revisions\/49786"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49784"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}