{"id":50494,"date":"2016-05-11T18:12:04","date_gmt":"2016-05-11T21:12:04","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=50494"},"modified":"2016-05-11T19:55:36","modified_gmt":"2016-05-11T22:55:36","slug":"musica-som-mineiro-aberto-ao-samba-jazz-e-rap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/musica-som-mineiro-aberto-ao-samba-jazz-e-rap\/","title":{"rendered":"M\u00daSICA  : Som mineiro aberto ao samba, jazz e Rap"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Carlos Cogoy<\/strong><\/em><\/p>\n<p><b>Nesta quinta-feira<\/b> \u00e0s 20h, Miro Machado estar\u00e1 tocando no Restaurante Sushi M \u2013 rua Gen. Os\u00f3rio 1.228. Ele estar\u00e1 acompanhado do saxofonista Ot\u00e1vio Dellevedove e o couvert \u00e9 de R$10,00. No s\u00e1bado \u00e0s 20h, show \u201cMiro toca Miro e outros Negros\u201d. Ele ser\u00e1 acompanhado pelo baterista John Bellomo \u2013 integra a banda Solo F\u00e9rtil -, e o repert\u00f3rio ter\u00e1 interpreta\u00e7\u00f5es de Milton Nascimento, Gil, Bob Marley, Steve Wonder, Michael Jackson, Luiz Melodia, Mano Brown e Di Melo. No show com duas horas, haver\u00e1 participa\u00e7\u00f5es especiais. Plateia colabora espontaneamente com o \u201cpote de ouro\u201d, e o local ser\u00e1 o Centro Cultural Marrabenta \u2013 rua Cel. Alberto Rosa 302. Radicado em Pelotas h\u00e1 um ano, onde cursa m\u00fasica na UFPel, mineiro Miro Machado tem tocado em diferentes espa\u00e7os e feito parcerias com v\u00e1rios artistas. Em julho ele estar\u00e1 no Ter\u00e7a com M\u00fasica do Mercado, e apresentar\u00e1 o show \u201cRizoma\u201d. Conforme explica, trata-se de \u201cmistura de sons. Na mesma harmonia cabem Criolo, Baden Powell, Amy Winehouse e Racionais. Nesse projeto contarei com a ilustre participa\u00e7\u00e3o de Alisson Alanis no baixo, e Renato \u2018Pop\u00f3\u2019 na bateria\u201d. Contatos no email: <a href=\"mailto:miromusika@gmail.com\" target=\"_blank\">miromusika@gmail.com<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_50496\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Miro-MG.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"M\u00daSICA  : Som mineiro aberto ao samba, jazz e Rap\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-50496\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-50496\" alt=\"Miro toca piano, viol\u00e3o, baixo, bateria e cavaquinho. M\u00fasico mineiro Miro Machado apresentar\u00e1 shows nesta semana\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Miro-MG-300x276.jpg\" width=\"300\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Miro-MG-300x276.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Miro-MG.jpg 650w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-50496\" class=\"wp-caption-text\">Miro toca piano, viol\u00e3o, baixo, bateria e cavaquinho. M\u00fasico mineiro Miro Machado apresentar\u00e1 shows nesta semana<\/p><\/div>\n<p><b>PELOTAS<\/b> \u2013 Em Belo Horizonte ele j\u00e1 havia estudado dois anos de administra\u00e7\u00e3o e quatro de psicologia. Casado, dedicava-se \u00e0 m\u00fasica, tocando viol\u00e3o, cavaquinho e guitarra, gravando jingles pol\u00edticos, ministrando aulas. Por\u00e9m, mesmo sendo m\u00fasico movido \u201c99% pela intui\u00e7\u00e3o\u201d, acalentava o desejo de ingressar na universidade. Aprovado no ENEM, verificou que poderia cursar na UFPel. Sem conhecer o sul, conta que a motiva\u00e7\u00e3o por Pelotas, era a proximidade com o Uruguai. \u201cCom minha vida mais arrumadinha do que nunca pintou o desejo do novo. No mesmo dia descobri que seria pai e, com a aventura aumentando, optamos pela mudan\u00e7a para Pelotas. Como ela estava gr\u00e1vida, fiquei por aqui uns cinquenta dias. \u00c0 \u00e9poca no alojamento provis\u00f3rio da UFPel. Aos poucos fui me situando. E fui muito bem recebido nos bares aos quais oferecia meu trabalho musical. E foi no Seu Boteco no Shopping, onde comecei a tocar mais vezes e pude financeiramente trazer minha esposa. Aos poucos consegui tocar no Jo\u00e3o Gilberto e o Hostel no Laranjal. No Hostel fiquei hospedado durante per\u00edodo, e surgiu amizade com os donos, que s\u00e3o padrinhos do meu filho Simba\u201d. Em Pelotas, Miro foi encontrando apoiadores e amigos: Renato Pop\u00f3; duo Shaka Bullets; Juliano Guerra; grupos Matudari e Causobeats; banda Mato Cerrado; Tom Neves.<\/p>\n<p><b>HIST\u00d3RIA<\/b> \u2013 Aos dois anos Miro tocava com as panelas da m\u00e3e. Aos quatro participava de apresenta\u00e7\u00f5es nos cultos da igreja evang\u00e9lica do bairro. At\u00e9 os nove, tocou bateria. Influenciado pelo irm\u00e3o, aprendeu viol\u00e3o. Aos oito, ganhou teclado. Aos nove foi ser tecladista noutra igreja. O repert\u00f3rio restringia-se ao gospel e m\u00fasica evang\u00e9lica.<\/p>\n<p><b>BLACK<\/b> \u2013 Ap\u00f3s a fase evang\u00e9lica, e muitas outras influ\u00eancias e aprendizados, em 2010 acompanhou cantora de samba. Ano seguinte, ingressou na banda Black Sonora. Foi a primeira experi\u00eancia na guitarra, e in\u00fameros shows pelo Pa\u00eds. Ele conta que v\u00e1rias vezes acompanhou artistas como Otto, B Neg\u00e3o e Di Melo. Com Otto ficou a amizade. Com um baixista da \u201cBlack Sonora\u201d, em 2014, surgiu a ideia de novo projeto. Per\u00edodo de descobertas como o Clube da Esquina e o sax de John Coltrane.<\/p>\n<p><b>EDUCA\u00c7\u00c3O<\/b> \u2013 Desde mar\u00e7o, Miro desenvolve na Escola Edmar Fetter, o projeto \u201cM\u00fasica de Escola\u201d, que visa aprimorar a metodologia do ensino de m\u00fasica nas escolas.<\/p>\n<h2><b>Culto \u00e0 m\u00fasica <\/b><\/h2>\n<p><b>M<\/b>iro Machado menciona sobre a mudan\u00e7a na adolesc\u00eancia. Do culto evang\u00e9lico migrou para a m\u00fasica dos bares. A op\u00e7\u00e3o ampliou sua forma\u00e7\u00e3o musical, o que proporcionou a grava\u00e7\u00e3o de cinco EPs.<\/p>\n<p><b>MUDAN\u00c7A<\/b> \u2013 \u201cAos catorze anos, na ebuli\u00e7\u00e3o da adolesc\u00eancia, o contexto ideol\u00f3gico da igreja evang\u00e9lica j\u00e1 n\u00e3o me agradava. O que me mantinha na igreja era a m\u00fasica. E foi a m\u00fasica o elemento de transi\u00e7\u00e3o. Minha \u00faltima passagem pela igreja evang\u00e9lica se deu numa banda de \u2018rock gospel\u2019 que montei com amigos do bairro. Mas essa banda come\u00e7ou \u2018gospel\u2019 e terminou \u2018profana\u2019. Sa\u00ed da igreja e bateu o vazio. N\u00e3o era falta da igreja, era a falta de fazer m\u00fasica. Foi a\u00ed que um grande amigo, indicou-me para vaga num barzinho perto da minha casa. J\u00e1 tinha repert\u00f3rio razo\u00e1vel, pois assistia DVDs do Djavan, Jo\u00e3o Bosco, Ana Carolina, Jota Quest. Foram os meus maiores professores. Grande parte do que sei hoje, em rela\u00e7\u00e3o a viol\u00e3o e harmonia, aprendi vendo os arquitetos da musica brasileira tocar. No dia que iria tocar para o dono do bar, ainda tentei desistir, pois a empreitada \u2018comercial\u2019 era novidade pra mim. Mas fui convencido pelo amigo, e desde ent\u00e3o nunca mais parei de tocar na noite. \u00c9 meu culto e meu ganha p\u00e3o. Desde a \u00e9poca da igreja eu j\u00e1 compunha can\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas e participava de diversos festivais, sempre ficando entre os primeiros lugares. Aos dezesseis anos comecei a compor can\u00e7\u00f5es de amor e de vida, e desde ent\u00e3o nunca mais parei. Aos dezessete gravei um EP com cinco m\u00fasicas e, al\u00e9m das composi\u00e7\u00f5es e tocar os instrumentos, tamb\u00e9m estive \u00e0 frente das edi\u00e7\u00f5es e masteriza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><b>DISCO<\/b> \u2013 Os EPs podem ser ouvidos no SoundCloud. Como projeto, Miro pretende lan\u00e7ar campanha de financiamento coletivo, para reunir em CD as melhores m\u00fasicas.<\/p>\n<h2><b>Projeto \u201cGafieira samba e tal\u201d<\/b><\/h2>\n<p><b>N<\/b>a Fenadoce, Miro estar\u00e1 participando com o projeto \u201cGafieira samba e tal\u201d. Ele salienta a parceria com os m\u00fasicos Renato Pop\u00f3, Menega e Ot\u00e1vio Dellevedove (sax). Recentemente houve apresenta\u00e7\u00e3o no anivers\u00e1rio de Dija Vaz no Jo\u00e3o Gilberto. Conforme Miro: \u201cO projeto ainda vai levar muita gafieira por esse sul\u201d.<\/p>\n<p><b>AUTORAL <\/b>\u2013 O m\u00fasico observa sobre o trabalho autoral: \u201cMinhas composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem variadas enquanto tem\u00e1ticas, mas em geral gosto de compor sobre o cotidiano. Tenho uma m\u00fasica pra chuva, outra pra bicicleta, al\u00e9m de temas filos\u00f3ficos que me intrigam como a solid\u00e3o, o pensamento e as hist\u00f3rias mais diversas, de amores a viagens. Cada \u00e9poca componho com uma pegada, mas desde 2012 que a mineiridade tem soado marcante. Principalmente nas harmonias. Em fase recente, tenho composto m\u00fasicas que desafiam a m\u00e9trica e l\u00f3gica tonal. Nas letras, em geral, uso a m\u00fasica pra falar da m\u00fasica, ent\u00e3o \u2018metam\u00fasicas\u2019. Tamb\u00e9m componho para meu filho, e breve planejo lan\u00e7ar CD de m\u00fasica para crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carlos Cogoy Nesta quinta-feira \u00e0s 20h, Miro Machado estar\u00e1 tocando no Restaurante Sushi M \u2013 rua Gen. Os\u00f3rio 1.228. 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