{"id":51488,"date":"2016-06-14T09:24:16","date_gmt":"2016-06-14T12:24:16","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=51488"},"modified":"2016-06-14T09:24:16","modified_gmt":"2016-06-14T12:24:16","slug":"terca-com-musica-show-vuelo-libre-com-vicente-botti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/terca-com-musica-show-vuelo-libre-com-vicente-botti\/","title":{"rendered":"TER\u00c7A COM M\u00daSICA : Show \u201cVuelo libre\u201d com Vicente Botti"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><b>Nesta ter\u00e7a \u00e0s 18h no p\u00e1tio do Mercado P\u00fablico, apresenta\u00e7\u00e3o do compositor e m\u00fasico uruguaio Vicente Botti<\/b><\/h2>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>O<\/b>s temperos musicais do uruguaio-pelotense Vicente Botti, poder\u00e3o ser apreciados no Ter\u00e7a com M\u00fasica. Compositor, m\u00fasico e, talentoso na culin\u00e1ria, Botti esteve \u00e0 frente de projetos como a banda \u201cPimenta Buena\u201d, e espa\u00e7os gastron\u00f4micos como \u201cFondo Blanco\u201d e \u201cMadre Mia\u201d. No show \u201cVuelo libre\u201d, mistura de ingredientes para novas can\u00e7\u00f5es. O \u201cTer\u00e7a com M\u00fasica\u201d \u00e9 iniciativa da banca 42 do Mercado, conta com produ\u00e7\u00e3o da equipe do \u201cA vapor est\u00fadio\u201d, apoio de Seriarte e MC55, e financiamento do Programa Municipal de Incentivo \u00e0 Cultura (PROCULTURA). ENTRADA FRANCA.<\/p>\n<p><b>M\u00daSICA\u00a0<\/b>\u2013 Radicado em Pelotas h\u00e1 mais de quinze anos, Botti menciona sobre o show desta ter\u00e7a: \u201cO \u2018Vuelo Libre\u2019 refere-se ao meu primeiro trabalho solo, embora acompanhado sempre de bons m\u00fasicos. A banda do Vuelo Libre \u00e9 composta pelo guitarrista Igo Santos que tamb\u00e9m assina a produ\u00e7\u00e3o musical do disco, o baixista Fernando Silva, o baterista uruguaio Rodrigo Porci\u00fancula, Nina Mayers no sax e backings vocals, e a participa\u00e7\u00e3o de Eduardo Chaves no viol\u00e3o. O trompetista J\u00falio Bor\u00f3 n\u00e3o participar\u00e1, mas integra o projeto. No show, um apanhado de m\u00fasicas de cabeceira e algumas pendentes, n\u00e3o gravadas, desde a \u00e9poca da \u2018Pimenta Buena\u2019. S\u00e3o ritmos como murga, candombe e tango, misturando-se constantemente com bossa, bolero e rock, fazendo alus\u00e3o \u00e0 internacionalidade e integra\u00e7\u00e3o com essa identidade do cone sul. Nos bastidores \u00e9 importante frisar que o projeto conta com Nativu Design, Cia. dos T\u00e9cnicos, Batuka e Dhyan, Chico Maximila, Deny Barbosa e Pablo Conde, respectivamente, design, som, est\u00fadio, v\u00eddeo, foto e arte\u201d.<\/p>\n<p><b>VUELO LIBRE\u00a0<\/b>j\u00e1 foi apresentado no Festival Instrucciones de Melo no Uruguai, Musicanto em Santa Rosa, edi\u00e7\u00e3o do \u201cSof\u00e1 na Rua\u201d em Pelotas, bem como em vers\u00f5es adaptadas no Madre Mia e \u201cAtelier Coletivo\u201d em Bag\u00e9. Em julho ser\u00e1 apresentado no Theatro Esperan\u00e7a em Jaguar\u00e3o, onde o ent\u00e3o adolescente Vicente residiu com a fam\u00edlia. De acordo com Vicente, o disco ser\u00e1 lan\u00e7ado em dezembro. Al\u00e9m do \u201cVuelo Libre\u201d, ele tamb\u00e9m tem outras performances: \u201cTenho v\u00e1rios projetos na m\u00fasica, raramente toco solo, principalmente porque considero\u00a0\u00a0a m\u00fasica\u00a0como o futebol, isto \u00e9, tem que ser coletivo. Adoro dividir o palco e isso \u00e9 uma marca registrada, n\u00e3o ter\u00edamos espa\u00e7o para relacionar com quantos m\u00fasicos j\u00e1 toquei. Entre os projetos mais importantes destaco o \u2018Totalmente Ac\u00fastico\u2019, que fa\u00e7o com a saxofonista Nina do \u2018Vuelo\u2019. Tocamos desplugados e fazemos tours em formaturas e bares. Tamb\u00e9m o \u2018Vicente Pimentero y La Trip Latina\u2019, projeto com m\u00fasicos da fronteira dedicado ao rock. Come\u00e7ou como pura divers\u00e3o, mas t\u00e1 ficando s\u00e9rio, e temos uma agenda fren\u00e9tica\u201d.\u00a0Contatos:\u00a0<a href=\"mailto:pimenteroproducciones@gmail.com\" target=\"_blank\">pimenteroproducciones@gmail.com<\/a><\/p>\n<h2><b>M\u00fasico autodidata<\/b><\/h2>\n<p><b>U<\/b>ruguaio de Montevid\u00e9u, Vicente conta que a m\u00e3e foi modelo e participava da vanguarda art\u00edstica. Em casa, ela escutava desde o candombe uruguaio at\u00e9 o funk dos anos setenta. Aos sete anos, Vicente venceu concurso de canto. Autodidata, foi aprendendo a tocar viol\u00e3o. Adolescente, observava as bandas de baile e cantarolava ao lado do palco.<\/p>\n<div id=\"attachment_51489\" style=\"width: 219px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vicente-botti.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"TER\u00c7A COM M\u00daSICA : Show \u201cVuelo libre\u201d com Vicente Botti\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-51489\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-51489\" alt=\" Vicente Botti est\u00e1 radicado em Pelotas h\u00e1 quinze anos\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vicente-botti-209x300.jpg\" width=\"209\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vicente-botti-209x300.jpg 209w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vicente-botti-104x150.jpg 104w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vicente-botti.jpg 419w\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-51489\" class=\"wp-caption-text\">Vicente Botti est\u00e1 radicado em Pelotas h\u00e1 quinze anos<\/p><\/div>\n<p><b>N<\/b>a inf\u00e2ncia, acompanhou a fam\u00edlia que veio morar na fronteira que une Rio Branco e Jaguar\u00e3o. No per\u00edodo, integrou grupos como \u201cDru\u00eddas\u201d, \u201cLos Pickles\u201d, \u201cCetus\u201d, \u201cEfeitos colaterais\u201d, \u201cPrimitivos\u201d e \u201cCl\u00e1ssica Rock\u201d. No \u201ctoca-fitas\u201d escutava Santana, Led Zeppelin, Jos\u00e9 Feliciano, Ruben Rada, Gilberto Gil, Michael Jackson, Stevie Wonder.<\/p>\n<p><b><\/b><b>N<\/b>oite foi etapa profissional do m\u00fasico. Nos bares, interpretava The Doors, Legi\u00e3o e Guns N\u2019Roses. Mas, inquieto e criativo, logo comp\u00f4s a primeira m\u00fasica \u201cMuerto Estoy\u201d em 1993. Ele estava com dezoito anos, e at\u00e9 hoje a interpreta. \u201cMorei em Porto Alegre durante cinco anos, j\u00e1 adolescente e cheguei a Pelotas por volta do ano 2000, para estudar Turismo. Aqui me apaixonei por tudo que havia na cidade, principalmente pela efervesc\u00eancia cultural, e vi que podia ancorar meus projetos. Al\u00e9m disso, onde h\u00e1 amor, a vida presenteia, e ganhei o meu filho Gael. Desde ent\u00e3o, s\u00e3o v\u00e1rios projetos, seja como autor ou colaborando. Alguns: Cult Festival; Pelotas Jazz; Poesia no Bar; Relax Preview; Madre; Fondo; Moviola\u201d.<\/p>\n<h2><b>Talento na gastronomia<\/b><\/h2>\n<p><b><\/b><b>A<\/b>\u00a0culin\u00e1ria est\u00e1 arraigada na cultura do Uruguai. E Vicente menciona que \u00e9 natural, desde a inf\u00e2ncia, acompanhar pais e av\u00f3s na cozinha. Outro aspecto \u00e9 que a gastronomia tem sido a sobreviv\u00eancia de muitos imigrantes uruguaios. E exemplifica com as parrilladas, confeitarias, padarias e caf\u00e9, que muitas vezes contam com uruguaios.<\/p>\n<p><b>P<\/b>ara Vicente a cozinha \u00e9, em muitos momentos, o principal ganho mensal. Mas, destaca o \u201cgourmet\u201d, o que move sua dedica\u00e7\u00e3o \u00e9 a possibilidade de novos amigos. E foi assim que criou o bistr\u00f4 \u201cFondo Blanco\u201d em Pelotas, para compartilhar experi\u00eancias. Com o sucesso, recebeu convites para outros projetos, entre os quais uma sociedade no \u201cMadre Mia\u201d. \u201cAt\u00e9 hoje o Madre Mia \u00e9 uma refer\u00eancia que vai al\u00e9m da gastronomia, abrange muitas culturas e isso me orgulha demais. Entre outros projetos cozinho em casa de ex-clientes, hoje amigos, levo minha cozinha para festas das mais diferentes classes e segmentos da sociedade\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><b>APRENDIZADO<\/b>\u00a0na cozinha. \u201cDigo que minha cozinha \u00e9 \u2018mundi-cultural\u2019, pois al\u00e9m dessa escola familiar sempre fui muito curioso e aprendi desde comida vegetariana, passando pela nordestina e assim por diante. Parcerias como Madre Mia, do qual fui um dos fundadores e o relacionamento com essa nova gera\u00e7\u00e3o de cozinheiros me propiciaram ampliar meus horizontes. Hoje participo de um projeto de v\u00eddeo onde fazemos tudo na parrilla e, em breve, estar\u00e1 dispon\u00edvel para compartilhar. Para mim, o grande segredo da gastronomia \u00e9 n\u00e3o ter segredos, mas compartilh\u00e1-los. De nada vale a experi\u00eancia se n\u00e3o compartilhada\u201d, salienta Vicente que, brevemente, abrir\u00e1 dois empreendimentos na fronteira. Do lado brasileiro, um clube gastron\u00f4mico. Do lado uruguaio, na \u00e1rea de hotelaria.<\/p>\n<h2><b>Pimenta Buena<\/b><\/h2>\n<p><b>E<\/b>ntre 2007 e 2012, Vicente foi letrista e vocalista da banda Pimenta Buena. Na trajet\u00f3ria, dois discos: \u201cPimenta Buena\u201d (2008); \u201cNada Original\u201d (11). Neste ano, em novembro, para assinalar o que seria o nono ano, haver\u00e1 dois shows da Pimenta Buena. Ser\u00e3o apresenta\u00e7\u00f5es comemorativas em Pelotas e Jaguar\u00e3o, com grava\u00e7\u00e3o ao vivo.<\/p>\n<p><b>AUTORAL \u2013\u00a0<\/b>Vicente observa: \u201cA Pimenta Buena \u00e9 o nosso sapatinho de cristal. Foi e \u00e9 o projeto mais lindo, apaixonante e incr\u00edvel do qual participei at\u00e9 agora. E o lan\u00e7amento do \u2018Vuelo Libre\u2019 vem com essa mesma gana e ess\u00eancia. Nesses precoces cinco anos, a banda mexeu na cena cultural da cidade e levou o nome de Pelotas e do Uruguai a diversos lugares do Mercosul, chegando, atrav\u00e9s das redes a outros lugares do mundo. No Peru, por exemplo, tinha banda tocando m\u00fasicas da Pimenta. O grupo surgiu da uni\u00e3o de tr\u00eas amigos que hoje s\u00e3o irm\u00e3os. A qu\u00edmica foi perfeita, pois nossas influ\u00eancias casavam perfeitamente. O Daniel, baixista, trazia toda a min\u00facia dos grandes baixistas da contemporaneidade, o Andr\u00e9 na bateria, m\u00fasico complet\u00edssimo, uma praia gigantesca de m\u00fasica brasileira e ritmos continentais. E o Jo\u00e3o, nosso maestro, filho do viol\u00e3o cl\u00e1ssico e com nuances metaleiras, todos os ingredientes para ir al\u00e9m daquilo que se escutava. Quando eu entro, com aquela teatralidade das m\u00fasicas do Prata, abriu-se uma nova oportunidade de fazer som. Ent\u00e3o, vestidos de jazz e munidos de Pop, como diz\u00edamos em nossos releases, conquistamos cora\u00e7\u00f5es de todas as idades e proced\u00eancias musicais. Dali chegamos a fazer dez shows por m\u00eas. Tocamos com Leindecker, Xavier, Ramil, Crocco e por a\u00ed vai. Era, foi, \u00e9, e ser\u00e1 sempre um sucesso. Para o segundo disco tivemos uma baixa, o Daniel saiu, talvez por n\u00e3o aguentar os compromissos e a press\u00e3o do projeto e entrou o Ottoni, grande baixista da cidade. Em 2012 paramos, precis\u00e1vamos conter a ansiedade e as frustra\u00e7\u00f5es que naturalmente sofre uma banda em ascens\u00e3o. Fomos humildes, demos um passo para o lado\u201d. M\u00fasicas podem ser conferidas no Youtube.<\/p>\n<p><b>GRATID\u00c3O<\/b>\u00a0\u2013 Vicente expressa: \u201cFico agradecido com meu p\u00fablico, que sempre foi fiel e sabe o amor que dedico as coisas que fa\u00e7o. Os amigos que fa\u00e7o s\u00e3o meu motor, dou-lhes amor em forma de m\u00fasica e de bons momentos. Esse \u00e9 o legado principal que queiro deixar \u00e0 posteridade. Quero gravar muitos discos e, enquanto vivo, passar adiante essa energia que nos move\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ter\u00e7a \u00e0s 18h no p\u00e1tio do Mercado P\u00fablico, apresenta\u00e7\u00e3o do compositor e m\u00fasico uruguaio Vicente Botti Por Carlos Cogoy Os temperos musicais do uruguaio-pelotense Vicente Botti, poder\u00e3o ser apreciados<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":51489,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51488"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51488"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51488\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51490,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51488\/revisions\/51490"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51488"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51488"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51488"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}