{"id":52293,"date":"2016-07-08T09:56:12","date_gmt":"2016-07-08T12:56:12","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=52293"},"modified":"2016-07-08T09:56:12","modified_gmt":"2016-07-08T12:56:12","slug":"som-underground-no-bokada-festival","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/som-underground-no-bokada-festival\/","title":{"rendered":"Som underground no \u201cBokada Festival\u201d"},"content":{"rendered":"<p><b>S\u00e1bado \u00e0s 23h no \u201cGalp\u00e3o\u201d \u2013 Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio 8 -, festival reunir\u00e1s as bandas Tronco, Street Cats e Mato Cerrado<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_52294\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bokada-marcelo-rubira-2-jpg.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Som underground no \u201cBokada Festival\u201d\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-52294\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-52294 \" alt=\"Marcelo Rubira\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bokada-marcelo-rubira-2-jpg.jpg\" width=\"239\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bokada-marcelo-rubira-2-jpg.jpg 398w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/bokada-marcelo-rubira-2-jpg-131x150.jpg 131w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-52294\" class=\"wp-caption-text\">Marcelo Rubira<\/p><\/div>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b>Giana Cognato na bateria, Giuliano \u201cJack Strat\u201d na guitarra. Eles formam o \u201cStreet Cats\u201d, umas das atra\u00e7\u00f5es do \u201cBokada Festival\u201d. J\u00e1 o trio com Yuri Marimon (guitarra e voz), Wysrah Moraes (baixo e voz), e Felipe Nobre (bateria), tamb\u00e9m participar\u00e1 da programa\u00e7\u00e3o com in\u00edcio \u00e0s 23h no \u201cGalp\u00e3o\u201d \u00e0 rua Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio 8. Eles integram a banda \u201cMato Cerrado\u201d, cujo repert\u00f3rio \u00e9 o rock com letras cr\u00edticas. E, como anfitri\u00e3 da noite \u201c<i>underground<\/i>\u201d, a banda com Cleber Vaz (guitarra, voz), Gabriel Medeiros (baixo), Marcelo Rubira (bateria). Eles s\u00e3o a \u201cTronco\u201d, que estar\u00e1 lan\u00e7ando o primeiro \u201csingle\u201d. No evento, poder\u00e3o ser adquiridos EPs das bandas. Em destaque, Marcelo Rubira da \u201cBokada Produ\u00e7\u00f5es\u201d. Um dos idealizadores do festival, ele desde os anos noventa tem participado de projetos como as edi\u00e7\u00f5es da \u201cAnarkofesta\u201d. Ingresso a R$10,00 at\u00e9 os trinta minutos de domingo. Ap\u00f3s, sobe para R$15,00. Com a doa\u00e7\u00e3o de agasalho, independente da hora, pre\u00e7o permanecer\u00e1 R$10,00.<\/p>\n<p><b>ANARKOFESTA<\/b> foi promo\u00e7\u00e3o \u2018underground\u2019 com tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es na d\u00e9cada de noventa. Com dezoito anos, Rubira foi um dos mentores da festa que reunia movimento punk, anarquistas e tribos na contram\u00e3o do conservadorismo. Ele lembra: \u201cFoi um tempo muito bom. Eu usava um visual bem carregado. A Anarkofesta foi meu primeiro festival underground, organizado pela Cerim\u00f4nia Final produ\u00e7\u00f5es. Na organiza\u00e7\u00e3o, est\u00e1vamos eu, o Maur\u00edcio \u2018G\u00e3s\u2019 de Leon, e o \u2018Zez\u00e3o\u2019. A ideia surgiu quando o G\u00e3s voltou de Floripa, e queria fazer alguma coisa para movimentar a cidade. Com certeza, ainda n\u00e3o havia espa\u00e7o para isso. Fomos assim mesmo, conversando, chamando a galera e fazendo acontecer com o que tinha. Era um pessoal que vivia aqui mesmo, mais estudantes e tal, galera que tinha banda aqui e de outras cidades, era um coletivo mesmo e todos ajudavam com alguma coisa\u201d.<\/p>\n<p><b>CONTESTA\u00c7\u00c3O <\/b>\u2013 Rubira acrescenta sobre a experi\u00eancia: \u201cNa \u2018Anarkofesta\u2019, pessoal se reunia para assistir v\u00eddeos e escutar o que nunca tocava nas r\u00e1dios. E tamb\u00e9m ver um monte de bandas de v\u00e1rias cidades. O local era o antigo \u2018Gota d\u00b4Agua\u2019, do seu Roberto, o \u00fanico que nos aceitou. E foi muito legal, casa lotada em todas as edi\u00e7\u00f5es. Havia exposi\u00e7\u00f5es de fanzines e debates sobre anarquismo. Mas o forte mesmo eram as bandas. Aqui j\u00e1 tinha um movimento punk e metal bem forte aliado a Rio Grande, de onde sempre vinha uma galera. E assim est\u00e1 sendo at\u00e9 hoje. Tamb\u00e9m cont\u00e1vamos\u00a0 com bandas de Porto Alegre, Santa Maria e Farroupilha, onde tem uma banda que sou f\u00e3 at\u00e9 hoje, a \u2018Apostasia\u2019, banda dos prim\u00f3rdios do death metal. L\u00e1 tamb\u00e9m tocava de tudo, metal, punk, hard, g\u00f3tico. Era um tempo em que a galera n\u00e3o se importava tanto com a qualidade dos m\u00fasicos, queriam mesmo era quebrar cabe\u00e7as. Debates eram feitos aqui em casa, aonde \u00e9 o est\u00fadio, sempre arquitetando alguma coisa. Teve at\u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o contra o desfile militar, e alguns foram presos. Mas foi muito boa a experi\u00eancia. Tenho um DVD desse tempo, est\u00e1 bem ruim mas ainda vejo de vez em quando. O que restou da Anarkofesta foi a iniciativa para outros festivais que surgiram depois, pois a galera se puxou e at\u00e9 ajudei em v\u00e1rios festivais como fa\u00e7o at\u00e9 hoje, ali o pessoal aprendeu que, se quiser fazer alguma coisa em prol do que gosta, tem que fazer com o que tem e n\u00e3o esperar que caia do c\u00e9u. Havia um ideal anarquista pois n\u00e3o visava lucros, era para fazer alguma coisa pelo coletivo alternativo, juntar tudo, sabe? Ficou uma mem\u00f3ria e uma praga, pois eu n\u00e3o sei fazer outra coisa al\u00e9m de fomentar o underground at\u00e9 hoje. Com certeza contribu\u00edmos para que o pessoal levasse a ideia \u00e0 frente\u201d.<\/p>\n<p><b>TRAJET\u00d3RIA <\/b>\u2013 Morador do Areal, o ent\u00e3o guri Marcelo Rubira interessou-se quando assistiu mat\u00e9ria sobre o Rock in Rio em 1985. A seguir, foi no show do Camisa de V\u00eanus no Paulista. Com o amigo Alex, que integrava a banda Dissector, descobriu novos grupos. Guitarrista, Rubira e amigos criaram a banda \u201cExecutor\u201d. A bateria come\u00e7ou atrav\u00e9s do contato com Cl\u00e1udio Reiter. Na \u00e9poca, sem internet, o jeito era procurar discos e fitas, bem como empenhar-se na troca de correspond\u00eancias. Como artes\u00e3o, Rubira morou no norte do Estado, Esp\u00edrito Santo e centro-oeste do Pa\u00eds. Em Pelotas, exp\u00f4s no centro da cidade. Atualmente, dedica-se ao est\u00fadio Bokada \u2013 rua Sen. Alberto Pasqualini 840 -, no Areal. Por l\u00e1, tem gravado v\u00e1rias bandas locais e tamb\u00e9m de Rio Grande. Entre os parceiros na promo\u00e7\u00e3o de festivais, menciona Artur e Paulo Momento, bem como a equipe do \u201cGalp\u00e3o\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura libert\u00e1ria na atualidade, ressalta a Ocupa\u00e7\u00e3o Coletiva de Arteirxs (OCA). Contatos: 8417.0347.<\/p>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e1bado \u00e0s 23h no \u201cGalp\u00e3o\u201d \u2013 Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio 8 -, festival reunir\u00e1s as bandas Tronco, Street Cats e Mato Cerrado \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Giana Cognato na bateria, Giuliano \u201cJack Strat\u201d na guitarra.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52293"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52293"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52293\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52295,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52293\/revisions\/52295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}