{"id":53345,"date":"2016-08-09T09:37:05","date_gmt":"2016-08-09T12:37:05","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=53345"},"modified":"2016-08-09T09:37:05","modified_gmt":"2016-08-09T12:37:05","slug":"livros-dignidade-refugiada-em-contos-e-cronicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/livros-dignidade-refugiada-em-contos-e-cronicas\/","title":{"rendered":"LIVROS : Dignidade refugiada em contos e cr\u00f4nicas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><b>Nesta ter\u00e7a a partir das 18h, autora Olga Pereira autografar\u00e1 duas obras na Livraria Vanguarda \u2013 Campus da UCPel<\/b><\/h2>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>A <\/b>solid\u00e3o coletiva proporcionada pela tecnologia. \u201cSelfies\u201d arquivando o riso pl\u00e1stico. A linha do nosso tempo est\u00e1 repleta de ambiguidades, e algumas certezas. Entre elas, o embrutecimento, injusti\u00e7a e desigualdade. Algumas das quest\u00f5es abordadas nas vinte cr\u00f4nicas do livro \u201cDias em que o EGO precisou dormir mais cedo\u201d (139 p\u00e1ginas). Autoria da pesquisadora e escritora Olga Pereira, o lan\u00e7amento acontecer\u00e1 a partir das 18h na \u201cVanguarda T\u00e9cnicos\u201d. No Campus I da UCPel, a autora tamb\u00e9m estar\u00e1 autografando o volume de contos \u201cO negro no espelho: legado e oralidade\u201d. Na publica\u00e7\u00e3o, ela retoma a quest\u00e3o da \u201cnegritude\u201d, que foi tema dos seus dois livros de estreia: \u201cReinterpretando sil\u00eancios: reflex\u00f5es sobre a doc\u00eancia negra na cidade de Pelotas\u201d (editora Nandyala); \u201cCicatrizes da Escravid\u00e3o: da hist\u00f3ria ao silenciamento\u201d (editora Um2). Os novos livros s\u00e3o publica\u00e7\u00f5es da editora Um2. Na programa\u00e7\u00e3o desta ter\u00e7a, apresenta\u00e7\u00e3o musical de Daniela Brizolara e Dena Vargas. Ap\u00f3s o lan\u00e7amento, as obras estar\u00e3o dispon\u00edveis nas livrarias Vanguarda e Mundial. Tamb\u00e9m poder\u00e3o ser adquiridas diretamente com a autora, sendo adicionado o custo do envio. Informa\u00e7\u00f5es: (53) 8114.7019; (53) 8102.0005; (53) 8442.1809 ; (53) 3227.4496 e (53) 3278.9517. Emails: <a href=\"mailto:olgapereira@ifsul.edu.br\">olgapereira@ifsul.edu.br<\/a>; <a href=\"mailto:ioneavila2326@gmail.com\">ioneavila2326@gmail.com<\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_53347\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-autora.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"LIVROS : Dignidade refugiada em contos e cr\u00f4nicas \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-53347\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-53347\" alt=\"Olga Pereira autografa na Vanguarda\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-autora-220x300.jpg\" width=\"220\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-autora-220x300.jpg 220w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-autora-110x150.jpg 110w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-autora.jpg 421w\" sizes=\"(max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-53347\" class=\"wp-caption-text\">Olga Pereira autografa na Vanguarda<\/p><\/div>\n<p><b><\/b><b>ESCREVER \u2013 <\/b>Olga \u2013 doutora em letras pela UCPel -, conta que na adolesc\u00eancia participou de concursos liter\u00e1rios. Mas, devido ao custo, n\u00e3o chegou a publicar em livro. Entre os autores e referenciais, destaca influ\u00eancias de Zygmunt Bauman, Mikhail Bakhtin, Kabengele Munanga, Mia Couto, Rubem Alves, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Stuart Hall, Ariano Suassuna, Gandhi, Mandela, Carlos Moore, Milton Santos, Abdias do Nascimento, Jacques D\u2019Adesky. A autora menciona: \u201cNunca pensei sobre qual seria o estilo liter\u00e1rio que seguiria, no entanto, creio que em nenhum dos meus livros consigo fugir da cr\u00edtica a uma realidade ainda t\u00e3o perversa. Falo das dores do mundo, das desigualdades sociais e raciais. As fronteiras recriadas a todo instante, que afastam os seres humanos. Considero como realismo nada m\u00e1gico, ainda que necess\u00e1rio acreditarmos na possibilidade de um mundo mais justo, sem segrega\u00e7\u00f5es vis\u00edveis e invis\u00edveis\u201d. Acerca do of\u00edcio de escrever, ela acrescenta: \u201cGeralmente escrevo \u00e0 noite e nos fins de semana. Nunca fa\u00e7o rabiscos, costumo escrever direto na tela do computador. Sei que uma for\u00e7a superior est\u00e1 ao meu lado, orientando a todo instante. Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo que levo em cada conto, \u00e9 algo muito relativo. E o livro \u2018Negro no espelho: legado e oralidade\u2019, n\u00e3o estava previsto para ser lan\u00e7ado neste ano. Foi escrito em menos de dois meses. E o que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, quando percebi, estava brotando sem que tivesse planejado o desenrolar de cada cap\u00edtulo\u201d. Para 2017, programa a escritora, lan\u00e7amento de romance baseado em fato real.<\/p>\n<p><b>DIGNIDADE <\/b>\u2013 \u201cMesmo com alguns avan\u00e7os significativos na legisla\u00e7\u00e3o de amparo ao negro no Brasil, tenho de admitir que, enquanto n\u00e3o houver uma reflex\u00e3o s\u00e9ria de combate ao racismo, essa realidade prosseguir\u00e1 vitimando cada negro e negra em nossa sociedade. Temos de denunciar, n\u00e3o podemos fingir que se trata de assunto superado. Vivemos numa fr\u00e1gil democracia racial, como diz Munanga. N\u00e3o podemos silenciar. O respeito ao outro deve ser efetivado hoje e sempre\u201d, enfatiza Olga.<\/p>\n<h2><b>Alteridade na contram\u00e3o da indiferen\u00e7a<\/b><\/h2>\n<p><b><\/b><b>N<\/b>o livro de cr\u00f4nicas, o pref\u00e1cio \u00e9 autoria do professor e escritor Oscar Brisolara. A escritora observa:<\/p>\n<p><b>\u201c<\/b>O livro \u2018Dias em que o ego precisou dormir mais cedo\u2019, tem como objetivo instigar reflex\u00f5es sobre o nosso papel enquanto seres humanos insatisfeitos, fragmentados e, por que n\u00e3o dizer, ingratos. \u00c9 um apontar sobre temas que diariamente nos rodeiam e que, consciente ou inconscientemente, s\u00e3o naturalizados sem o devido comprometimento com a hist\u00f3ria do outro. Busca, sobremaneira, validar os pequenos gestos e atitudes que, no atropelo de uma sociedade conectada pela solid\u00e3o, desconsidera o humano que dentro de n\u00f3s sangra um pouco a cada dia. Um convite presente em cada cap\u00edtulo para que saiamos desse processo constante de ingratid\u00e3o.<\/p>\n<p>Da\u00ed, ent\u00e3o compreendermos que, enquanto a dor do outro n\u00e3o doer em n\u00f3s, continuaremos alimentando esse ser\u00a0 estranho que persiste em segregar quem nasceu para viver em coletividade! \u00c9 refletir que, na contram\u00e3o de um\u00a0 querer consumista e descontrolado, muitos pesadelos s\u00e3o alimentados desconsiderando que, enquanto muitos dormem ao relento, outros tantos se reviram em camas-box!. \u00c9 instigar reflex\u00f5es sobre\u00a0 a necessidade de mais abra\u00e7os e menos \u2018selfies\u2019. \u00c9 parando na beira do cais, que realmente perceberemos como a vida \u00e9 breve.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-livros-jpg.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"LIVROS : Dignidade refugiada em contos e cr\u00f4nicas \"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-53346\" alt=\"Olga P livros.jpg\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-livros-jpg.jpg\" width=\"384\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-livros-jpg.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-livros-jpg-150x112.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/olga-p-livros-jpg-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a>E precisamos acelerar a pressa que se concretiza atrav\u00e9s da preocupa\u00e7\u00e3o com o outro. \u00c9 filtrar valores essenciais na constru\u00e7\u00e3o de um n\u00f3s e, ao faz\u00ea-lo, perceber que existe um Alzheimer contempor\u00e2neo feroz, construindo fronteiras ao inv\u00e9s de pontes de aproxima\u00e7\u00e3o. \u00c9\u00a0 validar as pausas necess\u00e1rias com o intuito de frear a velocidade da indiferen\u00e7a, \u00e9 refletir sobre as dores de m\u00e3e que, acolhidas atrav\u00e9s da alteridade, ir\u00e1 tamb\u00e9m nos fazer compreender que elas representam a dor da humanidade cada vez mais sequelada.\u00a0 Enfim,\u00a0 uma contribui\u00e7\u00e3o que\u00a0 compartilho e que somente ser\u00e1 efetivada atrav\u00e9s do\u00a0 olhar e da sensibilidade de cada leitor e leitora. Como costumo dizer: s\u00e3o sementes que lan\u00e7o em jardins diversos \u00e0 procura de quem as acolham com carinho, responsabilidade e zelo\u201d.<\/p>\n<h2><b>Ancestralidade e o encanto da escuta<\/b><\/h2>\n<p><b><\/b><b>\u00a0N<\/b>o volume \u201cO Negro no Espelho: legado e oralidade\u201d, contos que ressaltam o valor da ancestralidade na cultura negra. A capa \u00e9 autoria do artista pl\u00e1stico Jos\u00e9 Darci Gon\u00e7alves de Arroio Grande. A autora Olga explica sobre a tem\u00e1tica que caracteriza a obra:<\/p>\n<p>\u201cNo trabalho predomina a quest\u00e3o negra no que diz respeito \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da oralidade e o respeito aos mais velhos. O livro \u00e9 constru\u00eddo a partir de dez cap\u00edtulos. No primeiro cap\u00edtulo, discorro sobre o verdadeiro sentido de fam\u00edlia, aqui compreendido como a valida\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias dos av\u00f3s maternos e paternos. O segundo cap\u00edtulo\u00a0 traz a hist\u00f3ria de Vov\u00f3 Olinda e as trouxas de esperan\u00e7as, refor\u00e7ando o\u00a0 quanto de sapi\u00eancia \u00a0existe na voz daquelas que transformam a cultura da vida nas\u00a0 mais valiosas aprend\u00eancias. No terceiro cap\u00edtulo, Dalva e as Abayomis que, refor\u00e7am o sentimento que sempre \u00e9 poss\u00edvel fazer algo independente de parcos recursos. O quarto cap\u00edtulo\u00a0 \u2018Jos\u00e9: av\u00f4 de Dalva e a hist\u00f3ria do velho curandeiro\u2019, busca desconstruir r\u00f3tulos e pr\u00e9-conceitos nos fazendo perceber o quanto somos carentes do colo e do olhar afetuoso do outro. O quinto \u2018Os filhos de Enam e Dalva conversando sobre oralidade\u2019, \u00e9 o reconhecimento e respeito a toda ancestralidade contida na hist\u00f3ria de vida dos av\u00f3s maternos e paternos. Momento esse onde Enam, o pai dos quatros jovens negros, narra para os filhos o verdadeiro significado da heran\u00e7a cultural contida em cada narrativa que o acompanha desde seu nascimento. Nos cap\u00edtulos seis, sete, oito e nove, os filhos de Enam e Dalva, re\u00fanem-se para deixar como legado outras tantas hist\u00f3rias de amor, respeito e valoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 oralidade t\u00e3o presente na trajet\u00f3ria de vida e de supera\u00e7\u00e3o de cada negro e negra em nosso pa\u00eds.\u00a0 E, por fim, cap\u00edtulo dez, \u2018Vov\u00f3 Olinda e o poder encantador da escuta\u2019, \u00e9 o momento onde os netos Makini, Shaira, Kito e Adila, esperam ansiosamente a chegada de vov\u00f3 Olinda para que a mesma escute cada hist\u00f3ria e d\u00ea sua opini\u00e3o a respeito do legado por eles deixado\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ter\u00e7a a partir das 18h, autora Olga Pereira autografar\u00e1 duas obras na Livraria Vanguarda \u2013 Campus da UCPel Por Carlos Cogoy A solid\u00e3o coletiva proporcionada pela tecnologia. \u201cSelfies\u201d arquivando<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":53346,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53345"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53345"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53348,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53345\/revisions\/53348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}