{"id":5581,"date":"2013-11-06T10:01:31","date_gmt":"2013-11-06T12:01:31","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=5581"},"modified":"2013-11-06T10:01:31","modified_gmt":"2013-11-06T12:01:31","slug":"peca-teatral-da-3a-turma-do-curso-de-teatro-ufpel-estreia-sabado9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/peca-teatral-da-3a-turma-do-curso-de-teatro-ufpel-estreia-sabado9\/","title":{"rendered":"Pe\u00e7a teatral da 3\u00aa turma do curso de Teatro-UFPel estreia S\u00e1bado(9)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-02.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Pe\u00e7a teatral da 3\u00aa turma do curso de Teatro-UFPel estreia S\u00e1bado(9)\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5602\" alt=\"Teatro UFPel 02\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-02-205x300.jpg\" width=\"205\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-02-205x300.jpg 205w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-02.jpg 410w\" sizes=\"(max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/><\/a>\u201cN\u00e3o h\u00e1 destino, s\u00f3 um ir\u201d \u00e9 o t\u00edtulo da pe\u00e7a de formatura de um grupo de alunos e alunas do curso de teatro que ingressaram em 2011 (terceira turma). A encena\u00e7\u00e3o ser\u00e1 realizada nos dias 9, 10 e 12 de novembro, \u00e0s 20h, no Laborat\u00f3rio de Experimentos Po\u00e9ticos\u2014Sala Carmem Biasoli \u00a0[rua Almirante Tamandar\u00e9, 301]. A dura\u00e7\u00e3o do experimento \u00e9 de 2h30min. A entrada \u00e9 franca, com distribui\u00e7\u00e3o de senhas 30 minutos antes do in\u00edcio.<\/p>\n<p>A ideia dessa pe\u00e7a \u00e9 que antes de qualquer coisa \u00e9 um exerc\u00edcio do fazer teatral. Desse modo, a pe\u00e7a \u00e9 um experimento po\u00e9tico, isto \u00e9, um experimento com o fazer teatral.<\/p>\n<p>A ideia de experimento foi constru\u00edda pelo professor Adriano Moraes como m\u00e9todo de pesquisar a cena em sua tese de doutorado. Nesse sentido, o fazer no experimento po\u00e9tico assume o sentido de uma a\u00e7\u00e3o que tem por finalidade produzir uma obra ordenando formas com intencionalidade est\u00e9tica. Nessa perspectiva um experimento po\u00e9tico se configura em partilha do sens\u00edvel. A cria\u00e7\u00e3o em si no experimento po\u00e9tico pode ser resumida na ordena\u00e7\u00e3o de materiais (formas) com objetivo de afetar sensivelmente por meio da explicita\u00e7\u00e3o de imagens. Assim, um experimento com o po\u00e9tico busca evidenciar justamente as a\u00e7\u00f5es de trabalho empregadas na cria\u00e7\u00e3o de uma obra formal. O que um espectador percebe em um experimento po\u00e9tico \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de sujeitos a partir de determinadas formas. No caso do teatro, o espectador antes de perceber a obra, deleita-se com o trabalho do homem e da mulher que torna a obra poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Para que possa haver intencionalidade est\u00e9tica partilhada \u00e9 necess\u00e1rio que se eleja materiais para ordenar por meio do trabalho a configura\u00e7\u00e3o da obra. No caso de \u201cn\u00e3o h\u00e1 destino, s\u00f3 um ir\u201d os materiais foram selecionados com a escolha de um tema: a condi\u00e7\u00e3o humana. Esse tema, foco de estudos de Hannah Arendt, possibilitou a constru\u00e7\u00e3o de uma dramaturgia que se consolidou na formaliza\u00e7\u00e3o de imagens que localizam sujeitos, seus trabalhos e, evidentemente, sua obra. A obra, no sentido atribu\u00eddo por Arendt, \u00e9 o resultado do esfor\u00e7o e da energia empregadas nas a\u00e7\u00f5es de grupos de trabalhadores, configurando-se em \u00faltima inst\u00e2ncia, naquilo que entendemos como artif\u00edcio humano: as coisas necess\u00e1rias ou n\u00e3o necess\u00e1rias como as coisas da arte.<\/p>\n<p>Diante do tema condi\u00e7\u00e3o humana optamos pela explicita\u00e7\u00e3o do fazer por meio de imagens. As imagens que comp\u00f5em a dramaturgia de \u201cn\u00e3o h\u00e1 destino, s\u00f3 um ir\u201d foram ordenadas em quadros. Em cada quadro, independentemente do contexto espec\u00edfico, buscamos explicitar o esfor\u00e7o do trabalho de todos os envolvidos no experimento: atores, atrizes e demais artistas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-03.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"Pe\u00e7a teatral da 3\u00aa turma do curso de Teatro-UFPel estreia S\u00e1bado(9)\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-5600 alignright\" alt=\"Teatro UFPel 03\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-03-225x300.jpg\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-03-225x300.jpg 225w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Teatro-UFPel-03.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>A primeira imagem busca instalar o di\u00e1logo que optamos fazer com o teatro p\u00f3s-dram\u00e1tico e que permeia todo o experimento. Essa imagem, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201co peso de pensar a vida\u201d, foi constru\u00edda a partir do pr\u00f3logo do texto de Hannah Arendt e com elementos que privilegia o fragmento, a sobreposi\u00e7\u00e3o e o<i>non sense.<\/i><\/p>\n<p>A segunda imagem foi organizada em dez quadros e tem como refer\u00eancia o conto \u201cA incr\u00edvel e triste hist\u00f3ria de C\u00e2ndida Er\u00e9ndira e sua av\u00f3 desalmada\u201d de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez. Essa imagem foi configurada para mostrar um contexto humano em que a conviv\u00eancia permanente com a precariedade pode fazer com que o embrutecimento dos afetos se torne uma condi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A terceira imagem tem como tema a solid\u00e3o e o desencanto. Configurada a partir de \u201cCombate de Negros e C\u00e3es\u201d de Bernard-Marie Kolt\u00e8s, essa imagem se divide em quatro quadros. Nesses quadros, dois sujeitos \u2013 Leone e Cal \u2013 enfrentam suas solid\u00f5es entre di\u00e1logos soltos, pensamentos verbalizados, narrativas de mem\u00f3rias. A solid\u00e3o, no entanto, \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o que se imp\u00f5e em cada uma das tentativas de afetar e ser afetado.<\/p>\n<p>A quarta imagem apresenta duas moradoras de rua e \u00e9 dividida em cinco quadros. A condi\u00e7\u00e3o marginal com a qual convivemos diariamente nas cidades e com as quais nos \u201cnaturalizamos\u201d esconde uma condi\u00e7\u00e3o em que o humano se desumaniza. Com refer\u00eancia em moradores de rua de Pelotas o c\u00f4mico ganha espa\u00e7o com a liberdade de a\u00e7\u00e3o dessas figuras desprendidas das condi\u00e7\u00f5es de vida modernas em que o trabalho \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para a vida em sociedade. Os textos utilizados como refer\u00eancia para os quadros s\u00e3o \u201cA m\u00e1quina de pagar contas\u201d, \u201cAqui estamos com milhares de c\u00e3es vindos do mar\u201d e \u201cEspere o calor\u00e3o passar\u201d de Mat\u00e9i Visniec.<\/p>\n<p>FICHA T\u00c9CNICA:<\/p>\n<p><b>Elenco:<\/b><br \/>\nAllan Leite<br \/>\nCarolina Ferreira<br \/>\nDagma Colomby<br \/>\nElias Pintanel<br \/>\nFernanda Schindel<br \/>\nGraziele Barros<br \/>\nLaura Bragamonte<br \/>\nLuana Franz<\/p>\n<p><b>Dire\u00e7\u00e3o e dramaturgia:<\/b><br \/>\nAdriano Moraes<\/p>\n<p><b>Cen\u00e1rios:<\/b><br \/>\nMarcelo Silva<\/p>\n<p><b>Figurinos:<\/b><br \/>\nLarissa Martins e Ateli\u00ea de Figurinos<\/p>\n<p><b>Ilumina\u00e7\u00e3o:<\/b><br \/>\n\u00c9derson Pestana<\/p>\n<p><b>Trilha sonora:<\/b><br \/>\nCleber Vaz<br \/>\nEug\u00eanio Bassi<\/p>\n<p><b>Coreografia:<\/b><br \/>\nC\u00e1tia Carvalho<\/p>\n<p><b>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/b><br \/>\nUFPel \/ Centro de Artes \/ Curso de Teatro \/ Disciplina de Montagem Teatral<\/p>\n<p><b>Apoio:\u00a0<\/b><br \/>\nLaborat\u00f3rio de Experimentos Po\u00e9ticos \u2013 sala Carmen Biasoli do GEPPAC\u2013 Grupo de estudos e pesquisas sobre processos criativos em artes c\u00eanicas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 destino, s\u00f3 um ir\u201d \u00e9 o t\u00edtulo da pe\u00e7a de formatura de um grupo de alunos e alunas do curso de teatro que ingressaram em 2011 (terceira turma).<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5601,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5581"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5581"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5604,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5581\/revisions\/5604"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}