{"id":56436,"date":"2016-11-16T09:18:54","date_gmt":"2016-11-16T11:18:54","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=56436"},"modified":"2016-11-17T09:37:11","modified_gmt":"2016-11-17T11:37:11","slug":"cresce-desemprego-entre-os-jovens-de-ate-24-anos-diz-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/cresce-desemprego-entre-os-jovens-de-ate-24-anos-diz-ipea\/","title":{"rendered":"Cresce desemprego entre os jovens de at\u00e9 24 anos, diz Ipea"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser jovem no atual mercado de trabalho, diz a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) no relat\u00f3rio Tend\u00eancias Globais de Emprego para a Juventude, divulgado hoje (8). De acordo com a organiza\u00e7\u00e3o, a fraca recupera\u00e7\u00e3o da economia mundial nos \u00faltimos dois anos agravou a crise de emprego entre os trabalhadores dos 15 aos 24 anos (de 15 a 18 anos, em condi\u00e7\u00e3o de aprendiz). Essa preocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia sido mencionada pela OIT no \u00faltimo relat\u00f3rio sobre o tema, em janeiro.<\/p>\n<p>Estima-se que atualmente cerca de 73 milh\u00f5es de jovens estejam sem trabalho, o equivalente \u00e0 taxa de desemprego de 12,6% para as pessoas nessa faixa et\u00e1ria. A situa\u00e7\u00e3o dos jovens \u00e9 mais dif\u00edcil nos pa\u00edses desenvolvidos, atingidos mais intensamente pela crise financeira internacional entre 2008 e 2009, informou a OIT. Em 2012, essa taxa chegou a atingir 54,3% na Espanha, 54,2% na Gr\u00e9cia, 38,7% em Portugal, 34,4% na It\u00e1lia e 31,4% na Irlanda.\u00a0 De 2008 a 2012, o desemprego de trabalhadores entre 15 e 24 anos foi 24,9%, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A Espanha registrou recentemente a maior taxa de desemprego desde a d\u00e9cada de 1970. Portugal e It\u00e1lia tamb\u00e9m j\u00e1 manifestaram preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao desemprego no continente. Estima-se que o \u00edndice em rela\u00e7\u00e3o aos jovens n\u00e3o caia para menos de 17% antes de 2016 nos pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>\u201cEstes n\u00fameros evidenciam a necessidade de enfocarmos pol\u00edticas que promovam o crescimento, a melhoria da educa\u00e7\u00e3o e os sistemas de qualifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do emprego juvenil\u201d, disse o sub-diretor-geral de Pol\u00edticas da OIT, Jos\u00e9 Manuel Salazar-Xirinachs.<\/p>\n<p>At\u00e9 2018, a taxa de desemprego entre jovens est\u00e1 projetada para alcan\u00e7ar 12,8%, em m\u00e9dia, com crescentes disparidades regionais, evidenciadas pela din\u00e2mica no mercado de trabalho dos pa\u00edses em desenvolvimento, como o Brasil. Os dados da organiza\u00e7\u00e3o mostram que o aumento dessa taxa n\u00e3o tem ocorrido na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Em 2012, o Brasil registrou o \u00edndice de 13,7% de desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos &#8211; o menor na s\u00e9rie feita pela OIT entre 2000 e 2012. O M\u00e9xico e o Chile foram outros pa\u00edses da regi\u00e3o que tiveram taxas comparativamente baixas em rela\u00e7\u00e3o aos demais &#8211; 9,7% e 15,8%, respectivamente.<\/p>\n<p>Entre as consequ\u00eancias do desemprego entre jovens em pa\u00edses desenvolvidos est\u00e3o a desist\u00eancia dessas pessoas de entrar no mercado de trabalho, a tend\u00eancia a ser menos seletivos em rela\u00e7\u00e3o ao tipo de emprego que aceitam exercer e a perda de potencial produtivo das economias em geral, que n\u00e3o estimulam a for\u00e7a de trabalho respons\u00e1vel pela sustenta\u00e7\u00e3o do futuro. \u201cA sociedade est\u00e1 perdendo habilidades valiosas e deixando de crescer produtivamente, o que aconteceria se esses jovens fossem empregados em seu n\u00edvel adequado de qualifica\u00e7\u00e3o\u201d, informou a OIT.<\/p>\n<p>De acordo com a organiza\u00e7\u00e3o, muitos jovens est\u00e3o recorrendo a atividades de meio-per\u00edodo, assim como a informais. Empregos est\u00e1veis, com seguran\u00e7a, que foram quase padr\u00e3o ente as gera\u00e7\u00f5es anteriores \u2013 pelo menos em economias desenvolvidas \u2013 t\u00eam sido cada vez menos acess\u00edveis \u00e0s gera\u00e7\u00f5es atuais.<\/p>\n<p>Outro ponto problem\u00e1tico, segundo a OIT, \u00e9 a incompatibilidade entre as atividades exercidas pelo jovens e a especializa\u00e7\u00e3o que eles t\u00eam. Em m\u00e9dia, 13,7% dos jovens europeus, entre 2000 e 2011, exerceram atividades n\u00e3o relacionadas \u00e0s \u00e1reas em que se especializaram. As taxas de incompatibilidade mais altas em 2011 foram registradas em pa\u00edses escandinavos, na Finl\u00e2ndia (23,3%) e Su\u00e9cia (23,1%). A mais baixa foi na Su\u00ed\u00e7a, 1,6%.<\/p>\n<p>Para a OIT, esses profissionais ficam desatualizados e com os conhecimentos defasados, devido ao tempo que passam afastados do mercado de trabalho.\u00a0 \u201c\u00c9 prov\u00e1vel que essas consequ\u00eancias se agravem quanto mais se prolongue a crise do desemprego juvenil e acarretem custo econ\u00f4mico e social \u2013 como o aumento da pobreza e o crescimento mais lento, que superar\u00e1 amplamente o custo da inatividade\u201d, explicou o subdiretor Salazar-Xirinachs.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser jovem no atual mercado de trabalho, diz a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) no relat\u00f3rio Tend\u00eancias Globais de Emprego para a Juventude, divulgado hoje (8). 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