{"id":57442,"date":"2016-12-16T09:20:48","date_gmt":"2016-12-16T11:20:48","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=57442"},"modified":"2016-12-16T09:20:48","modified_gmt":"2016-12-16T11:20:48","slug":"literatura-cronicas-do-amor-como-ele-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/literatura-cronicas-do-amor-como-ele-e\/","title":{"rendered":"LITERATURA : Cr\u00f4nicas do amor como ele \u00e9"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><b>S\u00e1bado \u00e0s 17h na Pane Mio Gourmet, Charlie Rayn\u00e9 autografar\u00e1 \u201cMemorial de amor inquieto\u201d<\/b><\/h2>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>T<\/b>rabalhar com arte neste pa\u00eds \u00e9 um desafio imenso. Poucas pr\u00e1ticas de fomento e muito desinteresse por parte do poder p\u00fablico. No entanto, a arte \u00e9 uma luz na escurid\u00e3o. J\u00e1 vi drogado se recuperar, j\u00e1 vi t\u00edmidos dominarem plateias e j\u00e1 vi monstros chorarem. Onde tem dan\u00e7a, teatro, literatura, existe sempre uma ponte para a beleza do mundo. Observa\u00e7\u00e3o do jornalista, diretor teatral e escritor pelotense Charlie Rayn\u00e9. Ele amanh\u00e3 estar\u00e1 autografando o livro de cr\u00f4nicas \u201cMemorial de Amor Inquieto\u201d (editora Berthier). O lan\u00e7amento ser\u00e1 encontro da literatura e teatro, pois Charlie planeja ler duas das cr\u00f4nicas. As escolhidas \u201cO voo rasgado\u201d e \u201cA velha av\u00f3\u201d, no entanto, poder\u00e3o ser trocadas. Ele explica: \u201cVou sentir minha plateia primeiro. J\u00e1 aconteceu de mudar o plano na \u00faltima hora\u201d. A programa\u00e7\u00e3o ter\u00e1 in\u00edcio \u00e0s 17h, e o local ser\u00e1 a Pane Mio Gourmet \u2013 rua Rafael Pinto Bandeira 2.086.<\/p>\n<p><b>LIVRO <\/b>re\u00fane cr\u00f4nicas in\u00e9ditas, bem como publicadas em jornais locais. Charlie acrescenta: \u201cA experi\u00eancia com teatro me deu base para a cria\u00e7\u00e3o de personagens. Eu, como ator, pude experimentar emo\u00e7\u00f5es vast\u00edssimas que puderam compor todos os meus personagens, tanto de teatro, como de romances ou cr\u00f4nicas. \u2018Memorial\u2019 sempre teve este t\u00edtulo, pois foi a primeira coisa que nasceu do projeto. Os t\u00edtulos sempre chegam primeiro para mim. \u2018Memorial\u2019 est\u00e1 pronto h\u00e1 sete anos, assim como outras tr\u00eas obras que aguardam publica\u00e7\u00e3o. T\u00edtulos simples. Textos curtos. Gosto de leitura curta, mas de bastante consist\u00eancia dram\u00e1tica. Uma frase pode trazer um mundo. Sou minimalista na cr\u00f4nica. Amo muito a met\u00e1fora. A met\u00e1fora \u00e9 sempre uma chave para novas descobertas. Meu tema central \u00e9 sempre o desmoronamento e encantamento do amor. E o amor de todas as formas. De pais e filhos, irm\u00e3os, amantes, meninas e meninas, c\u00e3es e seres humanos, amor entre inimigos, por que n\u00e3o? O amor que nos faz acordar para coisas que sequer imaginamos que somos capazes de ser e fazer. E isto inclui todo bem e mal do mundo\u201d. De acordo com o autor, algumas das cr\u00f4nicas j\u00e1 foram adaptadas para apresenta\u00e7\u00f5es teatrais no Rio de Janeiro e Ara\u00e7atuba.<\/p>\n<div id=\"attachment_57443\" style=\"width: 223px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/charlie-rayne-autor.jpg\" rel=\"lightbox\" title=\"LITERATURA : Cr\u00f4nicas do amor como ele \u00e9 \"><img aria-describedby=\"caption-attachment-57443\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-57443\" alt=\"Charlie Rayn\u00e9 \u00e9 o autor\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/charlie-rayne-autor-213x300.jpg\" width=\"213\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/charlie-rayne-autor-213x300.jpg 213w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/charlie-rayne-autor-106x150.jpg 106w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/charlie-rayne-autor.jpg 426w\" sizes=\"(max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-57443\" class=\"wp-caption-text\">Charlie Rayn\u00e9 \u00e9 o autor<\/p><\/div>\n<p><b>PUBLICAR<\/b> \u2013 O autor menciona acerca da publica\u00e7\u00e3o da obra: \u201cO livro \u00e9 produ\u00e7\u00e3o independente, com patroc\u00ednio de dois laborat\u00f3rios de Passo Fundo. A cidade, considerada capital nacional da literatura, me recebeu com muito amor. Minha produtora \u00e9 de l\u00e1 tamb\u00e9m, Cleci de Biasi. A Editora Berthier, quando recebeu o material, se interessou muito no projeto e deu muito incentivo financeiro tamb\u00e9m. Tanto \u00e9 que ano que vem teremos um novo livro\u201d.<\/p>\n<p><b>ESCREVER<\/b> \u2013 Fragatense, Charlie ganhava livros com frequ\u00eancia na inf\u00e2ncia. Obeso, identificou-se com a hist\u00f3ria do Patinho Feio. Refugiando-se na literatura, come\u00e7ou a escrever aos nove anos. Com onze e doze anos, criava hist\u00f3rias em quadrinhos (HQs). C\u00f3pias eram feitas no mime\u00f3grafo, e colegas do pai distribu\u00edam aos filhos. O primeiro poema surgiu aos treze anos. \u201cMeu futebol foi sempre a leitura, o teatro e a escrita\u201d, diz.<\/p>\n<p><b>TEATRO <\/b>\u2013 Como ator e diretor, trabalho mais recente de Charlie foi a montagem \u201cFlor de Obsess\u00e3o\u201d, baseada nas cr\u00f4nicas de \u201cA vida como ela \u00e9\u201d de Nelson Rodrigues. \u201cEu era um gordinho muito t\u00edmido, instrospectivo, mas muito fantasioso. Estudava no Col\u00e9gio Cassiano do Nascimento e aos sete ou oito anos me deslumbrei com uma pe\u00e7a de teatro amadora. Foi paix\u00e3o \u00e0 primeira vista. Aos catorze entrei no Teatro do COP, onde iniciei meus estudos. O gordinho come\u00e7ou a atuar e se mostrar mais. O teatro foi a minha salva\u00e7\u00e3o como ser humano. Na adolesc\u00eancia, entrei no Teatro Escola de Pelotas e conheci o diretor Valter Sobreiro J\u00fanior. Hoje, quase vinte anos depois, dou aula para crian\u00e7as neste mesmo grupo, agora coordenado por Barthira Franco\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><b>TRECHO da cr\u00f4nica \u201cO Circo de Agosto\u201d<\/b><\/h2>\n<p>&#8220;Coloca o rev\u00f3lver na cintura. Olha-se no espelho. Lembra-se do palha\u00e7o Darci. O palha\u00e7o Darci era apaixonado pela mulher barbada que amava o trapezista. Darci tentava se matar com um bodoque. Bodoque existe ainda? Hoje se mata gente mais do que passarinho. Pausa&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Saio de casa e da vida para entrar no abismo? Saio de casa? Morrer s\u00f3 \u00e9 muito triste! Saio de casa e da vida para entrar na rua. Mendic\u00e2ncia? Jamais! Sai. Toma um t\u00e1xi.<\/p>\n<p>Ele entra no circo. \u00c1guas dan\u00e7antes ao som de flamenco falam da vida que se renova e o fazem lembrar da m\u00e3e. O palha\u00e7o entra. Atr\u00e1s do palha\u00e7o, Get\u00falio lhe acena e ele, decidido, invade o picadeiro. O palha\u00e7o lhe coloca um nariz e o faz cair da cadeira. Gargalhadas. Ele ergue o rev\u00f3lver e engatilha. O palha\u00e7o lhe tira o rev\u00f3lver da m\u00e3o. Gargalhadas. Eles lutam. Eles engatinham. Ele retoma o rev\u00f3lver e aponta para si. Mam\u00e3e est\u00e1 l\u00e1 e faz sinal de reprova\u00e7\u00e3o. Ele guarda o rev\u00f3lver. O palha\u00e7o o abra\u00e7a. Ele chora. Gargalhada geral. Policiais o imobilizam. Aplausos!&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e1bado \u00e0s 17h na Pane Mio Gourmet, Charlie Rayn\u00e9 autografar\u00e1 \u201cMemorial de amor inquieto\u201d Por Carlos Cogoy Trabalhar com arte neste pa\u00eds \u00e9 um desafio imenso. 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