{"id":5780,"date":"2013-11-07T20:28:11","date_gmt":"2013-11-07T22:28:11","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=5780"},"modified":"2013-11-07T20:30:52","modified_gmt":"2013-11-07T22:30:52","slug":"vacina-brasileira-contra-o-hiv-comeca-a-ser-testada-em-macacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/vacina-brasileira-contra-o-hiv-comeca-a-ser-testada-em-macacos\/","title":{"rendered":"Vacina brasileira contra o HIV come\u00e7a a ser testada em macacos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Come\u00e7aram nesta semana os testes em macacos da vacina contra o HIV, que est\u00e1 sendo desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo em parceria com o Instituto Butantan<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os quatro animais come\u00e7aram a ser imunizados com a vacina que cont\u00e9m partes do v\u00edrus. Depois, os macacos receber\u00e3o um v\u00edrus modificado que causa o resfriado como parte dos estudos para desenvolver o imunizante.<br \/>\nSegundo Edecio Cunha Neto, um dos pesquisadores respons\u00e1veis por conduzir o projeto, o diferencial da vacina \u00e9 usar partes do v\u00edrus que n\u00e3o se alteram. \u201cUm dos grandes problemas de se fazer uma vacina contra o HIV \u00e9 que ele \u00e9 hipervari\u00e1vel\u201d, ressalta ao explicar que o genoma do v\u00edrus pode varia at\u00e9 20% entre dois pacientes. \u201cNos componentes que n\u00f3s escolhemos para colocar na vacina est\u00e3o somente as regi\u00f5es mais conservadas do v\u00edrus, ou seja, aquelas que n\u00e3o variavam de um HIV para o outro\u201d, destacou.<br \/>\nAl\u00e9m de ter pouca varia\u00e7\u00e3o, as partes do v\u00edrus foram selecionadas por provocarem forte rea\u00e7\u00e3o no organismo da maioria das pessoas. \u201cN\u00f3s fizemos o que chamamos de desenho racional, para embutir dentro da nossa vacina mecanismos para que ela fosse capaz de dar uma resposta que funcionasse para os HIVs mais variados poss\u00edveis e que funcionasse em um n\u00famero grande de pessoas\u201d.<br \/>\nAp\u00f3s os testes com os quatro animais, ser\u00e3o feitos experimentos com um grupo de 28 macacos e tr\u00eas tipos de v\u00edrus diferentes, todos modificados com partes do HIV. \u201cAs combina\u00e7\u00f5es desses tr\u00eas v\u00edrus s\u00e3o, at\u00e9 hoje, as melhores combina\u00e7\u00f5es para gerar respostas imunes potentes em primatas. Ent\u00e3o, o que a gente vai fazer \u00e9 escolher, de quatro combina\u00e7\u00f5es diferentes, aquela que deu resposta mais forte. E usar essa combina\u00e7\u00e3o para teste em humanos\u201d, detalhou o pesquisador.<br \/>\nCaso seja bem sucedida, a vacina vai aumentar a rea\u00e7\u00e3o dos imunizados ao v\u00edrus, diminuindo a capacidade de transmiss\u00e3o e melhorando a qualidade de vida do paciente. \u201cO que ela vai fazer \u00e9 reduzir muito a quantidade de v\u00edrus, matar as c\u00e9lulas que est\u00e3o infectadas. Mas ela dificilmente vai erradicar a infec\u00e7\u00e3o. Vai bloquear a transmiss\u00e3o para outra pessoa, porque a quantidade de v\u00edrus vai ser muito baixa\u201d.<br \/>\nAtento aos recentes protestos contra o uso de animais em pesquisas, que levaram inclusive ao fechamento de um instituto no interior paulista, Cunha fez quest\u00e3o de dizer que os animais s\u00e3o bem tratados. \u201cOs animais neste estudo n\u00e3o sofrem de maneira nenhuma. At\u00e9 mesmo para o procedimento de colher sangue ou vacinar, eles est\u00e3o anestesiados\u201d, enfatizou.<br \/>\nO pesquisador defendeu ainda o uso de animais em experimentos. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel substituir um teste com animais por um teste de cultura ou teste de laborat\u00f3rio mais simples. O teste em animais vai observar a repercuss\u00e3o de uma nova vacina, uma nova droga, no organismo inteiro\u201d, argumentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7aram nesta semana os testes em macacos da vacina contra o HIV, que est\u00e1 sendo desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo em parceria com o Instituto<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5781,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5780"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5780"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5780\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5783,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5780\/revisions\/5783"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5781"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5780"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5780"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5780"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}