{"id":57939,"date":"2017-01-02T09:10:50","date_gmt":"2017-01-02T11:10:50","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=57939"},"modified":"2017-01-02T09:10:50","modified_gmt":"2017-01-02T11:10:50","slug":"chuvas-beneficiam-culturas-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/chuvas-beneficiam-culturas-no-rs\/","title":{"rendered":"Chuvas beneficiam culturas no RS"},"content":{"rendered":"<p>As lavouras de soja no Rio Grande do Sul est\u00e3o em desenvolvimento vegetativo e em in\u00edcio de flora\u00e7\u00e3o das cultivares superprecoces semeadas em outubro. Apesar das chuvas irregulares dos \u00faltimos dias, o stand \u00e9 bom e a cultura necessita de monitoramento di\u00e1rio para amostragem de pragas e doen\u00e7as. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater\/RS-Ascar, no munic\u00edpio de Iju\u00ed, algumas lavouras de soja apresentam folhas enrugadas, preocupando os produtores, pois ainda n\u00e3o foram identificadas as prov\u00e1veis causas.<\/p>\n<p>O milho no Estado apresenta diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento vegetativo, flora\u00e7\u00e3o e enchimento de gr\u00e3os, com bom padr\u00e3o geral. No Planalto M\u00e9dio, as estimativas apontam para um rendimento entre 8 e 9 t\/ha. J\u00e1 no Noroeste, as folhas \u201cretorcidas\u201d nas espigas em forma\u00e7\u00e3o, com perspectivas de redu\u00e7\u00e3o do tamanho e peso do gr\u00e3o, preocupam os produtores. Essas lavouras que apresentavam sintomas de murchamento foram imediatamente colhidas para silagem e apresentaram boa produ\u00e7\u00e3o de massa.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas onde o milho destina-se preferencialmente para alimenta\u00e7\u00e3o dos animais, se intensificam os trabalhos com o corte de milho para silagem; na grande maioria das \u00e1reas, apresenta uma excelente produtividade de massa verde. Algumas lavouras est\u00e3o colhendo mais de 50 t\/ha, e a m\u00e9dia fica por volta dos 43 t\/ha.<\/p>\n<p>Milhos cultivados com tecnologia de piv\u00f4s se encaminham para a colheita, que dever\u00e1 iniciar de meados a final de janeiro. Em \u00e1reas com problemas de umidade e cultivo de sequeiro, h\u00e1 possibilidade de algumas lavouras aderirem ao Proagro, pois houve falta de chuvas no per\u00edodo cr\u00edtico de enchimento de gr\u00e3o, como na regi\u00e3o do Alto da Serra do Botucara\u00ed.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m beneficiadas pelas chuvas dos \u00faltimos dias, as primeiras lavouras de feij\u00e3o 1\u00aa safra colhidas apresentam boa produtividade, dentro do esperado, apesar de o clima em determinadas \u00e9pocas do ciclo da cultura n\u00e3o ter sido plenamente favor\u00e1vel, com ocorr\u00eancia de frio na fase vegetativa e escassez de chuvas nas fases de flora\u00e7\u00e3o e enchimento de gr\u00e3os; mesmo assim, os resultados t\u00eam deixado os agricultores satisfeitos. Agricultores de v\u00e1rias regi\u00f5es j\u00e1 implantam o feij\u00e3o safrinha ou 2\u00aa safra.<\/p>\n<p>Na fruticultura, est\u00e1 em andamento a colheita de uva, mel\u00e3o e melancia, com excelente produ\u00e7\u00e3o. A safra do p\u00eassego apresentou \u00f3tima produtividade, estando praticamente encerrada. H\u00e1 expectativa de excelente produtividade de uva, mel\u00e3o e melancia, com \u00f3tima sanidade. Na Serra, os pomares de ameixa est\u00e3o com boa sanidade, vigor e carga de frutos; estes, com bom calibre e sabor e \u00f3tima colora\u00e7\u00e3o. A variedade Fortune, localmente tamb\u00e9m conhecida por \u201cItalianinha\u201d, est\u00e1 em plena colheita. Outra cultivar de grande import\u00e2ncia na regi\u00e3o serrana \u00e9 a Let\u00edcia, em plena matura\u00e7\u00e3o dos frutos; em locais um pouco mais quentes, inicia a colheita.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o Centro Sul, 97,2% da produ\u00e7\u00e3o de batata-doce foi colhida e comercializada, intensificando-se os trabalhos de preparo do solo e de plantio da safra 2016-2017, atingindo, at\u00e9 o momento, 70% da \u00e1rea total de cultivo. As lavouras est\u00e3o produzindo em m\u00e9dia 14 t\/ha, com produto de m\u00e9dia qualidade, pois a qualidade reduz \u00e0 medida que o final da safra se aproxima.<\/p>\n<p>Bovinocultura de leite &#8211; No geral as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de forragem para o rebanho leiteiro s\u00e3o \u00f3timas; h\u00e1 boa oferta de alimentos e foi iniciado o pastoreio nas pastagens de milheto e capim sud\u00e3o, que apresentam muito boa condi\u00e7\u00e3o de oferta de forragem. Em \u00e1reas de pastagens perenes de tifton e jiggs, as condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o favor\u00e1veis. As poucas restri\u00e7\u00f5es de umidade e as horas de luz di\u00e1rias elevadas favorecem o r\u00e1pido crescimento e rebrote das forrageiras. O per\u00edodo \u00e9 de elevada produ\u00e7\u00e3o de leite, ocasionando redu\u00e7\u00e3o em torno de 15 a 20% no pre\u00e7o pago pelo leite ao produtor; mesmo com bonifica\u00e7\u00f5es de qualidade e quantidade.<\/p>\n<p>Com o calor extremo verificado na semana, houve redu\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do estresse t\u00e9rmico e alta umidade do ar, o que reduz o consumo de alimentos, pois para se protegerem do calor os animais ficam concentrados nos locais onde ainda h\u00e1 sombra. Nestes dias quentes, a estrat\u00e9gia no manejo dos animais \u00e9 aproveitar ao m\u00e1ximo o pastejo noturno e no in\u00edcio da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Ovinocultura &#8211; Para os ovinos, estima-se que mais de 90% dos rebanhos estejam esquilados e com bom escore corporal. Apesar dos animais estarem com boas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, o aumento da umidade pode acarretar maior incid\u00eancia de parasitas; assim, os produtores realizam manejos estrat\u00e9gicos para o controle da verminose ovina, com dosifica\u00e7\u00f5es de acordo com a necessidade ou conforme a condi\u00e7\u00e3o corporal do rebanho. Banhos sarnicida e piolhicida dever\u00e3o ser feitos a partir do dia 1\u00ba de janeiro e a n\u00e3o comprova\u00e7\u00e3o acarretar\u00e1 em dificuldades junto \u00e0 Inspetoria Veterin\u00e1ria e Zoot\u00e9cnica &#8211; IVZ na emiss\u00e3o de Guia de Tr\u00e2nsito Animal &#8211; GTA.<\/p>\n<p>Piscicultura &#8211; Neste final de ano, a maioria das cria\u00e7\u00f5es comerciais est\u00e1 com os a\u00e7udes povoados e j\u00e1 com alimenta\u00e7\u00e3o regular. Os n\u00edveis dos a\u00e7udes ainda est\u00e3o bons. Em decorr\u00eancia das oscila\u00e7\u00f5es das temperaturas, o desenvolvimento dos peixes est\u00e1 um pouco aqu\u00e9m do esperado para a \u00e9poca. No entanto, com as precipita\u00e7\u00f5es reduzidas, previstas para fevereiro, alguns produtores est\u00e3o controlando para n\u00e3o alimentar os animais em excesso, j\u00e1 que n\u00e3o haver\u00e1 recurso h\u00eddrico para a renova\u00e7\u00e3o da \u00e1gua dos viveiros. Os produtores est\u00e3o mais conscientes quanto a evitar a superlota\u00e7\u00e3o dos viveiros e a consequente mortandade em per\u00edodos como o que est\u00e1 por vir. Mesmo assim, \u00e9 um per\u00edodo em que ocorre o repovoamento e as recomenda\u00e7\u00f5es de calagem e aduba\u00e7\u00e3o dos mesmos s\u00e3o constantes nesta \u00e9poca do ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As lavouras de soja no Rio Grande do Sul est\u00e3o em desenvolvimento vegetativo e em in\u00edcio de flora\u00e7\u00e3o das cultivares superprecoces semeadas em outubro. 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